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Dicas e coisas de cozinha

Salada de macarrão com atum

4 de janeiro de 2022 by Eneida Deixe um comentário

Fácil de fazer e deliciosa, esta salada de macarrão com atum é uma opção saudável perfeita para o lanche ou almoço, ideal também para levar na marmita

Tem um pacotinho de macarrão e uma lata de atum sobrando? Juntando com alguns outros ingredientes você pode transformar em uma deliciosa salada no tempo que leva para cozinhar o macarrão!

Salada de macarrão com atum tomate e cogumelos

Eu adoro esta salada porque acho que é uma refeição completa, já que é nutricionalmente balanceada, oferecendo tudo que nosso organismo precisa: carboidratos da massa, proteína do atum e vitaminas e fibras dos legumes.

Se a maionese for caseira (confesso que nem sempre faço!) e feita com um bom azeite de oliva, você terá também aquela gordura boa para o coração.

Pule diretamente para a receita ou veja mais dicas para fazer esta salada deliciosa a seguir.

Ingredientes da salada de macarrão com atum

Uma grande vantagem desta salada é que você pode substituir os ingredientes, ou acrescentar o que você gosta ou tem em casa para customizar a receita do seu jeito.

Eu gosto de poucos ingredientes então minhas opções são as seguintes:

Macarrão

Geralmente uso o macarrão tipo parafuso (fusilli), porque acho que a maionese gruda nas entranhas do parafuso e fica bem gostoso.

Mas, na verdade, qualquer tipo de massa curta dá uma boa salada, assim você pode usar macarrão do tipo:

  • pene,
  • concha,
  • gravata,
  • rodela,
  • cotovelo

Note também que é possível fazer esta salada com macarrão sem glúten, ou com macarrão integral. Não disse que é bem versátil?

Macarrão tipo parafuso - salada de atum e macarrão fácil
Macarrão parafuso

Atum

Uma latinha de atum ao natural é o suficiente para 4 porções de salada.

Não gosto de atum conservado em óleo, porque desconfio da qualidade do óleo usado, então uso o que é conservado em água (também chamado “ao natural”). Geralmente a conserva é feita em uma mistura de água e sal.

Mas, obviamente, você pode usar o atum em óleo, se for o que geralmente consome.

O importante, com qualquer dos dois tipos, é drenar o atum para retirar todo o líquido. Para isso, abra a lata e usando a própria tampa para segurar os pedaços de atum, deixe escorrer o líquido na pia.

Atum em conserva drenado
Atum em conserva drenado

Maionese

O molho da salada de macarrão com atum é uma maionese que pode ser feita em casa, ou pode vir diretamente do pote.

Para dar um up na maionese industrializada, eu misturo com mostarda de Dijon, um pouquinho de suco de limão e tempero com sal e pimenta do reino.

Maionese caseira
Maionese caseira

Vegetais

A minha salada de macarrão com atum sempre tem cebola picadinha, tomate cereja, cogumelos frescos e cheiro verde para finalizar. Veja as quantidades na receita abaixo.

Acho que uvas passas combinam bem, mas o meu marido, por exemplo, prefere sem. Então na receita eu deixo como opcional.

Outras ideias para complementar ou substituir:

  • ervilha,
  • pepino,
  • azeitona,
  • milho verde em conserva,
  • cenoura ralada,
  • palmito,
  • pimentão.
Tomates cereja e cogumelos de paris
Tomatinhos e cogumelos

Como fazer a salada de atum e macarrão

Veja a seguir o passo a passo de como fazer esta salada deliciosa.

1.Prepare os ingredientes

  • Pese ou separe meia embalagem de macarrão tipo parafuso (250 g)
  • Lave 10 tomates cereja e corte cada um deles ao meio
  • Limpe 5 cogumelos de paris e corte em fatias
  • Pique 1/4 de cebola (2 colheres de sopa)
  • Lave e pique o cheiro verde (1/4 de xícara ou a gosto)
  • Separe 1/4 de xícara de uvas passa (opcional)
  • Abra 1 lata de atum ao natural e drene toda a água

As medidas indicadas são padrão (1 xícara = 240 ml; 1 colher de chá = 15 ml)

2. Cozinhe o macarrão

  • Cozinhe o macarrão em água fervente com sal pelo tempo indicado na embalagem até que esteja al dente. Leia aqui nossas dicas para cozinhar macarrão perfeito
  • Escorra o macarrão e, no próprio escorredor, coloque sobre água corrente para esfriar

3. Prepare a maionese

  • Misture 1/2 xícara de chá de maionese com 1/2 colher de sopa de mostarda de Dijon
  • Adicione 1 colher de chá de suco de limão siciliano (5 ml)
  • Tempere com sal e pimenta do reino

4. Faça a salada

  • Em uma saladeira ou tigela grande, amasse o atum drenado com um garfo e misture com a maionese até obter uma pasta
  • Acrescente o macarrão cozido, a cebola picada, os tomatinhos, os cogumelos, as passas (opcional) e misture cuidadosamente até que a maionese envolva todos os ingredientes
  • Finalize com o cheiro verde, um fio de azeite e mais um pouco de pimenta do reino
  • Transfira para a geladeira até a hora de servir

Leia também: dicas de como fazer uma receita sem errar.

Clique na figura para comprar o que você precisa:

Escorredor de inox

Saladeira

Xícaras medidoras

Receita de salada de macarrão com atum para baixar, imprimir, ou salvar no Pinterest

Salada de macarrão com atum

Uma salada versátil e nutritiva para dias de calor
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Preparo: 15 minutes mins
Cozimento: 10 minutes mins
Porções: 4
Servir como: Salada

Ingredientes
  

Para a maionese

  • ½ xícara de maionese
  • ½ colher de sopa de mostarda de Dijon
  • 1 colher de chá de suco de limão siciliano
  • sal e pimenta do reino

Para a salada

  • 250 g macarrão tipo fusilli (meio pacote)
  • 1 lata de atum em conserva ao natural drenado
  • 10 tomates cereja cortados ao meio
  • 5 cogumelos de Paris em fatias
  • 2 colheres de sopa de cebola picada
  • ¼ xícara de cheiro verde picado
  • ¼ xícara de uva passa (opcional)
  • azeite de oliva

Modo de preparo
 

  • Cozinhe o macarrão em água fervente com sal pelo tempo indicado na embalagem até que esteja al dente (cozido mas ainda um pouco duro por dentro). O ideal é usar 2,5 litros de água e 1 colher de sopa de sal.
  • Enquanto o macarrão cozinha, em uma tigelinha, misture a maionese com a mostarda de Dijon. Adicione o suco de limão siciliano e tempere com sal e pimenta do reino.
  • Em uma saladeira ou tigela grande, amasse o atum com um garfo e misture com a maionese preparada até obter uma pasta.
  • Escorra o macarrão e, no próprio escorredor, coloque sobre água corrente para esfriar.
  • Acrescente à saladeira o macarrão cozido, a cebola picada, os tomatinhos, os cogumelos, as passas (opcional) e misture cuidadosamente até que a maionese de atum envolva todos os ingredientes.
  • Finalize com o cheiro verde, um fio de azeite e mais um pouco de pimenta do reino.
  • Transfira para a geladeira até a hora de servir.

Dicas

As medidas são padrão
  • 1 xícara de chá = 240 ml
  • 1 colher de sopa = 15 ml
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Palavra chave: atum, molho para salada, salada de macarrão com atum

Veja também: como fazer cebola caramelizada

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Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Arroz basmati: o que é e como fazer

2 de dezembro de 2021 by Eneida 3 Comentários

Arroz Basmati é um tipo de arroz muito popular na culinária indiana e paquistanesa. Com sabor ligeiramente doce e um aroma contagiante, é acompanhamento perfeito para um curry ou outro ensopado com especiarias. Veja neste artigo como fazer arroz basmati.

Entre os tipos de arroz que encontramos por aí, o Basmati sem dúvida é o que tem o cheiro mais delicioso. Na verdade, dizem que basmati deriva de uma palavra que quer dizer “perfumado” em híndi.

Na Índia, segundo a chef Camellia Panjabi, é considerado o rei do arroz. Além do grão longo e fino, que fica ainda mais comprido depois de cozido, sua principal característica é o gosto delicado e o aroma.

No Brasil, grandes marcas como Camil, Tio João e La Pastina produzem o arroz basmati e, pelo menos nas grandes cidades, não é difícil encontrar nos supermercados.

Grãos de arroz basmati - como fazer arroz basmati
Arroz Basmati – grãos longos e finos

Como fazer arroz Basmati

Antes de cozinhar, é aconselhável lavar o arroz em água corrente para que o excesso de amido seja retirado e assim o arroz fique mais soltinho.

Para isso, coloque o arroz em uma peneira e lave embaixo da torneira até que a água saia transparente. No início, a água terá uma cor leitosa, mas à medida que você vai lavando ela vai ficando mais clara.

Alguns autores também recomendam deixar o arroz de molho em água limpa por no mínimo 30 minutos. Eu costumo pular esta etapa e não sinto diferença.

Depois de lavado, o arroz Basmati pode ser preparado com as mesmas técnicas que se preparam outros tipos de arroz. Veja como a seguir.

Curiosidade: para fazer um arroz Basmati perfeito, os indianos armazenam os grãos por um ano ou mais antes de usar. O processo de envelhecimento garante que o arroz esteja completamente seco na hora de cozinhar e concentra seus sabores e aroma. Este arroz envelhecido é também vendido nos mercados indianos, mas por um preço muito alto. Infelizmente, não temos esta opção no nosso país.

Cozido

Nesta técnica o arroz Basmati é cozido na água salgada, sem refogar.

  • Em uma peneira, lave o arroz sob água corrente até que a água saia limpa.
  • Ferva 2 xícaras de água, acrescente meia colher de chá de sal, e algumas gotas de óleo.
  • Junte 1 xícara de arroz e misture. Abaixe o fogo e mantenha a panela semitampada.
  • Em cerca de 15 minutos, o arroz terá absorvido toda a água e estará cozido. Se ainda restar água no fundo da panela, cozinhe por mais alguns minutos. Se a água tiver secado e arroz ainda estiver duro, acrescente mais um pouquinho de água e cozinhe por mais alguns minutos.
  • Desligue o fogo, mas deixe a panela tampada por mais 5 minutos para terminar o cozimento no próprio vapor.
  • Com um garfo, solte o arroz delicadamente. Sirva em seguida.

Para dar mais perfume e um toque indiano no seu arroz, acrescente na água de cozimento bagos de cardamomo, aniz estrelado, uma folha de louro, ou outra especiaria a seu gosto.

Refogado – como fazer arroz basmati

Pilaf (ou Pilau, ou Pulau) é o nome dado à técnica de refogar uma cebola e fritar o arroz antes de cozinhar na água. O nome é chique mas é o que estamos acostumados a fazer com o nosso arroz de cada dia.

Além de nomear a técnica, Arroz Pilaf é o nome de um prato de arroz com especiarias, típico da Índia e do Oriente Médio.

O arroz Basmati é perfeito para esta preparação. Para ficar ainda mais saboroso, Camellia Punjabi sugere fritar para cada xícara de arroz basmati cru:

  • meia cebola picadinha,
  • uma folha de louro,
  • 1 pedaço de canela e
  • 1 cravo da Índia.

Depois que a cebola estiver macia, junte o arroz e refogue por alguns minutos. Aí é só acrescentar água fervente e cozinhar por cerca de 15 minutos como explicado acima.

Arroz Basmati
Arroz Basmati cozido

Panela elétrica de arroz

Como fazer arroz basmati na panela elétrica de arroz.

O arroz Basmati também pode ser feito em uma panela de arroz elétrica. Basta adicionar a água (dois copos medidores para cada copo medidor de arroz cru), sal e temperos, misturar bem e ligar a panela.

A panela passa automaticamente para o modo aquecer quando a água do cozimento for completamente absorvida e o arroz estiver cozido. Na hora de servir, use um garfo para soltar o arroz.

Você pode precisar (clique na figura para mais detalhes):

Arroz Basmati Camil

Peneira de aço

Panela de arroz elétrica

Variedades do arroz Basmati

Embora não seja facilmente encontrado no Brasil, o arroz Basmati também tem uma versão integral. O Basmati integral tem um teor de fibra maior que o tipo branco comum e um sabor mais intenso.

Assim como acontece com outros tipos de arroz, o arroz basmati integral precisa de mais água para cozinhar e o cozimento também leva mais tempo que o do arroz branco.

O que substitui arroz Basmati

O sabor adocicado e o aroma do arroz Basmati lembram o arroz Jasmim, que é usado na culinária tailandesa e de outros países do sudeste asiático.

A diferença dos dois é que o arroz Jasmim parece ter mais amido e o resultado final é um arroz grudento, tipo “unidos venceremos”. Já o Basmati fica soltinho como nosso arroz branco.

Leia também: como fazer arroz parboilizado

Tipos de arroz
6 tipos de arroz

O que combina com Arroz Basmati

O gosto suave do arroz Basmati é usado na culinária indiana para contrastar com o gosto acentuado e muitas vezes apimentado dos pratos com que é servido.

Assim, é o acompanhamento ideal para curries e ensopados temperados com especiarias do subcontinente indiano, assim como carnes e assados.

Outra forma de se comer arroz Basmati é temperar o próprio arroz com especiarias, ervas e temperos diversos. É o que acontece no Arroz Pilaf.

Um prato tradicional da culinária indiana é o arroz Biryani, também conhecido como arroz amarelo e branco.

Neste preparo, o Basmati é temperado com açafrão e outras especiarias e é servido em uma travessa com camadas de carne de cordeiro, frango, peixe ou frutos do mar (há também versões vegetarianas). Na verdade, é um desses pratos típicos que cada região ou chef acrescenta o seu sabor!

Arroz biryani
Arroz Biryani

Como guardar e congelar

As sobras do arroz cozido podem ser guardadas na geladeira por até 5 dias.

Para congelar, deixe o arroz esfriar completamente e coloque em saquinhos com fecho hermético próprios para freezer. O arroz cozido congelado deve ser consumido em até 3 meses.

Para descongelar, leve ao micro-ondas por 1-2 minutos.

Veja aqui todos os detalhes da técnica de congelamento de arroz cozido.

Receita de arroz basmati cozido para baixar, imprimir ou salvar no Pinterest

Arroz basmati cozido e soltinho

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5 from 1 vote
Preparo: 5 minutes mins
Cozimento: 20 minutes mins
Porções: 2
Servir como: Acompanhamento

Equipamento

  • panela de fundo grosso
  • peneira

Ingredientes
  

  • 1 xícara de arroz basmati
  • 2 xícaras de água
  • gotas de óleo
  • ½ colher de chá de sal
  • 1 unidade de cardamomo, aniz estrelado ou folha de louro

Modo de preparo
 

  • Em uma peneira, lave o arroz sob água corrente até que a água saia limpa.
  • Na panela, ferva  a água, acrescente o sal e algumas gotas de óleo. Junte o aniz estrelado, cardamomo ou folha de louro.
  • Despeje o arroz basmati na água fervente e misture. Abaixe o fogo e mantenha a panela semitampada.
  • Em cerca de 15 minutos, o arroz terá absorvido toda a água e estará cozido. Se ainda restar água no fundo da panela, cozinhe por mais alguns minutos. Se a água tiver secado e arroz ainda estiver duro, acrescente mais um pouquinho de água e cozinhe por mais alguns minutos.
  • Desligue o fogo, mas deixe a panela tampada por mais 5 minutos para terminar o cozimento no próprio vapor. Retire e descarte o aniz estrelado, cardamomo ou folha de louro.
  • Com um garfo, solte os grãos de arroz delicadamente. Sirva em seguida.
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Palavra chave: arroz basmati, basmati

Perguntas frequentes sobre o arroz Basmati

Qual a diferença do arroz Basmati?

O Basmati é um arroz branco que tem um grão longo e fino. Em comparação ao arroz Agulhinha, tem um sabor mais adocicado e um perfume bem acentuado.

Qual é o origem do arroz Basmati?

Segundo a chef Camellia Panjabi, acredita-se que o arroz Basmati é originário do Afeganistão de onde foi levado aos pés do Himalaia no subcontinente indiano. Atualmente, a Índia é o maior produtor e exportador deste tipo de arroz, segundo esta fonte.

Qual tipo de arroz substitui o arroz Basmati?

O arroz mais parecido com o Basmati é o arroz Jasmim, muito utilizado na culinária do sudeste asiático, especialmente da Tailândia.

Arroz basmati é saudável?

