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Dicas e coisas de cozinha

Temperos e condimentos que não podem faltar na cozinha

13 de janeiro de 2023 by Eneida Deixe um comentário

Conheça os temperos e condimentos que vão ajudar a transformar sua comida em algo sensacional!

Cozinhar por si só é uma arte, mas tornar aquela arte em algo delicioso pode depender de quais temperos e condimentos você está usando.

Existem tantas opções de temperos e condimentos no mercado que às vezes pode ser difícil saber por onde começar.

Condimentos e temperos indispensáveis na despensa

Se você quer dar mais sabor, cor e aroma às suas receitas com os melhores ingredientes, continue acompanhando este artigo.  Nele, você vai descobrir os melhores temperos e condimentos que todos os chefs profissionais ou amadores devem ter na cozinha.

10 temperos indispensáveis em qualquer cozinha

Os temperos são um conjunto de ervas e especiarias utilizados para realçar o sabor dos alimentos.

Quando se diz que uma receita está bem temperada, é porque ela tem a dosagem certa de ingredientes, resultando em um perfeito equilíbrio de sabores.

Conheça a seguir 10 temperos e especiarias indispensáveis no dia a dia da sua cozinha!

Alecrim

O alecrim é uma erva aromática muito utilizada na gastronomia mediterrânea. A erva é excelente para temperar receitas de cozimento longo, como carnes assadas, frutos do mar, legumes e sopas.

Ele tem um sabor ligeiramente adocicado e confere um toque especial a qualquer receita.  Além disso, o alecrim atua beneficamente no sistema digestivo.

O alecrim pode ser usado na forma fresca ou desidratada. Embora a forma fresca seja a mais recomendada para uso, é a forma seca que concentra melhor o sabor e o aroma da erva.

Canela

A canela é uma especiaria versátil que pode ser usada em uma variedade de alimentos. No Brasil é especialmente utilizada em sobremesas ou lanches doces, como bolinhos, mingaus ou tortas.

Mas na culinária grega, por exemplo, é comumente utilizada para temperar carnes.

Em pau ou em pó, a canela tem aroma e sabor bastante fortes, sendo preciso moderação na hora de usar o ingrediente.

Quando em demasia, tem o poder de “roubar” o sabor de um prato.

Quanto aos benefícios à saúde, a canela é rica em antioxidantes, possui ação termogênica, alivia sintomas respiratórios e promove sensação de saciedade.

Cominho

Entre os temperos e condimentos essenciais em toda a cozinha, sem dúvida o cominho é o mais desafiador. Ele tem um sabor picante que exige muita cautela por parte do cozinheiro e pode ser encontrado em pó ou em grão. Em preparos na frigideira, por exemplo, é preciso usar fogo baixo e ter muito controle, pois é um tempero que queima rapidamente.

Graças ao seu sabor peculiar, o cominho é muito utilizado em cozidos, para temperar carnes e vegetais.

Além disso, também harmoniza bem com pratos com barbecue, curry e chilli.

O cominho também pode ser ingerido na forma de chá.

Quanto aos benefícios, o tempero facilita a digestão dos alimentos, ajuda a controlar os níveis de colesterol e açúcar no sangue e tem ação anti-inflamatória.

Cravo-da-Índia

Assim como a canela, o cravo é uma especiaria que adiciona um toque especial a doces como beijinho de coco, bananada, bolos e diversas outras delícias.

Contudo, também pode acrescentar sabor e aroma a carnes assadas (de boi e de porco), além de arroz e sopas. O tender salpicado com cravo da Índia é um clássico no Natal brasileiro! Além disso, também é excelente para preparar chás caseiros calmantes e revigorantes.

O Cravo da Índia possui um aroma floral e sabor adocicado e deve ser usado com moderação. Na comida, recomenda-se retirar a especiaria antes de servir a refeição, já que o tempero não é muito fácil de ser mastigado.

Entre os seus muitos benefícios, o cravo facilita a digestão, combate a diarreia e melhora a saúde do fígado.

Louro

Outro tempero com sabor é o louro. Sua fragrância profunda e sabor ligeiramente amargo são ótimos para temperar feijão, carne assada, molhos para massas, lentilhas, caldos e sopas.

Se você estiver procurando por uma forma fácil de dar a seus pratos um toque especial, tente adicionando algumas folhas de louro!

Como se já não bastassem essas vantagens, ao louro também se atribuem propriedades medicinais digestivas, diuréticas e anti-inflamatórias.

O louro é comercializado em folhas ou em pó. Na forma de folhas, recomenda-se retirar o tempero das refeições antes de servi-las, já que as folhas possuem gosto amargo e são difíceis de mastigar.

Manjericão

O manjericão é uma erva aromática que tem notas leves de limão que tornam as saladas mais refrescantes e dão vida às massas com molho de tomate fresco. 

Além do famoso macarrão ao molho pesto, o tempero também combina super bem com pizzas, sopas e com várias outras receitas italianas.

Cabe ainda ressaltar que o manjericão tem propriedades antissépticas, analgésicas e cicatrizantes, que beneficiam todo o organismo. A erva fortalece o sistema imunológico, alivia o cansaço, os sintomas de estresse e ajuda a cicatrizar aftas.

Orégano

Já o orégano integra o rol de temperos e condimentos mais conhecidos e usados pelos brasileiros, graças ao seu sabor intenso e versatilidade.

As folhas podem ser utilizadas frescas ou secas, embora nas cozinhas brasileiras é raro ver esta erva fresca.

De sabor robusto e ligeiramente amargo, o orégano é um tempero que combina com perfeição com carnes, ensopados, pizzas, ovos, peixes, aves e frutos do mar. A erva também complementa bem receitas com tomates frescos, queijos e cebolas, e fica ótima em recheios e molhos de maneira geral.

O orégano é rico em vitaminas, minerais e antioxidantes que auxiliam na digestão e absorção de nutrientes.

Páprica

Assim como o cominho, a páprica também é um dos temperos e condimentos desafiadores. A especiaria, de origem espanhola, é produzida com pimentões secos e moídos.

A páprica tem coloração vermelha, sabor leve e picante, e por isso é muito utilizada em receitas mexicanas.

Versátil, a páprica pode ser usada em carnes, sopas, peixes, rabada, costela suína e vários outros pratos.

O tempero pode ser encontrado em pó, mas em três versões diferentes: a páprica doce, a picante e a defumada.

Vale ainda dizer que a páprica tem propriedades antissépticas e antigases.

Pimenta-do-reino

Sem dúvida alguma outra ótima escolha para temperar carnes vermelhas e molhos, além de caldos e sopas. Também funciona especialmente bem com batatas assadas no forno.

Embora a pimenta do reino preta seja a mais comum, ela também pode ser encontrada nas versões vermelha, verde e branca. Todas oferecem um sabor mais picante às receitas e exigem moderação na quantidade.

Assim com a maioria dos temperos e condimentos listados anteriormente, a pimenta do reino também facilita a digestão e a absorção de nutrientes pelo organismo.

Tomilho

O tomilho é um tempero pertencente à família da hortelã. Seu sabor ligeiramente adocicado, apimentado e com um toque de menta é excelente para preparar risotos, molhos e carne assada, principalmente de aves.

Suas folhas podem ser utilizadas tanto frescas quanto secas e em ambos os casos, além de dar um toque especial aos pratos, também ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

Condimentos que deixam suas receitas ainda mais saborosas

Diferente dos temperos, os condimentos são adicionados às receitas com a finalidade de conferir mais sabor, textura e realçar o gosto dos alimentos.

Alguns podem ser inseridos na receita durante o preparo, outros, no entanto, após o preparo ou durante o consumo.

Entre os condimentos mais usados na minha casa no dia a dia, posso destacar os seguintes:

Azeite de oliva

O azeite de oliva é um condimento produzido a partir da prensagem das azeitonas. Rico em ácidos graxos essenciais como ômega 3 e ômega 9, trata-se de uma gordura saudável para preparar saladas e legumes, fazer refogados e fritar alimentos.

Ketchup

Já o ketchup é um molho de tomate preparado com vinagre e vários outros condimentos. Ele pode ser do tipo tradicional, picante ou temperado com bacon, cebola e ervas. O molho é de origem chinesa e no Brasil serve para dar mais sabor a pizzas, salgados e hambúrgueres. O ketchup também está presente no popular strogonoff de carne ou frango.

Molho Inglês

Apesar de ser inspirado em uma receita indiana, o molho inglês foi desenvolvido na Inglaterra e por isso tem esse nome. De coloração escura e sabor adocicado, o molho inglês é composto por molho de soja, vinagre, cebola, alho, cravo-da-índia, pimenta, tamarindo e várias outras ervas e especiarias. O molho inglês geralmente é utilizado como intensificador de sabores e comumente usado para temperar carnes brancas, de aves ou de peixes.

Mostarda

A mostarda, por sua vez, é um condimento feito a partir das sementes de mostarda, uma planta cujo uso na gastronomia é muito antigo. A mostarda pode ser encontrada na forma de pó ou de pasta, sendo esta última a forma de uso mais comum.

De sabor picante, intenso e ligeiramente amargo, a mostarda serve para dar mais sabor a saladas, carnes e legumes. No Brasil, é muito utilizada em salgados e hambúrgueres.

Óleo de soja (Shoyu)

O molho shoyu é originário da gastronomia oriental e é basicamente uma mistura de óleo de soja, cereais e sal marinho. Tem um sabor intenso e salgado, e graças a essa característica pode substituir o sal no preparo de alguns alimentos, como carnes, aves e peixes, por exemplo.

Vinagre

O último integrante da nossa lista de temperos e condimentos é o vinagre. O produto é obtido através da fermentação alcoólica ou acética do vinho. Disponível na versão tinto, branco ou balsâmico, o vinagre é um excelente condimento para temperar saladas e molhos de carnes suínas. Além do vinagre de vinho, existem ainda os vinagres de arroz, de maçã e de outras frutas.

Agora que você conhece esses 10 temperos e 6 condimentos essenciais para ter na sua cozinha, experimente adicionar alguns às suas receitas favoritas hoje mesmo!

E caso queira receber mais dicas culinárias como essa, não perca a oportunidade de acompanhar o blog do Bem Afiada. Bom Apetite!

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Brócolis ninja: o que é e como fazer?

14 de novembro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Considerado um super alimento, o brócolis ninja combina com praticamente tudo

Se você nunca ouviu falar sobre o brócolis ninja, talvez seja porque não está ligando o nome à “pessoa”.

Todavia, certamente você o conhece, nem que seja só de vista, nas gôndolas do mercado. O vegetal também é conhecido como brócolis japonês e tem algumas características diferentes, mas não é apenas pelo gosto: ele também tem uma estética muito bonita.

Brocolis ninja em uma tábua de corte de madeira

Há muitas formas de usar esse tipo de brócolis na cozinha, principalmente se você tiver um pouquinho de criatividade e souber combinar pratos.

Confira melhor neste artigo algumas dicas interessantes!

O que é brócolis ninja?

O brócolis ninja é obviamente um tipo de brócolis, uma hortaliça originária da região do Mediterrâneo e que graças ao fácil cultivo e ao sabor agradável se popularizou no mundo todo.

Pertence à família dos crucíferos (nome científico Brassicaceae ou Cruciferae), juntamente com a couve-flor, com o repolho e com a couve.

Considerado um superalimento, ele é rico em fibras e vitamina C. Inclusive, ele chega a ter mais vitamina C do que outras fontes bem conhecidas, como laranja e limão, por exemplo. A vitamina A (betacaroteno) também aparece bastante na sua composição, o que é ótimo para a saúde da pele e olhos.

Esse tipo de brócolis pode ser servido de diversas maneiras, embora cru ou cozido sejam as mais comuns.

Diferença entre brócolis comum e ninja

Compreender as diferenças entre o brócolis comum e o ninja é mais fácil do que se imagina. A principal diferença está no formato dos dois vegetais.

O brócolis comum, ou do tipo ramoso, é o tipo mais encontrado em feiras. Possui vários talos compridos, folhas, pequenas inflorescências e é comercializado em maços.

Já o brócolis ninja tem um único caule, que é mais grosso e dele se originam outros talinhos com inflorescências. Ele tem coloração verde escura, quase não tem folhas e a sua cabeça se parece com um buquê de flores.

Outro detalhe que pode ajudar você a diferenciar os dois vegetais, é que o ninja é comercializado em unidade.

O brócole ninja, ou brócolis de inflorescência única, é também conhecido por cabeça única, calabrês, japonês ou americano nas diversas partes do Brasil.

Quanto ao sabor, o do tipo comum costuma ser mais forte e amargo, enquanto o do ninja, mais suave.

Diferenças entre o brócolis comum e o ninja ou japonês

Como preparar brócolis ninja

O primeiro passo para preparar o brócolis ninja é separar os floretes. Como ele tem os talos e suas inflorescências muito juntos, pode ser difícil higienizar a hortaliça sem esse passo.

Portanto, comece separando os talos. Depois de cortar, é hora de lavar o brócolis em água corrente e abundante. Você pode deixar um pouco de molho na água, ou usar um higienizador de verduras, assim como faz com outros legumes e verduras, por exemplo.

Após lavar bem o brócolis, é hora de escolher uma das formas de cocção a seguir:

Técnica de branqueamento

O branqueamento é uma técnica de cocção muito útil para o servir o brócolis com saladas e molhos. O truque de mestre consiste em causar um choque térmico no vegetal para deixá-lo mais crocante e com cor mais viva.

Para tal, primeiro cozinhe o brócolis na água fervente com um pouco de sal por apenas dois minutos. Em seguida, basta retirar o vegetal da água fervente e colocá-lo em uma tigela com água e gelo. Quando esfriar, está pronto para servir.

No vapor

Outra forma é cozinhar o brócolis no vapor. Na verdade, essa é uma das formas mais práticas, principalmente para quem irá servi-lo com salada, pois faz com que fique mais firme (al dente).

Você pode fazer isso com o auxílio de um cesto ou travessa de cozimento (também chamada “cozivapore”), que é encaixada em uma panela com água; ou com uma panela elétrica de arroz que acompanha vaporeira.

Coloque os floretes de brócolis na cesta de cozimento quando a água do banho maria estiver fervendo e deixe cozinhar por 5 minutos. Neste ponto, teste com um garfo para ver se está cozido ao ponto para seu gosto. Se não estiver, deixe cozinhar por mais 1 ou 2 minutos, cuidando para não deixar ficar cozido demais.

Retire do fogo assim que o brócolis estiver cozido, para evitar super cozimento e sirva logo a seguir.

Brócolis ninja refogado

Há também o brócolis ninja refogado. Você pode refogar o vegetal sozinho, com outros legumes e até mesmo com batata. Tudo vai depender do seu gosto e do prato que irá cozinhar.

Para refogar, basta aquecer em uma boa frigideira uma gordura (manteiga, óleo ou azeite) e jogar os floretes mexendo até que estejam cozidos, porém firmes.

Brócolis assado

Assar o brócolis ninja também é possível. A dica é temperar antes com as misturas que forem do seu gosto.

Um ponto positivo é que o brócolis combina com vários tipos de temperos, como alho, curry, ervas frescas como salsinha e tomilho e vários outros.

Coloque o brócolis na assadeira, regue com azeite e dê uma boa misturada. Para um sabor extra, polvilhe com queijo parmesão ralado.

Para assar o brócolis basta pré-aquecer o forno a 180 graus e deixar os brócolis assarem por 20 minutos.

Brocolis ninja assado

Brócolis na Airfryer pode? Claro que pode!

Por fim, você também pode escolher a forma mais prática: colocar o brócolis ninja na airfryer. Se você pré aquecer a airfryer (e eu recomendo que o faça!), bastam 3-5 minutos para o brócolis ficar delicioso!

Ele vai ficar tostado sem a necessidade de óleo e fica ótimo para comer inclusive como petisco. Caso queira evitar o aspecto ressecado, o ideal é pincelar um pouco de azeite sobre o vegetal antes de levá-lo ao equipamento.

Leia também: como escolher a melhor air fryer

O talo do brócolis é comestível?

Uma dúvida muito comum é sobre o talo do brócolis ninja. Será que é possível aproveitá-lo ou será que faz mal? Existe algum segredo?

A boa notícia é que você pode aproveitar todas as partes de um brócolis, incluindo o seu talo. Portanto, você não precisa tirar o talo quando for cozinhar: pode deixá-lo e comê-lo da mesma forma.

Há muitas receitas que aproveitam o talo do brócolis. Dentre elas, você pode apostar no bolinho de arroz ou no refogado com bacon, por exemplo.

Além disso, pode aproveitá-lo no próprio arroz com brócolis ou na sopa de legumes. Além de saboroso, também traz benefícios para a saúde: é rico em potássio, ferro, cálcio e vitamina A, C, K e B.

Brócolis combina com o quê?

O brócolis ninja combina com muita coisa, veja a seguir algumas combinações que amamos.

Primeiramente, é claro que o brócolis combina com outros legumes. Uma receita comum é com cenoura, por exemplo. Você pode unir os dois e cozinhar com arroz, que também é uma receita típica.

Com carnes, o brócolis combina principalmente com o frango. Se você fizer uma receita com molho branco, frango e brócolis, com certeza vai se apaixonar. Agora, se você for vegetariano, pode trocar o frango por cogumelos.

Ainda há outras opções para vegetarianos, como brócolis com tofu ou até mesmo hambúrguer de grão-de-bico com brócolis.

Outra dica é harmonizar o brócolis com massas, independentemente do tipo de molho. Como exemplos dessa combinação, podemos citar lasanha de brócolis, ravioli ao molho branco com brócolis, entre muitas outras.

Além dessas possibilidades, o gratinado de brócolis e queijo e até mesmo salmão com brócolis ao molho de vinho e mel são uma delícia.

Como você pode ver, não faltam opções para incluir o brócolis ninja na sua rotina alimentar. Se você ainda não testou o vegetal por medo, aproveite as dicas deste artigo para colocar em prática no dia a dia! E, caso queira receber mais dicas como esta, acompanhe o blog do Bem Afiada e fique por dentro dos melhores conteúdos que vão facilitar a sua vida na cozinha!

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Anis estrelado: como usar este tempero

14 de novembro de 2022 by Eneida 1 comentário

Especiaria asiática que oferece sabor e aroma a diversas receitas, o tempero anis estrelado é muito versátil

Você já ouviu falar em anis estrelado? Na verdade, o nome exótico se refere a uma especiaria utilizada há séculos na culinária asiática.

Graças a sua versatilidade, ele pode ser utilizado inteiro ou moído, tanto em pratos doces quanto em pratos salgados, além de chás.

Anis estrelado - usos culinários
Anis Estrelado – tempero com sabor único

Com sabor e aroma inigualáveis, aprenda como usar o anis estrelado no seu dia a dia.

Continue a leitura e descubra mais detalhes neste artigo que o Bem Afiada preparou para você!

O que é anis estrelado?

O anis estrelado é o fruto da árvore Illicium verum, uma planta aromática com cerca de 8m de altura e muito cultivada na China, na Índia e no Vietnã.

Sua forma é semelhante a uma flor de 8 pétalas pontiagudas, ou semelhante a uma estrela de oito pontas, como preferir. Cada pétala (ou braço) é composta por uma semente de coloração marrom e formal oval.

Segundo as crenças asiáticas, o formato da especiaria significa sorte e, portanto, além de servir como especiaria aromática e como planta medicinal, ela também é muito utilizada na forma desidratada como item decorativo.

No Brasil, o anis estrelado geralmente é utilizado em molhos, pratos caldosos, de cozimento lento, em chás e para temperar carnes vermelhas, de frango e de peixes.

Qual é o gosto da especiaria?

O anis estrelado tem um sabor forte, adocicado e um tanto quanto “apimentado”. Por isso, deve ser utilizado com moderação nos pratos, pois o seu gosto peculiar tem o poder de alterar o sabor final da receita.

Há quem diga, inclusive, que o sabor da especiaria se pareça com o sabor da erva-doce, mas veja abaixo as diferenças.

Outros, no entanto, atribuem ainda um toque de cravo ao sabor do anis estrelado.

Como usar o anis estrelado na cozinha?

O anis estrelado pode ser utilizado inteiro ou moído, conforme a receita que será preparada.

Todavia, é preciso ficar atento, pois a forma em pó costuma ter um sabor ainda mais forte.

Como as sementes não oferecem muito sabor às receitas e podem, inclusive, amargar, elas devem ser retiradas antes do preparo.

Assim como a canela e o cravo, duas ervas aromáticas de sabor forte e peculiar, o uso do anis estrelado na cozinha transita entre pratos doces e salgados com muita facilidade.

Só para se ter uma ideia, ele é usado na bouillabaisse, uma sopa de peixes e fruto do mar típica da região de Marselha, na França.

bouillabaisse - sopa tradicional de frutos do mar
Bouillabaisse

Já na China, é amplamente utilizado como tempero em carnes de pato e de porco. O anis estrelado é parte da mistura de ingredientes tradicional chinesa chamada “cinco especiarias“, que inclui ainda canela chinesa, sementes de funcho, cravo e gengibre.

Na Tailândia, o anis estrelado é ingrediente indispensável no chá gelado.

O anis estrelado é também usado para aromatizar um Gin Tônica, especialmente uma receita preparada com laranja. Basta acrescentar um anis estrelado

E no Brasil? Bom, como pontuamos anteriormente, o anis estrelado é muito versátil e geralmente é utilizado em receitas de sopas, ensopados e cozidos.

Mas ele também combina super bem com outros pratos típicos brasileiros como arroz, tubérculos e geleias.

Quando se coloca o anis inteiro nas receitas é preciso ter cuidado, pois é importante retirá-lo antes de comer. Em primeiro lugar porque assim como o cravo e a canela, por exemplo, a especiaria é difícil de mastigar. Em segundo lugar, porque o ingrediente tem um sabor muito forte pode encobrir os outros sabores do prato.

Diferença entre anis estrelado, funcho e erva doce

As três especiarias produzem anetol, um composto que confere o sabor de anis ou alcaçuz.

Por isso, embora bem diferentes, o anis estrelado é confundido com o funcho e a erva doce. Inclusive em inglês, erva doce é chamada de “anise”, enquanto o anis estrelado é conhecido como “star anise”.

As três também são utilizadas na culinária ou para o preparo de chás.

Anis estrelado, sementes de funcho e erva doce

Principais substitutos

Infelizmente, nem sempre é possível encontrar anis estrelado para preparar as receitas. Então, o que fazer? Será que dá para substituir o ingrediente?

Se você está passando ou já passou por essa experiência, saiba que é possível, sim, substituir a especiaria sem comprometer o resultado da receita.

Entre os substitutos mais comuns, inclusive, destacam-se a erva doce e o funcho, ervas que possuem sabores fortes e adocicados, assim como o anis estrelado.

Porém, o ingrediente também pode ser substituído por:

  • erva doce
  • sementes de funcho
  • cravo;
  • pimenta da Jamaica;
  • canela chinesa;
  • licor Sambuca, ou outro com gosto de anis (quando a receita pede líquido).

Tanto a erva doce quanto o funcho possuem um sabor que lembra alcaçuz, assim como o anis estrelado. Sendo assim, podem ser melhores substitutos, principalmente para temperar carnes ou utilizá-los em produtos de panificação, como bolos e pães, por exemplo.

Enquanto isso, a Pimenta da Jamaica possui notas de noz-moscada, cravo e canela. Já a canela chinesa (pó de casca de Cássia), embora tenha um sabor complexo, quente e maravilhoso, não tem sabor de alcaçuz.

Portanto, a dica aqui é ficar atento à receita em que você pretende aplicar o substituto e qual sabor você deseja obter ao final do seu preparo.

O que fazer com o anis estrelado?

Um dos usos mais comuns do anis estrelado é para fazer chá. É muito fácil prepará-lo, basta usar uma colher de anis moído com 250 ml de água quente. Depois, deixe repousar na água por cerca de 10 minutos.

Além disso, ele também é ótimo para mistura de temperos. É por isso que forma boas combinações com outras especiarias asiáticas: pimenta, szechuan, canela, cravo e erva doce.

Embora seu uso mais comum seja para temperar sopas, caldos e carnes, o anis estrelado também pode incrementar as seguintes receitas:

  • Pães e bolos;
  • Geleias e doces de compota;
  • Doce de banana;
  • Frango com gengibre e canela;
  • Frutos do mar;
  • Sopa de alho-poró.

No final deste artigo, você confere uma receita de cenoura caramelizada com anis estrelado, que fica uma delícia para acompanhar carnes. Experimente!