Sim, o basmati pode ser considerado saudável. Uma característica que o distingue de outros tipos de arroz é que ele apresenta um índice glicêmico médio enquanto em outros tipos de arroz este índice é alto. Isso indica que ele é transformado em açúcar pelo sangue gradualmente.

Pode congelar arroz basmati cozido?

Sim, você pode congelar o arroz basmati, da mesma forma que congela o arroz branco comum. Veja aqui como.

Quanto custa arroz basmati?

Um pacote de 500 gramas de arroz basmati custa entre R$15 e R$25 reais em 2022, dependendo da marca.

Onde achar arroz basmati no Brasil?

O arroz é encontrado nas grandes redes de supermercado. Diversas empresas produzem o arroz, entre elas Tio João, Camil e La Pastina.

Se você tem outras dúvidas de como fazer arroz basmati, deixe nos comentários que responderemos assim que possível

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Arquivado em: Ingredientes e Temperos, Técnicas

Aspargos – como usar

14 de novembro de 2021 by Eneida Deixe um comentário

Diferentes formas de preparar aspargos frescos e explorar este vegetal delicioso. Veja neste artigo como usar aspargos

Aspargo é um vegetal muito versátil, nutritivo e saboroso. Ele pode ser refogado, grelhado, assado, cozido na água ou no vapor, ou até – se cortado em fatias finas – comido cru em uma salada.

Os talos cozidos dos aspargos ficam deliciosos somente com manteiga ou azeite e um tico de sal e pimenta, ou podem ser acompanhados de molhos mais elaborados.

Aspargos combinam com peixes e frutos do mar, dão uma vida extra para o franguinho de todo o dia, ficam deliciosos com bacon e/ou presunto, e vão muito bem com diferentes tipos de carnes.

Veja neste artigo, como cozinhar e o que fazer com aspargos.

Aspargos frescos - como usar aspargos
Aspargos frescos
O que você verá neste artigo:
  • O que é aspargo?
  • Tipos de aspargos
  • Como preparar aspargos frescos
  • Como cozinhar aspargos
    • Como refogar aspargos
    • Como fazer aspargos no forno
    • Como grelhar aspargos
    • Como cozinhar aspargos no vapor
    • Como cozinhar aspargos na água
  • O que combina com aspargos?
  • Receita de camarão com aspargos na frigideira

O que é aspargo?

Aspargo é o nome comum da planta Asparagus officinalis, uma planta que cresce naturalmente em solos secos e de clima temperado como o do Mediterrâneo. É no leste do Mediterrâneo e na Turquia que a planta tem suas origens.

No Brasil, foi inicialmente cultivado no Rio Grande do Sul, mas desde a década de 1990 é também produzido na região semiárida do nordeste. Parte dos aspargos consumidos no Brasil é originária do Peru, que é um grande produtor.

Leia também: como usar alho poro.

Tipos de aspargos

Os aspargos são diferenciados pela cor:

Verde: o tipo mais comum no mundo e é o que é mais encontrado no Brasil. Deve ser cozido sempre al dente, para manter a crocância.

Branco: o aspargo branco não é uma variedade diferente, mas são as condições de cultivo que determinam a cor. Por não ser exposto à luz do sol, não ocorre fotossíntese. Assim, o aspargo não tem clorofila, o que conferiria a cor verde. Embora tenha cor diferente, o gosto é bem semelhante ao do aspargo verde. Muito popular na Europa, deve ser descascado e bem cozido.

Roxo: é o tipo mais doce. A cor vem dos altos níveis de antocianinas, um corante natural que dá a cor roxa, também encontrado em outras plantas e frutas. Quando cozido, a cor se torna verde escura.

Aspargos brancos
Aspargos brancos

Como preparar aspargos frescos

Antes de cozinhar os aspargos pelos métodos indicados a seguir, veja como preparar os aspargos é simples e rápido.

  1. Lave: lave os aspargos em água corrente e escorra.
  2. Corte a base: o início do caule é a parte mais dura do aspargo. Assim, é bom remover antes de cozinhar. Para isso, corte com uma faca ou com as mãos os primeiros 3 – 4 cm da parte inferior do caule.
  3. Descasque: se o aspargo estiver com um aspecto muito duro, é bom descascar a parte mais inferior com um descascador de legumes. Isso faz com que a parte mais lenhosa e que demora a cozinhar seja removida. No caso do aspargo branco, descasque completamente.
  4. Tempere: azeite, sal e pimenta do reino é tudo o que você precisa para temperar aspargos.

Como cozinhar aspargos

Uma vez preparados como indicado acima, seus aspargos estão prontos para serem cozidos. Você pode optar por cortar em pedaços menores (cada talo em 3 ou 4 pedaços), ou cozinhar o talo inteiro, já descartada a parte inferior.

Independentemente da forma que você escolher para cozinhar os aspargos, o importante é que não cozinhem demais. Eles devem ficar sempre “al dente“, macios porém mantendo o crocante. Para isso, teste com a ponta de um garfo para verificar o ponto.

Como refogar aspargos

Ficam deliciosos quando refogados na frigideira. Você pode usar simplesmente manteiga ou azeite, ou acrescentar ervas, alho ou algum tipo de pimenta para incrementar o sabor.

  • Corte os aspargos em 3 ou 4 pedaços.
  • Em uma frigideira, aqueça óleo, azeite ou manteiga
  • Refogue os aspargos até ficarem crocantes, porém macios. Isso levará de 3 a 5 minutos.
  • Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora.
Aspargos refogados
Aspargos refogados

Como fazer aspargos no forno

Assar aspargos é uma forma super prática de ter os aspargos na mesa sem stress nenhum. Eles ganham um sabor delicioso e podem ser assados juntamente com outros vegetais, ou com a carne.

  • Pré-aqueça o forno a 200º.
  • Em uma assadeira, disponha os aspargos e regue com azeite.
  • Tempere com sal e pimenta do reino.
  • Asse por cerca de 10 minutos, mexendo na metade do tempo.

Como grelhar aspargos

No grill, grelha ou churrasqueira, os aspargos ficam prontos em menos de 5 minutos e ficam queimadinhos e deliciosos. Não deixe de virar os aspargos com uma pinça, para que não queimem de um único lado.

  • Pré-aqueça a grelha até que esteja bem quente.
  • Regue os aspargos com azeite e tempere com sal e pimenta do reino.
  • Grelhe os aspargos virando constantemente, por cerca de 4-5 minutos.
Aspargos grelhados
Aspargos grelhados

Como cozinhar aspargos no vapor

Esta forma simples de cozinhar aspargos rende aspargos macios que podem ser servidos acompanhados de um molho holandaise, ou simplesmente de manteiga.

  • Cubra o fundo de uma panela com dois dedos de água.
  • Coloque a vaporeira (cesto de cozimento a vapor) na panela e disponha os aspargos.
  • Tempere com sal e pimenta do reino.
  • Quando a água ferver, cozinhe por 3-5 minutos, até que os aspargos estejam macios.
  • Sirva imediatamente

Como cozinhar aspargos na água

Caso não tenha uma vaporeira, cozinhe os aspargos na água com sal. Eu prefiro o método de cozimento no vapor, porque acho que retém mais os nutrientes, mas o resultado sem vaporeira também é satisfatório.

  • Encha a panela com água e sal.
  • Quando ferver, acrescente os aspargos.
  • Cozinhe por 2-3 minutos.
  • Sirva imediatamente.

O que combina com aspargos?

Como já afirmei anteriormente, aspargo é muito versátil e combina com quase tudo. Veja a seguir algumas ideias para servir aspargos:

  • Ovos de qualquer forma: um simples ovo frito com a gema mole fica divino com aspargos cozidos
  • Bacon: enrole uma fatia de bacon no aspargo e asse. Maravilha pura!
  • Molho holandaise: acompanhamento tradicional para aspargos, é fácil de fazer.
  • Salmão e outros peixes
  • Camarão e frutos do mar. Veja a seguir a receita de um delicioso prato de camarão com aspargos feito em menos de 15 minutos em uma só frigideira.
  • Frango combina bem com aspargos e pode ser feito na frigideira, ou assado.
  • Na salada, misture com tomates secos, azeitonas e ricota e se delicie com o gosto do Mediterrâneo.
  • Faça um stir-fry oriental, salpicando aspargos e legumes diversos no óleo de gergelim e finalizando com molho shoyu.
  • Molho para macarrão: os aspargos ficam muito deliciosos com massa. O camarão com aspargos (receita abaixo) pode ser servido com uma massa, funcionando como molho maravilhoso

Receita de camarão com aspargos na frigideira

Uma forma rápida, fácil e deliciosa de como usar aspargos é esta receita que mistura a delícia do camarão com aspargos e tomates. Experimente e me conte nos comentários o que achou!

Camarão com aspargos na frigideira

Receita fácil, rápida e super deliciosa!
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Preparo: 15 minutes mins
Cozimento: 15 minutes mins
Porções: 2
Servir como: Prato principal

Equipamento

  • Frigideira grande

Ingredientes
  

  • 200 gramas de camarão limpo (pode ser pré-cozido)
  • 250 gramas de aspargos
  • 10 tomates cereja
  • ½ cebola roxa
  • ½ limão siciliano
  • 5 colheres de sopa de azeite (separadas)
  • 2 dentes de alho
  • sal
  • pimenta do reino

Modo de preparo
 

  • Prepare os ingredientes: Lave os tomates e corte ao meio. Lave os aspargos, descarte 3 – 4 cm da parte inferior de cada talo e corte o restante em pedaços de 4 – 5 cm. Retire as raspas do limão siciliano e esprema para obter o suco. Fatie a cebola. Pique o alho.
  • Em uma vasilha, misture o camarão com o suco e as raspas do limão siciliano, o alho, sal e pimenta do reino. Regue com 1 colher de sopa de azeite e reserve.
  • Leve a frigideira ao fogo e aqueça 3 colheres de sopa de azeite. Refogue a cebola até ficar macia, cerca de 2 minutos.
  • Despeje o camarão e os temperos na frigideira e deixe cozinhar de um lado sem mexer, por 3 minutos. Vire o camarão e cozinhe por mais 1 minuto. Transfira todo o conteúdo da frigideira para um prato e reserve.
  • Regue a frigideira com mais 1 colher de sopa de azeite e refogue os aspargos por 3 – 4 minutos até estarem macios e crocantes.
  • Junte os tomatinhos e deixe cozinhar por mais 1 minuto.
  • Volte com o camarão para a frigideira e aqueça por mais 1 minuto. Acerte o sal e tempere com pimenta do reino. Sirva imediatamente.

Dicas

Sirva com arroz branco ou algum tipo de massa. Mas é tão bom que dá para comer sozinho também! 
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Palavra chave: camarão com aspargos, receita com aspargos, receita com camarão, receita fácil, receita rápida

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Alcaparras – como usar

11 de novembro de 2021 by Eneida 1 comentário

Alcaparra é um condimento muito usado na culinária mediterrânea que acrescenta um sabor salgado e único nos pratos. Veja neste artigo como usar alcaparras na culinária.

O gosto e a textura nos remetem às azeitonas verdes, mas os dois alimentos não são parentes. A alcaparra na verdade é um botão de flor que é colhido antes de abrir, de um arbusto chamado Capparis spinosa ou Capparis inermis.

Esta planta é originária da região mediterrânea e é cultivada na Itália, Espanha, França, além de alguns países asiáticos.

Alcaparras em uma colher de pau - como usar alcaparras

Em geral, essas bolinhas verdes são consumidas em conserva. Para isso, os botões são secos e depois marinados com vinagre, sal, vinho, ou outra combinação. A conserva realça o sabor salgado e ácido da alcaparra.

Para quem é fã de gostos fortes, a alcaparra é uma verdadeira festa!

O que você verá neste artigo:
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  • Tipos de alcaparras
  • Como usar alcaparras – receitas clássicas
  • Onde usar alcaparras – outras formas
  • Como cozinhar com alcaparras
  • O que substitui alcaparra em uma receita
  • Receita de picata de frango
  • Perguntas frequentes sobre alcaparra

Tipos de alcaparras

Os botõezinhos de alcaparra variam em tamanho de acordo com a variedade da planta: as menores têm o tamanho de uma ervilha pequena e as maiores chegam a ter o tamanho de uma azeitona.

Pesquisando na internet, descobri que quanto menor a alcaparra, mais suave é seu sabor e, assim, ela é mais valorizada.

As alcaparras provenientes da Provence, na França são as mais famosas e apreciadas pelos chefs. Com cerca de 7 mm de diâmetro, elas são chamadas de non-pareil e costumam ser conservadas no vinagre. Por isso, têm um prazo de validade bem extenso.

Já na Itália, especialmente no sul do país, as alcaparras são maiores e são curadas no sal. Dessa forma, têm gosto menos amargo, mas é preciso deixá-las de molho na água e enxaguar várias vezes antes de usar para retirar o excesso de sal.

Foto da ilha de Pantelleria, na Sicília, onde se produz alcaparras
Plantas de alcaparra em Pantelleria – foto Getty

As alcaparras mais famosas da Itália são as cultivadas na ilha de Pantelleria, a cerca de 100 km da Sicília. É uma ilha vulcânica e com clima árido, o que parece ser ideal para a alcaparra. As alcaparras de Pantelleria são colhidas antes de amadurecerem e são preservadas em sal marinho.

No Brasil, encontramos variedades diversas conservadas em uma mistura de vinagre, água e sal. Entre as marcas mais encontradas, temos Cepêra, La Pastina (espanhola), Bella Contadina (italiana).

Em lojas especializadas em produtos importados, é possível encontrar as alcaparras francesas do tipo non-pareil.

Como usar alcaparras – receitas clássicas

Se você tem um vidrinho de alcaparras dando bobeira na cozinha e não sabe o que fazer com ele, veja a seguir algumas ideias.

Mas lembre-se: como o gosto é bem marcante e salgado, use sempre com parcimônia.

Alcaparras na culinária italiana

Segundo Marcella Hazan, no livro Fundamentos da Cozinha Italiana Clássica:

As alcaparras têm seu lugar específico em muitos pratos clássicos, em molhos para massa, carne, peixe, em recheios, e seu sabor ativo, acre, sem ser propriamente azedo, faz com que seja um daqueles condimentos que se prestam muito bem ao improviso, ao estilo descontraído que tão bem caracteriza a culinária italiana.

Entre as receitas clássicas da culinária italiana que levam alcaparras, destacamos:

  • Molho a puttanesca é um molho de macarrão que mistura azeitonas, alcaparras, anchovas e tomates. Os ingredientes são refogados no azeite e temperados com sal e pimenta do reino. Veja a receita aqui.
  • Piccata de frango, adorada especialmente nos Estados Unidos é uma forma deliciosa de se fazer filé de peito de frango. Piccata nada mais é que filés finos de carne de boi, porco ou ave que são passados na farinha e fritos em uma frigideira. O molho é feito com suco de limão siciliano, caldo de galinha, vinho e alcaparras. Basta cozinhar por 5 minutos e está pronta esta delícia! A receita detalhada está no final deste artigo.
  • Caponata siciliana, um antepasto feito com berinjela, pimentão, abobrinha, temperos diversos, alcaparras, azeitonas, anchovas e nozes ou pinoli. É um dos meus antepastos favoritos!
Piccata de frango com alcaparras e limão siciliano
Piccata de frango

Leia também: como usar alho poró.

Como usar alcaparras na culinária francesa

Também na culinária francesa, as alcaparras brilham em algumas receitas clássicas, entre elas:

  • Sole à la Meuniere: neste prato, o peixe, uma espécie de linguado, é passado na farinha e frito na manteiga. O molho “à la meuniere” (“à mulher do moleiro”) é fácil e rápido: manteiga dourada, salsinha, alcaparra e suco de limão siciliano.
  • Remoulade: uma mistura de maionese ou azeite com ervas (salsinha, cebolinha, estragão), alcaparras, picles de pepino e, por vezes, anchovas. Ela é usada como pastinha ou molho para acompanhar camarão, peixe frito e outras frituras, até mesmo batatas fritas. Veja a receita aqui.
  • Tartare de filet de boeuf: também chamado “steak tartare“, é uma mistura de carne picada na faca com ovos, cebola, ervas frescas (salsinha e cebolinha), alcaparras, mostarda, sal e pimenta do reino. Como é servido cru, os ingredientes precisam estar muito frescos.
Sole Meunière no filme Julie and Julia

Onde usar alcaparras – outras formas

Saladas 

Uma porção de folhas verdes ganha nova textura e sabor com um punhado de alcaparras. Um molho para saladas feito com alcaparras também é uma ótima opção.

O molho da salada caesar, por exemplo, tradicionalmente é feito com anchovas, mas quem é vegetariano ou por qualquer motivo não quer usar o peixe, pode substituir a anchova por alcaparras.