Como armazenar?

Você pode guardar o anis estrelado em potes hermeticamente fechados. Isso ajuda a preservar ao máximo o sabor do tempero.

Sacos plásticos específicos para alimentos que ficam bem lacrados também são boas opções. Se puder, guarde também em um lugar seco e longe da luz.

Receita de cenoura caramelizada com anis estrelado

Cenoura caramelizada com anis estrelado

Cenouras deliciosamente caramelizadas com gostinho de anis estrelado para acompanhar carnes
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Preparo: 5 minutes mins
Porções: 4
Servir como: Acompanhamento

Ingredientes
  

  • 4 cenouras médias
  • 2 anis estrelados
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 4 ramos de tomilho

Modo de preparo
 

  • Descasque e corte as cenouras em bastão. Lave e separe as folhas tomilho dos ramos.
  • Leve uma panela ao fogo e nela coloque 2 xícaras de água, as estrelas de anis e as cenouras cortadas. Quando ferver, deixe cozinhar por 10 minutos. Desligue o fogo e escorra a água usando uma peneira. Reserve o anis estrelado para enfeitar o prato.
  • Na mesma panela que usou para cozinhar as cenouras, derreta a manteiga e junte o mel. Adicione a cenoura e o tomilho e mexa de forma que toda a cenoura fique envolta na calda e no tomilho, por cerca de 5 minutos.
  • Sirva como acompanhamento de carnes.
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Palavra chave: anis estrelado, cenoura caramelizada, receita com anis estrelado

Gostou de saber mais sobre o tempero anis estrelado? Então vai adorar saber que no Bem Afiada você encontra dicas de ingredientes, de organização, de técnicas culinárias e, óbvio, os melhores eletroportáteis e utensílios domésticos para facilitar o seu dia a dia. Vem conferir!

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Tipos de creme de leite usados na culinária

14 de novembro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Embora parecidos, os vários tipos de creme de leite possuem teor de gordura diferentes e são submetidos a processos de fabricação distintos

Você sabia que há vários tipos de creme de leite? Se você já passou pela experiência de tentar dar ponto ao chantilly, mas sem sucesso, certamente já deve ter percebido isso.

E, infelizmente, não se trata apenas de mudar a marca ou a embalagem do produto para conseguir bons resultados. Os cremes de leite passam por processos de fabricação distintos, que resultam em produtos diferentes.

Tipos de creme de leite

No mercado é possível encontrar desde o creme de leite fresco até as versões mais recentes de zero lactose.

Na prática, eles são classificados conforme a quantidade de gordura que possuem e tratamento térmico que recebem. Mas como diferenciar? Quais são as características de um? Você vai entender melhor neste artigo!

O que você verá neste artigo
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  • O que é o creme de leite?
  • Principais tipos de creme de leite
  • Nata é creme de leite?
  • Creme de leite vegano
  • Receita de creme de leite de castanha de caju

O que é o creme de leite?

O creme de leite é um produto indispensável para o preparo de diversos tipos de receitas, tanto doces quanto salgadas.

Ele está presente no strogonoff de frango ou carne, na ganache de chocolate, no sorvete, no recheio do bolo e em várias outras delícias.

Sendo assim, não é de admirar que o item faça parte da lista de compras da maioria das famílias brasileiras. Para quem vive da gastronomia, o produto é ainda mais necessário.

Entende-se como creme de leite o produto lácteo relativamente rico em gordura retirada do leite por procedimento tecnologicamente adequados, que apresenta a forma de uma emulsão de gordura em água.

Portaria nº 146 de 07 de março de 1996 do Ministério da Agricultura.
Tipos de creme de leite
Tipos de creme de leite

De forma geral, o creme de leite é a gordura do leite que através de um processo chamado de centrifugação, sobe para a superfície do líquido.

Após o processo de centrifugação essa gordura é homogeneizada (em alguns casos), pasteurizada e posteriormente submetida a altas temperaturas para esterilização.

Este último procedimento, aliás, elimina bactérias e garante maior tempo de prateleira do produto no mercado (durabilidade).

O fato é que os tipos de creme de leite têm características diferentes de acordo com a quantidade de gordura e tratamento térmico que recebem.

E graças a essas variedades, o produto acaba criando confusão: muitas pessoas acabam escolhendo o produto errado para as suas receitas.

Se esse é o seu caso, confira a seguir uma explicação bem completa sobre os tipos de creme de leite para você não errar mais.

Principais tipos de creme de leite

Agora que você já sabe o que é creme de leite e já conhece um pouco sobre os seus processos produtivos, é hora de conhecer os principais tipos comercializados nos supermercados.

Talvez você conheça outras ou mais algumas variações destas que irá ler, mas é porque o mercado apresenta cada vez mais opções, o que é normal.

No entanto, neste artigo nos concentramos em reunir apenas as versões mais utilizadas em diferentes receitas.

Confira a seguir sobre cada tipo.

Creme de leite fresco

Este é um dos tipos de creme de leite mais conhecidos. Ele tem um dos maiores teores de gordura, que vão de 35% a 40%. A sua característica é ser um creme pasteurizado, mas ele não passa pelo processo de homogeneização. Além disso, não leva a adição de estabilizantes e espessantes.

Esse tipo de creme de leite é muito indicado para profissionais da gastronomia ou para todos aqueles que façam chantilly em casa.

Ele tem menos soro e alto teor de gordura, o que facilita o bastante para o preparo. Por não possuir aditivos químicos em sua composição, após aberto ele deve ser mantido na geladeira.

Quanto à validade, esta é de apenas 2 ou 3 dias após ser aberto.

Creme de leite tradicional (lata)

Esse é o tipo de creme de leite mais conhecido para as receitas culinárias. O seu teor de gordura fica entre 20% a 30%, o que torna o produto mais consistente e mais indicado para o preparo de receitas que exijam essa característica.

Outro detalhe sobre o creme de leite de lata é que ele também não passa pelo processo de homogeneização. E isso, por sua vez, deixa o soro separado do creme de leite.

Para separar o soro com mais facilidade, leve o produto à geladeira ainda fechado e depois faça furos na lata por baixo, para deixar o soro escorrer.

Se o creme de leite em lata tem bom percentual de gordura e também não passa pelo processo de homogeneização, então o que o torna tão diferente do creme de leite fresco?

Na verdade, esse tipo de creme de leite leva aditivos químicos em sua composição como estabilizante para que ele dure mais tempo. Outras adições de produtos podem ser feitas, como amido ou goma xantana.

Creme de leite longa vida (UHT)

O tipo UHT é o creme de leite que é submetido ao método de pasteurização UHT (temperatura ultra-elevada). Isso garante uma vida de prateleira longa (“longa vida”) sem necessidade de refrigeração antes de ser aberto.

Denomina-se creme UHT o que foi submetido ao tratamento térmico de ultra-alta temperatura, mediante procedimento tecnologicamente adequado.

No Brasil, é vendido em embalagem própria (“caixinhas”) de 200 gramas.

O creme de leite UHT possui de 20% a 35% de teor de gordura na composição e pode receber agentes espessantes e/ou estabilizantes, assim como sais estabilizantes.

O creme UHT também passa por um processo de homogeneização, que dificulta a separação do soro (parte mais líquida).

Após a abertura, o produto deve ser conservado em geladeira e consumido em até 3 dias.

Creme de leite leve (UHT)

O creme de leite leve é aquele que tem baixo teor de gordura. Ele é feito da mistura entre o leite integral e a versão pasteurizada do creme de leite UHT.

Por fim, são adicionados os espessantes e estabilizantes que dão a consistência mais característica.

Segundo a legislação, para ser considerado “leve”, o teor de gordura deve estar entre 10,0 e 19,9%. Em geral, o que encontramos no mercado tem teor de gordura de 17%.

Creme de leite zero lactose

Entre os tipos de creme de leite mais recentes, está a versão zero lactose.

Com o aumento dos casos de intolerâncias alimentares, principalmente à lactose (açúcar do leite animal), surgiu também a versão para o creme de leite.

Nesse caso, o produto passa por um processo industrial de deslactosação, que envolve a ação da enzima lactase.

O seu teor de gordura varia entre 17% a 29% e a característica principal, obviamente, é a não presença da lactose. Porém, ele ainda contém estabilizantes e espessantes.

Nata é creme de leite?

Nata e creme de leite são a mesma coisa? Se compararmos o teor de gordura do produto, podemos dizer que sim.

A nata é um produto pasteurizado que possui de 40% a 45% de teor de gordura e possui uma consistência mais firme, quando comparada aos outros tipos de creme de leite anteriormente citados.

Essa firmeza é possível porque o produto geralmente é espessado com goma carragena.

A nata é muito tradicional na região sul do Brasil. Seu uso é bem variado, não somente para preparo do chantilly, mas pode ser utilizada em outras receitas sem nenhuma dificuldade, pois tem sabor agradável.

Creme de leite vegano

Creme de leite vegano é aquele que não usa ingredientes animais. Assim, o leite que é a base do creme é um leite vegetal, como leite de soja, leite de castanha, leite de coco, etc.

Embora seja difícil de encontrar este produto industrializado, é muito fácil fazer uma versão de creme de leite vegano caseiro. Veja a seguir uma receita simples que fica com um gosto bem neutro e ultra cremosa.

Receita de creme de leite de castanha de caju

Você pode precisar:

Creme de leite de castanha de caju

Com apenas 2 ingredientes você tem este creme vegano com gosto suave e neutro
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Porções: 1 xícara

Equipamento

  • 1 Mini processador de alimentos

Ingredientes
  

  • 1 xícara de castanha de caju natural
  • água suficiente para deixar a castanha de molho
  • 1/2 xícara de água

Modo de preparo
 

  • Em uma tigela, cubra a castanha de caju com água e deixe de molho por 12 horas.
  • Passe a castanha por uma peneira para retirar toda a água.
  • No processador de alimentos, junte a castanha drenada e meia xícara de água.
  • Processe até formar um creme homogêneo, cerca de 5 minutos.
  • Use o creme como ingrediente para receitas, ou para acompanhar frutas, sorvetes, café, etc.
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Palavra chave: creme de castanha, creme de leite saudável, creme de leite vegano

Como você pode perceber, muitos são os tipos de creme de leite, mas cada um possui suas próprias características e teores de gordura.

É importante conhecer essas diferenças, pois elas é que definem qual tipo de produto deve ser utilizado no preparo das suas receitas.

Gostou deste artigo e quer ver mais dicas como esta? Então continue acompanhando o blog do Bem Afiada para conhecer outras curiosidades, ingredientes, técnicas de organização, utensílios domésticos e várias outras dicas que vão facilitar a sua vida na cozinha.

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Ovos de galinha: versáteis e nutritivos

6 de novembro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Gostosos, versáteis, nutritivos e acessíveis, os ovos de galinha são aposta certa na cozinha.

Você tem o hábito de comer ovos de galinha? Se sim, saiba que não está só. Segundo pesquisas, cada brasileiro come, em média, 251 ovos por ano.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, o consumo no país foi de 53 bilhões de unidades em 2020.

Mas por que esse alimento é tão popular? Isso acontece principalmente graças ao seu valor acessível, além do alto valor nutritivo. Sem contar que é muito gostoso!

Ovos de galinha em um pano de prato

Para se ter uma ideia, o ovo é muito comparado inclusive ao leite materno por ser tão completo. Versátil, o ovo pode ser utilizado em várias receitas e ser classificado em vários tipos: orgânico, caipira, industrial. Hoje em dia, até mesmo ovo vegano já existe.

Quer saber mais sobre esse incrível alimento? Então confira tudo neste artigo!

Tipos de ovos de galinha

Ao chegar no supermercado, você pode se deparar com diversos tipos de ovos de galinha: ovo caipira, ovo comum, ovo de galinhas criadas soltas e até ovos orgânicos. Conheça melhor cada um deles:

Ovos industriais

Os ovos industriais, também chamados ovos de granja, são produzidos nas granjas comerciais em um sistema que cria galinhas em gaiolas. As galinhas têm alimentação balanceada e controlada, que consiste normalmente de ração a base de soja e milho. É um tipo de produção em escala e a maioria dos ovos vendidos provêm deste tipo de granja.

Galinhas criadas em gaiolas

Ovos Caipira

Por outro lado, os ovos caipiras são aqueles onde o animal ainda é criado dentro de uma granja, mas com acesso a uma área de pastagem aberta. Ele pode circular e tem uma alimentação mais natural, que inclui verduras e legumes, além da ração balanceada. Além disso, em geral as galinhas não recebem medicamento para aumentar a produção.

Ovos Free-Range

Dentre os ovos caipiras, alguns recebem o certificado de Free-Range, que traduzido literalmente significa Livre Alcance. Segundo o site Certified Humane Brasil – Bem estar animal, neste sistema as aves são criadas livremente e têm acesso a uma área externa, sempre que o clima permitir.

Ovos Cage-Free

Cage-Free (livre de gaiolas) são ovos produzidos por galinhas criadas em um tipo de alojamento que inclui poleiros e ninhos, mas não fazem uso de gaiolas. As galinhas podem circular livremente e expressar seu comportamento natural.

O que é ovo orgânico?

Um dos tipos que tem crescido em popularidade no Brasil e no mundo é o ovo orgânico, mas o que é isso? Essa produção cria as galinhas livres, sem gaiolas. Elas circulam livremente e podem ter a sua própria rotina animal. É uma produção mais “humanizada”.

Os animais também não são medicados e toda a alimentação que recebem é por alimentos orgânicos. Há algumas regras que devem ser respeitadas para criar galinhas que produzem ovos orgânicos, que previnem que elas tenham desnutrição e doenças e vivam sem medo ou sofrimento extremo.

Segundo o Manual de Avicultura Orgânica:

O ambiente, as estruturas e o manejo devem ser planejados para atender as necessidades dos animais em primeiro lugar e não somente visando o que eles podem produzir.

Manual de Avicultura Orgânica

Classificação dos ovos pelo peso

Desde 2003, os ovos são classificados de acordo com o seu peso. A Portaria SDA 612 de 6 de julho de 2022 classifica os ovos da seguinte forma:

Acho útil saber o peso dos ovos, pois pode facilitar na elaboração de algumas receitas, especialmente da confeitaria, em que em vez de unidades, expressam o peso. Veja aqui uma receita de suspiro.

Classificação dos ovos por peso.

Como conservar ovos

Alguns cuidados são importantes, pois o ovo estragado pode causar condições graves, a exemplo da salmonela.

Para evitar problemas, confira as dicas para conservar o ovo de galinha:

  • Mantenha refrigerado até a hora de usar;
  • Coloque no interior do refrigerador, não na porta, evitando que a temperatura mude;
  • Evitar guardar perto de outros alimentos com cheiro forte;
  • Lave apenas antes de consumir para evitar que retire a película protetora que previne de bactérias.

Como congelar ovo?

Para congelar aqueles ovos que estão quase vencendo, quebre-os em uma tigelinha e misture as claras com as gemas. Uma dica para manter a textura correta é acrescentar meia colher de chá de açúcar (se for fazer receita doce) ou sal (se for salgada) por ovo.

Coloque a mistura em um recipiente adequado para o freezer, marque a data, e congele. Se quiser congelar em porções de 1 ovo, use uma forma de gelo.

Você pode também separar as claras das gemas e congelar separadamente.

Importante saber que não se deve congelar o ovo com a casca e que o ovo congelado deve ser consumido em até 6 meses.

Quando descongelar, para ter uma ideia de quanto usar, saiba que:

  • 3 colheres de sopa (cerca de 60 ml) de clara e gema misturados equivale a 1 ovo inteiro;
  • 2 colheres de sopa (cerca de 40 ml) de clara equivale à clara de 1 ovo;
  • 1 colher de sopa (cerca de 20 ml) de gema equivale à gema de 1 ovo.

Como saber se o ovo está velho?

Se armazenados adequadamente, os ovos têm validade de cerca de 30 dias após a postura. Nas embalagens de ovos comerciais, a data de validade está, obrigatoriamente, expressa na caixa. Em alguns estados brasileiros, a data de validade deve ser carimbada em cada ovo.

No entanto, muitas vezes adquirimos ovos direto de um pequeno produtor rural e assim, não há informação da data da validade ou da postura.

O problema é que, quando o ovo envelhece, há uma perda de nutrientes e o risco de contaminação.

Assim, nos casos em que não há data de validade expressa pelo produtor, é bom aprender a identificar quando o ovo de galinha não está mais adequado para consumo.

Como fazer isso? Confira algumas dicas para saber se o ovo está bom:

  • Agite o ovo. Se ouvir um líquido no interior, ele está velho;
  • Se a clara estiver dispersa quando você quebra o ovo, ele não está mais fresco;
  • A gema não pode estar quebrada;
  • Ao colocar a gema na luz, ela não pode ter nenhum tipo de sombra;
  • Observe se a clara está transparente e gelatinosa ao quebrar o ovo, como deve ser;
  • Coloque o ovo em um copo de água: se o ovo afundar na horizontal, está fresco; se ficar levemente inclinado, está ok, mas não tão fresco. Se o ovo boiar, está estragado.
Como saber se o ovo está velho

A dica de ouro, no entanto, é sempre (SEMPRE) quebrar cada ovo que for usar em uma tigelinha separada antes de misturar com outros ingredientes da receita. Se o ovo estiver ok, misture na receita. Se não, jogue fora.

Assim, você evita ter que jogar outros ovos e ingredientes no lixo, caso algum ovo esteja estragado.

Receitas tradicionais com ovos

O ovo de galinha é um dos alimentos mais práticos na cozinha. Você já deve ter preparado muita receita com ele, mas ainda há o que experimentar.

Entre as receitas mais tradicionais, está o ovo poché, ou ovo escalfado. Ele é aquele tipo onde o ovo de galinha é cozido fora da casca. A água deve estar quente, mas não fervente, e a textura da gema fica mole, pois depois ele passa três minutos na água fria.

Não podemos esquecer da receita mais clássica: a omelete. Ela pode ser simples, apenas com ovo, ou ter vários ingredientes. O mais comum é combinar com legumes e verduras, como tomate, cenoura, abobrinha, entre outros.

Ovos mexidos com cogumelos
Ovos mexidos com cogumelos

O ovo de galinha também pode ser preparado ao estilo ovo mexido. Nele você não pode parar de mexer o ovo enquanto está na frigideira. Há quem acrescente creme de leite ou queijo na receita para deixá-lo mais cremoso.

E não devemos nos esquecer do famoso ovo cozido, que é um alimento prático, fácil de fazer, saudável e muito saboroso.

Mas é claro que além das receitas onde o ovo é o ingrediente principal, há ainda várias opções onde ele atua como ingrediente base. Sendo assim, o ovo é utilizado na massa do bolo, em sorvetes, pudins e muitas outras delícias culinárias.

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Tipos de manjericão

14 de outubro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Como usar os diversos tipos de manjericão na culinária

Entre as várias ervas da família da hortelã, está o manjericão. Assim como outras ervas, ele tem várias propriedades que fazem bem à saúde, como ser antioxidante e antibacteriano, mas é na culinária que o manjericão se destaca.

Quem é fã de comida italiana com certeza já sabe disso!

Folhas de manjericão

O seu uso como tempero é muito antigo. Na culinária italiana, por exemplo, uma grande quantidade de receitas leva pelo menos uma leve pitada da erva. Os países asiáticos também são muito fãs do manjericão e fazem questão de utilizá-lo.

Neste artigo você vai saber mais sobre o assunto, incluindo tipos de manjericão, combinações e até mesmo como conservar a erva.

O que é manjericão?

Conforme você leu acima, o manjericão é uma erva que faz parte da família da hortelã. Ele é de origem asiática e muito utilizado na gastronomia mediterrânea. O nome científico da planta é Ocimum basilicum.

A planta mede cerca de 60 centímetros de altura. Os galhos possuem várias ramificações e a sua cor é um verde claro e bem vivo.

Planta do manjericão

Tipos de manjericão

Não existe apenas um tipo de manjericão, embora muitas pessoas não saibam disso. Se você também não sabia, então é hora de conhecê-los melhor, pois as características mudam entre cada um.

Na verdade, existem dezenas de tipos de manjericão, chegando a cerca de 60. Contudo, é claro que nem todos são tão comuns, muito menos para a realidade brasileira, pois variam em cada região. Por isso, separamos os principais entre os queridos no Brasil para você conhecer!

Manjericão alfavaca

Esse é o tipo de manjericão mais conhecido entre os brasileiros. Neste caso, o seu sabor não é tão intenso, por isso é o mais indicado para o preparo de molhos ao sugo ou pesto, por exemplo.

Ele também pode acompanhar outros pratos e é inclusive muito cultivado em casa. Suas folhas são mais largas e arredondadas do que as demais espécies.

Manjericão italiano

O manjericão italiano tem o sabor mais intenso e até mesmo um pouco doce. Por causa dessa característica, ele é mais utilizado em receitas quentes, mas também pode servir para saladas.

As suas folhas são mais grossas e algumas pessoas dizem que o gosto é semelhante ao cravo, por isso precisa ser cozido.

Manjericão roxo

Um dos tipos de manjericão com sabor mais suave é o roxo. Ele é mais indicado para pratos como saladas, que são frias, além do preparo de chás.

Manjericão roxo

Manjericão miúdo

Conhecido também como manjericão francês, esse tipo tem um sabor mais próximo ao cravo. A planta é menor e muito utilizada para molhos ou saladas.

Manjericão tailandês

Um dos preferidos dos asiáticos, o manjericão tailandês é semelhante ao manjericão alfavaca, porém suas folhas são mais pontiagudas e serrilhadas. O sabor também é mais cítrico, sendo muito comum o seu uso em sopas ou carnes.

Como usar os vários tipos de manjericão na comida?

Você já deve ter notado a versatilidade do manjericão, certo? Sopas, saladas, molhos, pasta: tudo isso pode levar um pouco dessa erva aromática.

Além disso, também é ótimo para temperar carne vermelha ou frango, pizzas e acompanhar queijo muçarela ou feta.

Para usar o manjericão, lembre-se de que você pode aproveitar as folhas e caule, certo? Para fazer molhos, tudo dependerá de qual será a base, mas você pode bater sempre no liquidificador com azeite, sal e pimenta e alho.

Usar o manjericão refogado com carne também é uma ótima opção para temperar. Já no caso das sopas e saladas, é possível colocar o manjericão cru.

Nas sopas ele vai mudar um pouco o sabor devido à temperatura mais quente.

E como comer o manjericão cru não é um problema, você também pode utilizar a erva para finalizar os molhos por cima do prato, sem cozinhar.

O que muda é o sabor mais ou menos forte, conforme o seu paladar.

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Receitas clássicas com manjericão

Entre as receitas famosas, há uma lista imensa, afinal, quase todas as culturas utilizam a erva. Embora o preparo do molho pesto seja a receita mais popular, há também algumas formas de inovar na cozinha com os vários tipos de manjericão. Alguns exemplos ajudam na criatividade:

  • Tomate com manjericão: você pode assar o tomate e usar com bruschettas, colocando também o manjericão no forno;
  • Molho pesto (clique para ver nossa receita);
  • Salada de abobrinha com manjericão e limão siciliano;
  • Pasta de ricota com manjericão;
  • Salada de pepino com manjericão;
  • Macarrão ao molho sugo com manjericão;
  • Frango com manjericão, prato tailandês composto por frango salteado, manjericão, shoyu, açúcar, ovo frito e até arroz;
  • Sopas e caldos de legumes e de frango;
  • Pizzas em geral;
  • Nhoque de batata ou mandioca;
  • Risoto de tomate com manjericão: tipicamente italiano, esse prato pode ser finalizado ainda quente com manjericão.
Bruschetta

Manjericão seco x fresco: qual é o melhor?

Os vários tipos de manjericão citados anteriormente podem ser adquiridos nas formas secas (desidratadas) ou frescas.

Ambas as formas de uso são válidas e oferecem benefícios gastronômicos e físicos aos seus apreciadores.

Contudo, o manjericão fresco possui um sabor mais forte do que o desidratado. Porém, dura menos do que o manjericão seco.

Portanto, na hora de escolher entre uma ou outra opção, considere fatores como o paladar que deseja para o prato, se mais ou menos acentuado.

Além disso, analise se o consumo da refeição será imediato ou não. O manjericão seco, quando bem armazenado, pode durar um bom tempo na sua despensa e pode temperar diversas receitas. Já o manjericão fresco é menos resistente e mais indicado para pratos de consumo imediato como saladas.