Para um molho super simples para saladas, a deusa Rita Lobo sugere misturar:

  • duas colheres de sopa de alcaparras,
  • caldo de 1 limão,
  • 1/4 de xícara de azeite,
  • sal e pimenta do reino.

É só processar tudo no processador de alimentos até formar uma pasta e tá pronto!

Sopas e cremes

Qualquer sopinha de legumes, cogumelos, ou tomates pode ser melhorada com um pouco de alcaparra. Basta picar algumas unidades e misturar na sua sopa favorita.

Ovos

Outro bom uso para alcaparras é juntar ao omelete, ovos mexidos ou outros preparos com ovos.

Salmão

Salmão e alcaparras são uma combinação clássica que sempre dá certo.

Uma forma deliciosa de usar suas alcaparras é fazer um salmão assado no forno e servir com um molho de limão e alcaparras.

Para fazer o molho:

  1. derreta duas colheres de sopa de manteiga,
  2. refogue um dente de alho picado,
  3. acrescente duas colheres de sopa de alcaparras picadas, raspas e suco de meio limão siciliano.
  4. Cozinhe por dois minutos, tempere com sal e pimenta do reino e sirva com o salmão assado.

Delicioso!

Canapés de salmão defumado, alcaparras e endro
Canapés de salmão defumado, alcaparras e endro

Delícia também é fazer sanduíches ou canapés de fatias de salmão defumado com alcaparras. O pão é coberto com cream cheese ou molho tártaro, e o salmão é guarnecido com alcaparras, azeitona preta e endro (também conhecido como dill ou aneto). Para impressionar os convidados.

Molho tártaro

Para comer com salmão ou outro peixe, o molho tártaro é nada mais que uma maionese sofisticada. Você pode fazer a maionese caseira, ou usar a industrializada.

Para virar molho tártaro, para cada 200 ml de maionese junte:

  • uma colher de sopa de alcaparras picadas,
  • uma colher de sopa de pepino em conserva picado,
  • 1 colher de sopa de cebolinha picada,
  • 1 colher de chá de suco de limão,
  • pimenta do reino e sal.

Como cozinhar com alcaparras

Alcaparras são compradas em conserva e por isso, geralmente são bem salgadas. Por isso, para alguns pratos, é aconselhável lavar as alcaparras antes de acrescentar ao preparo, de forma que o gosto do sal (e/ou vinagre) não fique tão predominante.

Em casos de saladas, pastas e outros usos que não envolvam cozimento, basta acrescentar as alcaparras picadas ou não e incorporar aos outros ingredientes da receita.

Se a receita pede que as alcaparras sejam adicionadas à panela, elas devem ser colocadas na parte final do processo de cozimento, para que mantenham sua forma.

O que substitui alcaparra em uma receita

Caso não tenha um vidrinho de alcaparra disponível, a substituição mais usada é por azeitonas verdes. O pepino em picles também é usado para substituir alcaparras.

Receita de picata de frango

Picata de frango

Filezinhos de frango cobertos com molho de alcaparras, vinho branco e limão siciliano
www.bemafiada.com
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Preparo: 5 minutes mins
Cozimento: 20 minutes mins
Porções: 4
Servir como: Prato principal

Equipamento

  • Frigideira média
  • Batedor de arame

Ingredientes
  

Para o frango:

  • 4 filés de peito de frango
  • ½ xícara de farinha de trigo
  • raspas de um limão siciliano
  • azeite para fritar
  • sal e pimenta do reino

Para o molho:

  • 4 colheres de sopa de manteiga (60 g)
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 xícara de caldo de galinha
  • suco de meio limão siciliano (1 e ½ colher de sopa)
  • ½ xícara de vinho branco
  • 1 e ½ colheres de sopa de alcaparras
  • 2 colheres de sopa de salsinha picada (opcional)

Modo de preparo
 

Para os filés de frango:

  • Com um martelo de carne ou com o cabo de uma faca, bata os filés de frango até ficarem finos (cerca de 1 cm de espessura).
  • Em um prato, misture a farinha, as raspas de limão siciliano, sal e pimenta do reino.
  • Passe os filés de frango na mistura de farinha e dê uma sacudida para tirar o excesso.
  • Em uma frigideira, aqueça o azeite e frite os filés de frango por 4-5 minutos de cada lado. Se a frigideira não acomodar os 4 filés sem empilhar, frite dois filés de cada vez.
  • Retire os filés da frigideira e reserve.

Para o molho:

  • Na mesma frigideira, derreta a manteiga e junte a farinha de trigo mexendo vigorosamente. Mexa até que a farinha tenha sido totalmente misturada na manteiga e cozinhe por cerca de 2 minutos. Essa mistura (chamada "roux") serve para engrossar o molho.
  • Acrescente aos poucos o caldo de frango, mexendo constantemente com um batedor de arame.
  • Acrescente o vinho, suco de limão e as alcaparras. Deixe reduzir por 3 minutos, mexendo ocasionalmente.
  • Volte com os filés de frango para a frigideira e cozinhe por mais 2 minutos, somente para aquecer.
  • Se estiver usando, salpique a salsinha picada e sirva imediatamente.
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Palavra chave: alcaparras, filé de frango, limão siciliano, picata, receita com frango

Perguntas frequentes sobre alcaparra

Alcaparras são saudáveis?

Sim, alcaparras são consumidas em porções bem pequenas e acrescentam bastante sabor aos alimentos. São pouco calóricas e têm baixos teores de carboidratos, proteínas e gorduras, mas contêm pequeno teor de cobre e vitamina K, dois nutrientes essenciais. As alcaparras são também fonte de sódio e de antioxidantes. Como o consumo excessivo de sódio pode levar a aumento da pressão do sangue, é preciso ficar atento para isso. Embora os benefícios da alcaparra não sejam totalmente comprovados cientificamente, há alguns estudos que sugerem que eles existem.

Como se fala alcaparra em inglês?

Capers

O que são alcaparrones ou caper berries?

Enquanto alcaparras são botões de flores, alcaparrones são os frutos do arbusto da alcaparra. São maiores que as alcaparras e têm sabor em geral mais suave. São colhidos e preservados com seus cabos. Os alcaparrones são usados especialmente como guarnição de coquetéis, como por exemplo, em martinis.

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Vinagre balsâmico: o que é e como usar

13 de outubro de 2021 by Eneida Deixe um comentário

O vinagre balsâmico é, dos vinagres, o mais doce e suave. Conheça os tipos de vinagre balsâmico e como usar esta iguaria na culinária.

O vinagre balsâmico (em italiano aceto balsamico) é um vinagre produzido há quase mil anos nas províncias de Modena e Reggio Emilia, no norte da região de Emília-Romana na Itália.

Nesta região, que também é produtora de vinho, crescem as uvas Trebbiano e Lambrusco.

Assim, há séculos, durante o processo de produção de vinho na região, um pouco do mosto (suco de uva resultante da prensagem) era separado para se fazer vinagre.

Este vinagre – chamado balsâmico – é feito até hoje na região de forma pouco diferente da que era feito centenas de anos atrás.

Vinagre balsâmico: o que é e como usar
VInagre balsâmico de Modena IGP

Com um sabor complexo, ao mesmo tempo doce e picante, o balsâmico – especialmente os mais envelhecidos – não tem o sabor amargo característico de outros vinagres.

Como é feito o vinagre balsâmico tradicional

O aceto balsamico tradicional é feito somente com um ingrediente: o mosto das uvas Trebbiano e Lambrusco.

Este mosto é cozido lentamente até se tornar um xarope escuro e de sabor concentrado. Neste ponto, é resfriado e transferido para barris de madeira, onde lentamente acontece a fermentação. Com a ação de bactérias, o álcool produzido na fermentação é transformado em vinagre.

Nos 12 anos ou mais que se seguem, o vinagre envelhece. À medida que o líquido evapora e o volume de vinagre diminui, vai sendo transferido para barris menores de diferentes tipos de madeira até que chega no ponto de ser engarrafado.

Esta é a forma tradicional de produção do Aceto Balsamico Tradizionale di Modena ou Reggio Emilia, aquele que tem o selo de garantia D.O.P (Denominação de Origem Protegida).

O selo de Denominação de Origem Protegida visa a proteger os nomes de determinados produtos, de modo a promover características associadas à sua origem geográfica e a modos de produção tradicionais.

Para isso, todas as fases de produção, transformação e preparação devem acontecer na região delimitada.

Dá para imaginar que o produto feito nessas condições é bem exclusivo e caro.

O que normalmente vemos nas prateleiras do supermercado com o nome de Vinagre Balsâmico pode ser um produto diferente deste 100% original.

Tipos de vinagre balsâmico

Conheça a seguir os tipos de vinagre balsâmico normalmente encontrados no Brasil.

Vinagre Balsâmico Tradicional de Modena DOP

É o vinagre balsâmico feito seguindo os requisitos e parâmetros rigorosos de fabricação, que garantem o selo de qualidade D.O.P.. Entre as regras, o Aceto Balsamico di Modena DOP:

  • Deve ser produzidos na região de Modena ou Reggio Emilia;
  • Deve ser feito somente com mosto de uvas Trebbiano ou Lambrusco produzidas nesses dois locais;
  • Deve envelhecer em tonéis de madeira por pelo menos 12 anos.
Vinagre balsâmico envelhecendo em barris
Método tradicional de envelhecimento em barris de carvalho

O vinagre produzido desta forma é o mais caro de todos os balsâmicos, chegando a custar algumas centenas de euros por uma pequena porção. Porém, como tem duração indefinida se bem armazenado e é usado em pequenas doses, uma garrafinha pode durar muitos anos!

Como usar:

O vinagre balsâmico tradicional não deve ser aquecido, para que suas características de aroma e sabor não sejam alteradas. Assim, não se usa para cozinhar.

Ele é usado em pequenas doses, como se usa um bom azeite, para acrescentar mais uma camada de sabor aos alimentos.

Basta acrescentar algumas gotas em:

  • pratos prontos, como risotos;
  • carnes e peixes grelhados;
  • frutas frescas, como morangos e framboesas;
  • queijos duros e com sabor apurado, como o Parmigiano-Reggiano;
  • sobremesas italianas tradicionais como panna cotta e zabaglione;
  • sorvete de creme ou baunilha.
Morango com vinagre balsâmico

Vinagre Balsâmico de Modena I.G.P.

É o tipo de vinagre balsâmico mais encontrado fora da Itália. Uma vez que o processo de produção é menos artesanal, pode ser fabricado industrialmente em quantidades para exportação.

A sigla IGP se refere à classificação de qualidade da União Europeia chamada “Indicação Geográfica Protegida” (ou Indicazione Geografica Protetta, em italiano). Ela garante que a qualidade do produto ou alimento está vinculada a uma determinada região em que é produzido, processado ou preparado, mas as regras não são tão rigorosas quanto às da classificação D.O.P.

Selo IGP - indicação geográfica protegida
Selo de Indicação Geográfica Protegida

Entre as particularidades do Vinagre Balsâmico de Modena IGP temos:

  • Deve ser produzido na região de Modena;
  • Pode ter acréscimo de caramelo;
  • É diluído em vinagre de vinho (até 50%);
  • O mosto pode ser feito de uvas de sete variedades aprovadas;
  • Envelhecimento de no mínimo 60 dias somente e em tonéis de aço inoxidável.

Como usar:

Este é o tipo de aceto balsamico que também se usa para cozinhar. A famosa redução de balsâmico pode ser feita com o vinagre balsâmico IGP.

Com ele, você pode:

  • Cozinhar juntamente com mel ou açúcar para temperar saladas;
  • Fazer vinagretes e outros molhos;
  • Fazer marinadas para carnes;
  • Temperar sopas e ensopados;
  • Finalizar pratos e complementar alimentos como frutas, doces e sorvetes. Embora não traga todo o sabor do vinagre balsâmico original, um bom IGP não deixa muito a desejar.
Tomate, manjericão e balsâmico
Tomate, manjericão, balsâmico

Mais informações no website do Consórcio para Proteção do Vinagre Balsâmico de Modena

Condimento balsâmico

É a terceira categoria de vinagre balsâmico italiano. Nesta categoria, encontramos uma diversidade de vinagres feitos de mosto cozido, porém fora da região de Modena, com técnicas de produção diferentes das tradicionais, ou que envelhecem por um período diferente dos requisitos do consórcio DOP.

São bem mais baratos que os produtos classificados como de Modena, mas ainda assim podem ser muito bons. Mas como não há qualquer padronização para o uso do nome Condimento Balsâmico, é preciso ficar atento aos ingredientes para determinar a qualidade de um produto específico.

Leia também: o que é molho inglês e como usar na culinária

Produtos a base de balsâmico

Além dos tipos de Vinagre Balsâmico de Modena tradicionais, há uma variedade de produtos que são feitos à base de vinagre balsâmico. Nesta categoria, não há regras ou receitas. Cada produtor faz de forma que quiser.

O creme balsâmico normalmente é uma redução do aceto tradicional a qual pode ser adicionado açúcar, caramelo, outros espessantes e corantes.

Assim, encontramos creme de balsâmico e frutas, como morango, framboesa, figo, etc., creme de balsâmico e trufas, baunilha, e outras opções.

Como usar creme de balsâmico:

Usado da mesma forma que o balsâmico tradicional, usualmente em saladas, molhos para carne e para complementar frutas, queijos e outros alimentos.

Tipos de vinagre balsamico
Alguns tipos de vinagre balsâmico

Vinagre Balsâmico “genérico”

Para saber se o que você está comprando é realmente um vinagre balsâmico (e não uma imitação barata do original de Modena), é sempre bom ler o rótulo e conferir os ingredientes. Se forem poucos ingredientes, sendo o principal deles o mosto de uvas, há grandes chances de ser um bom balsâmico.

Em geral, quanto mais emulsificantes, corantes, espessantes você encontrar, pior será a qualidade do aceto balsamico.

Como fazer redução de vinagre balsâmico

Para concentrar e intensificar o sabor e o aroma do vinagre balsâmico, é feita uma redução. Para isso, basta despejar 250 ml de vinagre balsâmico em uma panelinha, levar à fervura e cozinhar em fogo baixo até que o líquido tenha se reduzido à metade.

Esta redução fica grossa e brilhante e pode ser usada em saladas, risotos, carnes, peixes e frutos do mar grelhados, frutas e sobremesas.

Como armazenar

O vinagre balsâmico pode ser armazenado em um frasco fechado em temperatura ambiente por tempo indeterminado. Mantenha em um armário fora do calor e da luz solar. Não é preciso refrigerar o vinagre balsâmico.

Com o passar do tempo, ele pode escurecer e se formar algum sedimento no fundo da garrafa. Isso é natural e não quer dizer que o vinagre estragou.

O que substitui vinagre balsâmico

  • um bom vinagre de vinho tinto em saladas e marinadas;
  • uma colher de sopa de vinagre de maçã misturado a uma colher de chá de açúcar mascavo imita a acidez e o doce do balsâmico;
  • molho de soja (shoyu);
  • outro molho a base de balsâmico como os cremes balsâmicos.

Leia também: Alimentos que não podem faltar na despensa.

Qual é o correto: azeite ou vinagre balsâmico?

Em português, o nome correto é vinagre balsâmico. A confusão se dá porque o nome em italiano é aceto balsamico. Porém, aceto em italiano tem o significado de vinagre, e não azeite. O que chamamos de azeite se traduz em italiano por olio d’oliva.

Para descobrir mais sobre outros temperos e ingredientes, leia nosso blog.

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O que é cheiro verde

4 de outubro de 2021 by Eneida Deixe um comentário

Saiba o que é cheiro verde e como usar essas hortaliças para dar mais sabor a diversos pratos.

Encontrou o termo cheiro verde em uma receita e não sabe a que se refere? Eu te explico tudo.

Cheiro verde é um termo usado para se referir a uma mistura de ervas ou hortaliças usadas na culinária brasileira. As ervas que compõem esta mistura, no entanto, variam de acordo com a região do país.

  • No sul e no sudeste, são usadas a cebolinha e a salsinha.
  • No norte e no nordeste do país, a mistura chamada “cheiro verde” apresenta outras variações e inclui também o coentro, e/ou a chicória do Pará, também chamada de chicória do norte ou coentrão. Nesses locais, é comum que a mistura exclua a salsa.
  • Em alguns locais, o nome se refere somente a uma erva, quer seja o coentro ou outra da família da salsa.
Cheiro verde
Salsa e cebolinha

Como nasci e sempre vivi no sudeste, sempre achei que cheiro verde fosse igual a salsa e cebolinha e fiquei surpresa em descobrir essas variações.