Como guardar e congelar manjericão?

Outro ponto que você deve ter atenção é sobre como guardar manjericão. O ideal é optar por lugares frescos e escuros para manter as propriedades da planta, assim como o sabor.

Também é possível congelar a erva para mantê-la fresca na hora de usar. Para isso, primeiro limpe bem as folhas, passe na água e seque bem. Você pode colocar em um saco fechado a vácuo e deixar no congelador.

Outra forma de guardar é em pote do tipo hermético. Nesse caso, conserve a folha inteira e corte depois que descongelar. Se você fizer molho pesto, por exemplo, também pode guardar nesse tipo de pote para preservar o sabor.


Neste artigo você conheceu os principais tipos de manjericão e aprendeu que os seus usos na culinária e até mesmo a forma de guardar a erva não são difíceis. O manjericão é um tempero versátil e muito comum na culinária brasileira, combinando super bem com molhos de tomate, frangos, carnes e pizzas.

Se você ainda não utiliza o manjericão no seu dia a dia, está na hora de aproveitar todo o potencial que a erva oferece.

Coloque em prática as dicas deste artigo e continue acompanhando o blog do Bem Afiada para receber mais dicas sobre eletroportáteis, ingredientes e utensílios domésticos que vão facilitar a sua vida na cozinha!

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O que é gelato

29 de setembro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Gelato é uma sobremesa italiana leve, saudável e fácil de preparar

Trata-se, na verdade, de uma receita italiana de sorvete artesanal que dispensa o uso de ingredientes artificiais como corantes, aromatizantes, conservantes e gordura hidrogenada.

Ao priorizar matérias-primas frescas e naturais, a sobremesa fica mais saborosa, mais leve e, claro, muito mais saudável.

Quer saber o que é gelato, qual é a sua origem e como preparar a sobremesa? Então continue a leitura e descubra mais detalhes neste artigo que preparamos para você!

gelato italiano na casquinha

Características do gelato

Para ser considerado o autêntico gelato italiano, a sobremesa precisa contar com algumas características peculiares, que dizem respeito principalmente ao seu processo de fabricação. Entenda adiante.

Teor de gordura

Quando comparados aos sorvetes, os gelatos possuem menos gorduras. Só para se ter uma ideia, enquanto o sorvete industrializado possui entre 10% e 18% de gordura vegetal (gordura hidrogenada), o gelato possui entre 0 e 8%, praticamente 10% a menos de gorduras. Além disso, cabe destacar que a sobremesa leva apenas gordura animal, geralmente oriunda do próprio leite de vaca.

Textura

Outra característica do gelato é a sua textura cremosa, porém não congelada. Isso porque o gelato não possui acréscimo de ar em sua mistura, sendo menos aerado do que o sorvete. Nesse caso, a textura cremosa é resultado da fabricação artesanal da receita. Ou seja, retirar do congelador antes dele congelar por completo, bater novamente e voltar para o congelador até atingir a consistência típica da sobremesa.

Principais sabores

Compreender o que é gelato também envolve saber que a sobremesa é bem versátil. Ou seja, pode ser preparada em diferentes sabores para agradar aos mais distintos paladares. Entre os ingredientes mais comuns que dão sabor à sobremesa estão as frutas, chocolates e nozes. Em processos semiartesanais, é possível ainda contar com geleias e caldas.

Temperatura

Conforme já citado, a textura do gelato não é congelada como a de um sorvete tradicional. Por isso, pode ser refrigerado e servido em temperaturas mais altas. E justamente por isso tende a derreter mais rápido.

Diferenças entre gelato e sorvete

Se você ainda fica em dúvidas de o que é gelato e do que é sorvete, a explicação a seguir certamente vai te ajudar a compreender as diferenças entre as duas sobremesas. De fato, ambas são uma delícia e ajudam a refrescar os ânimos nos dias mais quentes, mas possuem diferenças significativas entre elas.

O bom gelato é produzido somente com gordura animal, geralmente presente no leite de vaca. Já o sorvete industrializado é fabricado com gordura vegetal, mais conhecida como gordura hidrogenada. Ainda falando em gordura, cabe ressaltar que o gelato possui de 0% a 8% de gordura, enquanto o sorvete possui de 10% a 18%.

Outra diferença entre gelato e sorvete é que o gelato é mais denso que o sorvete. Isso porque para fazer sorvete o creme é batido em alta velocidade para incorporar ar e aumentar o volume. Já o gelato é batido a uma velocidade menor e por menos tempo, incorporando assim menos ar.

Em geral, o gelato é servido em uma temperatura um pouco mais alta que o sorvete e, assim, derrete mais facilmente.

Além disso, diferentemente do sorvete industrializado, o gelato artesanal não recebe aromatizantes, corantes e conservantes artificiais em sua composição. Toda a cor e o sabor inigualável são provenientes de frutas, nozes, chocolates e de outros ingredientes frescos.

Diferença entre gelato e sorbet

O gelato também é muito confundido com sorbet, outra sobremesa praticamente congelada e feita com frutas, chocolates, nozes e vários outros ingredientes naturais e saborosos.

A grande diferença é que o gelato é uma mistura de leite de vaca, ovos, açúcar e extrato de baunilha.

O sorbet, por sua vez, não leva leite e ovos em sua composição, sendo basicamente uma sobremesa à base de água, frutas e açúcar. Embora seja uma receita mais econômica, é ideal para quem tem intolerância à lactose.

Aprenda aqui como fazer sorbet de manga.

taça com sorbet de banana
Sorbet de banana

Como fazer gelato caseiro

Fazer gelato em casa não precisa ser um grande desafio, principalmente se você possui os ingredientes e materiais certos.

Você pode inclusive contar com utensílios manuais quanto com eletrodomésticos modernos, que prometem automatizar o preparo da receita.

Confira a seguir alguns itens úteis para preparar gelato, sorbet entre outras delícias refrescantes:

  • Livro Sorvetes artesanais: Gelatos e sorbets, com 45 receitas de gelatos e sorbets;
  • Panela ou recipiente para o banho maria;
  • Colher de pau (bambu) ou de silicone;
  • Batedeira elétrica ou fouet;
  • Máquinas para sorvetes e gelatos: Tramontina e Cuisinart;
  • Taças para servir de inox ou de vidro.

Ingredientes

  • 1/2 xícara de açúcar cristal;
  • 720 ml de leite integral (2 ½ xícaras de leite integral);
  • 5 ovos;
  • 1 colher de chá de essência de baunilha;
  • 1 xícara de chocolate derretido;
  • Frutas, nozes, gotas de chocolate e outros ingredientes a gosto.

Modo de Preparo

  • Separe a gema das claras e em seguida misture as gemas, o açúcar e a essência de baunilha na batedeira até obter uma consistência homogênea e cremosa. Reserve.
  • Ferva o leite.
  • Adicione o leite fervido aos poucos à mistura do açúcar, gema e baunilha, batendo na batedeira até virar um creme firme e volumoso.
  • Leve a mistura ao fogo em banho maria, mexendo sem parar com uma colher de pau ou de silicone. O ponto ideal da mistura é quando ela começar a grudar na colher. Desligue o fogo.
  • Adicione o chocolate derretido e mexa cuidadosamente.
  • Coloque os ingredientes opcionais (frutas, nozes, biscoito) e cubra a tigela com a mistura com papel filme.
  • Leve o gelato à geladeira por 3 horas e após esse tempo, coloque-o no congelador.
  • Antes do congelamento completo da sobremesa (quando começa a formar cristais de gelo), retire do congelador e bata novamente na batedeira até atingir novamente uma textura cremosa.
  • Leve a mistura novamente ao congelador de 3 a 4 horas e sirva.

Origens do Gelato

Compreender o que é gelato na prática requer voltar um pouco na história. A sobremesa parece ter sido inventada no século I pelo imperador romano Nerone.

Na ocasião, o imperador mandou trazer neve das montanhas para misturar às frutas frescas, produzindo uma sobremesa refrescante, saborosa e, diga-se de passagem, natural. Contudo, somente entre os séculos XV e XVI é que a sobremesa ganhou fama.

Há quem diga que tal feito foi creditado ao arquiteto e escultor florentino Buontalenti, que foi convidado para organizar o casamento de Maria de Médice no ano de 1600. Com o auxílio de uma máquina que misturava limão, açúcar, clara de ovo e leite, Buontalenti serviu a sobremesa a uma

Apesar de longa história, a receita italiana ainda é recente no Brasil, mas já tem conquistado muitos adeptos.

Atualmente a iguaria está disponível em várias sorveterias brasileiras com propostas glúten free, 0 gorduras saturadas e trans, redução de açúcares entre outros apelos saudáveis.


Agora que você já sabe o que é gelato e como preparar a sobremesa, que tal adquirir os utensílios e equipamentos que vão facilitar a sua vida na cozinha? No Bem Afiada você encontra utensílios domésticos e eletroportáteis de qualidade, faz o seu pedido online e recebe os melhores produtos no conforto do seu lar com a garantia de entrega Amazon. Aproveite!

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Folha de louro: além do feijão

1 de setembro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Utilizado em diversos tipos de preparos, uma folha de louro pode ser o bastante para fazer a diferença na receita em que é utilizada.

Com um gosto terroso e levemente picante, o louro possui um rico valor nutricional. Estas folhas contêm vitaminas, cobre, potássio, cálcio, magnésio, zinco, ferro, selênio e magnésio. 

Folhas de louro seco
Folhas de louro desidratadas

Por esse motivo, além de ser utilizada como tempero na culinária de diferentes países, a folha de louro também é usada como fitoterápico para complementar ou auxiliar no tratamento de algumas doenças.

Cientificamente chamado de Laurus nobilis, a planta é originária do norte da África, Mediterrâneo e oeste da Ásia. Atualmente o louro é tempero usado em várias partes do mundo em pratos bastantes diversos.

Aprenda neste artigo como usar o louro além do feijão!

O que você verá neste artigo
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  • Afinal, o que é o louro?
  • Como usar folhas de louro na culinária
  • O que combina com folha de louro?
  • Folha de louro seca ou fresca? Qual usar?
  • Como armazenar?
  • Como substituir a folha de louro na culinária?
  • Como fazer o Chá de Louro?

Afinal, o que é o louro?

O loureiro é um arbusto que chega a 50-60 cm de altura. De fácil cultivo, suas folhas podem ser encontradas com facilidade em feiras e mercados de praticamente todas as cidades brasileiras.

Embora seja comumente encontrado na forma de folha desidratada, também é possível usar a planta na forma fresca ou em pó.

O loureiro de onde vem a folha de louro
Loureiro

Como usar folhas de louro na culinária

Na culinária a folha de louro é comumente utilizada para temperar as mais diversas receitas, pois trata-se de uma erva aromática e de sabor marcante.

É bom saber que o louro tem um sabor bem acentuado e, caso seja utilizado em grande quantidade, pode comprometer os resultados do prato. O recomendado, portanto, é não utilizar mais do que 2-3 folhas de louro por receita, sejam elas frescas ou desidratas.

Além disso, lembre-se sempre de lavar bem e secar as folhas antes de acrescentar às receitas.

A folha de louro geralmente é colocada inteira na panela no início do cozimento. Assim, o sabor vai sendo liberado aos poucos e, como é uma folha resistente, ela não se desfaz na panela.

Procure sempre utilizar folhas inteiras nas receitas. Isso porque com esse cuidado, fica mais fácil remover antes de servir as refeições.

Apesar de o louro ser uma erva aromática e que serve como um excelente tempero, seu sabor é amargo e a sua textura é bem dura. Ou seja, não é uma erva muito agradável de mastigar.

Ensopado de frango com folha de louro
Ensopado de frango – basta uma folhinha de louro!

O que combina com folha de louro?

No Brasil a folha de louro é amplamente utilizada em feijões, sopas, caldos e lentilhas, mas além dessas opções, ainda é possível utilizar a erva nas seguintes receitas:

  • Molhos: do molho barbecue ao molho de tomate para macarrão, a folha de louro acrescenta o sabor terroso delicioso
  • Caldos: caldo de carne, frango ou legume, ganha sabor ao serem feitos com uma folha de louro
  • Risoto: seja o risoto de cogumelos, de frutos do mar ou use a folha de louro simplesmente para temperar o caldo de cozimento da receita
  • Carne bovina, de frango e suína: faça uma marinada com azeite, louro, sal e pimenta
  • Legumes frescos cozidos ou no vapor: acrescente uma folha de louro à água de cozimento
  • Frutos do mar: acrescente uma folha de louro no cozimento de camarão ou caranguejo
  • Picles e vinagres aromatizados: também usada para fazer picles de diversos legumes, basta adicionar uma folha de louro

Folhas de louro são um dos ingredientes do maço de ervas muito usado na culinária francesa, o “Bouquet Garni”. Este buquê é adicionado a ensopados, sopas, molhos, entre outros, durante o processo de cozimento, assim como o louro. Leia aqui sobre este tempero.

Bouquet garni - o que é

Folha de louro seca ou fresca? Qual usar?

Depende. As duas opções são válidas e possuem o potencial de conferir mais sabor às suas receitas. Contudo, vale dizer que a folha de louro fresca tem um sabor mais forte e possui propriedades terapêuticas mais acentuadas do que a desidratada.

Assim, recomenda-se usar 1 folha de louro fresca no lugar de 2 secas, caso precise substituir.

Até mesmo porque as folhas desidratadas já perderam água e consequentemente alguns princípios ativos no processo.

Além disso, cabe também ressaltar que ao contrário da folha desidratada, a folha verde é mais difícil de harmonizar com as receitas e deve ser usada em menor quantidade.

Na dúvida de como usar, opte pela versão desidratada. Não tem erro!

Folhas desidratadas x frescas de louro

Como armazenar?

Quando armazenadas corretamente, as folhas de louro podem durar mais de 1 ano na despensa.

Para isso, no entanto, é preciso considerar se a folha é desidratada ou verde, pois os métodos de conservação são diferentes para as duas.

A folha de louro desidratada deve ser retirada do talo e guardada em pote hermético em temperatura ambiente e longe do sol.

Folhas frescas, entretanto, devem ser retiradas da haste, lavadas e bem secas em papel toalha antes de serem armazenadas no pote, também hermético e longe da luz do sol. Neste caso, as folhas terão vida útil menor, aproximadamente de 3 meses.

Pode congelar louro?

Sim, as folhas frescas de louro podem ser congeladas após serem lavadas e bem secas em papel toalha ou naturalmente, ao sol. Feito isso, coloque-as em um saco hermético apropriado para congelamento e leve-as ao freezer. Dessa forma, você pode prolongar a vida útil da erva em até 1 ano.

Mas, antes de usar, confira sempre o estado de conservação da folha de louro. Caso perceba mofo ou qualquer outra irregularidade, descarte imediatamente a erva.

É importante frisar também que as folhas frescas congeladas tendem a ficar com o sabor mais acentuado. Por isso, não exagere no uso durante o preparo das suas receitas.

Como substituir a folha de louro na culinária?

Seja porque você não aprecia muito o sabor da folha de louro ou porque não tem o ingrediente em mãos na hora de preparar as receitas, algumas ervas podem ser usadas como alternativa sem comprometer o sabor das refeições.

Entre as principais substituições, destacam-se as seguintes:

  • Tomilho: 1 folha de louro equivale a ¼ de colher chá de tomilho desidratado;
  • Orégano: use ¼ de colher de colher de chá para cada folha de louro da receita;
  • Manjericão: apenas para molhos e receitas italianas. Uma colher de chá de manjericão equivale a 3 folhas de louro;
  • Boldo: por ter um sabor amargo parecido com o do louro, pode ser uma ótima alternativa ao uso do tempero. Entretanto, cada folha de louro exigida na receita equivale a meia folha de boldo.

Como fazer o Chá de Louro?

Ingredientes: 3 folhas de louro; 1 xícara de água fervente

Modo de preparo: coloque as folhas de louro na água fervente e deixe em infusão por cerca de 10 minutos.

Benefícios para a saúde normalmente atribuídos ao chá de louro, embora sem comprovação científica sobre dosagem, concentração, elemento ativo, e outros:

  • Alivia os sintomas de estresse e ansiedade;
  • Facilita a digestão;
  • Ameniza cólicas menstruais, dores de cabeça e dores nas articulações;
  • Graças às suas propriedades diuréticas, combate a retenção de líquidos;
  • Fortalece o sistema imune.

Agora que você já sabe como utilizar a folha de louro em suas receitas, que tal adquirir utensílios domésticos e eletroportáteis para facilitar a sua vida na cozinha?

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Feijão fradinho

17 de agosto de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça a versatilidade e os benefícios do feijão fradinho, um grão saboroso para incluir na sua alimentação

O feijão fradinho, ingrediente muito utilizado na gastronomia nordestina, é um alimento saboroso, fácil de fazer e rico em nutrientes que contribuem para o bom funcionamento do organismo.

Versátil, no Brasil ele é consumido de diferentes maneiras. Só para ter uma ideia, ele é o ingrediente principal do acarajé, prato típico da Bahia. Já no Sudeste, ele é comumente consumido na forma de salada, ou de ingrediente para outros pratos.

Quer saber mais sobre esse tipo de feijão, que é uma delícia e muito saudável? Então continue a leitura e descubra por que acrescentar o ingrediente ao seu cardápio o quanto antes!

Feijão fradinho cru
Feijão fradinho
O que você vai ver neste artigo
  • O que é feijão fradinho?
  • Como cozinhar
  • Feijão fradinho na panela de pressão elétrica
  • Feijão fradinho combina com quê
  • Como congelar
  • Benefícios para saúde

O que é feijão fradinho?

O feijão fradinho é um tipo de feijão derivado de uma das três espécies de feijão mais cultivadas no Brasil (Vigna unguiculata, também conhecido como feijão caupi). Sua semente possui coloração clara, forma arredondada, casca fina e um “olho” preto.

O feijão fradinho, diferente de outros tipos populares de feijão, não produz caldo encorpado durante o seu cozimento. Justamente por isso, é pouco utilizado como o acompanhamento do arroz, combinação que nós, brasileiros, tanto amamos.

Contudo, quando adicionado a sopas, saladas, acompanhamento para peixes e até mesmo em farofas, oferece à receita um sabor especial, já que possui sabor levemente frutado.

Como cozinhar

Cozinhar feijão fradinho é mais simples do que se imagina. Diferente de outros tipos de feijão, não é necessário fazer o “remolho”, ou seja, deixar o feijão cru de molho na água durante 8 – 12 horas.

O remolho é indicado para diminuir o tempo de cozimento do feijão além de eliminar substâncias indigestas.

Mas com o feijão fradinho, muito já se discutiu a respeito chegando à mesma conclusão: não precisa. Na verdade, nem a deusa Rita Lobo indica o remolho para o feijão fradinho!

Então, para a receita básica de feijão fradinho, basta cozinhá-lo em água até que fique macio. Assim como o feijão “comum”, o fradinho também deve ser cozido com uma folha de louro, pois incrementa o sabor.

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Sal, pimenta do reino e outros temperos podem ser acrescidos ao cozimento, se o feijão fradinho for ser servido apenas como acompanhamento. Se for ser usado como ingrediente para outra receita, o ideal é deixar para temperar quando for refogar o feijão, ou incluir outros ingredientes.

Quanto à panela ideal, você pode utilizar uma panela de pressão elétrica ou uma panela de pressão normal.

É bem fácil, veja só:

Como cozinhar feijão fradinho na panela de pressão normal

  1. 1. Lave

    Lave bem uma xícara de feijão fradinho em água corrente, descartando os grãos danificados;

  2. 2. Cozinhe

    Coloque o feijão lavado na panela de pressão e acrescente 1 folha de louro e 4 xícaras de água;

  3. 3. Tempo de cozimento

    Leve a panela a fogo alto. Após a panela pegar pressão, ou seja, começar a chiar, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 10 minutos para o grão ficar al dente.

  4. 4. Teste

    Desligue o fogo e deixe a pressão sair naturalmente. Abra a panela e teste o ponto do feijão.

    Lembrando que o tempo de cozimento depende da sua panela, da qualidade e idade do feijão, do seu fogão, entre outros fatores. Assim, sempre experimente para verificar o ponto.

  5. 5. Escorra

    Escorra a água e o feijão fradinho está pronto!

Feijão fradinho na panela de pressão elétrica

  • Lave bem uma xícara de feijão fradinho em água corrente, descartando os grãos danificados;
  • Coloque o feijão lavado na panela de pressão elétrica e acrescente 1 folha de louro e 3 xícaras de água;
  • Programe a panela de pressão para cozinhar em alta pressão durante 10 minutos.
  • Transcorrido este tempo, deixe a panela liberar a pressão naturalmente por 10 minutos. Depois, force a saída da pressão (girando a válvula de liberação da pressão) até poder abrir a panela.
  • Lembrando que o tempo de cozimento depende da sua panela, da qualidade e idade do feijão, entre outros fatores. Assim, sempre experimente para verificar o ponto.
  • Escorra a água e o feijão fradinho está pronto!

Conheça nossas dicas para usar a panela de pressão elétrica.

Precisando de uma panela de pressão nova? Veja essas sugestões na Amazon:

Feijão fradinho combina com quê

Versátil, o feijão fradinho possibilita a criação de vários tipos de receitas nutritivas, práticas e especialmente saborosas. Veja a seguir algumas possibilidades:

Salada de feijão fradinho
  • Faça uma salada, misturando hortaliças (alface, agrião, rúcula entre outras), tomate, cebola em fatias, pimentão vermelho e verde) e salsinha. Tempere com azeite, sal e pimenta do reino, ou com um vinagrete de azeite balsâmico.
  • Para uma ocasião especial, prepare uma salada de feijão fradinho com bacalhau. Para isso, faça um refogado com alho, cebola e pimentão de cores variadas. Quando estiver pronto, misture a três xícaras de bacalhau cozido e desfiado e salsa picada e misture bem. Junte a duas xícaras de feijão fradinho cozido, cenoura cozida, tomates sem sementes picados e azeitonas. Tempere com bastante azeite, sal, pimenta do reino e sirva frio ou morno.
  • Feijão fradinho combina bem com linguiça, bacon ou paio. Assim, dá para fazer uma “feijoada” diferente, usando cerca de 200 gramas de linguiça (a do tipo calabresa fica uma delícia) no preparo. Basta refogar a linguiça cortada em cubos em um pouco de óleo, juntar cebola e alho ao refogado e deixar até que fique tudo dourado. Junte o feijão fradinho já cozido à panela, tempere com sal e pimenta e finalize com cheiro verde.
  • Um prato que surpreende pelo sabor é a farofa com feijão fradinho e couve. Para esta farofa, a couve é refogada no azeite juntamente com linguiça calabresa cortada em cubos. Em seguida, você acrescenta a farinha de mandioca e por fim o feijão fradinho cozido. Mexa bem, finalize com um fio de azeite, acerte os temperos e sirva fria ou morna.

Curiosidade: no sul dos Estados Unidos, o feijão fradinho (black-eyed peas) é comido no dia do ano novo pois acredita-se que traz sorte e prosperidade para o ano que se inicia.

Como congelar

Para congelar o feijão fradinho cozido, deixe esfriar completamente e divida em porções para facilitar na hora de usar novamente.

Coloque as porções em sacos próprios para congelamento de alimentos, ou em potes com tampa de fechamento hermético. Não se esqueça de anotar a data para não passar a validade.

Leve ao freezer e use em até 3 meses.

Na hora de descongelar, tire a embalagem do freezer e deixe na geladeira durante a noite para que descongele naturalmente. Assim, o feijão fradinho pode ser usado já na hora do almoço.

Benefícios para saúde

Além de ser um grão delicioso e que serve como base para vários tipos de receitas, o feijão fradinho também é um alimento rico em valor nutricional. O grão é fonte de carboidrato, proteínas, fibra alimentar, cálcio, manganês, ferro, magnésio, lipídios, fósforo, potássio, zinco e vitamina K.

Sendo assim, é um excelente alimento para quem deseja manter uma dieta equilibrada e sem risco de ganhar alguns quilos extras.

Graças aos seus muitos nutrientes, o ingrediente proporciona benefícios que vão muito além de produzir receitas práticas, leves e saborosas. O consumo regular do grão também oferece alguns benefícios à saúde, a saber:

  • Combate a prisão de ventre, graças a boa quantidade de fibras que possui;
  • Evita a anemia devido ser um alimento rico em ferro;
  • O zinco presente em sua composição fortalece o sistema imunológico;
  • Ajuda a fortalecer músculos, unhas e cabelos graças ao alto teor de proteínas;
  • Fortalece os ossos e os dentes, pois contém cálcio;
  • Fonte de energia, já que é rico em carboidrato;
  • Com baixíssimo nível de sódio e sem conter glúten, pode ser incluído em dietas com restrição de sal e para intolerantes a glúten.