Já que o termo não é muito preciso, como saber qual mistura de ervas usar em uma receita? Na verdade, sem conhecer qual é a origem do autor, não dá para saber com certeza.

A regra geral parece ser: se não for explicitamente uma receita nordestina ou nortista, use salsinha e cebolinha, que têm sabor menos acentuado.

O que é cheiro verde - variações regionais
O que é cheiro verde

Onde comprar cheiro verde

O cheiro verde é encontrado em duas versões: fresco e desidratado (seco).

É muito fácil encontrar ambos no supermercado.

O cheiro verde fresco é vendido em maços, com as ervas amarradas. Você encontra na área de verdes do seu mercado, sacolão ou feira.

Procure por um maço com folhas viscosas e bem verdes. Se estiverem amareladas e murchas, indica que o produto não está mais no seu auge.

Já o cheiro verde desidratado ou seco é vendido em embalagens (saquinhos ou potes) na área de temperos do supermercado. Embora tenha gosto mais suave que o das ervas frescas, ele tem maior duração e é mais fácil de conservar.

Saiba mais sobre as ervas aromáticas que compõe o cheiro verde:

Cebolinha

A cebolinha é o ingrediente comum a todas as versões de cheiro verde no Brasil.

Membro da família do alho e da cebola, tem sabor mais delicado que esses e é usada em diversas culinárias. Na francesa, forma juntamente com a salsa, o estragão e o cerofólio a mistura chamada Fines Herbes.

A cebolinha combina com ovos, peixes, carnes, massas, queijos e pode ser adicionada a saladas, molhos e sopas.

São encontrados dois tipos de cebolinha no Brasil:

Cebolinha comum: apresenta talos em formato cilíndricos e ocos por dentro e é a usada no cheiro verde. Tem sabor marcante e é mais robusta que a outra espécie, podendo ser incluída no final da cocção do alimento. É também utilizada para finalizar preparações.

Cebolinha francesa, ou ciboulette: seus talos são uma versão mais fina da cebolinha comum e, por ter sabor mais suave e delicado, é usada especialmente na finalização de pratos. Neste caso, basta picar e salpicar em saladas, sopas ou molhos.

Tipos de cebolinha
Cebolinha comum e ciboulette

Como usar a cebolinha:

  1. Lave bem os talos e deixe de molho durante 15 minutos em uma mistura de água e água sanitária (1 colher de sopa de água sanitária para cada litro de água);
  2. Seque muito bem;
  3. Corte em rodelas finas com uma faca afiada ou tesoura para ervas;
  4. Inclua no final da cozimento do alimento ou salpique no alimento pronto.

Salsa

A salsa, também chamada de salsinha, é uma erva muito consumida no Brasil. Com sabor suave e aroma agradável, ela se mistura bem com outras ervas e realça o sabor de diversos pratos.

Na verdade, a salsinha é tão versátil que é difícil encontrar um alimento que não combine com ela! Exceto em pratos doces, a salsinha é usada para realçar o sabor de uma grande variedades de preparos: carnes, aves, peixes, sopas, molhos, saladas, massas, risotos, omeletes e até pães.

Por ser uma erva delicada, ela deve ser adicionada no final da preparação, depois do cozimento do alimento. Além de ser usada como tempero, a salsinha também adorna e ornamenta os pratos.

É encontrada em duas versões: a salsinha lisa e a crespa. A lisa tem sabor mais acentuado e a crespa, mais suave.

Leia também: quais são as bases aromáticas e refogados de diversas culinárias.

Tipos de salsinha: lisa e crespa
Salsa lisa e crespa

Para usar:

  1. Lave bem as folhas e talos e deixe de molho durante 15 minutos em uma mistura de água e água sanitária (1 colher de sopa de água sanitária para cada litro de água);
  2. Seque muito bem;
  3. Pique as folhas e talos finos com uma faca do chef ou tipo meia lua.
  4. Misture ao alimento pronto, ou inclua no final do cozimento.

Coentro

O coentro é uma hortaliça controversa, pois é amada por uns e odiada por outros. Dizem até que é genético e acredito que seja mesmo. Na minha família, por exemplo, nosso gene é do horror ao coentro!

Com aparência muito semelhante à da salsinha, tem um sabor e cheiro bem marcante e particular. Não dá para confundir!

Muito usado em culinárias regionais do Brasil, o coentro é ingrediente indispensável da moqueca capixaba e de diversos pratos com peixe e frutos do mar, incluindo moquecas e bobós, além de baião de dois, cozidos e outras delícias típicas das regiões norte e nordeste.

Na hora de comprar, para não confundir com a salsinha, confira se tem raiz. Se tiver, é coentro!

Cheiro verde com coentro
Coentro

Leia também: o que é vinagre balsâmico

Chicória do Pará

Chamada de coentrão, chicória do norte ou chicória do norte, é uma erva clássica da culinária amazônica. Ela é usada em pratos típicos como tucupi, tacacá, e no preparo de caldeiradas e peixes.

Como a folha é dura, a Chicória do Pará deve ser adicionada à panela no início do cozimento. Ela não perde o sabor com o tempo de preparo. Tem sabor bem acentuado e aroma semelhante ao do coentro.

Leia mais sobre esta erva no livro Alimentos Regionais Brasileiros.

Chicória do Pará
Chicória do Pará

Perguntas frequentes sobre o cheiro verde

Pode congelar cheiro verde?

Sim, para congelar, higienize a cebolinha e a salsinha e seque muito bem. Pique as folhas e talos e coloque e espalhe em uma bandeja que possa ir ao freezer, formando uma só camada. Leve ao freezer e deixe congelar. Quando as folhas estiverem congeladas, transfira para um saco ou pote com fecho hermético raspando o fundo da bandeja. Na hora de usar, não precisa descongelar.

Quanto tempo dura o cheiro verde?

Se bem acondicionado, o cheiro verde dura na geladeira até 10 dias e até 1 mês no freezer. Repare, no entanto, na aparência das folhas. Se estiverem muito murchas, amareladas ou mais para marrom, é bom descartar.

Agora que você já leu sobre o cheiro verde e suas variedades regionais, me conta nos comentários o que é cheiro verde na sua cidade ou região.

Participamos do Programa de Associados da Amazon, um serviço de intermediação entre a Amazon e os clientes, que remunera a inclusão de links para o site da Amazon e os sites afiliados.

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Tipos de cogumelos comestíveis

1 de outubro de 2021 by Eneida 2 Comentários

Conheça os tipos de cogumelos comestíveis mais populares e como usá-los na culinária.

Cogumelos são uma coisa estranha. São organismos vivos que se reproduzem, mas não são considerados nem plantas, nem animais. Na verdade, são fungos e têm um reino separado, o chamado Reino Fungi.

Na culinária, embora consumidos como vegetais, acrescentam um sabor que pode se assemelhar ao da carne. O sabor varia conforme a espécie, de muito suaves a bem marcantes.

São muito versáteis, deliciosos somente refogados, ou acrescentando umami a risotos, molhos, carnes, batatas, ovos e tortas.

Tipos de cogumelos comestíveis
Tipos de cogumelos comestíveis

Segundo o livro Cogumelo, variedades e receitas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo de São Paulo, cerca de 2.000 espécies de cogumelos são adequadas para consumo humano. Entre elas, cerca de 25 espécies são cultivadas comercialmente.

No Brasil, os cogumelos mais consumidos são: o Champignon de Paris, o Shiitake e o Shimeji.

Com tantas variedades de cogumelos, as possibilidades na culinária são quase infinitas. Neste artigo, você poderá conhecer mais sobre os tipos de cogumelos mais comuns e o que fazer com eles.

Além de serem gastronomicamente apreciados por apresentarem sabor e aroma agradáveis, os cogumelos contêm carboidratos, gorduras, fibras, proteínas, ferro, cálcio, potássio, iodo, fósforo e vitaminas do complexo B.

Cogumelo, variedades e receitas – Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo de São Paulo, 2015
O que você verá neste artigo:
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  • 10 tipos de cogumelos comestíveis
  • Como armazenar os cogumelos
  • Quanto tempo dura o cogumelo?
  • Melhor forma de lavar cogumelos
  • O que fazer com cogumelos
  • Receita de mix de cogumelos refogados
  • Perguntas frequentes sobre cogumelos comestíveis

10 tipos de cogumelos comestíveis

Cogumelos de paris ou champignon
Cogumelos de Paris

1.Paris (champignon)

Principal cogumelo cultivado no mundo, o cogumelo de Paris (também chamado de champignon) tem formato de botão e cor de branca a bege.

Ele tem sabor suave e adocicado e pode ser comido até cru.

Na verdade, o brasileiro se acostumou a comer cogumelos com a versão em conserva desta espécie, muito usada para fazer estrogonofe.

Ele pode ser usado cru em saladas, ou ser refogado para integrar um delicioso molho para carne ou recheio de tortas.

Cogumelo shiitake
Shiitake

2. Shiitake

Embora originário do sudeste asiático, foi no Japão que este cogumelo recebeu seu nome. Take é a palavra japonesa que indica cogumelo e Shii é a árvore onde cresce.

Cultivado há mais de mil anos, o shiitake é o segundo cogumelo mais consumido do mundo.

É facilmente reconhecido por ter um “chapéu” ou “guarda-chuva” de cor castanha com diâmetro médio de 5 cm. O talo é duro e é normalmente descartado.

Muito usado em pratos orientais, tem sabor marcante. Pode ser refogado, frito, salteado, assado ou adicionado a sopas e risotos.

Cogumelo shimeji
Shimeji

3. Shimeji

No Brasil, encontramos este cogumelo em três cores: preto (ou escuro), branco (ou claro), ou salmão.

O shimeji é um cogumelo que brota em cachos e é muito usado na culinária asiática. Tem um cheiro forte quando cru, o que às vezes afasta as pessoas!

É muito saboroso e fica uma delícia somente refogado com manteiga. Também acompanha muito bem pratos com peixe, stir-fries (legumes salteados com molho oriental) e sopas.

Portobello

4. Portobelo

O Portobelo é uma versão mais madura do cogumelo Paris. Com o formato semelhante, geralmente tem um “chapéu” grande o suficiente para ser recheado.

Basta retirar o cabo, rechear o “buraco” com queijo, tomate seco, peito de frango desfiado, pimentão, ou outra delícia qualquer, e levar ao forno por alguns minutos.

São deliciosos e têm textura que lembra a carne. Assim, é muito usado como substituto da proteína animal, inclusive em pratos assados.

São deliciosos grelhados ou assados.

Porcini Seco (Funghi Secchi)

5. Porcini

Usado amplamente na culinária italiana, o cogumelo Porcini é um cogumelo selvagem, normalmente encontrado em sua versão seca (desidratado).

Para usar, é preciso hidratar o cogumelo em água quente. O Porcini pode ser adicionado a pratos de carne, risotos, e se transformar em molhos para massa.

Leia também: dicas para iniciantes na cozinha

Cogumelo Cantarelo
Chanterelle

6. Cantarelo

Cantaralo (ou Chanterelle) é um cogumelo selvagem em forma de funil com margem ondulada e caule pequeno.

Com aroma frutado, é comum em diversas culinárias europeias onde é usado em sopas, molhos, risotos e ensopados.

Cogumelo Hiratake ou Ostra
Hiratake

7. Hiratake ou Ostra

O cogumelo Hiratake, ou Ostra, nasce em cachos e variam em cor de bege a cinza.

Podem ser comidos crus em saladas, mas normalmente são salteados para que seu sabor delicado seja realçado.

Muito usados na culinária chinesa para stir-fries e sopas. Alguns dizem que o gosto se assemelha ao de ostras, por isso o nome.

Cogumelo Enoki
Enoki

8. Enoki

Também usados na culinária asiática, o cogumelo Enoki apresenta fios que lembram espaguetes, com uma bolinha na ponta. São muito diferentes e bonitos!

Têm sabor delicado e salgado e podem ser consumidos crus, refogados, ou em sopas e caldos.

Cogumelo Morel
Morel

9. Morel

Este é um cogumelo selvagem que é considerado uma iguaria. Têm o chapéu em formato cônico, textura esponjosa e uma aparência bem única.

Com sabor terroso e salgado, fica delicioso somente refogado na manteiga e degustado em uma torrada ou com ovos. Pode também ser frito, empanado em farinha ou não, ou transformado em um delicioso molho.

Trufas negras
Eringi

10. Trufa

A Trufa ou Tartufo (em italiano) é um tipo de cogumelo selvagem subterrâneo, encontrado em algumas regiões da Europa, especialmente Itália e França.

Como são muito raras e apreciadas no mundo inteiro, têm preço muito elevado chegando a serem chamadas de “diamante da gastronomia“.

As trufas são encontradas nas versões negra e branca e basta uma pequena porção para dar sabor a massas, batatas, ovos ou risotos.

Em fatias finas, ou ralada, a trufa é usada especialmente para dar um toque final ao prato.

Leia também: como usar alcaparras

Agora que você já conhece alguns tipos de cogumelos comestíveis, saiba como lidar com eles. A seguir, algumas dúvidas frequentes.

Como armazenar os cogumelos

Devido ao alto teor de água que os cogumelos têm, eles devem ser armazenados na geladeira para permanecerem frescos por mais tempo.

O ideal é que o cogumelo seja colocado em um saco de papel, que absorve a umidade que sai do cogumelo. Outra opção é colocar em um pote fechado envolto em papel toalha.

Caso prefira embrulhar em plástico, faça alguns furos no plástico antes de colocar na geladeira, para que a água que sai do alimento possa se escoar.

Leia também: melhores livros de culinária para iniciantes

Quanto tempo dura o cogumelo?

Os cogumelos em geral têm uma vida útil pequena. Se bem embalados e na geladeira, podem durar até 10 dias. Mas note que quanto mais frescos forem consumidos, melhor.

Cogumelos em uma tigela

Melhor forma de lavar cogumelos

Para preservar melhor suas características, os cogumelos devem ser limpos logo antes do uso. Não é aconselhável lavar com antecedência.

Os cogumelos frescos são muito porosos, assim evite lavar em água corrente, ou colocar de molho em água, para não absorverem mais água.

A melhor forma de limpar cogumelos é com uma escovinha macia, ou pedaço de papel toalha ligeiramente úmido.

Eles devem ser limpos um a um, cuidando para retirar a terra, ou sujeira acumulada. Se estiverem muito sujos, passe na água corrente rapidamente.

O Shimeji, no entanto, é difícil de limpar com o papel úmido. Por isso, eu sempre lavo em água corrente e coloco para escorrer imediatamente.

como limpar cogumelos
Como limpar cogumelos

O que fazer com cogumelos

A forma de preparar o cogumelo varia de acordo com o tipo de cogumelo que você vai usar.

Em geral, as possibilidades são várias: refogar, saltear, grelhar, assar, ferver, cozinhar no vapor ou até mesmo comer cru.

O molho Boscaiola é um tradicional molho italiano para macarrão, que é feito com cogumelos porcini frescos, ou um mix de cogumelos.

Macarrão com cogumelos

O risoto de cogumelos é também um clássico e pode ser feito com diversos tipos de funghi.

Algumas ideias para você usar cogumelos na culinária:

  • Asse os cogumelos juntamente com outros legumes como abobrinha, pimentão, abóbora, cebola ou cenoura. Uma forma super fácil de incluir esta delícia no seu dia a dia.
  • Faça um salpicado de legumes oriental (stir-fry), que leva carne, frango, legumes e molho oriental de shoyu e mel.
  • O Yakisoba (macarrão japonês) também fica mais rico com cogumelos.
  • Dê um upgrade em omeletes e ovos mexidos, adicionando cogumelos refogados.
  • Os cogumelos são um delicioso recheio para pizza. Cubra a massa com muçarela, adicione cogumelos frescos salteados (veja receita abaixo) e finalize com uma mistura de ervas. Tomilho, alecrim e orégano são minhas ervas preferidas.
  • O recheio de cogumelos refogados pode também ser usado para tortas, empadinhas e quiches.
  • Faça uma salada de macarrão com atum, tomates e cogumelos Paris.

Leia também: Como usar alho poro

Receita de mix de cogumelos refogados

Mix de cogumelos refogados

Um delicioso acompanhamento para carnes, recheio para omeletes, molho para macarrão ou o que queira a sua imaginação!
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Preparo: 10 minutes mins
Cozimento: 15 minutes mins
Porções: 4
Servir como: Acompanhamento

Equipamento

  • Frigideira grande

Ingredientes
  

  • 400 g mix de cogumelos (paris, shimeji, portobelo, shitake, ou outros)
  • 1 colher de sopa de molho de soja (Shoyu)
  • 5 ramos de tomilho
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 2 dentes de alho picados
  • ¼ xícara vinho branco seco (ou água)
  • sal e pimenta do reino

Modo de preparo
 

  • Junte os ingredientes. Limpe os cogumelos e corte em pedaços médios.
  • Na frigideira, aqueça em fogo médio o azeite e a manteiga.
  • Enquanto espera a manteiga derreter, misture em uma tigela os cogumelos com o molho de soja (Shoyu) e folhinhas de tomilho. Tempere com a pimenta do reino.
  • Quando a manteiga derreter, frite o alho picado por cerca de 1 minuto.
  • Adicione a mistura de cogumelos, shoyu e tomilho à frigideira, dê uma mexida e deixe fritar por cerca de 5 minutos, até dourar de um lado, sem mexer.
  • Junte o vinho (ou água) e deixe cozinhar por mais 4 ou 5 minutos, mexendo ocasionalmente, até o líquido evaporar.
  • Acerte o sal e coloque mais um pouco de pimenta do reino moída na hora.

Dicas

Como preparar os cogumelos:
Limpe os cogumelos Paris, Shitake e Portobelo com um pano ou papel toalha úmido. Com a faca, retire os cabinhos. Corte os chapéus dos cogumelos em pedaços médios. Pique os cabos em pedaços pequenos.
Lave o Shimeji em água corrente e deixe escorrer. Com as mãos “desfie” cada fio do shimeji, desprendendo do cacho. No final, pique a raiz ou o que restar.
Preste atenção: o molho de soja é bem salgado. Assim, só adicione mais sal se achar necessário no final.
Os cogumelos refogados podem ser servidos como acompanhamento para carnes ou outro prato, ou serem usados como recheios para omelete, pizza, tortas, ou quiches.
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Palavra chave: cogumelo refogado, cogumelo shimeji, cogumelos na manteiga, mix de cogumelos, molho de cogumelo

Veja também: como fazer cebola caramelizada

Perguntas frequentes sobre cogumelos comestíveis

Os cabos do cogumelo são comestíveis?

Alguns cogumelos (como os de Paris) têm cabos macios que podem ser comidos normalmente juntamente com os “chapéus”.

Outros cogumelos, como o Shiitake e o Portobello podem ter cabos mais duros. Se for o caso, retire os cabos e descarte, ou use para dar sabor a caldos e ensopados (e retire antes de servir).

Pode congelar cogumelo cru?

Caso precise congelar cogumelos que não serão usados no momento, limpe bem e coloque em embalagem própria para o freezer.

Tenha em mente que a textura do cogumelo não será a mesma depois de congelado, assim não vai ser ideal para refogar ou comer o alimento cru.

O cogumelo congelado, no entanto, pode ser usado para dar sabor a sopas ensopados, ou ser picado e usado em recheios ou molhos.

Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Como usar alho poro

26 de setembro de 2021 by Eneida 4 Comentários

Aprenda como usar alho poro, um vegetal delicioso e fácil de preparar: como escolher, como preparar, receitas clássicas e muitas dicas

Alho-poro, alho porro, ou alho francês é um alimento saboroso, da mesma família das cebolas e alhos. Com um sabor mais suave que seus parentes próximos, é muito usado em sopas, ensopados, risotos, ou até mesmo como simples refogado.

É uma delícia, fácil de preparar e, se você ainda não se apaixonou por este vegetal, continue lendo este artigo para conhecer diversos motivos para incorporar o alho poro no seu dia a dia.

Como usar alho poro - três alhos porós na tábua de corte

Uma grande vantagem do alho poró é que ele está disponível quase o ano todo. Segundo a tabela de sazonalidade da Ceagesp, os únicos meses em que o alho poro não está em época no Brasil são os meses de janeiro, fevereiro e julho. Faz sentido, já que também no hemisfério norte o alho poró é um alimento típico da primavera e do outono.

No final deste artigo você encontra uma receita com passo a passo para fazer um frango assado com alho poro, tomilho e bacon.

O que você vai ver neste artigo:
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  • O que é o alho poro?
  • Como escolher alho poro?
  • Como preparar e lavar alho poro?
  • Como cortar o alho poro?
  • Como refogar o alho poro
  • Como usar alho poro
  • O que fazer com as folhas do alho poro?
  • Como armazenar alho poro
  • O que substitui alho poro?
  • Receita de peito de frango com alho poro, bacon e tomilho
  • Perguntas frequentes sobre o alho poro

O que é o alho poro?

O alho poró é uma erva que tem um bulbo com raízes em um extremidade, um falso caule com 10 a 20 cm no meio, e folhas verdes que se abrem no topo.

O caule na verdade é um emaranhado de folhas que se encaixam umas nas outras, como pode ser visto na imagem abaixo. São essas mesmas folhas que se abrem na extremidade do alho poró.

Falso caule do alho poró
Falso caule do alho poró – emaranhado de folhas

Pertencem ao gênero Allium, que inclui o alho, a cebola, a cebolinha, entre outros.

O gosto é mais suave que o da cebola, mas lembra também alho. Assim, é usado como base aromática – juntamente com cebola, alho, salsão e outras ervas – para dar sabor a diversos pratos, mas também como ingrediente principal.

Curiosidade: a pronúncia usual da palavra no Brasil é “poró” ou “porró” e não “porro” como acontece em Portugal. Leia aqui o porquê.

Como escolher alho poro?

O tamanho do alho poró varia bastante. O comprimento do falso caule fica entre 10 e 20 cm e a largura entre 2 e 5 cm. Gosto de comprar os que têm cerca de 20 cm com 3 cm de diâmetro.

Quanto mais nova é a erva, mais delicado é o sabor. Para saber “a idade” do alho poro, verifique se o bulbo que se forma na parte inferior (oposto das folhas verdes) está arredondado. Quanto mais redonda for esta parte, dizem que mais velho é o alho poro.

Leia também: como usar alcaparras

Como preparar e lavar alho poro?

  1. Corte as extremidades do alho poró: de um lado a raiz e, do outro, as folhas mais escuras. Descarte a raiz e reserve as folhas para outros usos (veja abaixo).
  2. Faça um corte no sentido do comprimento do alho poró, da raiz à extremidade onde foram tiradas as folhas.
  3. Com os dedos, abra o emaranhado de folhas, de forma a poder retirar todas as sujeirinhas que ficam depositadas, especialmente perto da extremidade. Para isso, lave em água corrente.
  4. O alho poró está pronto para ser cortado da forma que preferir.
Como limpar alho poró
Como lavar alho poró

Como cortar o alho poro?

É muito fácil cortar o alho poró. Para a maioria dos usos (refogados, sopas, risotos, etc.), basta fazer rodelas de cerca de 1 cm de largura.

Para cortar essas rodelas, simplesmente posicione o alho poró já lavado em uma tábua de corte e use uma faca afiada para fatiar.

Se o falso caule for muito grosso, corte ao meio no sentido do comprimento para depois fatiar em meia-luas.

Como cortar o alho poro

Como refogar o alho poro

A forma mais comum de cozinhar o alho poró é refogando no azeite e/ou manteiga. Para refogar três unidades, comece por lavar a hortaliça como indicado acima. Corte em rodelas de cerca de 1 cm.

Em uma frigideira em fogo médio, adicione 1 colher de sopa de azeite, ou o suficiente para cobrir o fundo da frigideira. Se gostar, acrescente também um pouco de manteiga (1 colher de chá).

Como refogara alho poro
Como refogar alho poró

Quando esquentar, junte as rodelas de alho poro, tempere com sal e pimenta do reino e misture de forma que todas as rodelas entrem em contato com o a gordura. Abaixe o fogo, acrescente meia xícara de água e deixe cozinhar, misturando duas ou três vezes para não grudar.

Em no máximo 10 minutos, o alho poró estará macio, saboroso e pronto para ser servido como acompanhamento, ou para virar um delicioso recheio para tortas e quiches.

Como usar alho poro

Além de servir como um versátil e delicado acompanhamento, o alho poró pode ser usado de outras formas também. Entre elas:

Molho para macarrão

Parece estranho mas não é! O alho poró pode virar um delicioso e surpreendente molho para macarrão. Conheça nossa receita de espaguete ao molho de alho poró e tomilho.

Carbonara de alho porro
Espaguete com alho poro e tomilho

Sopas e caldos

A culinária francesa nos presenteou com a famosa sopa de alho poro e batata, também conhecida como Vichysoisse. A sopa é servida fria no verão, mas também fica uma delícia quente.

Além desta sopa famosa, o alho poró dá sabor a caldos e sopas diversas, quando pode ser misturado com outros vegetais, como couve-flor, grão de bico, mandioca; cogumelos; ou proteínas como carne moída, linguiça, ou frango.

Leia também: como usar aspargos

Risoto

Risoto de alho poró é outro clássico da culinária. Se você já sabe como fazer risoto, é bem fácil esta variação. Eu refogo as rodelas de alho poro juntamente com alho picado e sal para fazer a base do risoto. Depois, acrescento o arroz arbóreo e deixo refogar até que fique esbranquiçado.

Neste ponto, coloco o vinho branco e, quando o álcool tiver evaporado um pouco, começo a acrescentar o caldo de legumes, uma concha por vez, mexendo sem parar. Em 15 – 20 minutos, o arroz já está al dente.

Para finalizar, uma colher de sopa de manteiga e muito queijo parmesão ralado. Corrijo o sal, se necessário, coloco bastante pimenta do reino moída na hora e sirvo imediatamente. Não tem quem não ame! Clique aqui para ler ou baixar a receita completa.

Risoto de alho poró
Risoto de alho poro

Ovos

Dê um super upgrade no seu omelete ou ovos mexidos, acrescentando alho poró refogado. Você vai se surpreender com o sabor!

Tortas e Quiches

O alho poro é um recheio maravilhoso para quiches e tortas. A quiche de alho poró mistura a massa crocante, com a delícia de um creme de ovos e a delicadeza do alho poro. Não tem como não amar.

Já uma torta de frango com alho poró é mais light que a quiche e acompanhado de arroz é uma refeição completa e saudável.

Torta de frango e alho poro
torta de frango e alho poro

Batatas

A combinação de alho poro funciona não só na sopa vichysoisse mas em outros preparos também. Fica uma delícia misturar alho poro refogado ao purê de batatas, por exemplo.

Gosta de batata assada com recheio? Experimente rechear com alho poro refogado e depois me conta se não fica uma delícia.

O que fazer com as folhas do alho poro?

Como falado anteriormente, a gente descarta as folhas muito verdes na extremidade do alho poró. Mas não precisa jogar fora! Elas podem ser usadas para temperar outros preparados, incluindo caldos e sopas. Para isso, jogue na panela um pedaço da folha ou faça um “bouquet garni“, juntando outras ervas.

Uma boa ideia é congelar algumas folhas e assim, quando precisar, é só levar do congelador para a panela.

Folhas de alho poro

Como armazenar alho poro

O alho poro deve ser armazenado na gaveta de vegetais da sua geladeira em seu estado natural, sem ser lavado ou cortado. Ele costuma durar cerca de uma semana.

O que substitui alho poro?

Como o alho poro é da mesma família que a cebola e o alho, esses são os substitutos naturais para ele. Obviamente, isso funciona bem se o alho poro for um ingrediente para um refogado que inclui outros vegetais.

O sabor delicado do alho poró, na minha opinião, não tem um substituto à altura para receitas onde o alho poró é a estrela do prato.

Receita de peito de frango com alho poro, bacon e tomilho

Peito de frango assado com alho poro, bacon e tomilho

Receita para quem gosta de praticidade sem perder o sabor. O resultado é um jantar delicioso e basta um purê de batatas para acompanhar.
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Preparo: 10 minutes mins
Cozimento: 30 minutes mins
Porções: 2
Servir como: Prato principal

Equipamento

  • Assadeira (26 x 15 x 7 cm)
  • Papel alumínio (cerca de 80 cm de comprimento)

Ingredientes
  

  • 1 peito de frango cortado em filés (cerca de 250 g)
  • 2 alhos poros lavados e cortados em rodelas finas
  • 5 ramos tomilho
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa vinho branco (ou água)
  • 2 fatias de bacon
  • sal
  • pimenta do reino

Modo de preparo
 

  • Pre-aqueça o forno a 200 °C. Forre uma assadeira com um pedaço de papel alumínio grande o suficiente para depois fechar, fazendo uma trouxinha. Regue com um fio do azeite.
  • Em uma tigela, coloque os filés de peito de frango e junte as rodelas de alho poro. Tempere com sal e pimenta do reino. Junte o tomilho, metade do azeite, o vinho branco (ou água) e misture bem.
  • Transfira o alho poro para a assadeira forrada, coloque os filés de frango sobre o alho poro.
  • Cubra os filés de frango com pedaços de bacon e coloque alguns ramos de tomilho por cima.
  • Feche o papel alumínio e asse no forno pré-aquecido por 20 minutos.
  • Depois desse tempo, abra a trouxinha de papel alumínio e asse por mais 10 minutos, ou até que o bacon fique crocante. Se seu forno tiver um grill ou dourador, use esta função.
  • Transfira para uma travessa (ou não) e sirva em seguida.
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Perguntas frequentes sobre o alho poro

Dá para comer alho poro cru?

Se você gosta de sabores fortes, como de cebola ou alho cru, provavelmente vai gostar do alho poro cru. Eu já experimentei e não gostei, embora adore esta hortaliça refogada. Importante notar que o alho poro é comestível, tanto cru quanto cozido. Comer ou não, é uma questão de gosto apenas.

O que fazer com folhas verdes do alho poro?

Você pode usar as folhas do alho poro para dar gosto a sopas e caldos, ou para fazer um bouquet garni, uma mistura de ervas típica da culinária francesa. Para isso, use a folha de alho poró como “envelope”, junte ramos de salsinha, tomilho, louro e salsão (aipo). Este bouquet é colocado na panela de sopas e caldos para dar sabor e retirado da panela antes de servir.

Como congelar alho poró?

Retire as folhas e a raiz do alho poro, lave bem sob água corrente e seque ligeiramente. Corte em fatias ou pedaços, coloque em um recipiente (saco plástico ou embalagem apropriada para o freezer) e leve ao freezer. Use em até 3 meses.

Como descongelar alho poró?

Para descongelar, você pode levar os pedaços diretamente para a panela, seja em um ensopado ou para saltear ou refogar na frigideira.

Agora que você já sabe como usar alho poró, deixe nos comentários sua receita preferida com esta hortaliça.

Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Queijo Grana Padano

13 de setembro de 2021 by Eneida Deixe um comentário

O queijo grana padano é um queijo duro com textura granular que é primo irmão do queijo parmesão. Conheça este queijo delicioso e o que é possível (e recomendável) fazer com ele.

A palavra “grana” (grão em italiano) se refere à textura granular do queijo e “padano” à sua região de origem: o vale do Rio Pó, no norte da Itália. Ou seja, o queijo grana padano é um queijo com textura granulada produzido no vale do Pó.

O grana padano original não tem preservantes, conservantes ou qualquer outro ingrediente que não seja leite de vaca cru, coalho, sal e lisozima, uma proteína retirada da clara do ovo que tem propriedades antibacterianas.

Normalmente comparado ao queijo Parmigiano-Reggiano, ele esfarela menos, é mais suave e também amadurece por menos tempo que o parmesão. Os dois, no entanto, são usados normalmente nos mesmos preparos.

Pedaços de queijo grana padano DOP
Foto: Consorzio Tutela Grana Padano
O que você verá neste artigo:
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  • Denominação de origem protegida (D.O.P)
  • Características do queijo Grana Padano D.O.P.
  • Tipos de queijo grana padano D.O.P. segundo a maturação
  • O que combina com queijo Grana Padano?
  • O que fazer com o queijo tipo Grana
  • Diferença entre o queijo Grana Padano e Parmigiano-Reggiano
  • Perguntas frequentes sobre o queijo Grana

Denominação de origem protegida (D.O.P)

O queijo grana Padano é produzido no vale do Pó desde o século XII. A receita original nos veio de monges cistercienses e sofreu poucas variações até os dias atuais.

Variedades do queijo granulado (grana) também são produzidas em outros locais da Itália e assim podemos encontrar o queijo grana emiliano, lombardo, vêneto, entre outros.

O selo de Denominação de Origem Protegida visa a proteger os nomes de determinados produtos, de modo a promover características associadas à sua origem geográfica e a modos de produção tradicionais.

Para isso, todas as fases de produção, transformação e preparação devem acontecer na região delimitada.

Desde 1954, o Grana Padano tem sua designação controlada por lei. Assim, só pode ser chamado de queijo Grana Padano o queijo produzido na região do vale do Pó e de acordo com técnicas tradicionais.