Qual é o tempo de cozimento do feijão fradinho na panela de pressão?

Após a panela pegar pressão, ou seja, começar a chiar, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 10 minutos para o grão ficar al dente. Tire a pressão da panela e teste para ver se está do seu gosto.

Precisa deixar o feijão fradinho de molho antes de cozinhar?

Diferente de outros tipos de feijão, não é necessário deixar o feijão fradinho de molho (chamado remolho) antes de cozinhar.

Feijão fradinho tem carboidrato?

Sim, para cada 100 gramas de feijão fradinho cozido, 13,5 g são carboidratos e 7,5 g são fibra. Assim, o feijão fradinho tem 6 gramas de carboidratos líquidos para cada 100 gramas.

Feijão fradinho combina com quê?

Hortaliças em geral, bacalhau, linguiça, bacon, paio são algumas das combinações do feijão fradinho.

Neste artigo mostramos como fazer feijão fradinho e algumas possibilidades para que você possa incluir esse ingrediente em seu cardápio!

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Uramaki: tudo sobre o sushi invertido

15 de agosto de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça o uramaki, um tipo de sushi em rolo que já conquistou os brasileiros.

Se você é fã da culinária japonesa, certamente já deve ter experimentado um Uramaki. Trata-se, na verdade, do sushi que é enrolado tendo uma camada de arroz na parte mais externa. Assim como os outros tipos, também é uma delícia!

Uromaki de salmão com abacate
Uramaki

Apesar do nome diferente, não há segredo nenhum em prepará-lo. Para isso, no entanto, é necessário conhecer o que torna este tipo de sushi diferente.

Continue a leitura para entender o que é Uramaki e descobrir como fazer em casa!

O que é Uramaki?

Conforme você leu acima, uramaki é um tipo de sushi enrolado que, diferente do maki tradicional, tem a camada de arroz na parte externa, enquanto o nori (folha de alga) vai para o lado interior, cobrindo o peixe ou outro ingrediente do “recheio”.

Em geral, o termo “maki” é usado para todo sushi que é enrolado por uma folha nori. Porém, sempre lembrando: no caso do “uramaki”, o nori estará na parte interna e o arroz na camada exterior.

Esse tipo de sushi ficou mais famoso por volta dos anos 1960. O motivo é porque (dizem) que algumas pessoas, especialmente nos Estados Unidos, não gostavam da textura do nori. Então, a alternativa foi pensar em mudar o lado e colocar a alga na parte de dentro.

Desde então, esse tipo de sushi conquistou vários fãs. Foi um truque simples que explica como surgiu o Uramaki, que até hoje segue como um dos mais preparados nos restaurantes japoneses.

uromaki com gergelim

Tipos de Uramaki

O que vai diferenciar os tipos de uramaki é o “recheio”. Ou seja, na prática, o uramaki muda conforme os ingredientes que entram no preparo. Entre os mais populares, estão:

Uramaki de salmão com abacate

Um dos tipos de Uramaki mais conhecidos é feito com salmão e um pedaço de abacate. É possível finalizar ainda com gergelim, muito utilizado nas receitas de sushi em geral. O prato combina bastante com o verão. Veja no vídeo abaixo como fazer.

Uramaki maçaricado

Normalmente usado com salmão, o uramaki maçaricado é aquele que passou por uma aquecida com maçarico de cozinha. É ideal para quem não gosta do sabor do peixe cru. Além disso, é possível cobrir com cream cheese e cebolinha.

Uramaki Filadélfia

Um dos tipos mais famosos de uramaki é o Filadélfia. Nele, basta ter o salmão cru e cream cheese como recheios. Hoje, esse é um dos tipos mais consumidos no Brasil.

Uramaki Califórnia

Já o Califórnia é um tipo de sushi especialmente saboroso para quem gosta de pratos agridoces. Ele combina abacate ou manga, pepino e kani em uma única receita. Além de ser fácil de preparar, também é uma opção saudável.

Uramaki de camarão

Outro tipo de sushi não tão comum é o Uramaki de camarão. A dica é usar um pepino para quebrar um pouco o sabor de frutos do mar, se preferir.

Ingredientes

Como você viu acima, os ingredientes de um Uramaki podem ser variados. A partir disso, muitas combinações podem acontecer.

É claro que o nori e o arroz são a base, mas você pode explorar a criatividade. O salmão também é um dos recheios mais comuns, especialmente com o cream cheese. Porém, também há ótimas opções com verduras, frutas e legumes, como pepino, abacate, manga, entre outras opções.

É claro que a finalização também é importante. Para acrescentar textura e cor, é comum salpicar gergelim no arroz que combina muito bem com a base de arroz e nori, independente dos outros ingredientes que você use.

Em geral, quando se pensa em culinária japonesa, há que se considerar três características:

  • respeito à sazonalidade dos ingredientes;
  • estética da apresentação e
  • harmonização dos valores nutricionais dos ingredientes.

Diferença entre Uramaki e Hossomaki

Você ainda confunde o Uramaki com Hossomaki? Saiba que essa confusão é comum e você não é o único.

Em princípio, o Hossomaki é um tipo de sushi que tem uma característica bem fácil de identificar: o seu diâmetro é um pouco menor que o do maki tradicional. Além disso, ou talvez por isso, ele só tem um ou no máximo dois ingredientes no recheio.

hossomaki
Hossomaki

O hossomaki também não é “invertido” como o uramaki, ou seja, a sua montagem é a tradicional. Peixe no meio, arroz em volta e o nori enrolado na parte externa. O recheio também pode ser de outro ingrediente, como pepino ou camarão, por exemplo, desde que seja apenas um ou dois.

A montagem do prato, aliás, é a principal diferença entre Uramaki e Hossomaki. Enquanto no primeiro tipo de sushi a alga fica por dentro, no segundo ela fica por fora. Vale lembrar também que no caso do Uramaki, ele tem mais recheio que o hossomaki.

Como fazer Uramaki?

Preparar esse sushi não é difícil, basta escolher entre os seus tipos e garantir os ingredientes certos. Como exemplo, preparamos um passo a passo para fazer o Uramaki de salmão e abacate. Confira:

  1. Na esteira, coloque o nori esticado com a parte áspera para cima;
  2. Espalhe o arroz cozido por cima do nori;
  3. Salpique grãos de gergelim no arroz;
  4. Vire o nori de forma que o arroz fique por baixo;
  5. Acrescente o salmão e o abacate;
  6. Faça o rolinho, pressionando bem;
  7. Corte o rolo em fatias de cerca de 2 cm de largura.

Principais utensílios para preparar sushi

Seja para preparar Hossomaki, Uramaki ou qualquer outro tipo de sushi, alguns utensílios são indispensáveis. São eles, aliás, que conferem ao prato o diâmetro e a espessura adequados.

Confira a lista de utensílios que o Bem Afiada preparou para facilitar a sua vida na cozinha:

ImagemProdutoCaracterísticasValor
Esteira para sushi Esteira para sushi
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Alga Nori Alga Nori
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Faca Yanagiba Tramontina Faca Yanagiba Tramontina
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Faca Deba Faca Deba
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Maçarico culinário Maçarico culinário
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Kit para servir Kit para servir
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Hangiri Hangiri

Tigela para misturar arroz

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Panela elétrica de arroz Panela elétrica de arroz
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E por falar em panela elétrica de arroz, descubra se o eletroportátil vale realmente a pena neste artigo.

Gostou de conhecer sobre o Uramaki? Então continue lendo mais dicas em nosso blog para explorar a culinária e deixar a sua vida na cozinha ainda mais organizada!

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Tipos de queijos para fondue

7 de agosto de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Seleção de dez tipos de queijos para fondue que ficam deliciosos e esquentam uma noite de frio

O fondue de queijo é um prato de origem suíça, que consiste em submergir diferentes tipos de ingredientes em um molho cremoso de queijo derretido.

Trata-se, portanto, de um prato quente, ideal para espantar o frio e reunir a família e os amigos para um bate papo super gostoso. Para isso, no entanto, é preciso conhecer os tipos de queijos para fondue, de forma que todos compartilhem de uma experiência gastronômica inesquecível.

Então, para que você não perca o ponto da sua receita de fondue, o Bem Afiada preparou uma lista com os principais tipos de queijos usados para preparar essa deliciosa iguaria.

Fondue de queijo: tipos de queijo para fondue
O que você vai ver neste artigo
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  • Tipos de queijo para fondue: conheça as melhores opções
  • Quantos gramas de queijo para cada pessoa no fondue?
  • Acompanhamentos para fondue de queijos
  • Como fazer fondue de queijo
  • Dicas para um fondue perfeito
  • Perguntas frequentes sobre o fondue de queijo

Tipos de queijo para fondue: conheça as melhores opções

Antes conhecer os tipos de queijos mais indicados para fondue, é preciso explicar que não existe um queijo inapropriado para o preparo do prato. O que existe, na verdade, são queijos com texturas mais encorpadas, que quando derretidos, oferecem molhos mais cremosos.

Nesse caso, os queijos mais utilizados para fondue são os maturados, que passam por processos físicos e químicos para remover o soro e conferir textura, cor e sabor ao ingrediente. Geralmente eles possuem coloração amarelada e textura mais cremosa. Por isso, são os mais indicados para serem aquecidos.

Embora seja possível usar queijos brancos como o Minas Frescal e o Ricota no preparo do molho do fondue, eles não produzem molhos cremosos e o resultado da receita pode não ser tão maravilhoso.

Confira a seguir os melhores tipos de queijos para fondue, começando pelos clássicos suíços, que são facilmente encontrados no Brasil.

Leia também: como escolher aparelho de fondue

Emmental

O Emmental é um queijo suíço, feito de leite de vaca não pasteurizado. Ele possui cor amarelo-claro, textura mais dura e orifícios (buracos) de 1,5 a 3 cm de diâmetro.

Gruyère

Assim como o Emmental, o Gruyère é um dos tipos de queijos para fondue dos mais tradicionais. Ele também é suíço, possui textura encorpada e vários buraquinhos. Contudo, possui sabor mais forte do que o Emmental e é um pouco mais macio do que ele.

Conheça os tipos de queijos usados para fazer raclette.

Provolone

Já o Provolone é um queijo italiano que possui casca dura e textura mais macia do que os tipos citados anteriormente. Apesar do seu sabor levemente adocicado, o queijo também produz um molho para fondue muito gostoso, principalmente quando combinado com os queijos Emmental e o Gruyère.

Muçarela

A muçarela (ou mussarela, como preferir), é um queijo italiano muito utilizado no preparo de pizzas, lasanhas e salgadinhos de maneira geral, graças à sua textura, sabor ácido e facilidade de derretimento. Também pelo mesmo motivo, integra a lista dos tipos de queijos para fondue, desde que o molho seja à base de leite, pois não deve ser misturado com ingredientes alcoólicos.

Tipos de queijo para fondue: emental, gruyere, provolone, muçarela
Alguns tipos de queijo para fondue

Cheddar

O Cheddar é um queijo inglês de consistência dura, aroma e sabor fortes. Apesar dessas características, derrete com muita facilidade. Quanto mais amadurecido, mais forte será o seu sabor.

Fontina

O Fontina, por sua vez, é um queijo de origem italiana, que se destaca pelo alto teor de gordura, sabor levemente adocicado, aroma suave e facilidade em ser derretido.

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Gouda

O queijo Gouda, de origem holandesa, é super macio, muito saboroso e derrete com facilidade. Ideal para quem gosta de sabores mais suaves.

Edam

Assim como o Gouda, o Edam é um queijo holandês de cor amarelo-claro, aroma suave e textura macia. Todavia, para oferecer bons resultados em seu molho de fondue, opte por queijos novos. Para isso, o ideal é ficar atento à data de fabricação do ingrediente.

Leia também: 15 tipos de queijos europeus

Comté

O queijo Comté é um queijo francês, bem parecido com o Gruyère. Mesmo sendo um pouco duro, pode ser derretido facilmente. Também é muito gostoso.

Estepe

Para finalizar a nossa lista de tipos de queijos para fondue, temos o queijo estepe, que é um queijo com raízes russas. Com textura semi-dura e cor amarelo claro, é um queijo que derrete muito bem, por isso é muito recomendado para o fondue.

Quantos gramas de queijo para cada pessoa no fondue?

Depois de saber quais são os tipos de queijos para fondue mais importantes, é preciso calcular a quantidade certa de ingredientes para cada pessoa que irá comer. Para isso, há uma ótima regra, que garante que todos se deliciem com a iguaria: 200 gramas de queijo por pessoa.

Além disso, tenha em mente que o ideal é que participem da refeição no mínimo duas e no máximo oito pessoas, dependendo do tamanho do seu aparelho para fondue. Isso vai garantir mais conforto para todos.

Separe todos os acompanhamentos de forma organizada, permitindo que todos possam pegá-los e colocá-los no queijo um por vez.

Acompanhamentos para fondue de queijos

O queijo até pode ser a principal estrela do seu fondue, mas é preciso preparar os outros ingredientes que farão com que o queijo brilhe!

Os acompanhamentos são tudo o que você pode espetar no garfinho para mergulhar no molho de queijo.

Sugestões para acompanhamento de fondue de queijo:

  • Pedaços de pão, de preferência um pão mais encorpado, como os italianos;
  • Frios como salames e presuntos são ótimas opções;
  • Linguiça calabresa também fica uma delícia com o molho de queijo;
  • Camarão e iscas de peixe previamente fritos;
  • Tiras de filé mignon grelhadas;
  • Cogumelos na manteiga;
  • Batatas cozidas (opte pela batata bolinha);
  • Frutas também combinam com fondue: banana, maçã, pera, damascos secos…
  • Floretes de couve flor ou brócolis cozidos, tomates cereja, pedaços de aspargos, agradarão aos vegetarianos e aos outros convidados também!

Como fazer fondue de queijo

Esta receita é suficiente para um fondue de queijo para 4 pessoas.

  1. Esfregue um dente de alho sem casca no interior da panela de fondue. Descarte o alho.
  2. Adicione 1 e 1/2 xícara de vinho branco seco e leve a panela ao fogo baixo.
  3. Em uma tigelinha, misture 1 colher de sopa de amido de milho em 2 colheres de chá de Kirsch, cachaça, ou água. Reserve.
  4. Quando o vinho começar a ferver, junte à panela aos poucos 400 gramas de queijo gruyere ralado e 400 gramas de queijo Emental ralado. Mexa bem até que o queijo derreta, formando um creme. Mantenha o fogo bem baixo.
  5. Acrescente a mistura de amido de milho ao fondue. Mexa até incorporar bem.
  6. Cozinhe em fogo muito baixo, sempre mexendo, até que o fondue engrosse, por cerca de 5-8 minutos.
  7. Transfira a panela para o rechaud (aparelho) e mantenha aquecido para não endurecer.
Como fazer fondue de queijo
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Dicas para um fondue perfeito

Além dos tipos de queijos apropriados para fondue e dos melhores equipamentos do mercado, alguns detalhes também são capazes de influenciar – positiva ou negativamente – no resultado da receita.

Portanto, as dicas a seguir vão contribuir para que você tenha um molho sempre no ponto, de forma a fazer bonito diante de todos os convidados. Entenda:

  • O tamanho da panela deve considerar a quantidade média de convidados que você terá cada vez que fizer fondue;
  • Invista nos ingredientes: quanto melhor o queijo e o vinho, melhor será o fondue;
  • Caso o molho tenha ficado mole demais, basta adicionar mais do queijo utilizado ou amido de milho dissolvido em um pouco de líquido;
  • Se o molho engrossar demais, basta adicionar meio copo de vinho e mexer sempre até atingir a consistência desejada;
  • O creme empelotou? Não se desespere! Acrescente ao molho uma mistura de limão, vinagre e vinho seco, mexendo constantemente até alcançar uma mistura homogênea;
  • Preferencialmente use queijos ralados e não em pedaços e use sempre a chama baixa;
  • Misture os ingredientes sempre no mesmo sentido. Segundo a tradição, o movimento certo deve formar o número 8.

Conheça os melhores aparelhos de fondue do mercado e como escolher a melhor panela para cada tipo de fondue. Clique aqui para conhecer.

Perguntas frequentes sobre o fondue de queijo

Qual bebida acompanha o fondue de queijo?

O vinho branco e seco é a bebida alcoólica mais tradicional para acompanhar o fondue de queijo. O chá de ervas quente também é um ótimo acompanhamento.

Qual a melhor panela para fondue de queijo?

A melhor panela para fazer fondue de queijo é uma panela de cerâmica baixa, com a boca larga, e pesada, de forma que o calor se distribua uniformemente e que o queijo não grude no fundo.

Posso fazer fondue de queijo na panela elétrica?

É possível fazer fondue de queijo na panela elétrica. Para isso, mantenha a temperatura bem baixa e mexa constantemente até que o molho esteja cremoso e sem pedaços de queijo.

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Baunilha

22 de julho de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Muito conhecida no mundo da confeitaria, a baunilha é uma das especiarias aromatizantes mais utilizadas no mundo.

Com um sabor delicado e doce, esse ingrediente é considerado nobre e pode ser utilizado em vários tipos de receitas. Coberturas, xaropes, sorvetes, bebidas, molhos e diversas sobremesas são apenas algumas delícias que podem levar baunilha.

Neste artigo você vai conhecer mais sobre a baunilha e como usar na sua cozinha!

Quer saber como fazer extrato de baunilha caseiro?

Bagas e flor de baunilha
O que você verá neste artigo
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  • O que é a baunilha e de onde vem?
  • Tipos de baunilha
  • Produtos da baunilha
  • Como usar baunilha
  • Receitas tradicionais com baunilha
  • Curiosidades sobre a baunilha
  • Como fazer extrato de baunilha caseiro
  • Perguntas frequentes sobre a baunilha

O que é a baunilha e de onde vem?

Baunilha é uma palavra de origem espanhola. Em tradução literal, significa algo como “pequena vagem”, que é fácil de entender observando o seu formato. Baunilha é o fruto de duas espécie de orquídea do gênero Vanilla.

Geograficamente, a sua origem é o México, onde há registros de que ela é cultivada desde os pré-colombianos.

Com a chegada dos europeus na América, eles também descobriram o poder da baunilha e levaram a especiaria para outros continentes. Desde então, o mundo inteiro se apaixonou pelo ingrediente!

Atualmente a baunilha é produzida em diversos locais de clima tropical, incluindo Taiti, Indonésia, Uganda e Madagascar, este último o maior produtor mundial. Até no Brasil hoje em dia se produz baunilha.

Tipos de baunilha

Existem mais de 100 tipos de orquídea do gênero Vanilla. Um deles, Vanilla planifolia, produz a baunilha mais consumida no mundo.

Outro, Vanilla tahitensis, é produzida somente no Taiti, e é responsável por cerca de 1% do consumo mundial.

Abaixo alguns locais onde são produzidas as baunilhas mais famosas.

Madagascar

Como dissemos anteriormente, é em Madagascar que é produzida 80% da baunilha mundial. A baunilha foi levada ao Oceano Índico no início do século XIX. Lá, ela precisa ser polinizada manualmente, já que não há no local a abelha polinizadora do México.

Em geral, a baunilha produzida no Oceano Índico é chamada de Bourbon e é considerada por muitos a melhor do mundo. Além de Madagascar esta baunilha é produzida nas ilhas Seychelles, Comoros, Mayotte, Reunion e Mauritius.

Indonésia

A Indonésia é o segundo maior produtor mundial de baunilha. Em termos de qualidade, a baunilha da Indonésia também se destaca. O sabor e aroma únicos são decorrentes do processo de amadurecimento utilizado no local, pois é colhida antes do prazo usual, que seria de 9 meses.

Ou seja, ela é retirada antes que a vagem esteja “pronta”, pois o objetivo é que passe por um processo diferente. Há uma secagem mais curta que confere o sabor defumado que muitas pessoas adoram em comidas salgadas.

México

A baunilha mexicana, além de ter a vagem mais fina que a taitiana é mais frutada, com sabor delicado e sutil. Ela também é ótima para pratos onde o tempo de cozimento não é longo, mas é mais picante.

Taiti

A baunilha do Taiti na verdade é fruto de uma espécie diferente de orquídea, a Vanilla tahitensis. Com um sabor mais doce, quase parecido com uma cereja, essa baunilha taiti tem a vagem mais grossa. Porém, uma curiosidade é não possuir sementes. É muito utilizada para pratos com carnes ou no preparo de molhos.

Produtos da baunilha

Você deve conhecer mais popularmente os produtos que se originam da baunilha, não é verdade? Todos parecem muito iguais, mas não se engane! Confira melhor as características deles:

  • Extrato: é uma forma prática de se usar a baunilha já que basta acrescentar algumas gotas à receita. O extrato de baunilha é um produto natural, feito pela infusão dos grãos de baunilha em álcool e água;
  • Essência: a verdadeira essência de baunilha é a baunilha em extrato que depois ainda é destilada, por isso tem o sabor mais intenso. No entanto, a grande maioria dos extratos de baunilha que encontramos à venda é na verdade um aromatizante feito com produtos artificiais e que apenas simula o sabor da baunilha.
  • Em pó: há dois tipos de baunilha em pó: um tipo em que somente a vagem seca é triturada e outro tipo que é misturada com amido e açúcar, ficando com a cor bege. O primeiro tipo é o que tem gosto mais acentuado e em geral é usado em receitas que pedem um aquecimento por longo tempo. Já o segundo pode ser usado como substituto do açúcar.
  • Sal e açúcar baunilhados: são misturas feitas com flor de sal ou açúcar refinado com a fava da baunilha.
Produtos de baunilha

Como usar baunilha

Baunilha é um ingrediente muito caro, mas a boa notícia é que uma pequena quantidade já é o suficiente para fazer a diferença na receita, acrescentando o sabor e aroma desejados.

Se você comprar uma fava inteira de baunilha, será necessário retirar as sementes, que é o que normalmente é usado nas receitas. Para isso, com uma faquinha bem afiada, faça um corte no sentido do comprimento, de forma a abrir a fava. Com a faca, raspe as sementes. Veja o processo no vídeo a seguir. Você pode aproveitar a fava para fazer o extrato (veja a receita no final deste artigo).

O extrato é usado diretamente na receita, facilitando o processo. Funciona bem quando se deseja fazer receitas com leite para deixar bolos ou pudins mais úmidos.

A essência, por ser um produto artificial, tem um sabor e aroma que só imitam a verdadeira baunilha. Como é um produto bem mais barato que a baunilha verdadeira, ela utilizada quando a ideia é economizar.

Receitas tradicionais com baunilha

Afinal, onde usar essa especiaria tão diferenciada? Essa pergunta pode ser respondida de várias formas, pois você viu acima que ela é comum tanto em pratos salgados quanto doces.

Mesmo com essa variedade de opções, há algumas receitas que são muito tradicionais, principalmente os bolos. Não há dúvidas de que bolo e baunilha são a combinação perfeita, por isso algumas dicas são os cupcakes com fava, bolo de baunilha e gotas de chocolate ou somente de baunilha. Ainda é possível combinar com frutas: limão, amora, blueberry ou morango.

Creme Brulee, sorvete de baunilha e cupcake de baunilha
Creme brulee – sorvete de baunilha- cupcake de baunilha

Já entre os cremes, nada melhor do que um tradicional crème brûlée com baunilha. A receita original francesa prioriza a especiaria em seu preparo, e quanto mais natural, melhor! O prato ainda leva açúcar de confeiteiro que dá um toque especial.

O creme inglês também é famoso, sendo um pouco mais líquido. Algumas pessoas gostam de usar como cobertura em bolos, por exemplo, e leva apenas gema, leite, açúcar e, claro, a baunilha.

Ainda, o crème légère é outra tradição francesa que usa a especiaria. Esse é o creme utilizado principalmente para o recheio do conhecido “mil folhas”, que se come no Brasil e em Portugal.

O creme chantili (ou chantilly) francês também leva baunilha. Veja aqui como fazer.

Entre as sobremesas mais “tradicionais”, não faltam opções: sorvete, panna cotta, brigadeiro, ovos de galinha, tortas de frutas e pudim.

Como você pode perceber, combinar baunilha com frutas, seja em sorvete, bolos ou outros tipos de receitas, sempre é uma ótima recomendação.

Curiosidades sobre a baunilha

  • Com valor aproximado de US$ 600,00 por quilo, é um dos ingredientes mais caros do mundo, só perdendo em valor para o açafrão e bem próximo do cardamomo.
  • Nativa do México, atualmente o maior produtor é Madagascar.
  • O processo de plantio e cultivo da baunilha requer intensa mão de obra. As flores precisam ser polinizadas manualmente, e depois de 9 meses as bagas são colhidas. Então passam por um processo de cura e secagem que demora mais alguns meses.
Extratos de baunilha- caseiros e comerciais
Meus extratos de baunilha: caseiros e comerciais

Como fazer extrato de baunilha caseiro

Você pode precisar:

Extrato de baunilha caseiro

Depois de aprender a fazer o seu extrato de baunilha caseiro, você nunca mais vai querer comprar o produto industrializado!
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Preparo: 5 minutes mins
Porções: 1

Equipamento

  • 1 pote ou garrafinha de vidro (com capacidade de 300 – 500 ml)

Ingredientes
  

  • 2 – 3 vagens de baunilha
  • 300 ml de vodka

Modo de preparo
 

  • Lave muito bem o pote que for usar, passando inclusive água quente.
  • Com uma faca afiada, faça um corte na favas de baunilha em sentido do comprimento e raspe as sementes.
  • Coloque as favas e as sementes no vidro e despeje a vodka. Com uma colher, empurre as favas de forma que fiquem completamente submersas. Tampe bem e guarde em local seco e sem luz direta do sol.
  • Uma vez por semana, chacoalhe o vidro. Repita o processo por cerca de 3 meses, quando o líquido vai escurecendo e o gosto do álcool se evapora. Quanto mais tempo permanecer em infusão, mais intenso será o gosto da baunilha.
  • À medida que for usando, se notar que o gosto não está mais tão acentuado, acrescente mais uma fava de baunilha.
  • Guarde e use por até 1 ano. Para saber quando o extrato foi feito, coloque uma etiqueta no pote com a data da fabricação.

Dicas

Você pode usar outra bebida com alto teor alcoólico, como cachaça, ou rum. 
As favas que foram usadas em outras receitas, mesmo que sem as sementes, podem ser usadas para fazer o extrato. Neste caso, use mais favas que o recomendado na receita.
Para facilitar o manejo, ou se quiser presentear alguém, transfira o extrato para potes menores com conta-gotas, mantendo as favas no pote maior.
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Gostou de saber mais sobre a baunilha? Então não perca a oportunidade de acompanhar o Bem Afiada para conferir mais receitas e temperos, além de dicas de técnicas, organização e utensílios culinários para explorar as suas habilidades na cozinha e fazer pratos incríveis!

Perguntas frequentes sobre a baunilha

O Brasil é produtor de baunilha?

Sim, embora com produção pequena, a baunilha do tipo Vanilla planifolia é produzida no Brasil, especialmente no norte do Espírito Santo e sul da Bahia.

Qual é a diferença entre baunilha e cumaru?

sementes de tonka ou cumaru

Cumaru, também chamado de Tonka, é uma planta originária da Amazônia. Embora não seja da mesma família da baunilha, tem um sabor e aroma parecidos. Por isso é chamado de baunilha brasileira e é usada na culinária para os mesmos usos da baunilha.

Quanto custa a baunilha verdadeira?

Estima-se que o custo da baunilha verdadeira é de USS 600 dólares (cerca de R$3000,00) por quilo. Uma fava de baunilha de Madagascar custa nos varejo brasileiro entre R$40,00 e R$60,00.

Extrato e essência de baunilha são a mesma coisa?

Não, o extrato de baunilha é um produto natural feito através da infusão de favas de baunilha em álcool. A essência de baunilha é um aromatizante artificial em geral feito com vanilina sintética.

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Tipos de carne bovina

12 de julho de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça os tipos de cortes de carne bovina e quais são os mais indicados para cada receita

Em tempos de carne a peso de ouro, conhecer o corte certo para cada preparo é questão não só culinária, mas também de economia.

Até mesmo porque para cada receita existe um tipo de corte de carne bovina ideal. Portanto, conhecê-los é a melhor maneira de garantir a melhor textura e sabor aos seus pratos.

Neste artigo, você vai conhecer os principais tipos de carne bovina e quais são as melhores formas de cozinhar para ter sempre uma carne de primeira.

Afinal, nem sempre a carne mais cara é a que vai garantir um prato mais saboroso!

Cortes de carne bovina crua

Tipos de carne bovina

É importante ter uma noção básica sobre os tipos de carne, seus cortes e suas características já que, enquanto algumas são mais indicadas para grelhar, outras são mais indicadas para assar ou cozinhar na panela.

Mas como saber qual é o tipo de carne ideal para a minha receita?

Em primeiro lugar, é bom saber que as carnes bovinas podem ser classificadas em 3 principais categorias: a de primeira, de segunda e de terceira.

Juntas, elas totalizam 21 cortes diferentes de carne. Cada um possui características próprias, que influenciam inclusive no sabor, na maciez e principalmente no preço do produto. Entenda a seguir.

Tipos de carnes de primeira: sabor e maciez na sua mesa

Para começar, temos a carne de primeira, cujos cortes são os mais caros do mercado. Isso porque a carne de primeira é mais macia e possui menos gordura quando comparada aos outros tipos de carnes.

A carne de primeira é retirada da parte traseira do boi que não é usada para ele se movimentar. Além de pouca gordura, também tem pouca quantidade de nervos.

Veja os principais exemplos desse tipo de carne:

  • Picanha: é a preferida para churrascos. Isso porque conta com uma espécie de capa de gordura que garante a maciez dela. A picanha é vendida em formato triangular e também é super indicada para grelhar;
  • Filé mignon: é o corte mais caro e isso tem um motivo. Essa carne não tem gordura e muito menos nervos. Ou seja, é ideal para ser somente grelhado;
  • Alcatra: é um dos cortes de carne mais magros e que dá origem a outros cortes (como o chamado baby-beef, que é parte do miolo da alcatra). Seu sabor é considerado intenso, sendo ideal também para pratos nobres;
  • Contrafilé: considerado o corte mais longo e, de certa forma, parecido com o filé mignon. É ideal para bifes e para churrascos.

Além desses principais tipos de cortes de carne bovina de primeira, temos também:

  • maminha,
  • patinho,
  • coxão mole e
  • lagarto.

Carne de segunda: clássicas e eficientes

A carne de segunda também é muito saborosa. Porém, esse tipo de carne bovina está localizado em regiões mais utilizadas pelo boi, tendo assim músculos menores. Por serem regiões mais usadas, seus cortes são mais duros do que os tipos de carne citados anteriormente.

Além disso, a carne de segunda pode contar com uma maior quantidade de nervos e fibras, por exemplo. Mesmo assim, são ótimas para diversos pratos, incluindo churrascos. Confira alguns exemplos:

  • Filé de costela: como é uma carne mais dura, é ideal para cozimentos longos, como ensopados e cozidos;
  • Chuleta: você já deve ter ouvido falar em bife de contrafilé com osso ou bisteca. Todos esses nomes se referem à chuleta, carne bastante macia, mesmo sendo de segunda. Muito utilizada para um bom churrasco e outros pratos nobres;
  • Paleta: conta com muitas fibras, pois é retirada da região do braço do boi. Além disso, as fibras são longas e há considerável presença de gordura concentrada. Essa carne também tem um tom mais escuro;
  • Fraldinha: é uma peça menor, muito utilizada para fazer hambúrgueres ou para grelhas. É conhecida também como bife ou vazio.

Além dessas, também são consideradas carnes de segunda:

  • músculo dianteiro,
  • coxão duro,
  • capa de filé,
  • acém

Essas carnes ficam mais duras quando grelhadas, mas são ideais para se fazer ensopados, guisados, molhos, recheios para tortas ou escondidinhos, ou qualquer preparo que exige cozimento longo.

Tipos de carne de terceira: ideais para receitas específicas

Por fim, entre os principais tipos de carne, temos as carnes de terceira. Elas possuem grande quantidade de gordura e nervos. Com isso, o tempo de cozimento dessas carnes é bem maior.

Nesse sentido, esse tipo de carne bovina é ideal para sopas ou cozidos, por exemplo. Entre as principais carnes de terceira, temos:

  • Pescoço: contém muitas fibras e assim é ideal que se cozinhe por muito tempo.
  • Ponta de agulha: é conhecida também como capa do bife. Essa carne contém bastante cartilagem com gordura e ossos mais finos. Assim, é ideal para ensopados;

Quais as melhores carnes para assar?

Nesse caso, há várias formas de assar um corte de carne bovina. Você pode, por exemplo, assar a carne no forno, na Airfryer ou utilizar a churrasqueira. Assim sendo, vai muito do gosto pessoal de cada pessoa. Porém, veja alguns exemplos clássicos de tipos de carne ótimos para assar:

  • Picanha;
  • Filé mignon;
  • Alcatra;
  • Maminha;
  • Costela;
  • E ainda, coxão mole.
Dois pedaços de picanha grelhada

Tipos de Carnes para cozinhar na panela

Existem carnes ótimas para cozinhar na panela ou ainda, na panela de pressão. Com isso, esse tipo de carne cai muito bem com alguns acompanhamentos como legumes e verduras, por exemplo. É possível ainda cortar a carne em pedacinhos ou deixar o corte inteiro. Dito isso, veja exemplos de carnes para cozinhar na panela:

  • Costela;
  • Fraldinha;
  • Músculo;
  • Paleta;
  • Peito;
  • Lagarto plano ou redondo;
  • Acém (preferida para carne na panela).

Carnes para grelhar

Para finalizar, temos ainda os tipos de carne mais indicados para grelhar. Preparar a carne na grelha é uma maneira muito saudável de consumir a carne bovina. Afinal, elas ficam mais leves e, além disso, seu preparo é bem mais prático. Confira quais as carnes certas para grelhar:

  • Alcatra;
  • Miolo de alcatra;
  • Fraldinha;
  • Maminha;
  • Picanha;
  • Patinho;
  • Coxão mole;
  • Filé mignon;
  • Contrafilé;
  • Entre outros.

Então, você já deve estar com vontade de assar uma carne, não é mesmo? Observando todos os tipos de carne, podemos concluir que cortes de primeira, como a picanha, por exemplo, são ótimos para churrascos, assados e pratos grelhados.

Já as carnes de terceira são ideais para cozinhar na panela e exigem maior tempo de cozimento.

Mas, o mais importante é seguir a receita e utilizar os utensílios certos no preparo de cada prato.

Por isso, você pode contar com a Bem Afiada para adquirir itens que vão facilitar sua vida na cozinha. Acesse nosso site, faça seu pedido online e receba os melhores produtos em sua casa com a garantia de entrega Amazon.

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Açafrão verdadeiro

4 de julho de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça o açafrão verdadeiro: o ingrediente mais caro da gastronomia mundial!

O açafrão verdadeiro é uma especiaria extraída do pistilo da flor Crocus sativus, uma planta de origem asiática. Ele é extremamente valorizado no mercado gastronômico internacional.

Só para se ter uma ideia, no Brasil o quilo da especiaria custa, em média, R$ 70 mil reais! Mas não se assuste, pois com um grama (R$70,00) já dá para fazer uma boa receita!

Açafrão verdadeiro
Pistilo de açafrão verdadeiro

O que é o açafrão verdadeiro?

O açafrão verdadeiro é uma especiaria muito apreciada graças ao aroma e sabor inigualáveis que confere às mais variadas receitas.

Nativo da Ásia Ocidental (Turquia, Armênia e Curdistão), é um tempero usado há centenas de anos nas culinárias indiana, europeia, árabe e do oriente médio.

Por ser muito versátil, o açafrão pode ser usado em sopas, pratos mediterrâneos como risotos e paellas, massas e em várias outras receitas.

Além do aroma e sabor peculiar, a especiaria também confere cor avermelhada ou laranja aos pratos.

Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), a especiaria é rica em nutrientes, principalmente cálcio, magnésio e potássio.

Flor de açafrão com pistilo
O açafrão é o pistilo da flor

Onde comprar açafrão verdadeiro

O açafrão verdadeiro pode ser encontrado no Brasil lojas especializadas ou na seção de temperos de alguns supermercados. Como é um produto caro, pode não ser tão fácil de achar em qualquer prateleira.

Ele é vendido tanto na forma de pistilos (também chamado de estigmas) desidratados quanto na forma de pó.

Como basta uma pitadinha para dar o sabor, o açafrão é vendido em pacotes pequenos, geralmente com menos de 1 grama.

Contudo, especialistas recomendam comprar na forma de pistilos ou estigmas, que é a forma mais garantida de se ter o açafrão verdadeiro. O açafrão em pó muitas vezes é misturado com outros produtos para enganar o consumidor.

Além disso, o açafrão que já é vendido moído não tem o sabor tão acentuado quanto o em pistilos, já que tende a perder o sabor com o tempo.

De qualquer forma, se o preço estiver bom demais, desconfie! O açafrão verdadeiro é muito caro e não faltam pessoas inescrupulosas tentando vender gato por lebre.

Como cozinhar com açafrão

O açafrão pode ser usado de duas formas na culinária:

Moído

Os fios de açafrão podem ser moídos antes de serem acrescentados à receita.

Para isso, recomenda-se dar uma ligeira tostada no açafrão (com muito cuidado para não queimar) e depois moer com um pilão, ou uma colher.

Infusão

Outra forma de se usar o açafrão é deixar os pistilos em infusão no líquido que será usado na receita (água, caldo de carne ou legumes, etc.).

Assim, o sabor e a cor da especiaria são transferidos para o líquido.

Para economizar com um tempero tão caro, alguns cozinheiros secam os pistilos depois da infusão e guardam para reusar em uma próxima receita. Fica a dica!

Receitas tradicionais com açafrão verdadeiro

O açafrão verdadeiro é um tempero versátil que pode ser apreciado em diversas combinações de sabores.

Entre as receitas tradicionais em que o açafrão verdadeiro é um ingrediente indispensável, está a Paella Espanhola, que é um prato que mistura arroz com peixe e frutos do mar.

Outra receita com frutos do mar clássica com açafrão é a Bouillabaisse, um ensopado originário de Marselha, no sul da França, que inclui caranguejo, lulas, mexilhões e lagosta.

O risoto milanês (Risotto alla Milanese) é tão simples que engana! A receita tradicional de risoto é acrescida de uma pitada de açafrão, que garante a cor amarelada ao arroz, e muito queijo parmesão. Uma delícia!

Da culinária persa, temos o arroz de açafrão, chamado Tahdig. O arroz cozido é misturado com iogurte e água de açafrão e são feitas camadas de arroz e de algum recheio (carne, frango ou outro) em uma caçarola antiaderente. O preparo fica no fogo até que o arroz forme uma crosta bem crocante no fundo da panela.

Risoto milanês – Paella de frutos do mar – Bouillabaisse – Tahdig

No Brasil, uma receita típica que pode ser feita com açafrão é a galinhada. O açafrão além de dar a cor avermelhada do colorau (ou urucum), também contribui com um sabor único. Experimente!

Açafrão também é usado para fazer receitas doces. Na culinária indiana, é muito comum em sobremesas como arroz doce e sorvete. O Kulfi de manga e açafrão é um sorvete feito com leite condensado, creme batido, manga e temperado com açafrão e cardamomo. Veja aqui uma receita.

Como armazenar açafrão

O açafrão em estigmas em geral pode ser guardado por até 6 meses, se armazenado em potes bem fechados em um armário bem seco.

Assim como acontece com outros temperos, o açafrão também perde o sabor com o tempo, mesmo que não chegue a mofar ou estragar.

Já o açafrão moído deve ser consumido o mais rapidamente possível, pois a perda do sabor acontece mais rapidamente.

Açafrão verdadeiro

O que substitui açafrão

Não existe um substituto que vai acrescentar ao prato todas as nuances do açafrão.

A cúrcuma (também chamado de açafrão da terra) é usada para substituir o açafrão em algumas receitas, pois acrescenta a cor avermelhada, mas o gosto não é o mesmo.

Outra opção é a páprica, que também tem cor semelhante, mas não contribui com o mesmo gosto.

Congelar açafrão

Uma boa forma de ter sempre açafrão é fazer uma “água de açafrão” e congelar em formas de gelo.

Para isso, toste e moa 1/2 colher de chá de fios de açafrão e misture em uma xícara de água fervente. Deixe em infusão até a água esfriar.

Coloque a água de açafrão em uma forma de gelo e leve ao congelador. Quando congelar, retire os cubos e transfira para um saco com fecho hermético.

Use um cubo de açafrão congelado quando a receita pedir uma pitada de estigmas de açafrão.

Benefícios do açafrão verdadeiro para a saúde

Ao contrário do que se imagina, o açafrão verdadeiro não é apenas utilizado para dar mais sabor, cor e aroma às receitas.

A Crocus sativus, planta de onde é extraída e especiaria, é uma flor com propriedades medicinais. Assim, o açafrão é usado há milênios como remédio caseiro para aliviar incômodos gastrointestinais e amenizar a insônia.

Posteriormente, foi utilizado como corante em pinturas, mas foi na culinária que a especiaria ficou famosa.

Todavia, ainda nos dias de hoje, o verdadeiro açafrão, apesar do seu preço, continua sendo utilizado para tratar a saúde em forma de chás e remédios fitoterápicos.

Açafrão verdadeiro X Cúrcuma

Muitas pessoas confundem o açafrão verdadeiro com a cúrcuma. Embora sejam duas especiarias, estão longe de ser a mesma coisa.

A confusão acontece porque a cúrcuma também é chamada no Brasil de açafrão da terra, porém é da mesma família do gengibre. Por outro lado, conforme você leu neste artigo, o açafrão verdadeiro é originado da planta Crocus sativus.

As cores de ambas as plantas são parecidas, além do fato de que as duas têm praticamente as mesmas propriedades medicinais. Mas fique esperta, o sabor e a forma de uso não são os mesmos.

Cúrcuma ou açafrão da terra

Enquanto o açafrão verdadeiro possui um sabor mais amargo, a cúrcuma possui um sabor mais picante. Por isso, harmoniza bem com legumes, verduras, carnes e frangos.

Além disso, vale a pena ainda destacar que a cúrcuma só é encontrada em pó, enquanto o açafrão, também em pistilos.

Outro detalhe que diferencia a cúrcuma do açafrão é o preço acessível. Lembre-se que o açafrão verdadeiro é comercializado a R$ 70 mil o kg, ou R$ 70,00 o grama. A cúrcuma, por sua vez, é vendida por aproximadamente R$ 25,00 o kg.

Leia também: como usar gengibre na comida


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Tipos de arroz

11 de junho de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça 10 tipos de arroz e se surpreenda com novos sabores deste cereal tão importante na nossa alimentação

O arroz é um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, mas você talvez não conheça a gama de variedade deste cereal.

E não é apenas o formato e a textura que variam nos diversos tipos de arroz, até mesmo as características nutricionais se alteram.

Bomba, carnaroli, jasmin, basmati e negro: esses são apenas alguns exemplos de tipos de arroz que talvez você nunca tenha experimentado.

No entanto, há outros, além das várias particularidades de cada um. Se você quer saber mais e não errar quando o assunto é arroz, confira o restante do artigo!

Os principais tipos de arroz

O arroz (Oryza sativa) é um dos cereais mais produzidos e consumidos no mundo, sendo o principal alimento de cerca de metade da população mundial, especialmente nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

E não por menos: arroz é nutritivo, versátil, fácil de fazer e delicioso!

Quanto aos tipos de arroz, ele é classificado com base na proporção do comprimento com a largura do grão quando cozido.

São considerados três tamanhos:

Grão longo:

  • Tem o comprimento cerca de quatro a cinco vezes maior que a largura
  • Na legislação brasileira, para ser considerado longo, o grão deve medir 6 mm ou mais
  • Como exemplo temos o arroz agulinha, basmati e jasmine
  • Geralmente este tipo de arroz quando cozido fica firme e mais soltinho.
  • Usado como acompanhamento, mas também em sopas e saladas quando a ideia é manter os grãos inteiros e separados.

Grão médio

  • Tem o comprimento cerca de duas vezes a três vezes maior que a largura.
  • Na legislação brasileira, para ser considerado médio, o arroz deve medir entre 5 mm e 6 mm
  • Como exemplo, temos o arroz arborio e carnaroli, que são tipos de arroz usados para fazer risoto
  • Quando cozido, tem uma textura mais pegajosa e os grãos ficam mais grudados do que o arroz de grão longo.
  • Usado para fazer risotos e outros preparos que exigem um arroz menos solto.

Grão curto

  • Tem o comprimento pouco maior ou do tamanho da largura.
  • Na legislação brasileira, para ser considerado curto o arroz deve medir menos de 5mm
  • Como exemplo, temos o arroz japonês
  • Quando cozido, fica bem pegajoso e grudado
  • Usado para fazer sushi ou pratos que requerem um arroz grudento
Arroz de grão longo, médio e curto

Além desta classificação do arroz por tamanho, podemos também dividir os tipos de arroz de acordo com a quantidade de amido que possuem.

Para o uso culinário, essa é uma característica muito importante, já que determina o quanto o arroz ficará grudento.

O amido é formado por cadeias de amilose e amilopectina. É a amilopectina que torna o arroz glutinoso, ou grudento.

Assim, os tipos de arroz que contém mais amilose e menos amilopectina, como o arroz basmati ou jasmin, têm os grãos mais firmes e separados quando cozidos.

Já os tipos de arroz japoneses, que contém muita amilopectina, resultam em grãos que grudam uns nos outros. O famoso “unidos venceremos”.

Leia a seguir mais detalhes de cada tipo de arroz.

Arroz branco (agulhinha)

Entre os tipos de arroz mais mais consumidos no mundo, o arroz agulhinha branco é um arroz de grão longo que passa por um processo de beneficiamento, onde são retiradas a casca, o farelo e o gérmen e os grãos são polidos.

Esse é o arroz de quem adora um “arroz soltinho”. Já nas receitas, é o acompanhamento mais comum do feijão, além de ser utilizado em sopas, saladas e bolinhos de arroz.

Arroz basmati

O arroz basmati é mais utilizado na culinária asiática, principalmente nas receitas indianas. Se você é fã delas, com certeza já provou esse tipo de arroz, que é mais aromático. Ele tem alta concentração de compostos que fazem do seu tipo mais perfumado e até mesmo um pouco doce.

Como o seu envelhecimento dura mais de um ano, ele desidrata bastante, mas depois muda muito de tamanho no cozimento.

As receitas mais comuns são pratos de arroz basmati com carnes e especiarias, como o byriani, prato tradicional da Índia. Também é muito frequente em sopas com batata e arroz ou no recheio do tomate ou abóbora.

Grãos de arroz basmati
Grãos de arroz basmati

Lei também: panela de arroz elétrica vale a pena?

Arroz bomba

O arroz bomba é um tipo de arroz de grão curto, muito cultivado no leste da Espanha, sendo também chamado de arroz de Valência.

É o arroz usado para preparar a Paella espanhola. É um arroz de grão curto, mas que tem como característica ficar soltinho quando cozido, diferente do arroz curto para sushi, que é bem grudento.

O arroz bomba tem alta capacidade de absorção de água, assim é necessário cozinhar com uma maior quantidade de água que outros tipos de arroz.

Duas variedades de arroz bomba têm Denominação de Origem Controlada: o Calasparra e o Moratalla.

Arroz espanhol bomba
Arroz bomba

Arroz jasmin

O arroz jasmin está entre os tipos de arroz mais populares na Tailândia e países do sudeste asiático. Assim como o Basmati, ele também é mais aromático, mas tem baixa composição de amilose e, por isso, fica menos solto. Além disso, é rico em vitaminas do complexo B e é chamado de “arroz thai”.

Esse tipo de arroz é ótimo para receitas com legumes e camarão ou salmão. Além disso, os tailandeses adoram caril de arroz ou com gengibre, frango e legumes. Você também pode apostar em uma salada com arroz jasmin.

Arroz arborio

Quando o assunto é risoto, segundo os italianos, o original é preparado com arroz arbóreo. Esse tipo de arroz tem a cor bem branca e formato oval que depois se expande. Ele também é muito cremoso, o que ajuda na receita, e sua origem é de Piemonte, na Itália.