O leite deve ser cru (não pasteurizado) de vacas criadas em locais e condições determinadas na lei. A ordenha é feita duas vezes por dia e o leite semidesnatado é misturado ao soro e coalho de origem animal. O leite coalhado é então moldado em grandes cilindros e depois salgado. O processo de maturação dura de 9 a 20 meses.

Por ter a Denominação de Origem Controlada, o nome Grana Padano não pode ser utilizado fora da região determinada na lei. Assim, no Brasil o queijo fabricado segundo as técnicas do queijo grana original é denominado “tipo Grana”.

Características do queijo Grana Padano D.O.P.

É muito fácil reconhecer um grana padano original. Cada cilindro de queijo tem marcas de origem, que funcionam como uma assinatura da qualidade do queijo.

Outras características do queijo Grana Padano que o tornam único:

Forma cilíndrica – as rodas de queijo são ligeiramente abauladas nas laterais e retas nos dois lados.

Textura: queijo duro com olhaduras (furos) quase invisíveis. Como tem estrutura granular, se quebra facilmente quando o queijo é cortado com uma faca.

Informações sobre o queijo grana padano DOP

Casca: natural de cor amarelo quase dourado, não podendo exceder 8 mm de diâmetro. Como parte integrante do queijo, a casca é comestível. No entanto, por ser dura, normalmente só é usada no cozimento para dar sabor a caldos, ensopados e outras preparações.

Tamanho: os cilindros variam em tamanho, de 35 a 45 cm de diâmetro, dependendo das técnicas de produção.

Peso: entre 24 e 40 kg

No Brasil, temos alguns bons produtores de queijo tipo Grana. É um queijo diferenciado, com até 12 meses de maturação. Entre as marcas produtoras temos a Gran Mestri, Gran Formaggio, Polenghi, além de outros fabricados artesanalmente.

Leia também: 15 queijos europeus para experimentar antes de morrer.

Tipos de queijo grana padano D.O.P. segundo a maturação

O período de maturação é quando o queijo desenvolve a cor, textura e sabor característicos. No caso do Grana Padano D.O.P., os queijos são vendidos com três períodos de maturação:

  • Grana Padano (9 a 16 meses de maturação) – queijo de sabor delicado e suave, com textura macia e cor amarelo bem claro. A textura não é tão granular quanto à dos queijos mais maturados.
  • Grana Padano Oltre 16 mesi (mais de 16 meses de maturação) – um queijo excelente, com sabor acentuado mas não muito forte.
  • Grana Padano Riserva – com mais de 20 meses de maturação, é um queijo encorpado e com sabor único.
Marcas do queijo Grana Padano originais FOTO: Consorzio Tutela Grana Padano

O que combina com queijo Grana Padano?

O queijo tipo grana é consumido em fatias ou ralado. Em tábuas de queijo ou como entrada, um pedaço de queijo grana é sempre delicioso.

Já em preparos culinários, ele pode ser usado derretido ou para gratinar massas, risotos ou outros pratos. É também um clássico acompanhamento para o carpaccio de carne.

Segundo o Consórcio Tutela Grana Padano, são as seguintes as melhores combinações do queijo:

Jogo de facas para queijo

Kit de facas para queijo

Conjunto de tábua e facas

Vinhos

Os queijos mais maturados geralmente combinam com vinhos mais encorpados, ou vinhos de sobremesa, enquanto os mais jovens combinam melhor com vinhos tintos mais suaves, ou vinhos brancos jovens.

Cervejas

O Consórcio recomenda cervejas ale e bock como bom acompanhamento para o queijo Grana Padano.

Mel e geleias

A combinação de queijos com mel e geleia é bem tradicional e produz um resultado surpreendente.

Frutas

Figos, maçã, pera, frutas secas também são ótimos acompanhamentos para o queijo tipo grana.

Outros alimentos

Experimente um pedaço de grana com frios, azeitonas, nozes e castanhas.

Leia também: como cortar queijo para ter o melhor sabor

O que fazer com o queijo tipo Grana

  • Faça uma tábua de queijos incluindo pedaços de grana;
  • Rale o queijo e use da mesma forma que usaria o parmesão ralado: em massas, saladas, ou outros preparos;
  • Guarde a casca e inclua na panela da próxima vez que fizer um caldo, sopa ou ensopado;
  • Para acentuar o gosto de queijos suaves, ou pastas de queijo, misture um pouco de grana a um queijo como ricotta (ou creme de ricota), moçarela, requeijão e até mesmo cream cheese;
  • Faça um delicioso recheio para ravioli ou caneloni com esta mistura de queijo suave e grana;
  • Use o queijo para fazer um molho simples de queijo, misturando vinho branco e creme de leite com uma boa porção do queijo ralado. Este molho pode servir para acompanhar carnes, legumes, batatas, ou massas.
  • Faça um delicioso fetuccine al Alfredo, substituindo o parmesão por grana.

Diferença entre o queijo Grana Padano e Parmigiano-Reggiano

Embora com textura e sabor semelhantes, o queijo parmesão e o grana são diferentes, tanto em termos de produção quanto em termos de tempo de maturação, uso de conservantes, local de origem, raça e alimentação das vacas, entre outros.

Em geral, os dois queijos se diferem nos seguintes aspectos:

Perguntas frequentes sobre o queijo Grana

O que substitui o queijo grana padano?

O mais óbvio substituto para o queijo grana é o queijo parmesão, ou Parmigiano Reggiano se quisermos nos ater aos queijos de denominação de origem controlada.

Outra opção menos comum no Brasil é o queijo Pecorino Romano, que embora seja feito de leite de ovelha, tem aromas de manteiga e nozes, como o Grana Padano.

Como armazenar queijo grana?

O queijo deve ser guardado em geladeira embrulhado em plástico ou em uma embalagem adequada. Se bem embalado, o queijo durará muitos meses na geladeira.

Para congelar, é recomendado que seja ralado primeiramente. O queijo inteiro terá sua textura muito alterada, por isso não se aconselha congelara antes de ralar.

Queijo grana padano tem lactose?

Como consequência do processo de produção, o grana padano é praticamente livre de lactose. O queijo, que amadurece por um período mínimo de 9 meses, pode assim ser consumido por quem é intolerante à lactose.

Leia também: Queijo Gorgonzola: delicioso e versátil

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Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Tipos de macarrão: quais são e como servir

8 de agosto de 2021 by Eneida 2 Comentários

Neste artigo, mostramos quais são os principais cortes e tipos de macarrão e como servir cada um deles.

A origem do macarrão é incerta, mas sabemos que é um alimento consumido há centenas – ou milhares – de anos.

Os antigos romanos já comiam macarrão feito com a mesma farinha de trigo usada atualmente. Era chamado “laganum” ou “lagane”, de onde se originou a palavra “lasanha”.

A massa que hoje consumimos – e que é o símbolo de toda a Itália – é originária do sul do país, mais especificamente da Sicília. De lá se espalhou para outras partes do sul da península itálica, para as outras regiões do país e, com o tempo, para diversas partes do mundo.

Tipos de macarrão - diversos tipos de macarrão em uma mesa
Tipos de macarrão

O ingrediente principal da massa é a farinha de trigo. No caso da massa italiana seca, deve ser usada a semolina de trigo duro (Triticum durum), que é diferente do trigo comum (T. vulgare). O grão do trigo comum é macio e é usado, por exemplo, para fazer farinha para pão, bolos e biscoitos.

A semolina de trigo duro é um subproduto da moagem do trigo T. durum que, no Brasil, é importado. Possui uma textura mais grossa que a da farinha comum e apresenta maior quantidade de proteínas e vitaminas do complexo B. Por ser rica em glúten, faz com que a massa seja elástica e firme o suficiente para que não se quebre no cozimento. Tem a cor amarelo dourada que dá cor ao macarrão.

O macarrão é encontrado em centenas de formas, entre elas em fios, fitas, conchas, parafusos, gravatas, e tantas outras. Mas todos esses tipos de macarrão se encaixam em dois tipos básicos: os de massa seca (industrializada) e os de massa fresca (caseira).

Segundo a chef italiana Marcella Hazan, não há que se considerar uma massa como sendo melhor que a outra. Elas são simplesmente diferentes: no preparo, na textura, na consistência, no formato e nos molhos com os quais são mais compatíveis.

Vamos conhecer um pouco mais sobre cada tipo.

Tipos de macarrão segundo o tipo de massa

Massa seca ou industrializada

É o tipo de massa mais comum e básica, aquela industrializada que temos sempre na despensa. Em geral, tem somente dois ingredientes: farinha de trigo e água. Ela passa por um processo de secagem que garante um período longo de validade.

Mas, como é fácil notar no supermercado, encontramos diversos tipos de massa seca à venda.

A principal variação se deve ao tipo de farinha usada, entre elas:

  • Sêmola de trigo durum, como as verdadeiras massas italianas: no Brasil, representam apenas 0,3% das vendas de massas secas.
  • Farinha de trigo “leve” (tradicional): a massa mais mole tem a preferência do consumidor brasileiro, representando mais de 99% do consumo nacional
  • Farinha de trigo integral: feita com farinha de trigo integral, contém mais fibras que a farinha tradicional. O macarrão integral apresenta cor mais escura que a massa tradicional.
  • Farinha sem glúten

Além dessas, temos também a opção de massa industrializada com ovos.

De modo geral, a massa seca combina mais com molhos à base de azeite, como vários molhos com frutos do mar e outros vegetarianos. Mas obviamente fica também delicioso com molhos à base de manteiga.

Massa fresca ou caseira

A massa fresca é a massa feita em casa e consiste de ovos e farinha de trigo comum, não a de trigo durum. A receita mais tradicional não leva outros ingredientes, como sal ou azeite. A principal região produtora deste tipo de massa na Itália é a Emília-Romana, berço da lasanha, do tagliateli e do capelete.

A massa fresca é mais maleável e absorve o molho mais facilmente que a industrializada, especialmente aqueles à base de manteiga.

Tipos de macarrão segundo o formato

Massa curta

Com tamanho de até cerca de 5-6 cm, inclui a maioria dos cortes conhecidos, como farfalle e o fusilli.

Veja a seguir os mais populares corte de macarrão curto.

Para conhecer os molhos citados, leia nosso artigo completo sobre Molhos italianos clássicos.

Penne

Tipo de macarrão tipo penne

É o formato de massa curta mais popular de todos. São tubos de massa com corte oblíquo para que pareçam uma pena de escrever (penna em italiano). O penne tem duas variedades: o penne rigate, que tem ranhuras ou sulcos na superfície que fazem com que a massa absorva melhor o molho e o penne liso ou comum, que não apresenta esses sulcos.

Como servir: o penne combina com todos os tipos de molhos. Fica especialmente delicioso com os molhos à base de tomates, como o famoso e apimentado penne all’arrabbiatta, ou o molho alla Norma, que além dos tomates leva também berinjela e ricota fresca.

Rigatoni

Rigatone

Também é uma massa em formato de tubo e com ranhuras como o penne rigate, mas o rigatoni é mais largo e mais comprido, tendo em geral 5-6 cm de comprimento. Assim, o rigatoni pode ser recheado. Além disso, as extremidades do rigatoni são retas e não cortadas em ângulo como o penne.

Como servir: o rigatoni pode ser acompanhado de um molho simples à base de tomates ou assado no forno.

Fusilli (Parafuso)

Macarrão fusili ou parafuso

O fusilli é uma massa em formato espiral, feito originalmente a mão nas regiões da Campânia e da Puglia. Segundo o site das massas Barilla, a forma do fusilli é criada por três pequenas asas “elegantemente torcidas sobre si em movimento espiral”. Devido ao formato, adere bem ao molho, seja qual for.

Como servir: ficam deliciosos com molhos de carne e também com molhos simples de tomate. É também usado para fazer saladas de macarrão.

elbow (Cotovelo)

Macarrão cotovelo elbow

O macarrão cotovelo tem este nome por ter uma forma de tubo curvado, que pode ser liso ou com sulcos (rigati) e tem de 3 a 4 cm.

Embora não seja muito consumido no Brasil, nos Estados Unidos é usado para fazer o popular Mac and Cheese (macarrão com queijo). Em Portugal também parece ser mais usado que no Brasil.

Como servir: além do molho de queijo, o macarrão Elbow ou Cotovelo também é usado em saladas e sopas, como o minestrone.

Farfalle (gravata)

Macarrão farfalle ou gravata

O macarrão com formato de borboleta (farfalle em italiano), mais semelhante a uma gravata borboleta, tem cerca de 3 a 4 cm e pode ser encontrado como massa industrializada ou feito em casa. Para isso, corta-se a massa em quadrados, e unem-se as bordas no meio, formando a gravatinha.

Molho: segundo Carluccio, o farfalle é mais consumido no norte da Itália, acompanhado tradicionalmente de molho de tomate, ou molho de creme de leite, presunto e ervilhas.

Concha

Macarrão em forma de concha

Tem formato de concha e superfície com nervuras este corte que varia de tamanho: da conchinha (Conchigliette) usada na sopa, ao conchão (Conchiglioni) que geralmente é recheado.

Molho: uma versão clássica do Conchiglioni é recheada com ricota e espinafre, misturado com molho de tomates e assada no formo.

Tipos de macarrão: massa longa

As massas longas são muito comuns e populares e são basicamente de dois tipos:

  • cilíndricas ou tubulares, como o espaguete
  • fitas ou tiras, massas chatas como fetucine

O ideal é combinar molhos mais leves com massas longas mais finas e os mais robustos e encorpados com massas mais largas.

Os principais tipos de massa cilíndrica são:

Espaguete (Spaghetti)

O espaguete é a massa longa e fina feita originalmente em Nápoles, mas atualmente produzida em todo lugar do mundo.

Varia de espessura, do mais fino, cabelo de anjo mostrado abaixo, passando pelo spaghetti (diâmetro de cerca de 2 mm) até o spaghettoni (com diâmetro de até 2,5 mm).

O comprimento original dos fios do espaguete em Nápoles era de 40 a 50 cm, mas atualmente são vendidos com tamanho de 20 ou 25 cm de comprimento.

Como servir: uma infinidade de molhos combinam bem com o espaguete. Alho e óleo, vôngole, pesto, putanesca, entre outros, são servidos com espaguete.

Cabelo de Anjo (fidelini ou capellini)

É o espaguete mais fino. É uma massa longa e bem fininha, com diâmetro de menos de 1 mm. Como é muito fina, é preciso atenção na hora de cozinhar, para que não vire uma papa. Normalmente alguns minutinhos bastam para que a massa fique al dente.

Como servir: devido à delicadeza da massa, é normalmente com molhos de frutos do mar, ou algo com poucos ingredientes, como um bom molho de tomates (marinara).

Não sabe como cozinhar um macarrão soltinho e perfeito? Leia aqui nosso artigo completo sobre como cozinha macarrão.

Bucatini

Bucatini é como é chamado este tipo de espaguete, uma massa cilíndrica e grossa. Para que cozinhe com mais facilidade, tem um buraco ao longo do fio, sendo oco por dentro.

Como servir: o famoso molho Amatriciana é servido com bucatini. A consistência única da massa faz com que seja um veículo perfeito para outros molhos também, como carbonara,

Quanto à massas chatas (fitas ou tiras), elas tem diversos nomes, dependendo da largura e da origem, mas na Itália são conhecidas basicamente como tagliatelle ou fetuccine.

O fetuccine é um pouco mais estreito e grosso que o tagliatelle e é associado à região central da Itália, onde se encontra Roma.

Já o tagliatelle é originário do norte da Itália, especialmente na região de Bolonha. Há versões mais finas, chamadas tagliolini e tagliarini (de onde vem nosso “talharim”).

Fetuccine

O fetucine são fitas de massa de ovos com 8 a 12 mm de largura. São vendidas em ninhos ou em tiras. É uma massa bem fácil de se fazer em casa, especialmente com uma máquina de abrir macarrão.

Como servir: o fetuccine é mais comumente consumido com carne ou molho de cogumelos. Em Roma, há o famoso prato Fetuccine All’Alfredo, com molho de manteiga e queijo, mas o fetuccine combina também com ragu e molhos de carne.

Tagliatele

“Tagliare” significa cortar em italiano e é dessa forma que são feitos: basta cortar uma folha ou lâmina de massa em tiras de cerca de 5 mm. O tagliatelle industrializado é vendido em ninhos.

O famoso paglia e fieno (palha e feno) tem as cores amarelo e verde é acompanhado de molho cremoso de presunto e queijo.

Como servir: podem ser acompanhados de ragu de carne, tomate ou frutos de mar, assim como de pesto e molho de cogumelos. Em Bolonha, é servido com o famoso molho bolonhesa.