Quanto ao risoto, ele pode ser feito com várias receitas: alho-poró, queijo, cogumelos e frango, por exemplo. Se você adora carne vermelha, também pode combinar com esse tipo de arroz. Contudo, lembre-se de que o tempo de cozimento é maior e que você não deve parar de mexer a panela.

Leia também: como fazer um risoto perfeito

Arroz carnaroli

O arroz carnaroli também é muito amado pelos italianos e, inclusive, para fazer risoto. Sua característica é também ser oval, mas tem um teor de amilose um pouco mais alto em relação ao arbório. Além disso, ele também é cremoso mesmo depois de cozido.

Embora seja muito utilizado para fazer risoto de frango, parmesão e limão-siciliano, também há outras receitas. Um exemplo é o arroz doce ou até mesmo fazer arroz carnaroli puro para comer com legumes.

Risotto cremoso - arroz arborio e carnaroli
Risoto cremoso – arroz arborio e arroz carnaroli

Arroz japonês – tipos de arroz

Não podemos esquecer do arroz japonês entre os tipos de arroz. Ele tem uma forma sutilmente mais redonda e seus grãos garantem o preparo de um arroz mais macio. Ainda, é mais úmido em relação aos demais, formando aquele aspecto mais “pegajoso”.

Por conta das suas características, é o famoso arroz usado para fazer sushi, maki, e outros pratos da culinária japonesa.

Arroz negro

O arroz negro, também chamado de arroz proibido, é um arroz com grande quantidade do pigmento vegetal antocianina, que dá a cor escura também a outras plantas, como berinjela e amora.

Ele é originário da China, onde é usado também na medicina tradicional chinesa, por ser rico em antioxidantes.

Sua cor enquanto está cru é preta, mas depois de cozido chega a ficar ligeiramente roxa. Ele tem alto valor nutricional e bem mais fibras em comparação ao arroz branco, já que é uma espécie de arroz integral.

Já as receitas mais indicadas incluem principalmente as sobremesas, como bolos e pães. Contudo, é comum usar o arroz negro para fazer mingau.

Arroz selvagem

O arroz selvagem não é exatamente um tipo de arroz, mas sim uma grama aquática de coloração preta, do gênero Zizania. Contudo, graças ao seu formato, ele é chamado de arroz. Além disso, ele é rico em fibras, proteínas, vitaminas e minerais.

Entre suas receitas, é muito comum fazer arroz selvagem com frango e legumes. Sopa de frango com arroz selvagem também é outra dica interessante, além de saladas ou com amêndoas, damasco e nozes.

Arroz selvagem - arroz negro cru e cozido
Arroz selvagem – Arroz negro cru e cozido

Além dos tipos de arroz descritos acima, existem também formas de beneficiamento que alteram o grão do arroz, independente do tipo. Entre elas, as mais comuns são:

Arroz integral

O que caracteriza o arroz integral é que, em seu processo de beneficiamento, somente a casca – que não é comestível – é retirada.

Diferente do arroz branco, o germe, o farelo e o endosperma do grão de arroz são mantidos. Assim, ficam preservadas as fibras e outros nutrientes importantes para o organismo.

Porém, se você já tentou fazer, sabe que o tempo de cozimento é acima da média em comparação com os demais.

E você pode incluir em receitas com quase tudo, inclusive legumes, carnes e batata doce.

Anatomia de um grão de arroz

Leia também: como congelar arroz cozido

Arroz parboilizado

O parboilizado é aquele arroz que mesmo antes de ser embalado já teve um pré-cozimento, ou seja, o amido presente nele está um pouco mais solto e você poderá ver esse resultado no final da receita que escolher.

Na hora de preparar, é muito parecido com o arroz branco tradicional que você está acostumado, mas é considerado mais saudável.

Entre as receitas há muitas opções, principalmente pratos de arroz parboilizado com cogumelos, à grega e carreteiro. Além disso, também é muito comum para quem adora fazer arroz doce, por exemplo.

Leia aqui nosso artigo completo sobre o arroz parboilizado

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Glucose de milho: o que é e para que serve

3 de junho de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Um dos tipos de açúcar que poucas pessoas conhecem é a glucose de milho, um adoçante natural produzido a partir do amido do milho.

Além de ser adoçante, a glucose de milho deixa os alimentos com textura mais uniforme e confere brilho ao produto final.

Sorvetes e pirulitos são alguns dos alimentos que usam o ingrediente, mas ele também pode ser utilizado em balas, caldas, doces entre muitas outras guloseimas.

Quer saber mais sobre esse aditivo alimentar? Saiba mais sobre ele neste artigo!

Xarope de glucose de milho

O que é glucose de milho

A glucose de milho é um adoçante feito a partir do amido de milho. Ele é usado principalmente no mundo da confeitaria para aumentar a viscosidade e transformar a textura dos alimentos, tornando-os mais macios e cremosos.

Na prática, o ingrediente é muito utilizado para evitar que o açúcar se cristalize quando está sendo cozido.

Em alguns países fora do Brasil, a glucose é fabricada a partir de outras fontes de amido, como o amido da batata, por exemplo. Isso é bem comum na Europa, onde o amido de milho é menos encontrado.

A glucose de milho é vendida das seguintes formas no nosso país:

  • glucose de milho líquida: um líquido transparente e bem pegajoso
  • glucose de milho em pasta
  • glucose de milho em pó
  • xarope ou cobertura de glucose de milho: a glucose de milho é misturada com água e açúcar invertido para formar um caldo espesso e pegajoso com cor e textura semelhante ao mel. A marca mais famosa deste xarope é a Karo, mas atualmente temos outras marcas, como a Yoki.

Os três primeiros tipos de glucose de milho são os mais usados em cozinhas profissionais, enquanto que o xarope, ou cobertura, é usado para preparo de receitas caseiras, além de acompanhar panquecas, waffles, saladas de frutas, cereais, entre outros, como um delicioso caldo.

Panquecas com xarope de glucose de milho
Panquecas com xarope de glucose de milho

Para que serve a glucose?

Conforme você leu acima, a glucose de milho evita ou adia a cristalização do açúcar. Mas não apenas isso. A substância também confere mais brilho e maciez às receitas. E por que isso é útil?

Você sabe quando faz uma receita de doce e precisa usar o fogo bem baixo por um longo período de tempo, para evitar que o açúcar cristalize? O uso da glucose de milho evita esse trabalho. Mesmo que você ainda precise ter cuidado ao fogo, certamente será mais rápido.

Na verdade, o que a substância faz é agir como um adoçante com poder de doçura relativamente baixo. O produto pode ser utilizado para fazer sorvete, bombom, trufas, brigadeiro e em muitas outras receitas.

Além disso, a glucose também aumenta o tempo de conservação do alimento, já que o açúcar não se cristalizará rapidamente.

Leia também: como fazer chantili caseiro

O que substitui glucose de milho?

Muitas pessoas procuram saber como substituir a glucose de milho, seja por motivo de alergia ou para conferir um paladar diferenciado à receita.

Na verdade, depende do tipo de receita que se pretende preparar, pois nem todas as possibilidades de substituição podem funcionar. Portanto, considere isso antes de mudar a sua receita e usar outra forma de deixá-la doce sem perder a cremosidade.

O açúcar líquido invertido é um opção para usar nas receitas que pedem glucose de milho, já que também tem a característica de retardar o processo de cristalização do açúcar. Mas assim como o mel, o açúcar invertido é mais doce que a glucose de milho, por isso é preciso adaptar a receita.

Açúcar invertido é produzido pela adição de um ácido, como limão ou cremor tártaro, que inverte quimicamente a composição da calda de açúcar. Veja uma forma simples de fazer açúcar líquido invertido no final deste artigo.

Para substituir o xarope, usado como calda para panquecas, frutas, iogurte, etc., o mel se destaca. De fato, ele é o substituto mais utilizado, mas vale destacar que é mais doce e possui sabor mais marcante. Outros xaropes ou caldas usadas são o xarope de bordo (maple syrup), ou xarope de agave.

Onde comprar?

A glucose de milho pode ser comprada em vários supermercados, além de lojas especializadas. Uma das marcas mais conhecidas é a Karo, que também vende mel e outros tipos de açúcares. Sem dúvida, ela é a mais “acessível” e próxima dos consumidores.

No entanto, há também a marca Marvi, de igual forma muito conhecida no Brasil. Outra marca é a Arcolor, que trabalha com muitos produtos de confeitaria.

Há marcas menos conhecidas ou mais regionais, mas isso depende da localização onde se está no país. Os valores também variam muito, assim como os tipos de embalagens.

O ideal é buscar pelo produto em casas especializadas em ingredientes para confeitaria. Além de ter mais opções, é possível que a embalagem seja em maior quantidade, ao contrário do que é encontrado em supermercados.

Diferença entre xarope, glicose e glucose de milho

Uma das principais dúvidas é sobre como a glucose de milho se diferencia da glicose e do xarope. Você também já se perguntou isso?

Pensando na composição, a glicose e a glucose não têm diferenças entre si. Ambas são um monossacarídeo, mas na culinária é mais comum vermos o termo “glucose”, e não a glicose.

A glucose em pó é mais utilizada quando se precisa bater os ingredientes, como no caso de sorvetes e bolos. Enquanto isso, o xarope (ou glucose líquida) é para receitas com altas temperaturas, como geleias e molhos.

Como fazer xarope de glucose caseiro

Este xarope não é de glucose de milho, mas sim de açúcar invertido. Como a consistência e a coloração ficam bem semelhante ao original, pode ser usado em receitas como substituição.

Bastam três ingredientes: açúcar, água e suco de limão. O processo é super simples:

  • Coloque uma xícara de açúcar e meia xícara de água em uma panela e leve ao fogo;
  • Mexa até que o açúcar dissolva;
  • Quando o açúcar estiver dissolvido, acrescente uma colher de sopa de suco de limão peneirado e mexa bem;
  • Abaixe o fogo o máximo possível e deixe cozinhar – sem tampar a panela nem mexer – por cerca de uma hora;
  • A mistura vai engrossando e a cor vai ficando caramelo;
  • Desligue o fogo e transfira para um potinho. A mistura engrossa ainda mais ao esfriar.

Gostou deste artigo? Então continue acompanhando o blog do Bem Afiada para facilitar a sua vida na cozinha!

Leia também: sobremesa na panela de pressão elétrica

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Funcho e erva-doce

2 de junho de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Funcho e erva-doce são plantas que, além de serem usadas como fitoterápicos, são ingredientes da culinária de vários países

Na verdade, muitas pessoas confundem as duas e pensam ser a mesma coisa.

Embora sejam semelhantes, o funcho e erva-doce não são iguais, e tecnicamente são plantas da mesma família, mas de espécies diferentes.

Mas como têm gosto semelhante e vem de plantas que parecem iguais, muitas vezes os nomes se confundem ou são usados de forma intercambiável.

É isso mesmo, tem gente que chama o bulbo do funcho de erva-doce, tem gente que chama a semente do funcho de semente de erva-doce, como se fossem sinônimos.

Neste artigo te mostramos as diferenças e semelhanças entre as duas plantas.

Funcho
Funcho

O que é funcho?

Primeiramente, para falar de funcho e erva-doce precisamos entender do que se trata cada um.

O funcho, chamado cientificamente de Foeniculum vulgare, é uma planta da família da cenoura. Originária da região do Mediterrâneo, é uma erva perene com flores amarelas e folhas que lembram uma renda, parecidas com as folhas de endro.

Amplamente cultivado em jardins e quintais brasileiros, o funcho é também produzido comercialmente, especialmente na região do agreste brasileiro.

Tanto o bulbo, quanto as folhas e as sementes do funcho são usadas na culinária de diversos países.

Tem sabor de anis e uma textura crocante quando cru. Quando cozido, grelhado, refogado, ou assado, a hortaliça fica macia e o sabor, mais suave.

Uso do funcho na culinária

Por ser muito comum na Europa, o funcho é um ingrediente culinário bem típico de receitas italianas e francesas.

A culinária indiana também usa o funcho como tempero, inclusive as sementes moídas são um dos ingredientes da mistura de temperos tradicional, Garam Masala.

Podemos aproveitar todas as partes do funcho, mas especialmente o bulbo pode ser usado das seguintes formas:

  • Saladas: você pode cortar o bulbo bem finamente e espalhar pela salada, para dar um sabor acentuado e uma crocância únicas
  • Assado: junte fatias de funcho a uma assadeira com cenoura e abobrinha e deixe no forno por alguns minutos.
  • Peixes: funcho combina muito com peixe, especialmente os mais gordurosos, como salmão
  • Risoto: acrescente funcho refogado a um risoto básico

As folhas e talos podem ser usadas como erva aromática, tanto para dar sabor quanto para finalizar e guarnecer pratos. Basta picar finamente e adicionar à panela, ou no prato já pronto.

Das sementes do funcho é feito chá (veja a seguir) e muitas vezes elas substituem a erva-doce. Muitos fabricantes usam os dois nomes indiscriminadamente.

Travessa de funcho assado com cenouras
Funcho assado com cenoura

Chá de funcho: para que serve?

O funcho é muito consumido na sua forma de chá. A bebida, aliás, é uma das melhores dicas naturais para quem está sofrendo com prisão de ventres, cólicas menstruais ou gases, por exemplo. A ação anti-inflamatória ajuda a aliviar todos os desconfortos intestinais. (Fonte)

E como fazer o seu chá? Você pode usar as folhas ou sementes levemente trituradas em um pilão. Para isso, basta colocar uma colher de algum deles na água quente e deixar em infusão por cerca de 10 minutos.

O que é erva doce?

A erva-doce, Pimpinella anisum, é uma planta originária do Sudoeste da Ásia, que é utilizada amplamente como tempero.

Embora seja de uma espécie diferente do funcho, tem sabor de anis/alcaçuz semelhante e suas plantas também são similares.

As sementes da erva-doce são pequenas, cinzas-esverdeadas, e rajadas. As folhas e talos, embora comestíveis, são pouco encontrados para venda no Brasil.

Sementes de erva-doce
Erva-doce

Entre os seus benefícios, erva-doce é rica em flavonoides e compostos que auxiliam a digestão. Além disso, também pode ter função laxativa, por isso é indicada para prisão de ventre. Ela ainda pode ser ótima para dores de cabeça, pois é analgésica. A erva-doce também é associada ao alívio de sintomas na menopausa e até mesmo no tratamento de convulsões. Portanto, é uma forma natural de lidar com várias situações de saúde e manter a saúde digestiva em dia. (fonte)

Leia também: como usar tomilho na comida

Como usar erva-doce na culinária

A semente de erva-doce é usada como tempero, tanto moída como inteira. Da semente também é feito o extrato e o óleo essencial, usado para fins medicinais.

Em geral, como tem gosto adocicado, a erva-doce combina principalmente com receitas de bolos, biscoitos e pães.

É também usada para dar sabor a chás e infusões.

Chá de erva-doce

Sementes de erva-doce também são usadas para dar o sabor anisado em bebidas alcoólicas como Ouzo (grego), Sambuca (italiano), Absinto (francês), Arak (Oriente Médio) e outras.

Ela também confere frescor a saladas de vários tipos e ainda é utilizada por muitas pessoas para temperar embutidos e até mesmo carnes.

Por outro lado, é indicado evitar a erva-doce em sabores mais sensíveis, como o peixe. O que pode acontecer é ela ofuscar o sabor do outro alimento, por isso não é o melhor tempero.

Leia também: como usar gengibre na culinária

Diferenças e semelhanças entre funcho e erva-doce

Ambas as plantas produzem anetol, um composto que confere o sabor de anis / alcaçuz. Por isso, na falta de uma, podemos usar a outra como tempero.

No entanto, elas têm diferenças, entre elas:

  • O funcho é usado tanto como hortaliça (seu bulbo) quanto tempero (sementes). A erva-doce é usada especialmente como tempero (sementes).
  • O sabor do funcho é mais suave e delicado que o da erva-doce
  • A flor do funcho é amarela, enquanto a da erva-doce é branca
  • As sementes do funcho são muito usadas como tempero para pratos salgados, especialmente na culinária indiana, do oriente médio e chinesa. Já a erva-doce é usada para dar sabor a biscoitos, bolos e pães.
  • A erva-doce é usada também em sabonetes, cremes e produtos de limpeza.
Tabela com as diferenças entre funcho e erva-doce
Funcho e erva-doce é a mesma coisa?

Pode substituir um por outro?

Essa, de fato, é uma dúvida recorrente. Especialmente em receitas estrangeiras, quando vemos “fennel seeds” (sementes de funcho) ou “anise” (erva-doce), é preciso prestar atenção, já que os termos são usados de forma mais precisa e não são sinônimos como em muitas receitas brasileiras.

Mas em geral, quando se trata do tempero, se você não tem sementes de erva-doce em casa e precisa para uma receita, a melhor forma é substituir por sementes de funcho, ou por anis estrelado (um outro condimento do qual falamos neste artigo).

Conforme você leu acima, o funcho e erva-doce se diferenciam sutilmente no sabor, mas ambos remetem ao anis/alcaçuz.

Mas é bom lembrar que a erva-doce verdadeira (anise) tem sabor mais forte que o funcho (fennel seeds), então será preciso usar menos ou mais quantidade, dependendo do que pede a receita.

Conte com o Bem Afiada e facilite a sua vida na cozinha com dicas práticas para o seu dia a dia!

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Cardamomo: o que é e como usar

20 de maio de 2022 by Eneida Deixe um comentário

O cardamomo é um tempero que, além de um aroma delicioso, também adiciona um sabor complexo a pratos doces e salgados. Veja neste artigo como usar cardamomo.

Cardamomo é um tempero feito das bagas e sementes de um arbusto da mesma família do gengibre. Originário da Índia, atualmente é amplamente usado nas culinárias do Oriente Médio, Índia e Escandinávia.

Há quem diga que é dos temperos mais caros do mundo, perdendo apenas para o açafrão e a baunilha! Aqui no Brasil, um quilo de cardamomo custa aproximadamente R$800,00 (uau!), mas obviamente que um pacotinho de 50 gramas rende muitas receitas!

Ao cardamomo também são atribuídos diversos poderes medicinais, o que faz com que muitas pessoas queiram descobrir como introduzir este tempero coringa nas sua alimentação.

Neste artigo, te damos todas as informações.

Cardamomo
Cardamomo verde

Tipos de cardamomo

Existem dois tipos de cardamomo: o verde e o preto. Há também uma versão popular na Índia chamada “cardamomo branco”, que nada mais é que o cardamomo verde branqueado.

Cardamomo verde

Conhecido como cardamomo verdadeiro, é o tipo mais comum e, no Brasil, é praticamente o único a que temos acesso.

Usado em pratos doces e salgados, tem um gosto quente, herbal com um toque cítrico e de hortelã.

Cardamomo preto

Com cápsulas maiores que as do Cardamomo verde, tem um gosto defumado que faz com que seja ideal para pratos salgados.

Na Índia, é considerado um tempero quente e é base da mistura de temperos chamada Garam Masala.

Cápsulas e sementes de cardamomo preto
Cardamomo preto

Cardamomo inteiro ou moído

É possível comprar cardamomo de quatro formas:

  • bagas de cardamomo
  • sementes de cardamomo
  • cardamomo em pó
  • óleo essencial

Quando a receita pede bagas de cardamomo inteiras, elas são adicionadas no início do cozimento e retiradas antes do prato ser servido, como fazemos com folhas de louro.

O sabor do cardamomo já moído (em pó), como acontece com outras especiarias, não é tão acentuado quanto ao da baga inteira, e o pó vai perdendo o sabor rapidamente com o tempo. Assim, para tirar o melhor sabor do cardamomo em pó, é aconselhado usar o tempero bem próximo da data de fabricação.

Outra opção para receitas que pedem o cardamomo moído, é você moer as sementes com um pilão, ou moedor e usar imediatamente.

Para isso, toste as bagas em uma frigideira sem óleo por alguns minutos. Deixe esfriar, retire as sementes e triture-as com um pilão ou moedor elétrico. Use as bagas descartadas para dar sabor a bebidas como chá e café.

O óleo essencial de cardamomo é normalmente usado para fins terapêuticos.

Como usar cardamomo na culinária

O cardamomo combina com carne vermelha, aves, embutidos, grãos como lentilha, cuscuz, arroz, e também em doces, biscoitos e pães.

É importante lembrar, no entanto, que é um tempero forte, assim um pouquinho de cardamomo é suficiente para dar sabor a um prato. Cardamomo em excesso acaba com a sutileza dos sabores e pode estragar sua receita.

Na culinária indiana, além de ser parte do tempero Garam Masala, que é usado em diversos pratos, é usado para fazer diversos curries e ensopados, assim como chás e sobremesas.

Kanellbullar, curry indiano de frango, café com cardamomo, vinho quente com especiarias

Não se sabe bem quando o cardamomo chegou à Escandinávia, mas atualmente é muito usado na culinária sueca e finlandesa, especialmente em biscoitos e pães. O pão doce de cardamomo e canela, chamado Kanellbullar, é uma receita bem tradicional (veja aqui). O tempero também é usado para dar sabor a carnes.

Já no Oriente Médio, o cardamomo é usado em chás e cafés, além de pratos doces e salgados.

Bebidas temperadas, como vinho quente, e por que não nosso quentão, também ganham um toque especial com o cardamomo.

Leia também: como usar tomilho na culinária

Substitutos do cardamomo

Se você não tem cardamomo para usar em uma receita, veja a seguir algumas sugestões de temperos que podem ser usados em substituição.

Obviamente, cada tempero tem seu gosto e aroma únicos, mas na falta de um, o outro pode funcionar.

  • mistura de canela e noz moscada,
  • mistura de canela e gengibre,
  • mistura de canela e cravo,
  • tempero garam masala

Benefícios do cardamomo

Embora ainda faltem estudos que comprovem os benefícios à saúde do cardamomo, seus fitoterápicos têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que contribuem para a melhoria da saúde em geral.

Usado na medicina ayurvédica especialmente para tratamento de problemas digestivos, o cardamomo é usado para combater náusea, azia, perda de apetite, prisão de ventre entre outros problemas. Leia aqui outros benefícios do cardamomo que estão sendo estudados recentemente.

Onde comprar cardamomo

Não é difícil encontrar cardamomo nos bons supermercados brasileiros, assim como em lojas especializadas.

Fabricantes de temperos e especiarias, como Bombay, Companhia das Ervas, Vila Cerroni, comercializam o produto inteiro ou moído em frascos ou sachês com peso variado, a partir de 10 g.

Se na sua cidade não for possível comprar, certamente você encontra na Amazon, veja aqui.

Leia também: como usar páprica doce

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Garam Masala – o que é e como fazer este tempero

13 de maio de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Garam Masala é uma mistura de temperos muito usada na culinária indiana. Ele acrescenta um delicioso aroma aos pratos e, se refogado no início do cozimento, também contribui com o sabor.

Com sabor suave e adocicado, o tempero garam masala é ingrediente de muitos pratos indianos e embora tenha esse nome gringo pode ser facilmente feito na sua casa.

O que você vai ver neste artigo:
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  • O que é Garam Masala
  • Ingredientes do Garam Masala
  • Como usar Garam Masala
  • Substituições
  • Origens do tempero Garam Masala
  • Diferença entre Garam Masala e Curry
  • Como fazer Garam Masala
  • Como armazenar Garam Masala
  • Receita de tempero Garam Masala para baixar, imprimir ou salvar no Pinterest

O que é Garam Masala

Garam Masala é uma palavra em hindi que significa “temperos quentes”. Segundo a Ayuverda, esses “temperos quentes” são os que criam calor no nosso corpo, por aumentarem o metabolismo, e não por serem apimentados.

A esses temperos quentes, cada chef, cozinheiro ou marca acrescenta outros condimentos e especiarias de acordo com sua tradição, gosto ou costume. Na verdade, cada receita de garam massala é única!

Ingredientes do Garam Masala

Como nos conta Camellia Panjabi, os ingredientes básicos do Garam masala são os seguintes:

  • Canela
  • Cravo
  • Pimenta do Reino
  • Cardamomo

Além desta base, é também possível acrescentar à mistura:

  • Noz moscada
  • Semente de coentro
  • Cominho
  • Folhas de louro
  • Semente de funcho
Ingredientes do tempero garam masala
Ingredientes do tempero garam masala

Visando extrair o melhor sabor do tempero, o ideal é comprar os ingredientes inteiros e moer somente a quantidade necessária para a receita, próximo da hora em que for usar. Assim, o tempero é usado bem fresco.

Para moer os ingredientes, um moedor de café faz esse serviço muito bem. Outra opção, é já comprar os ingredientes moídos e somente misturar.

Como usar Garam Masala

O Garam Masala é usado na culinária indiana principalmente com carnes, mas também em aves e pratos de arroz. É pouco usado com peixes e pratos vegetarianos, já que o aroma do tempero é considerado muito forte para pratos delicados.

Em geral, o Garam Masala é adicionado ao cozimento já na fase final. Não é preciso deixar cozinhar para que o tempero se misture e dê sabor aos pratos.

É usado também em marinadas para dar sabor a carnes e também é salpicado no prato já pronto.

Butter chicken
Butter Chicken: prato indiano temperado com garam masala

Substituições

Como o garam masala é uma mistura de especiarias e temperos, é fácil achar um substituto aí na sua cozinha mesmo!

Cravo, canela e pimenta do reino são temperos bem comuns no Brasil. Se você tiver esses três ingredientes, faça uma mistura de acordo com seu gosto, acrescentando outros que tiver, como coentro, cominho e/ou noz moscada.

Se não tiver nenhum dos ingredientes da mistura, use uma mistura de curry, que apesar de diferente do garam masala (como mostrado a seguir), remete às raízes indianas.

Origens do tempero Garam Masala

Acredita-se que esta mistura de temperos é originária do região norte da Índia, que apresenta um clima mais frio. De lá, se espalhou para toda a Índia e para outros países próximos, como o Irã.

Atualmente, obviamente se encontra Garam Masala em diversos locais, mas o tempero continua sendo usado basicamente na culinária de raiz indiana.

Diferença entre Garam Masala e Curry

Tanto o Garam Masala quanto o Curry são uma mistura de temperos. Alguns dos ingredientes podem ser os mesmos, mas o resultado costuma ser diferente.

Como o curry leva açafrão da terra (também chamado cúrcuma), ele tem a cor amarelo-laranja. Já o Garam Masala é sempre marrom.

Em termos de picância, o curry varia de misturas poucos apimentadas até as mais ardidas. Já o Garam Masala nunca é apimentado.

Interessante também notar que o Garam Masala é um tempero originário da Índia e efetivamente usado em todo o subcontinente indiano.

O Curry é uma invenção britânica, uma forma usada pelos colonizadores para trazer de volta para a Inglaterra os principais sabores da culinária indiana.

Diferenças entre os temperos Garam Masala e Curry
Diferença entre os temperos garam masala e curry

Como fazer Garam Masala

Gosto muito desta receita a seguir, adaptada do livro da Camellia Panjabi, porque leva bastante canela e não muito cravo. Como não sou muito amante do gosto de cravo e amo especialmente o cheiro que a canela dá à comida, fica ótimo para meu gosto.

Você pode precisar:

Ingredientes:

  • 2 e 1/2 colheres de chá de canela em pó
  • 1 colher de chá de cravo
  • 1 colher de chá de pimenta do reino moída na hora
  • 1 cardamomo
  • 1 folha de louro
  • 1/2 de colher de chá de sementes de funcho ou erva doce (opcional)

Como fazer:

  1. Triture o cravo, o cardamomo a folha de louro e o funcho (se estiver usando) usando um pilão ou moedor de café.
  2. Acrescente a canela e a pimenta do reino moída na hora e misture bem.
  3. Use o tempero imediatamente ou guarde em pote de vidro bem fechado.

Como armazenar Garam Masala

Guarde o tempero garam masala em potes de vidro bem fechados em um local fresco e sem a luz direta do sol.

O tempero já moído e misturado perde o sabor rapidamente, assim não é aconselhável guardar por muito tempo. Embora não estrague em até 6 meses, a potência não será a mesma.

Na hora de usar, para potencializar um tempero já antigo, use mais que o pedido na receita.

Conheça também: tempero Chimichurri

Receita de tempero Garam Masala para baixar, imprimir ou salvar no Pinterest

Tempero Garam Masala

Um tempero suave e adocicado para brilhar nas suas receitas indianas
www.bemafiada.com
Preparo: 10 minutes mins
Porções: 1 porção
Servir como: Tempero

Equipamento

  • 1 moedor de café ou pilão e almofariz

Ingredientes
  

  • 2 e 1/2 colheres de chá de canela em pó
  • 1 colher de chá de cravo
  • 1 colher de chá de pimenta do reino moída na hora
  • 1 unidade cardamomo
  • 1 folha de louro
  • 1/2 colher de chá de sementes de funcho ou erva doce (opcional)

Modo de preparo
 

  • Triture o cravo, o cardamomo, a folha de louro e as sementes de funcho (se estiver usando) usando um pilão ou moedor de café.
  • Acrescente a canela e a pimenta do reino moída na hora e misture bem.
  • Use o tempero imediatamente ou guarde em pote de vidro bem fechado.
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Palavra chave: como fazer garam masala, tempero garam masala

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Tempero Chimichurri: o que é e como usar

30 de março de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça este tempero argentino que além de delicioso, é fácil de fazer e pode ser usado muito além do churrasco

Se você já experimentou o molho ou tempero chimichurri, sabe do que estou falando. Se ainda está só na curiosidade, tenho boas notícias para você.

Semelhante ao molho pesto, o chimichurri é um molho que não vai ao fogo, mas diferente do similar italiano, não leva nozes ou queijo.

O que é chimichurri
Molho Chimichurri

É uma mistura de ervas com vinagre, azeite e alho. Algumas receitas levam ainda pimenta e/ou páprica.

Chimichurri é um molho que combina com muitas delícias, entre elas: churrasco e filés em geral, frango, porco, peixe e frutos do mar, legumes e muito mais. E a grande vantagem é que em cinco minutos você transforma estes pratos em algo muito mais saboroso.

Leia a seguir tudo sobre o molho chimichurri.

O que é molho chimichurri?

Chimichurri é um molho de ervas originário da Argentina e do Uruguai. Nestes países, o chimichurri é usado especialmente como acompanhamento do churrasco.

Como muitos outros molhos tradicionais, não há uma só receita de chimichurri. Mesmo na sua forma mais autêntica, encontramos o molho na versão verde (em que só entram as ervas, alho, azeite e vinagre) e também na versão vermelha, onde são acrescidos pimenta em flocos e/ou páprica picante.

Salsinha, orégano e alho são os gostos mais predominantes, mas há variedade nas receitas, especialmente por que o molho já deixou os pampas e conquistou as cozinhas de diversos lugares do mundo.

Quais os ingredientes do chimichurri?

Em um chimichurri “mais autêntico”, encontramos:

  • Salsinha
  • Orégano
  • Alho
  • Óleo vegetal
  • Vinagre de vinho tinto
  • Pimenta vermelha (tipo dedo de moça ou desidratada)
  • Sal

Variações dos ingredientes do chimichurri

  • Para substituir a salsinha, você pode usar outra erva verde, como coentro, ou hortelã, endro, ou até uma mistura de ervas.
  • Para substituir o óleo, use azeite de oliva
  • Para substituir o vinagre de vinho tinto, use caldo de um limão siciliano
  • Para substituir o orégano seco use orégano fresco
  • A pimenta vermelha pode ser fresca, em flocos (calabresa) ou em pó e pode ainda ser substituída por páprica picante

Como dá para notar, o molho pode ser ajustado para seu gosto. Acrescente mais ou menos pimenta (ou esqueça a pimenta caso não goste), mais ou menos alho, e mais ou menos vinagre. Na receita abaixo coloquei as quantidades que uso e que minha família gosta.

Como fazer tempero chimichurri caseiro?

Se você sabe picar e misturar, você consegue fazer chimichurri!

  1. Misture o orégano seco com um pouco de água morna para hidratar. Reserve.
  2. Lave e seque as folhas de salsinha. Pique bem.
  3. Descasque o alho e pique.
  4. Junte em uma tigela a salsinha, o alho, o orégano hidratado e a pimenta.
  5. Acrescente o óleo e o vinagre e mexa bem.
  6. Tempere com o sal. Prove e ajuste o sal e a pimenta a seu gosto.

Guarde na geladeira em um vidro bem tampado por até duas semanas.

Conheça também: tempero lemon pepper

Chimichurri combina com quê?

Além de ser um tradicional acompanhamento para churrascos e carnes grelhadas em geral, o chimichurri pode ser usado em outros preparos.

Carne com chimichurri

Entre eles:

  • Molho de salada de verdes ou de grãos. Basta uma colher de chimichurri para temperar folhas como alface e rúcula, ou uma salada de feijão branco, grão de bico ou outro grão.
  • Com legumes assados: asse legumes (abóbora, pimentão, abobrinha, etc.) e regue com um pouco de chimichurri
  • No sanduíche: passe o chimichurri puro ou misturado com maionese no pão para fazer um sanduíche de filé
  • No pão: passe o chimichurri no pão e coloque em um forno elétrico para tostar. Acrescente tomates picadinhos e você tem uma maravilhosa bruschetta.
  • Com batatas: o chimichurri fica uma delícia com batata assada, ou mesmo como molho de salada de batatas (neste caso, acrescente um pouco de água ao chimichurri para ficar mais fácil de incorporar)
  • Com ovos mexidos: tempere os ovos mexidos com um tico de chimichurri
  • Use o tempero chimichurri para marinar carne, frango, peixe, ou frutos do mar

Conheça também: tempero Garam Masala

Receita de chimichurri para salvar, imprimir ou guardar no Pinterest

Como fazer chimichurri

Um molho delicioso e rápido de fazer, que não precisa nem ligar o fogão!
www.bemafiada.com
Preparo: 5 minutes mins
Porções: 1 xícara
Servir como: Molho

Ingredientes
  

  • ½ xícara de salsinha (somente as folhas)
  • 2-3 dentes de alho picado
  • ½ xícara de óleo de girassol
  • 2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto
  • 2 colheres de chá de orégano desidratado
  • ¼ xícara de água morna
  • ½ colher de chá de sal
  • ½ colher de chá pimenta desidratada tipo calabresa (opcional)

Modo de preparo
 

  • Coloque o orégano seco em uma tigelinha e junte a água morna. Deixe descansar por alguns minutos enquanto prepara os outros ingredientes do molho.
  • Lave e pique bem a salsinha. Descasque e pique os dentes de alho. Transfira para uma tigela.
  • Junte o orégano com a água, o azeite e o vinagre e misture bem.
  • Tempere com sal e pimenta calabresa (se estiver usando). Prove e ajuste o sal e a pimenta para seu gosto.
  • Se possível, deixe apurar os sabores por no mínimo 2 horas antes de usar.

Dicas

As medidas são padrão: 
  • 1 xícara = 240 ml
  • 1 colher de sopa = 15 ml
  • 1 colher de chá = 5 ml
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Palavra chave: molho chimichurri, molho para churrasco, tempero chimichurri

Veja aqui nossa receita de molho barbecue caseiro.

Perguntas frequentes sobre o chimichurri

Quanto tempo dura o tempero chimichurri?

Como o molho contém vinagre, que ajuda a preservar as ervas, o chimichurri pode ser mantido na geladeira por até duas semanas.

Quando for usar, lembre-se de tirar da geladeira com cerca de 20 minutos de antecedência para que o azeite volte à consistência normal.

Mesmo que a cor do molho não esteja mais muito verde, não indica que ele está estragado.

Pode congelar chimichurri?

Sim, se sobrou molho chimichurri, você pode congelar. A minha técnica preferida, para este e outros molhos, é colocar o molho em uma forma de gelo. Quando congelar, retire os cubinhos de chimichurri congelado e coloque em um saco com fecho hermético. Quando for usar, retire quantos cubos precisar e deixe descongelar em temperatura ambiente.

Posso fazer chimichurri com orégano seco?

Sim, embora a receita original leve orégano fresco, você pode usar o orégano seco, que é bem mais fácil de achar. Se for substituir, lembre-se de que o orégano seco é mais concentrado, assim, use quantidade menor (1 colher de chá de orégano seco para cada colher de sopa de orégano fresco). Outra dica é hidratar o orégano em um pouco de água morna, antes de juntar aos outros ingredientes do chimichurri.

Chimichurri leva coentro?

Algumas receitas de chimichurri levam coentro, mas não todas. Nossa receita leva salsinha e orégano somente.

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Tipos de sushi

16 de março de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça os principais tipos de sushi, esta especialidade japonesa que já conquistou o coração (e o estômago) dos brasileiros

Sushi é um tipo de comida originária do Japão que normalmente inclui:

  • um peixe ou outro fruto do mar (muitas vezes cru),
  • alguns vegetais e
  • arroz prensado temperado com vinagre.
Tipos de sushi

O que conhecemos hoje como sushi tem pouca relação com as origens deste alimento que, segundo esta fonte, nasceu na China há mais de 2000 anos.

O sushi original era na verdade um peixe salgado que era envolto em arroz fermentado para que durasse ainda mais. Na hora de consumir, o arroz era descartado.

Na verdade, “sushi” tem o significado de “azedo” que era o gosto predominante do peixe. Nada apetitoso, na minha opinião!

Foi no Japão, no entanto que o prato foi se transformando até chegar à iguaria que conhecemos hoje. Credita-se ao chef Yohei Hanaya a criação, no século XIX, do Nigiri Sushi, considerado o “rei” do sushi. Este sushi era feito com peixe fresco sobre o arroz prensado, como o niguiri que consumimos.

Os principais tipos de sushi

Atualmente, há uma grande variedade de sushi, tanto no Japão quanto nos diversos países que adotaram esta especialidade.

Aqui no Brasil, por exemplo, são populares alguns tipos de sushi que surgiram nos Estados Unidos e envolvem ingredientes como cream cheese, abacate e outros condimentos e temperos que tiram bastante o protagonismo do peixe.

Acho correto afirmar que o sushi japonês “raiz” privilegia a qualidade e o frescor do peixe que é a estrela principal do prato.

Quem vê um menu de restaurante japonês pela primeira vez, certamente fica confuso com os nomes e as variedades do sushi, então fizemos esta tabela resumida dos principais tipos de sushi encontrados no Brasil para facilitar para você na hora de escolher.

Tabela com os principais tipos de sushi

Diferença entre sushi, sashimi, niguiri e maki

Sushi, como vimos, é o nome mais genérico, que engloba os diferentes tipos, cada um com seu nome próprio.

Sashimi

Tecnicamente falando, o sashimi não é um sushi propriamente, já que não envolve arroz e outros ingredientes.

Sashimi é simplesmente o peixe cru, servido em fatias finas.

As fatias são servidas normalmente em uma cama de daikon, espécie de rabanete branco e guarnecido com folhas de shiso, o manjericão japonês.

Um pouco de molho shoyu e também Wasabi, a pasta de raiz forte, costumam acompanhar o sashimi.

Sashimi em um prato
Sashimi

Diversos tipos de peixe ou frutos do mar são usados para fazer sashimi. Entre eles, os mais populares são:

  • Atum
  • Salmão
  • Camarão
  • Polvo
  • Lula
  • Peixe branco (tilápia ou robalo)

Niguiri

Nigiri ou niguiri é o tipo de sushi em que uma fatia de peixe cru (sashimi) cobre uma porção de arroz moldado em forma de um bolinho. É o sushi mais emblemático, aquele que vem à mente quando pensamos na palavra sushi.

O arroz, que é um arroz mais grudento e pegajoso, funciona como a cama que recebe a fatia de peixe. Em geral, não se deve usar muito arroz no nigiri, já que o objetivo não é “encher” ou “empanzinar” a pessoa com o carboidrato. A quantidade não é fixa, mas em um bom restaurante usa-se em torno de 20 gramas de arroz por unidade de nigiri.

O que deve brilhar no nigiri, como afirmado anteriormente, é o peixe, o fruto do mar, ou o que quer que esteja no topo do arroz.

Niguiri de atum e de salmão
Niguiri de atum e de salmão

Entre o arroz e o peixe pode haver uma camada de Wasabi, ou pasta de raiz forte, que além de acrescentar uma picância deliciosa, também reduz o cheiro característico do peixe.

Maki – tipos de sushi

Maki é um tipo de sushi que é enrolado em folhas de nori (uma alga desidratada) e depois cortado em rolinhos pequenos.

O recheio é feito com arroz, vegetais e peixe ou frutos do mar.

No Japão, os tipos de maki são mais limitados que os criados no ocidente. Em geral fala-se de:

  • Hossomaki: rolinhos com cerca de 2-3 cm de diâmetro recheados com um ou dois ingredientes apenas: peixe, pepino, cenoura, picles, entre outros.
  • Futomaki: com diâmetro maior (cerca de 5 cm) e em geral mais curto que o hossomaki, esses “pneuzinhos” acomodam uma variedade maior de recheios. Interessante que o futomaki não leva normalmente ingredientes crus.
  • Temaki: o temaki é um cone de folha de nori (alga) recheado com arroz, peixe e outros ingredientes, como picles e vegetais. Considerado como “fast food” no Japão, agradou também ao paladar brasileiro e hoje temos “temakerias” em diversas cidades do nosso país.
Tipos de maki: hosomaki, futomaki, temaki, uramaki e gunkan maki
Tipos de maki: hosomaki, futomaki, temaki, uramaki e gunkan
  • Uramaki: é uma invenção americana, conhecida como “maki invertido”. No caso, a folha de nori não é a camada exterior deste sushi, mas sim o arroz. Leia nosso artigo completo sobre o uramaki.
  • Gunkan maki: literalmente “navio de guerra”, neste tipo de sushi o arroz é moldado em forma de um barquinho e envolto em folha de nori. O recheio, que pode ser peixe, vegetais, ou ovas, é colocado sobre o arroz.

Alguns sushis populares

California roll: invenção americana que se tornou popular em diversos locais, inclusive no Japão. É um uramaki (maki invertido) com recheio de abacate ou manga, kani (imitação de carne de siri) e pepino.

Philadelphia roll: outro tipo de uramaki americano que tem como recheio cream cheese, salmão defumado e pepino. Por vezes, a fatia de salmão cobre o arroz.

Sushis populares no Brasil: California, Philadelphia, Joe de Salmão, Tekkamaki, Kappamaki
California, Philadelphia, Joe de Salmão, Tekkamaki, Kappamaki

Joe de salmão: no lugar das folhas de alga, o arroz é enrolado com finas lâminas de salmão. O recheio normalmente é de salmão também. É bem popular no Brasil, com nomes que variam entre Joe, Jow, Djô. Veja uma receita aqui.

Tekkamaki: rolinho fino (hosomaki) com recheio de atum

Kappamaki: sushi que não leva peixe, este rolinho é recheado com pepino somente.

Hot roll: é um sushi adaptado ao paladar de quem não gosta de comida crua. No caso, o sushi é envolto em uma massa de farinha, empanado no panko e depois frito.

O que acompanha o sushi

Os acompanhamentos tradicionais do sushi são:

Molho de soja (Shoyu)

O molho de soja usado com moderação realça o sabor delicioso do sushi. No entanto, por ser muito muito salgado, o ideal é somente molhar o peixe ou a alga com um pouquinho de shoyu.

Como o arroz absorve muito líquido, não é aconselhável mergulhar o niguiri com o lado do arroz voltado para o shoyu. Assim, evita-se encharcar e muitas vezes desfazer a forma do arroz prensado.

Pasta de raiz forte (Wasabi)

O verdadeiro wasabi é uma pasta extraída da raiz forte japonesa, chamada Wasabia japonica. É uma iguaria que não se acha facilmente fora do Japão e que tem sabor pungente e picante na medida certa.

O que comemos na maioria dos restaurantes brasileiros é apenas uma imitação do wasabi japonês. Essa pasta é feita com raiz forte (Armoracia rusticana), uma planta originária da Europa e Ásia, que é misturada a corantes e outros ingredientes.

A verdadeira raiz forte japonesa tem um sabor complexo, ardor suave e a coloração verde natural.

Uma pequena porção de wasabi ou pasta de raiz forte deve ser aplicada diretamente no peixe do sushi. Bom saber também que, para os sushi chefs e entendidos em geral, não é boa prática misturar o wasabi no molho shoyu.

Acompanhamentos do sushi - molho shoyu, gengibre e wasabi

Gengibre em conserva (Gari)

Gari é um tipo de picles japonês feito com fatias finas de gengibre que são marinadas em uma solução de vinagre de arroz, açúcar e sal. Quando feito com gengibre novo, tem uma cor rosa natural.

As fatias de gengibre em conserva são usadas pelos japoneses para limpar o paladar e devem ser comidas entre os diversos sushis. Assim podemos aproveitar toda a gama de sabores delicados de cada tipo de sushi.

As lascas de gengibre podem ser usadas também como verdadeiros “pincéis”, para pintar o sushi com a quantidade ideal de molho shoyu.

Como comer sushi como um japonês

  • Coma o sushi inteiro de uma mordida, é melhor que tentar partir com a boca;
  • O sushi pode ser comido com as mãos, ou com o hashi (pauzinhos);
  • Para pegar o niguiri com o hashi, vire-o de lado, de forma que um palito pegue o arroz e um palito pegue o peixe;
  • O gengibre não é para ser misturado com o molho shoyu, ele é usado para limpar o paladar após degustar um sushi;
  • Mergulhe o niguiri no molho shoyu com o lado do peixe voltado para baixo. O arroz já é temperado e vai perder a forma ao absorver o líquido.

Perguntas frequentes sobre sushi

Qual é a diferença entre sushi e sashimi?

sushi vx sashimi

Sashimi se refere a finas fatias de peixe cru. Não é tecnicamente um sushi. Sushi inclui outros ingredientes além do peixe, como uma base de arroz prensado, vegetais, podendo ainda ser envolto em uma folha de alga (maki).

Sushi tem sempre peixe cru?

Embora o peixe cru seja um dos “recheios” mais populares dos diversos tipos de sushi, há versões em que o peixe é cozido, maçaricado, ou até versões sem peixe. O Kappamaki, por exemplo, é um sushi recheado de pepino somente.

O que é sushi maçaricado?

Sushi maçaricado é o sushi cujo peixe (normalmente salmão) foi “grelhado” com um maçarico de cozinha. É uma boa opção para quem não gosta de comer peixe cru.

Com que tipo de arroz se faz sushi?

O arroz japonês usado para fazer sushi é um arroz de grão curto que tem uma grande quantidade de amido. Assim, ele fica bem grudento e pegajoso, o que permite formar o sushi sem que o arroz se desintegre. Esse arroz é temperado com vinagre de arroz, açúcar e sal.

Qual bebida combina com sushi?

A bebida que acompanha o sushi tradicionalmente é o chá verde. Em termos de bebida alcoólica, cervejas leves (como Pilseners) ou vinhos brancos secos são mais recomendados. Os japoneses não costumam tomar saquê com sushi, porque ambos têm arroz, mas há quem goste muito da combinação.


Ficou faltando algum tipo de sushi que você gosta? Conta pra gente o seu preferido na caixa de comentários.

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Pimenta calabresa – o que é e como usar

26 de janeiro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Conheça tudo sobre a pimenta calabresa, uma pimenta desidratada em flocos muito saborosa e popular no Brasil

A pimenta calabresa resulta do processo de desidratação e moagem da pimenta dedo-de-moça, ou de uma mistura de pimentas vermelhas.

Ela pode ser usada para dar uma esquentada em diversos tipos de comida: de carnes e linguiças a pizzas e omeletes. Por não ser tão ardida como outros tipos de pimenta, ela agrada aos mais diversos paladares e realmente leva um prato de sem graça a delícia com alguns poucos flocos.

Pimenta calabresa

Dois fatos sobre a pimenta calabresa que você pode não conhecer:

A pimenta calabresa não é um tipo de pimenta

Verdade, a pimenta calabresa não é um tipo de pimenta, como a pimenta dedo de moça, pimenta malagueta, pimenta caiena, pimenta jalapeño, etc. Mas resulta do processamento de um tipo de pimenta, ou de uma mistura de pimentas de diversos tipos.

Como a pimenta dedo de moça (Capsicum baccatum) é bem comum no Brasil, é ela comumente usada para fazer este condimento. Mas é raro encontrar na lista de ingredientes das pimentas calabresas mais vendidas, qual é a pimenta usada e se há mistura de outros ingredientes.

Penso que daí vem a confusão, já que não é raro encontrarmos “pimenta calabresa” como ingrediente da especiaria, o que é um erro. Algumas marcas, no entanto, especificam o ingrediente como “pimenta dedo de moça desidratada”, “pimenta vermelha seca”, “pimenta vermelha desidratada”.