Leia também: Tipos de cogumelos comestíveis

PAPPARDELLE

Originário da Toscana, o papardele é uma massa chata bem mais larga que o tagliatele, com 2-3 cm de largura.

Como servir: a superfície larga da massa é ideal para molhos robustos, como os de carne. Por essa razão é uma massa mais consumida no inverno pelos italianos.

Linguine OU BAVETTE

Macarrão tipo linguine

As “linguinhas” são tiras de massa de ovos e farinha de grano duro semelhantes ao fetucine, mas um pouco mais estreitas. Diferente do fetucine ou tagliateli, o linguine é ligeiramente abaulado. É também conhecido como Bavette.

Como servir: a mais famosa e emblemática combinação do linguine é com o molho pesto de manjericão. Combina também com molhos a base de tomates, azeite ou peixe e frutos do mar.

Lasanha

Folhas de massa são cortadas em pedaços grandes e são usadas para ir ao forno. Para a lasagne al forno as camadas de massa são entremeadas de molho bolonhesa, molho branco e queijo.

A massa industrializada, por ser dura, não pode se transformar em um canelloni. No entanto, quando feita em casa, a massa fica maleável e assim é possível moldá-la de diversas maneiras.

Para fazer o canelloni, a massa fresca é recheada e então enrolada de forma a fazer um canudo. Um canelloni delicioso é o que tem recheio de espinafre e ricota, mas os de carne também fazem sucesso.

Veja no vídeo abaixo o chef italiano Gennaro Contaldo mostrando como fazer alguns destes tipos de macarrão em casa.

Tipos de macarrão para sopa: massa muito pequena

São massas feitas especialmente para serem consumidas na sopa, ou brodo (caldo). Como são bem pequenas, cozinham muito rapidamente, em geral não é preciso mais de 3-4 minutos.

O brodo normalmente é de galinha, boi ou outra carne, ou de legumes. Nesse caldo são colocados este tipo de macarrão pequenininho e a sopa é acompanhada de pão e às vezes queijo.

Na Itália existem dezenas de formatos de massa para sopa, mas os mais populares no Brasil são os seguintes:

Diferentes tipos de macarrão para sopa

Letrinha – é o tipo de macarrão para sopa mais querido das crianças, que todos nós nos lembramos de ter comido. A sopa, que era sem graça e nenhuma criança queria, com as letrinhas se transforma em uma brincadeira divertida.

Ave Maria ou tubinho – também encontrei com o nome de Pai Nosso (ou Padre Nosso), que tem o formato semelhante. Não sei qual é a diferença entre eles e nem porque ganharam estes nomes.

Conchinha – outro tipo de macarrão especialmente adequado para sopas e cremes, a conchinha é uma delícia porque funciona mesmo como uma concha e guarda um pouquinho do caldo e de outros legumes da sopa. Adoro.

Estrelinha – outra forma de tornar a sopa mais atrativa para os pequenos é usar a massa em forma de pequenas estrelas. Sucesso garantido!

Gravatinha – versão bem pequena do macarrão tipo farfalle a gravatinha tem também a vantagem de absorver em suas dobrinhas as delícias da sopa.

Risoni – riso em italiano quer dizer arroz e a massa imita este formato. Embora fique ótimo com sopas, o risoni é bem versátil, podendo ser usado em saladas e outros acompanhamentos. Ele pode ser usado inclusive para se fazer risoto, no lugar do arroz arbóreo.

Leia também: como fazer arroz basmati

Perguntas frequentes sobre tipos de macarrão

Qual a diferença entre o espaguete e o fetucine?

diferença entre espaguete e fetucine

Tanto o espaguete quanto o fetucine são tipos de massa (macarrão) longa. A diferença principal é que o espaguete tem formato cilíndrico e o fetucine é achatado, em forma de fita ou tira.

O espaguete é servido tradicionalmente com molhos como alho e óleo, carbonara, pesto, putanesca, entre outros. Já o fetucine é acompanhado do molho Alfredo, molho de cogumelos e outros a base de carne.

Qual é a diferença entre macarrão e espaguete?

Macarrão no Brasil é o nome genérico que damos a diversos tipos de massa italiana, entre elas o espaguete.

A massa do macarrão é uma mistura de farinha de trigo e água (massa seca industrializada), ou farinha de trigo e ovos (massa fresca), e é cortada ou moldada em diferentes formatos. O espaguete é o nome dado a um desses formatos: uma massa longa, fina e cilíndrica.

Macarrão é saudável?

Sim, de acordo com Antonio Carluccio, no livro Cozinha Italiana Completa, a massa é dos alimentos mais balanceados que consumimos no nosso dia a dia. Isso porque, em geral, o macarrão é feito de 60% de carboidratos, 25% de gorduras, 15% de proteínas, minerais como ferro, e vitaminas B1, B2 e niacina. Dessa forma, é uma excelente fonte energética, que libera energia para o corpo aos poucos.

Quantas toneladas de macarrão são produzidas por ano?

Segundo a International Pasta Organization, em 2019 o mundo produziu 16, 5 milhões de toneladas de massa.

Em qual país se consome mais macarrão em média?

Segundo a International Pasta Organization (IPO), os italianos são os maiores consumidores de pasta, com um consumo médio de 23,1 kg por pessoa por ano. Em segundo lugar aparece a Tunísia, com 17 kg per capita, seguido da Venezuela (12 kg), Grécia (11,4 kg) e Chile (9,5 kg).

Quanto se consome de macarrão no Brasil em média?

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), embora o Brasil seja o terceiro maior produtor e o quarto maior mercado consumidor de macarrão do mundo, o brasileiro consome em média apenas 6,5 kg de massa per capita por ano (dados de 2020), ficando bem atrás da Itália (consumo de 23,1kg) e de outros países. Em 2019 foram consumidas 1,2 milhões de toneladas de massas alimentícias no país.

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Molhos italianos para macarrão: 15 molhos para experimentar antes de morrer

31 de julho de 2021 by Eneida 1 comentário

Conheça os 15 molhos italianos para macarrão que fazem mais fazem sucesso mundialmente. O que são e receita completa para quem quer fazer em casa

A Itália é um país jovem, bem mais jovem que o Brasil. Surgiu na segunda metade do século XIX, resultado da união de uma série de estados independentes localizados na chamada Península Itálica.

Cada um desses pequenos estados contava com a própria tradição culinária, baseada nos ingredientes disponíveis localmente e nas técnicas culinárias que foram se desenvolvendo com o passar dos séculos.

Molho a bolonhesa - um dos clássicos molhos italianos para macarrão

Assim, podemos afirmar que o que chamamos de “Culinária Italiana” é na verdade um conjunto de tradições culinárias regionais distintas, entre elas a siciliana, a veneziana, a toscana, a bolonhesa, a milanesa, a napolitana, etc.

Com a diáspora dos italianos pelo mundo, a cultura culinária local foi levada para as mais diversas partes do mundo, e novos ingredientes e novas técnicas foram sendo incorporados. Com isso, a noção de “culinária italiana” foi ainda mais estendida.

Interessante notar, no entanto, que a massa (pasta) está presente na maioria das culinárias regionais da Itália. Seja o “macarrão do sul”, produzido com grão duro e sem ovos, ou a massa produzida com farinha de trigo mole e ovos, característica da região de Bolonha, a massa é considerada um símbolo de toda a Itália.

E os molhos que acompanham a massa italiana são tantos e tão variados e tão deliciosos que é difícil escolher uns poucos. Marcella Hazan, no livro Fundamentos da Cozinha Italiana Clássica, apresenta cerca de cinquenta receitas de molhos italianos para massas, dos mais simples aos mais sofisticados!

Selecionamos, para este artigo, os 15 molhos italianos para macarrão que consideramos os mais clássicos ou emblemáticos. São os molhos que conquistaram o paladar do mundo no último século, quer seja devido a um grande chef ou restaurante, ou por representarem o melhor da culinária de alguma região da Itália.

A ordem é alfabética, porque para mim é simplesmente impossível ordenar por favoritos! Clique nos links para ver e baixar a receita com passo a passo em pdf de cada molho.

Molhos italianos para macarrão:
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  • 15 molhos italianos para macarrão clássicos e deliciosos
    • 1. Alfredo
    • 2. Alho e Óleo
    • 3. Amatriciana
    • 4. Arrabbiata
    • 5. Bolonhesa
    • 6. Boscaiola – um molho para massa delicioso
    • 7. Cacio e Pepe
    • 8. Carbonara
    • 9. Limone
    • 10. Manteiga e Salvia
    • 11. Marinara
    • 12. Norma
    • 13. Puttanesca
    • 14. Pesto
    • 15. Vongole

15 molhos italianos para macarrão clássicos e deliciosos

A cozinha italiana prima pelo sabor; algo que desapareceu em grande parte dos alimentos industrializados nos últimos anos. Ela é feita de frutas maduras colhidas da árvore, peixes frescos, carnes abatidas com experiência, vinhos de genuínas uvas locais, vegetais orgânicos recém-colhidos.

Antonio e Priscilla Carluccio – Cozinha Italiana Completa

Não sabe como cozinhar um macarrão soltinho e perfeito? Leia aqui nosso artigo completo sobre como cozinhar macarrão.

1. Alfredo

Fettuccine all’Alfredo é um prato que alcançou fama mundial a partir de um restaurante em Roma no início do século XX. O chef, chamado Alfredo di Lelio, fez uma versão do clássico pasta al burro (massa com manteiga), a que acrescentou uma porção generosa de queijo parmesão e – há controvérsia – creme de leite fresco.

O molho é feito no calor da própria massa, que derrete o queijo e a manteiga. Um pouco da água do cozimento garante o ponto perfeito de fusão dos ingredientes. Clique para baixar a receita.

Origem: Roma

Ingredientes: manteiga, queijo parmesão e água do cozimento.

Tipo de massa: fettucine, tortellini

Conheça os diversos tipos de macarrão lendo este artigo.

2. Alho e Óleo

Espaguete alho e óleo

Outro exemplo de que não é preciso muitos ingredientes para se fazer um prato saboroso, o spaghetti aglio e olio leva, além dos dois ingredientes básicos (alho e óleo), também peperoncino, a pimenta vermelha e picante da Calábria.

O prato, também típico de Roma e da região do Lazio, é muito fácil de fazer. Basta fritar o alho picado e a pimenta vermelha no azeite de oliva em fogo baixo, cuidando para não queimar. Para uma camada extra de sabor, salpique salsinha picada antes de servir. Clique para ver e baixar a receita de espaguete alho e óleo.

Origem: Lazio

Ingredientes: alho, azeite, pimenta, queijo parmesão

Tipo de massa: espaguete ou spaghettini (espaguete fino)

3. Amatriciana

Bucatini Amatriciana

Vem de Amatrice, cidade próxima a Roma, este molho especial. Dois ingredientes são essenciais para se preparar um bom molho Amatriciana: guanciale, um tipo de bacon não defumado feito da bochecha do porco, e queijo pecorino, feito de leite de ovelha.

O molho é feito refogando os pedaços de guanciale no azeite com peperoncino por alguns minutos. Depois, acrescenta-se o vinho branco para deglaçar e em seguida os tomates. Basta cozinhar por alguns minutos para que o molho engrosse. É servido com a massa cozida al dente e coberto com o queijo pecorino ralado. Veja a receita.

Origem: Amatrice

Ingredientes: azeite de oliva, guanciale, vinho branco, tomate, peperoncino (pimenta), e queijo pecorino

Tipo de massa: espaguete ou bucatini

4. Arrabbiata

Penne All'Arrabbiata

Penne All’Arrabbiata é outro prato que você precisa provar quando for a Roma. Quer dizer, se gostar de pimenta, já que esta é a característica que distingue este molho de tomates.

Arrabbiata quer dizer ‘bravo” em italiano e este prato realmente não é para os fracos! Fazer não é difícil, refogue o alho picado no azeite, acrescente a pimenta picada e os tomates e deixe cozinhar somente por alguns minutos. Para servir, alguns incluem o queijo pecorino. Veja a receita.

Origem: Roma

Ingredientes: tomate pelado ou fresco, alho, azeite de oliva, pimenta ardida, salsinha

Tipo de massa: penne, rigatoni, ou outra massa curta

5. Bolonhesa

Espaguete a bolonhesa

Ragu alla Bolognese, o famoso molho bolonhesa, é dos mais famosos molhos italianos para macarrão. Tem como base a carne de porco ou boi – ou uma combinação das duas – que é frita juntamente com cebola, cenoura e salsão. Tomates, vinho tinto ou branco, noz moscada, sal e pimenta do reino completam a receita.

O molho é cozido por três horas ou mais até chegar no sabor suave e aveludado característico. É servido tradicionalmente com tagliatelle, lasanha ou massas industrializadas. Segundo Marcela Hazan, o ragu bolonhesa nunca é servido com espaguete em Bolonha. Veja a receita aqui.

Origem: Bolonha

Ingredientes: carne de porco ou boi, cebola, cenoura, salsão, tomates, vinho, noz moscada, sal e pimenta

Tipo de massa: taglitelle caseiro (combinação tradicional), lasanha, tortellini, rigatoni, fuzili, entre outros

Compre os utensílios necessários:

Panela inox Tramontina

Escorredor de inox

Tábua de bambu

6. Boscaiola – um molho para massa delicioso

Vem da Toscana este molho de cogumelos, que mistura vários tipos de cogumelos “selvagens”.

Para fazer, frite no azeite alguns dentes de alho, adicione vinho branco e espere até que evapore. Coloque os tomates, salsinha, junte os cogumelos e tempere com sal e pimenta. Então, é só cozinhar até que os cogumelos fiquem macios. Veja a receita.

Origem: Toscana

Ingredientes: funghi (porcini, chanterelle, ou outro), alho, vinho branco, tomate, azeite e salsinha

Tipo de massa: pappardelle, rigatoni , fetucine.

7. Cacio e Pepe

Molho de macarrão cacio e pepe

Três ingredientes se misturam para fazer o Cacio e Pepe (queijo e pimenta em italiano): espaguete, queijo pecorino romano e bastante pimenta do reino.

O segredo para se conseguir um molho desta combinação, é cozinhar o macarrão em uma quantidade menor de água do que o normal. Esta água com mais amido é usada então para derreter o queijo, formando assim um molho cremoso. Aí é só misturar ao espaguete e finalizar com uma porção generosa de pimenta do reino moída na hora. Confira a receita.

Origem: Roma

Ingredientes: água do cozimento do espaguete, manteiga, queijo pecorino, queijo parmesão, pimenta do reino.

Tipo de massa: espaguete

Leia também: como refogar na panela de pressão elétrica

8. Carbonara

Molho de macarrão carbonara

Molho criado nos dias finais da Segunda Guerra Mundial, resulta de uma mistura de ingredientes trazidos pelos americanos (ovos e bacon) com a culinária de Roma.

O segredo do carbonara é não deixar que os ovos cozinhem e virem ovos mexidos. Para isso, as gemas são misturadas ao queijo e à massa cozida, longe do fogo. À mistura, junta-se os pedaços de bacon, que foram fritos separadamente. Eu acho bem difícil conseguir um molho aveludado, na consistência certa. Coisa de chef mesmo! Veja a receita.

Origem: Roma

Ingredientes: bacon, alho, gemas de ovos, queijo parmesão, pimenta do reino

Tipo de massa: espaguete

9. Limone

Pasta al Limone

O frescor do limão siciliano é usado para fazer um molho de macarrão em diversas partes da Itália. Com isso, a receita apresenta bastante variação.

O molho al Limone normalmente é feito com azeite, raspas e suco de limão siciliano, queijo parmesão, creme de leite e/ou vinho branco e salsinha ou manjeicão. Antes de servir, uma dose generosa de sal, pimenta do reino e bastante queijo ralado. Veja a receita aqui.

Origem: Itália, em todo o país

Ingredientes: limão siciliano, creme de leite, vinho branco, azeite, queijo parmesão

Tipo de massa: espaguete ou fetuccine

10. Manteiga e Salvia

Molho de manteiga e salvia

Chamado de Burro Oro e Salvia (manteiga dourada e sálvia), este molho italiano combina com massa tipo fettuccine, ou massa recheada, como ravioli ou tortellini. É também um molho tradicional para o nhoque de batata.

Coloque a manteiga em uma frigideira e deixe em fogo médio até começar a espumar e adquirir um tom castanho. Neste ponto, acrescente as folhas de sálvia. Cozinhe por alguns segundos apenas, virando as folhas uma vez. O molho está pronto! Basta misturar à massa escolhida e servir com uma porção generosa de parmesão. Veja a receita completa.