Em outros países também são produzidas pimentas desidratadas em flocos, mas para isso são usados outros tipos de pimenta.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o tipo de pimenta mais usada para se fazer pimenta em flocos (crushed red peppers ou red pepper flakes) é a pimenta caiena. Algumas marcas usam um mix de pimentas (incluindo pimenta Serrana, Jalapeño), mas a a caiena é a mais predominante. E você sente a diferença da ardência para o produto brasileiro, já que a pimenta caiena é bem mais ardida que a pimenta dedo de moça.

A pimenta calabresa não é originária da Calábria

A pimenta dedo-de-moça (Capsicum baccatum), assim como outras pimentas do gênero Capsicum, é originária da América e foi levada para a Europa pelos navegadores. Na Calábria, a pimenta que se popularizou é a chamada peperoncino, uma pimenta da espécie Capsicum annuum.

No final do século XIX, início do século XX, uma grande quantidade de imigrantes italianos chegou no Brasil trazendo em sua bagagem diversas receitas que usavam ingredientes pouco encontrados por aqui.

Uma dessas receitas era a de Salsiccia di Calabria, uma linguiça temperada em formato de ferradura ou U que – essa sim – é muito popular nesta região do sul da Itália. Este tipo de linguiça era feita originalmente com peperoncino, ou outro tipo de pimenta que não é comum no nosso país.

Devido à necessidade de adaptar a receita para os ingredientes locais, os imigrantes começaram a usar a pimenta dedo de moça desidratada para fazer a linguiça que aqui ficou conhecida como Linguiça Calabresa e que até hoje é das linguiças mais consumidas no nosso país.

Assim, a pimenta em flocos parece ter recebido este nome por ser ingrediente da linguiça calabresa, e não por ser originária da Calábria.

Pimenta vermelha seca

Como é feita a pimenta calabresa

A pimenta dedo de moça fresca passa por um processo de secagem em fornos industriais e depois é moída juntamente com as sementes até formar os flocos. O produto é então embalado em vidros ou em saquinhos plásticos e assim encontramos no supermercado.

É também possível fazer uma versão caseira da pimenta calabresa. Para isso é preciso secar as pimentas no forno e depois, usando um processador de alimentos, liquidificador ou o velho pilão, moer as pimentas secas até chegar à consistência certa.

Eu costumo fazer com cerca de 20-30 pimentas dedo de moça. Isso rende um potinho de cerca de 50 ml de pimenta calabresa caseira.

Veja abaixo como fazer pimenta calabresa caseira:

  • Pré-aqueça o forno na temperatura mais baixa possível. Para não esquentar muito, mantenha a porta do forno semi aberta, colocando uma colher de pau (ou algo semelhante) para impedir que a porta se feche. Assim, a temperatura ficará bem baixa (menos de 100° C), o que é ideal para desidratar as pimentas, sem cozinhar.
  • Lave e seque as pimentas. Retire o cabinho das pimentas e com uma faca corte cada uma delas ao meio no sentido do comprimento.
  • Espalhe as pimentas em uma assadeira e leve ao forno. Deixe no forno durante cerca de 5-6 horas, até que estejam secas. Verifique a situação de tempos em tempos, pois, como as temperaturas de forno variam muito, as pimentas podem secar antes deste tempo. Vire as pimentas na metade do tempo.
  • Retire as pimentas secas do forno e deixe esfriar completamente.
  • Coloque as pimentas no mini processador de alimentos, ou liquidificador e processe até que os flocos estejam no tamanho desejado.
  • Transfira para um potinho próprio para temperos.

Há outras formas de secar pimentas, como usando um desidratador de alimentos ou pendurando as pimentas até secarem. Mas acredito que o forno é a forma mais prática, especialmente para quem – como eu – não tem o desidratador.

Pimenta calabresa em flocos

Como usar pimenta calabresa

A pimenta dedo de moça não é uma pimenta considerada muito picante, mas para é sempre aconselhável experimentar, pois o nível de tolerância à pimenta varia de pessoa para pessoa.

Dez maneiras de usar a pimenta calabresa em flocos:

  • Use uma pitada para temperar carnes, peixes e aves;
  • Inclua no refogado básico, juntamente com a cebola, o alho e outros temperos;
  • Faça um delicioso tira gosto ou acompanhamento: batata bolinha a calabresa;
  • Algumas pessoas têm um vidrinho de pimenta calabresa ao lado do sal e da pimenta do reino e usa da mesma forma: salpicando flocos de pimenta diretamente na pizza, em saladas, sanduíches e massas;
  • Tempere molhos e sopas com pimenta calabresa;
  • Como os antepassados italianos, use a pimenta calabresa para temperar salsichas e linguiças;
  • Repolho, brócolis, couve flor e outros vegetais da família dos crucíferos combinam muito bem com pimenta calabresa. Refogue em azeite com um pouquinho da pimenta para ver que delícia.
  • Faça seu próprio “chilli oil“, óleo picante e temperado usado na culinária chinesa como condimento para dumplings e macarrão chinês. Para isso, aqueça 300 ml de óleo vegetal junte 1 colher de sopa de pimenta calabresa e outros temperos e ervas. Deixe em infusão por 5 minutos e acondicione em uma garrafa de vidro esterilizada.
  • Use para apimentar pratos da culinária asiática, como curries
  • Apimente o espaguete alho e óleo com uma pitada de pimenta calabresa em flocos. Veja aqui a receita.
espagueti alho óleo

Leia também: como usar tomilho na culinária

Perguntas frequentes

Pimenta calabresa é muito ardida?

A pimenta calabresa é normalmente feita com pimenta dedo de moça. Considerando a escala de ardência de pimentas, a pimenta dedo de moça é considerada suave quando comparada a outros tipos de pimenta. Ela fica na faixa de 5.000 a 15.000 unidade de calor, enquanto que a pimenta malagueta chega a 50.000 a 100.000 unidades. Já a pimenta biquinho fica na faixa de 1000 unidades, sendo a mais fraca delas.

Pimenta calabresa faz mal?

Em geral, considera-se que as pimentas são benéficas ao nosso organismo e têm propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, antioxidantes e antibacterianas. Além disso, estimula a liberação de endorfina pelo cérebro, o que causa sensação de prazer. O consumo em excesso, no entanto, pode causar problemas gastrointestinais.

Pimenta calabresa é vegana?

Sim, a pimenta calabresa resulta da secagem e moagem da pimenta dedo de moça e é um produto vegano. Não há adição de qualquer produto de origem animal.

Qual pimenta é usada para fazer pimenta calabresa?

No Brasil, a pimenta normalmente usada é a pimenta dedo-de-moça Capsicum baccatum.

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Tipos de farinha de trigo no Brasil

23 de janeiro de 2022 by Eneida 1 comentário

 

Se você já se confundiu com os diversos tipos de farinha de trigo que hoje vemos no supermercado (ou nas receitas de pão mais elaboradas), que incluem farinha especial, semolina, grano durum, entre outras, vem comigo que neste artigo te ajudo a entender.

Depois de pesquisar muito para entender as receitas que acumulei por aí, resolvi reunir neste artigo tudo o que sei sobre os tipos de farinha usadas no Brasil (e em alguns outros países também). Embora não tenha formação na área e sem pretender ser exaustiva, este é o resultado da minha pesquisa.

Farinha de trigo - tipos e usos
O que você verá neste artigo:
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  • O que é farinha de trigo?
  • Teor de proteína
  • Tipo de trigo
  • Partes do trigo usadas
  • Outros fatores que influenciam nos tipos de farinha de trigo
  • Farinhas especiais
  • Tipos de farinha de trigo italianas

O que é farinha de trigo?

Farinha de trigo é, por definição, o produto elaborado por meio de trituração ou moagem de grãos de trigo (Triticum aestivum) ou de outras espécies de trigo do gênero Triticum.

É um ingrediente essencial para fazer pães, bolos, biscoitos e diversos produtos da confeitaria por ter um teor de glúten – proteína que dá estrutura ao alimento – maior que as farinhas de outros grãos.

Existem, no entanto, diferentes tipo de farinha de trigo que se distinguem de acordo com algum desses fatores:

  • teor de proteína
  • tipo de trigo
  • partes do trigo usadas
  • outros fatores

Teor de proteína

O teor de proteína de um tipo de farinha indica o potencial que a farinha tem de formar glúten. Teoricamente, quanto maior o teor de proteína, mais “forte” é a farinha.

Quando a farinha de trigo se mistura com água, a proteína do glúten forma uma “cola” que é o que dá estrutura a pães, bolos, massas, e outros alimentos à base de farinha.

O teor de proteína não indica que a farinha é de melhor ou pior qualidade. Indica apenas que ela é mais adequada a certos tipos de preparação.

Para fazer pão artesanal, por exemplo, o ideal é usar farinhas “fortes” (teor de proteína acima de 12%), para bolos, massas frescas, pizzas e pães leves usa-se farinhas intermediárias (10%) e para confeitaria em geral, farinhas mais fracas (8-9%).

No Brasil, segundo instrução normativa do Ministério da Agricultura, existem três tipos de farinha de trigo. Elas são classificadas, entre outros fatores, pela quantidade mínima de proteína, que varia pouco:

  • Tipo 1: mínimo de 7,5% de proteína – tipo de farinha mais comum, usada em geral para panificação, confeitaria, massas frescas e outros
  • Tipo 2: mínimo de 8% de proteína – tipo de farinha usada mais na indústria, para fabricação de biscoitos
  • Integral: mínimo de 8% de proteína

Como não existe uma padronização além dessa regra geral, não é possível saber exatamente a “força” das farinhas no Brasil.

Em geral, na tabela nutricional do produto temos especificado apenas a quantidade em gramas de proteína de uma porção de 50 gramas de farinha. Na farinha tipo 1 de algumas marcas que pesquisei, por exemplo, este valor é 5 gramas, o que indica que o teor de proteína é de 10%.

Já em outros países, são encontradas farinhas com teores de proteína que variam de 7 a 15%.

Pessoa sovando massa para pão

Tipo de trigo

Existem diversas variedades de trigo, mas os mais comuns usados na fabricação de farinha são:

Trigo comum (Triticum aestivum): o trigo comum é usado em 80% das farinhas produzidas no mundo

Trigo durum (Triticum durum): tipo de trigo usado para fazer semolina, uma farinha usada na fabricação de massas alimentícias como o macarrão, além de outros carboidratos como cuscuz italiano.

Embora contenha alto teor de proteína (em torno de 13%), tem menos elasticidade que o glúten da farinha de trigo comum. A farinha de semolina é mais grossa que a farinha de trigo comum e tem uma cor mais amarelada, que é fruto da concentração de pigmentos naturais.

Também do trigo durum são feitas na Itália a farinha de “grano duro” (mais fina que a semolina) e a farinha de “semola”.

Leia também: máquina de fazer pão vale a pena?

Partes do trigo usadas

O trigo, como outros grãos, é formado por:

  • uma camada protetora chamada “farelo”,
  • um interior (endosperma), rico em amido
  • um gérmen, ou embrião
Anatomia do grão de trigo

A grande maioria das farinhas de trigo é extraída através da moagem do endosperma somente.

Já a farinha de trigo integral mantém todos os componentes do trigo (farelo, endosperma e gérmen), preservando ao máximo os componentes nutricionais.

No Brasil, a farinha de trigo integral pode ser feita pela moagem do trigo inteiro, ou pela adição do farelo à farinha comum refinada.

A farinha de trigo integral é uma farinha mais densa que a farinha de trigo comum e com sabor mais acentuado também. Por conter mais gordura (proveniente do gérmen), tem vida de prateleira mais curta, em geral com 3 meses de validade.

A farinha de trigo integral tem menos potencial de glúten que a farinha comum. Como resultado, os pães feitos com a farinha de trigo integral são mais pesados. Assim, o ideal na hora de fazer pão integral é misturar a farinha integral com um pouco de farinha comum para obter produtos mais leves.

Outros fatores que influenciam nos tipos de farinha de trigo

Trigo Orgânico

A farinha de trigo orgânico é feita a partir do trigo cultivado sem uso de agrotóxicos, transgênicos, ou qualquer produto químico prejudicial à saúde humana.

As outras características, como tipo, teor de proteína, etc. seguem as mesmas especificações dos outros tipos de farinha no país. Assim, temos farinha de trigo orgânico Tipo 1, Tipo 2, ou Integral.

No Brasil, o Paraná se destaca na produção de trigo orgânico, que é usado, em sua maioria para fazer farinha.

Algumas marcas de farinha de trigo orgânico à venda: Viapax Bio, Paullinia, Mirella, Jasmine, Mãe Terra, EcoBio

Grãos de trigo, farelo e farinha de trigo
Grãos de trigo, farelo e farinha

Adição de fermento

Ideal para o preparo de bolos, tortas, panquecas e outras receitas que requerem o uso de fermento químico, esta farinha já vem pré misturada com fermento e sal.

As marcas mais tradicionais de farinha, como Boa Sorte, Vilma, Dona Benta oferecem este tipo de farinha de trigo com fermento.

Para usar a farinha de trigo comum no lugar da farinha de trigo com fermento, junte 1 e 1/2 colher de sopa de fermento em pó químico e 1/4 de colher de chá de sal para cada 1 xícara de chá de farinha de trigo comum

Note, no entanto, que esta farinha não é própria para fazer pão, já que para isso usamos outro tipo de fermento: o fermento biológico.

Farinhas especiais

Com a popularização da panificação caseira e artesanal, os moinhos estão oferecendo farinhas de trigo diferenciadas para atender a este mercado que tanto cresceu nos últimos anos.

São farinhas de trigo especiais, por serem feitas a partir de grãos selecionados, ou por terem teor de proteína adequado para a produção de determinado tipo de produto (pães, pizzas, ou bolos e biscoitos).

Mas, como afirmamos anteriormente, não há padronização no país. Basicamente, cada produtor tem um nome para seu produto “premium” e as características do produto também são pouco explicadas.

A “Farinha Reserva Especial Dona Benta”, por exemplo, é uma farinha do Tipo 1, que, segundo descrição do website da empresa “é produzida com a parte mais nobre do trigo e com altíssimo grau de pureza e leveza”.

Já outras marcas, denominam de “Especial” a farinha com teor de proteína mais alto, próprio para a panificação.

Algumas farinhas de trigo especiais vendidas no Brasil
Algumas farinhas especiais

Tipos de farinha de trigo italianas

As farinhas de trigo comuns na Itália seguem uma numeração que vai de 00 a 2, indicando o grau de moagem da farinha (sendo 00 a mais fina e 2 a mais grossa) além de outras características.

Segundo esta fonte, são as seguintes as características das farinhas italianas:

Tipo de farinhaUmidade máxCinzas minCinzas maxProteína minUso
0014.50%–0.55%9.00%bolos, biscoitos, cookies e confeitaria em geral
014.50%–0.65%11.00%pães leves, pizzas, massa de macarrão
114.50%–0.80%12.00%pães artesanais, pães de fermentação longa
214.50%–0.95%12.00%
Integral14.50%1.30%1.70%12.00%

Cinzas são sais minerais presentes na farinha de trigo, principalmente ferro, sódio, magnésio, potássio e ferro. Quanto maior a quantidade de farelo na farinha, maior será o teor de cinzas, já que os minerais se encontram principalmente nesta parte exterior do grão.

Em comparação, os tipos de farinha de trigo segundo a norma brasileira têm as seguintes características:

Tipo de
farinha
Umidade
máx
.
Cinzas
mín.
Cinzas
máx.
Proteína
mín.
Tipo 115%não
especificado
0,8%7,5%
Tipo 215%não
especificado
1,4%8,0%
Integral15%não
especificado
2,5%8,0%
Fonte: Instrução Normativa número 8 de 2/6/2005

Agora que você já sabe tudo sobre os tipos de farinha de trigo, veja esta receita de pão integral feito na batedeira, ou aprenda tudo sobre a máquina de fazer pão.

Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Como usar noz moscada

17 de janeiro de 2022 by Eneida 1 comentário

Conheça este tempero único e delicioso e aprenda como usar noz moscada na culinária

Noz moscada é daqueles temperos que, uma vez que você conhece e começa a usar, não vive mais sem ele!

Como sabor intenso, adocicado e levemente apimentado, esta especiaria combina bem com pratos doces e salgados.

Noz moscada

A noz moscada é um tempero feito da semente seca da moscadeira, uma árvore natural da Indonésia que dá frutos por mais de 50 anos.

Da moscadeira (Myristica fragrant) temos duas especiarias: a noz moscada (semente propriamente dita) e o macis, que é a casca em forma de tiras de cor alaranjada ou vermelha que envolve a semente. O macis é um pouco mais apimentado que a noz moscada, e é bem mais caro e raro que a ela, especialmente no Brasil.

Noz moscada inteira ou moída

A noz moscada é vendida em unidades inteiras ou já moída. A semente seca tem cerca de 1,5 cm e deve ser ralada logo antes do uso. Isso garante um sabor mais intenso e fresco à preparação.

Já o tempero pré-moído é bem prático, mas perde em questão de sabor. Além disso, tem validade bem menor, já que perde o sabor muito rapidamente.

Noz moscada, temperos e mini ralador em uma tábua de madeira

Como ralar noz moscada

Não é difícil ralar noz moscada. Basta usar um ralador plano (tipo Microplane) ou um mini ralador e passar a semente com casca e tudo na face do ralador. Como a noz moscada é bem pequena, no entanto, é preciso cuidado para não se machucar.

Para quem não tem ralador, dá para usar a lâmina da faca para raspar com cuidado a noz moscada.

O sabor da noz moscada é bem intenso, por isso normalmente se usa pouca quantidade do tempero. Em geral, não é necessário ralar mais de 1/4 da semente para uma receita.

O que combina com noz moscada

A noz moscada é usada na culinária há muitos séculos tanto em pratos doces quanto salgados.

Outro uso comum para esta especiaria é salpicar em bebidas quentes, como cappuccino, chocolate quente e coquetéis, como a bebida americana chamada eggnog (resultante da emulsão de leite/creme de leite, ovos e açúcar). Ela também aparece em algumas receitas de quentão ou vinhos quentes.

O importante é lembrar que um pouquinho de noz moscada já é suficiente para dar sabor aos pratos.

No hemisfério norte, a noz moscada é considerada um tempero de outono, já que combina bem com os vegetais da estação e com pratos mais robustos e cremosos, sopas e ensopados. Vai bem com abóbora, batata doce, cenoura, couve flor, entre outros.

Molho bechamel
Molho branco ou bechamel

É companheira fiel do molho branco ou bechamel, assim como cremes e sopas à base de queijo. Clique aqui para pular para a nossa receita do molho bechamel clássico.

Os suflês também ganham um gostinho mais quente com um pouquinho de noz moscada. Ovos, quiches, omeletes também combinam com a especiaria.

A noz moscada é tempero tradicional da torta de abóbora (pumpkin pie), um clássico do jantar de Ação de Graças (Thanksgiving) norteamericano, que acontece justamente no outono. Outras sobremesas como pudim de pão, cheesecake e creme inglês (custard) também podem ser preparados com noz moscada.

Na verdade, a noz moscada é um tempero bem comum em diversas culinárias da Europa e da Índia/Indonésia.

Leia também: Açafrão verdadeiro – tudo sobre o tempero mais caro do mundo.

Como usar noz moscada na comida

Há várias formas de incluir a noz moscada nos seus preparos. Veja alguns:

  • salpique em bebidas quentes como café, cappuccino, chocolate quente, ou chá;
  • use em quiches, omeletes ou suflês;
  • faça um versátil molho branco (bechamel) e tempere com noz moscada;
  • faça biscoitos, cookies e tortas doces;
  • inclua em sobremesas como pudins e “crumbles” de frutas,
  • experimente um vinho quente ou eggnog com noz moscada para esquentar as noites de inverno;
  • tempere vegetais como abóbora, couve flor ou batata doce;
  • experimente em pratos da culinária árabe, como na combinação com carne de cordeiro

Misturas de temperos

A noz moscada é usada como ingrediente em algumas misturas clássicas de temperos. Veja as 4 misturas mais populares:

  • Garam Masala: mistura de especiarias muito utilizado na Índia que varia conforme o cozinheiro, mas em geral é composta em geral de canela, cravo, pimenta do reino preta, cardamomo, cominho, louro, macis ou noz moscada.
  • Quatre-Epices – tempero francês, popular nas culinárias francesa e do oriente médio (especialmente usada em embutidos). Combina 4 especiarias: pimenta do reino branca, noz moscada, cravo da índia e gengibre.
  • Ras El Hanout – tempero marroquino usado em diversos pratos da culinária local. É uma mistura de até 20 ingredientes, mas em geral contém: cominho, cardamomo, canela, gengibre, noz moscada, pimenta malagueta, cravos e açafrão da terra.
  • Apple Pie/Pumpkin Pie Spice– misturas semelhantes usadas no preparo de tortas doces. Para o Apple Pie Spice, mistura-se cravo, canela e noz moscada; já para a Pumpkin Pie, acrescenta-se também gengibre.
garam masala - mistura indiana de temperos e especiarias
Garam masala

Benefícios para a saúde

A noz moscada é usada há tempos na medicina chinesa para tratar problemas gastrointestinais, asma, dores reumáticas e infecções.

Estudos recentes mostraram que a especiaria tem um componente específico que protege nosso fígado (fonte).

Os especialistas alertam, no entanto, que o consumo em excesso de noz moscada é tóxico. Usar com moderação é sempre a chave para desfrutar os benefícios desta especiaria.

Como substituir

A substituição mais óbvia para a noz moscada é o macis, que é retirado da mesma planta e tem sabor semelhante. Mas como o macis é bem raro no Brasil, acho quase impossível você ter aí na sua despensa.

Assim, outras sugestões para substituir a noz moscada na comida são:

  • Garam masala – mistura de especiarias que geralmente inclui a noz moscada, ideal para pratos salgados
  • Canela – principalmente para substituir a noz moscada em pratos doces
  • Gengibre – acrescenta calor e aroma bem característico
  • Cravo da Índia moído – é também uma forma interessante de substituir a noz moscada especialmente em tortas doces e biscoitos

Como armazenar

Guarde a noz moscada em recipiente bem fechado e em local seco e fresco. Se bem armazenada, o sabor e o aroma da noz moscada inteira duram por muitos meses.

A cada vez que você for ralar um pedaço, você terá o frescor, a fragrância e o sabor desta especiaria. Para ralar a mesma noz moscada depois de algum tempo, raspe com uma faquinha a superfície para ter o mesmo frescor novamente.

Já a noz moscada moída perde as características muito rapidamente. Mesmo bem armazenado, uma vez aberto o saquinho, o sabor se deteriora em poucas semanas.

Receita de molho bechamel clássico (molho branco)

Molho bechamel clássico

O molho branco espesso e temperado é um clássico da culinária francesa
www.bemafiada.com
Porções: 2 xícaras

Equipamento

  • 2 panelas pequenas
  • 1 colher de pau
  • 1 Batedor de arame
  • 1 jarra

Ingredientes
  

  • 500 ml de leite
  • 1 cebola
  • 1 cravo da índia
  • 1 folha de louro
  • 1 e ½ colher de sopa de manteiga
  • 1 e ½ colher de sopa de farinha de trigo
  • noz moscada
  • sal
  • pimenta do reino

Modo de preparo
 

  • Prenda a folha de louro na cebola usando o cravo da índia como espeto.
  • Em uma panela, junte todo o leite e mergulhe a cebola com o cravo e o louro. Aqueça em fogo baixo até quase ferver (cerca de 5 minutos). Desligue o forno e deixe o leite em infusão na panela por mais alguns minutos.
  • Em outra panela, derreta a manteiga em fogo baixo. Assim que a manteiga derreter, junte a farinha de trigo e mexa vigorosamente com uma colher de pau até que obtenha uma pasta grossa. Esta pasta (chamada roux) é usada para engrossar o molho.
  • Retire e descarte a cebola preparada e transfira o leite para uma jarra. Adicione o leite aos poucos à panela com o roux e mexa vigorosamente até que a porção de leite tenha sido absorvida. Repita a operação até que tenha incorporado ao roux metade do leite.
  • Neste ponto, usando um batedor de arame, despeje na panela todo o restante do leite e mexa até que o molho esteja cremoso e brilhante. Abaixe o fogo o máximo possível e deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo ocasionalmente. Se o molho empelotar, passe por uma peneirinha, ou bata no liquidificador.
  • Tempere com uma boa porção de sal, pimenta do reino e noz moscada ralada na hora.
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Palavra chave: molho bechamel, molho branco

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