Origem: Itália

Ingredientes: manteiga, folhas de sálvia, queijo parmesão ralado

Tipo de massa: fettuccine, ravioli, tortellini, gnocchi

11. Marinara

Molho de tomate marinara

Molho marinara é um molho de tomates simples, feito com poucos ingredientes: azeite, alho, tomates e ervas (manjericão e orégano). Além de ser consumido puro, é a receita base para outros molhos, como o arrabbiata, alla norma, ou puttanesca.

No Brasil, o nome marinara não é muito popular. A gente conhece como molho de tomate, molho ao sugo, ou ragu de tomates. Mas a característica principal do molho, independentemente do nome, é a simplicidade e a qualidade dos ingredientes. Veja a receita.

Origem: Nápoles

Ingredientes: azeite, alho, tomates frescos (tipo San Marzano de preferência), manjericão e orégano

Tipo de massa: um molho bem versátil, fica delicioso com massas industrializadas como espaguete, penne ou rigatoni.

Compre os utensílios necessários:

Espátula de inox

Travessa oval

Frigideira antiaderente

12. Norma

Penne alla Norma - tipos de molho de macarrão

Um clássico molho siciliano que combina berinjela assada ou frita, tomates, ricota fresca e manjericão. É esse o molho Alla Norma, que recebeu este nome para homenagear La Norma, uma famosa ópera do compositor Vincenzo Bellini.

A berinjela é cortada em cubos ou fatias, salpicada com sal e deixada por uma hora ou mais para que seus sucos amargos sejam drenados. Neste tempo, prepara-se o molho de tomate (marinara). Para servir, a pasta é misturada ao molho de tomate e o prato é finalizado com a berinjela frita e ricota fresca ralada. Veja a receita em pdf.

Origem: Sicília

Ingredientes: azeite, molho de tomate marinara, berinjela, ricota fresca, manjericão.

Tipo de massa: massa curta como penne, macaroni, fuzili, rigatoni.

13. Puttanesca

Molho puttanesca de macarrão

Sugo alla puttanesca (molho à puta) é um molho de macarrão que mistura azeitonas, alcaparras, anchovas, tomates e pimenta em flocos. Os ingredientes são refogados no azeite e temperados com sal e pimenta do reino.

Algumas receitas incluem também alho e algumas ervas, como salsinha, orégano ou manjericão. Consulte a receita com o passo a passo aqui.

Origem: Nápoles

Ingredientes: azeite, molho de tomate marinara, berinjela, ricota fresca, manjericão.

Tipo de massa: tradicionalmente espaguete, mas também penne, linguine ou bucatini.

14. Pesto

Molho pesto genovês

O molho pesto tem suas origens na cidade de Gênova. Segundo Marcella Hazan, o pesto genovês é um veículo para o perfume do manjericão local. Além do manjericão, azeite, alho, pinoli, manteiga e queijo ralado (pecorino ou parmesão) são os ingredientes.

O pesto genovês tradicional nunca é cozido ou aquecido e o manjericão é socado com um pilão. O nome “pesto” vem do verbo “pestare”, que significa socar ou triturar. Veja a receita aqui.

Origem: Gênova

Ingredientes: manjericão, azeite, queijo parmesão ou pecorino, alho, castanha do tipo pinoli.

Tipo de massa: espaguete, fettucine, ou nhoque de batatas.

Leia aqui uma variação do pesto genovês feito com endro.

15. Vongole

Spagheti alle vongole

Vôngole, conhecido também como amêijoa no Brasil, é um marisco que é o ingrediente base deste molho napolitano. A versão mais tradicional (chamado “bianco“) não leva tomates, é feito apenas com alho, salsinha e pimenta (peperoncino).

As ameijoas são refogadas no azeite, juntamente com um dente de alho amassado e a salsinha. A mistura cozinha até que as ameijoas começam a abrir. Neste ponto, a carne do marisco é retirada da concha e é refogada novamente no azeite juntamente com a pimenta (opcional), mais alho e o líquido que soltou das ameijoas.

Origem: Nápoles

Ingredientes: vongole (amêijoa), alho, salsinha, pimenta, azeite.

Tipo de massa: espaguete, linguine

Compre os utensílios necessários:

Kit 6 pratos coloridos

Pegador para massa

Espagueteira Tramontina

E essa foi a minha lista de molhos italianos para macarrão favoritos. Ficou faltando algum? Me conta nos comentários.

As receitas são as que eu faço na minha casa, que me foram passadas pela família, ou que fui adaptando da minha maneira. Coloquei a referência, quando me lembrava da fonte.

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Passata de tomate: o que é e como usar

28 de julho de 2021 by Eneida 2 Comentários

A passata de tomate é um ingrediente muito usado na culinária italiana. Leia neste artigo tudo sobre a passata: o que é, como usar, como substituir

“Passata” em italiano quer dizer passado. Mas isso não indica que o tomate está “passado”, no sentido de velho ou fora do ponto. Indica que foi passado através de um passador ou moedor de legumes.

O tomate processado forma uma pasta que é então cozida e envasada. Com isso, você tem o frescor do tomate colhido na hora certa durante um longo período de tempo.

Passata de tomate

Quando verdadeiramente maduros e frescos, [os tomates] conferem aos pratos de diversas culinárias um sabor compacto, adocicado e completo. O sabor dos tomates frescos é mais vivo e menos saturado do que o dos enlatados. Mas, quando for impossível conseguir tomates frescos de boa qualidade, é preferível apelar para uma boa marca de enlatados a usá-los frescos e aguados

Marcella Hazan – Fundamentos da Cozinha Italiana Clássica

O que é passata de tomate?

Passata de tomates, ou Passata di Pomodoro (em italiano), é um purê de tomates moídos, sem sementes ou pele. Os tomates usados normalmente são bem maduros e a eles é adicionado somente sal.

O resultado é um caldo um pouco mais ralo que a polpa de tomate industrializada que encontramos à venda nos supermercados. A consistência líquida se deve à água da própria fruta, pois não é adicionado qualquer líquido ao preparo.

A passata é vendida em garrafas de vidro com 680 a 700 gramas e serve de base para molhos e preparos tradicionais da culinária italiana, ou de outras.

No Brasil, é também vendido com o nome de Purê de tomates.

Passata de tomate: algumas marcas
Passata de tomate – algumas marcas

A passata não é um molho de tomates pronto, mas pode ser usada como base para fazer um delicioso molho caseiro. Para isso, precisa ser refogada, cozida ou engrossada. O resultado é um molho pronto rapidinho, saboroso e muito mais saudável que o industrializado! Veja a receita no final deste artigo.

De onde vem a passata de tomate?

A passata é uma forma que os italianos encontraram de preservar uma fruta que tem o auge da safra no verão. Tradicionalmente é feito quando o tomate está maduríssimo e muito abundante, de forma que as famílias possam ter este ingrediente tão importante durante todo o restante do ano.

O tomate é moído em processadores como o da foto abaixo (veja um modelo aqui), ligeiramente cozido e então embalado em potes de vidro com tampas herméticas.

Passador de tomate

Atualmente é também industrializada e facilmente encontrada em supermercados. Em geral, a passata italiana é comercializada em garrafas de vidro e não em latas, sachês ou caixinhas como os outros produtos de tomate.

Como usar a Passata de Tomates

Muitas receitas da culinária italiana pedem a passata di pomodoro.

Você pode usar na base da pizza para depois colocar o recheio. Pode também fazer uma deliciosa sopa de tomate, ou outra sopa que leve tomate, como um minestrone.

Vários molhos para massa são feitos com base de tomates, entre eles o bolonhesa, o molho amatriciana, molho de vodka e outros. Veja a receita de molho de tomates fácil com passata.

  • Faça um belo molho para massa com gosto de tomate e use em pizza, lasanha, macarronada, etc;
  • Incremente as almôndegas ou um bife a parmigiana com um molho de tomate à base de passata;
  • Sopas à base de tomate são deliciosas e podem ser servidas quentes ou frias.

O que substitui Passata de tomate

Você pode usar tomates pelados ou tomates frescos se não tiver a passata.

Diferença entre Passata e outros produtos de tomate

A única norma ou diretriz oficial que regulamenta os alimentos derivados do tomate (chamados coletivamente de “atomatados”) define o que é concentrado de tomate:

É o produto obtido da polpa de frutos do tomateiro, devendo conter, no mínimo, 6% de sólidos naturais e podendo receber apenas sal e açúcar.

Sob essa denominação estão assim o extrato, a polpa, o purê e a passata de tomate. A diferença entre eles é basicamente a percentagem de tomate, que afeta diretamente a consistência e a concentração de tomate no produto.

Note, no entanto, que os ingredientes podem variar de fabricante para fabricante. Se você busca um produto menos processado, sempre leia o rótulo para saber exatamente o que está levando.

Leia também: como cozinhar macarrão soltinho e perfeito

Polpa de tomate

Polpa de tomate é uma versão brasileira da Passata. Consiste de tomates coados com adição de sal e ácido cítrico como regulador de acidez.

A linha de polpa de tomates fabricada no Brasil em geral é embalada em caixas ou sachês, e não em vidro como a passata italiana.

Quanto à consistência, é um pouco mais concentrado que a passata italiana. Na minha experiência, fica entre o extrato e a passata.

Extrato de tomate

O extrato de tomate, também chamado de massa de tomate, é o tomate cozido e reduzido a um purê espesso. A ele é acrescido somente açúcar e sal.

É um produto muito antigo no Brasil: a marca Elefante surgiu nos anos 1940 e até hoje as latinhas de extrato de tomate Elefante são muito consumidas. Na embalagem de 130 g vemos o aviso: contém 7 tomates.

É usado como ingrediente em várias receitas, mas normalmente em pequenas quantidades, já que é bem concentrado. Basta uma colher de sopa para dar uma cor e sabor a molhos e ensopados.

Em comparação com a passata, tem o gosto mais acentuado e é bem mais espesso que ela.

Extrato de tomate elefante
Extrato de tomate

Além desses concentrados, existem também outros produtos de tomate:

Molho de tomate pronto

O que encontramos no supermercado com o nome de molho de tomate pronto é aquele molho que vem em uma lata, caixinha ou sachê, que só precisar esquentar para ser usado.

É um alimento ultraprocessado, feito com diversos ingredientes que incluem conservantes, aromatizantes, realçadores de sabor, e outros.

O molho de tomate da marca Heinz, por exemplo, tem esta extensa lista de ingredientes: tomate, cebola, açúcar, amido modificado, sal, pimentão vermelho, polpa de pimenta, salsa, alho, extrato de levedura, manjericão, realçador de sabor glutamato monossódico e aromatizante.

Para quem busca uma alimentação com comida de verdade (sem ultraprocessados), o ideal é não usar este tipo de molho com frequência, mas fazer o seu próprio usando como base um concentrado de tomate, tomate pelado ou tomate fresco.

Leia também: o que é molho inglês e como usar

Tomate pelado

Os tomates são colhidos quando bem maduros, têm a pele removida e são enlatados. Como os tomates são preservados por processos naturais, não há necessidade de conservantes químicos.

Gosto muito deste tipo de tomate, já que tenho sempre dificuldade de encontrar tomates bem maduros, como gosto. Os tomates pelados são deliciosamente maduros e muito práticos para qualquer preparo.

Na lista de ingredientes dos Tomates Pelados La Pastina temos: tomates, suco de tomate, regulador de acidez: ácido cítrico. Note que o ácido cítrico está presente na composição do próprio tomate, sendo assim um regulador de acidez natural.

Latas de tomate pelado
Tomates Pelados

Ketchup

Um dos condimentos mais apreciados no Brasil e mundo afora, o ketchup tem suas raízes na Ásia há mais de 2000 anos.

Leia também: melhores livros de culinária para iniciantes

O produto da marca Heinz leva ainda açúcar, sal e cebola e conta com aromatizante natural. O segredo da cor vermelha é o tipo de tomate usado, mais viscoso que o normal.

Mas foi nos Estados Unidos, mais especificamente na fábrica Heinz, que ele passou de molho de peixe fermentado a um molho a base de tomates e vinagre que dá uma incrementada em vários pratos.

Suco de tomate

O suco de tomate é usado tanto como bebida nutritiva quanto para preparo de drinks como o famoso Bloody Mary.

Na versão “integral” são usados somente tomates, sem adição de açúcar ou conservantes. Pode ser usado também no preparo de molhos e caldos. Neste caso, note que é bem mais diluído que a passata.

Receita de molho de tomate com passata

Leia também: 15 molhos italianos para macarrão para experimentar antes de morrer

Molho de tomate fácil com passata de tomate

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Preparo: 5 minutes mins
Cozimento: 20 minutes mins
Porções: 4
Servir como: Molho

Equipamento

  • 1 panela média

Ingredientes
  

  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 2 xícaras de passata de tomate
  • 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
  • 1 colher de chá óregano seco
  • 1 colher de sopa de folhas de manjericão (fresco)
  • sal e pimenta do reino

Modo de preparo
 

  • Pique a cebola e os dentes de alho. Higienize e pique as folhas de manjericão.
  • Em uma panela, aqueça o azeite. Refogue a cebola até que esteja macia, cerca de 3 minutos. Junte o alho e frite por mais um ou dois minutos.
  • Acrescente a passata, o óregano e o vinagre balsâmico. Tempere com o sal e a pimenta do reino.
  • Mexa e deixe cozinhar em forno médio por 10 minutos.
  • Abaixe o fogo e cozinhe por mais 5 minutos, até que o molho tenha engrossado. Por último, acrescente as folhas de manjericão.
  • Use em seguida ou congele em porções.

Dicas

Prove o molho antes de retirar do fogo. Se estiver ácido acrescente ½ colher de chá de açúcar, misture bem e deixe cozinhar mais um minuto.
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Palavra chave: molho de macarrão, molho de tomate, molho de tomate para pizza, receita com passata de tomate

Leia também: panela de pressão elétrica vale a pena?

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Queijo Emmental: o Rei dos Queijos Suíços

17 de julho de 2021 by Eneida Deixe um comentário

Um dos queijos suíços mais famosos, o queijo Emmental é aquele queijo clássico, que todo mundo desenha: redondo, amarelo e cheio de buracos.

O nome, que varia entre Emmental, Emental, ou Emmentaler, faz referência ao local onde é produzido originalmente: o vale do Rio Emme, localizado no cantão de Berna, no centro-oeste da Suíça.

Pedaços de Queijo Emmental

O que é o queijo Emmental?

O Emental é um queijo alpino feito de leite de vaca não pasteurizado. Ele se distingue pelos orifícios ou olhaduras redondas ou ovais, com 1,5 a 3 cm de diâmetro, que se formam durante o processo de maturação do queijo.

O queijo Emmental original é produzido exclusivamente em pequenos laticínios nas montanhas da Suíça Alemã, com leite de vacas alimentadas no pasto ou com feno.

O uso de ingredientes naturais, sem qualquer modificação genética, é obrigatório. O queijo é feito de forma artesanal e tradicional de acordo com a receita original.

O Emmental tem casca natural e é amadurecido por no mínimo 4 meses. A depender do período de amadurecimento, o queijo suíço tem ao menos quatro versões:

  • Emmental Classic: mínimo de 4 meses, sabor suave
  • Emmental Réserve: mínimo de 8 meses, sabor forte
  • Emmental Extra: mínimo de 12 meses, sabor poderoso
  • Emmental Affiné en Grotte (amadurecido em cave): além dos 12 meses de maturação, o queijo envelhece mais seis meses em caves (grutas). O sabor é aromático de nozes.
Cilindros de Queijo Emental em câmara de maturação
Cilindros de queijo Emmental

O maior entre os queijos da Suíça, ele é produzido em grandes cilindros de 80 a 100 cm, que chegam a pesar 120 kg. Em média, um queijo Emmental suíço tem 85 cm de diâmetro e pesa 90 kg.

Isso se deve ao fato de que o queijo era taxado por unidade e não por peso. Assim os fabricantes, para evitar pagar mais impostos, optavam por produzir menos unidades.

O sistema de impostos mudou mas a tradição dos grandes cilindros de queijo Emmental continua até hoje na Suíça.

Leia também: 15 queijos europeus para você conhecer

Queijo tipo Emmental no Brasil

No Brasil, encontram-se queijos do tipo Emental menores, com cilindros pesando entre 12 kg e 25 kg. Em geral são vendidos também fracionados.

O queijo tipo emmental brasileiro é produzido industrialmente com leite de vaca pasteurizado e tem gosto suave e adocicado. A forma de produção e as matérias primas diferentes das do original suíço resultam em um sabor característico também diferente.

Queijos tipo Emmental no Brasil

Denominação de Origem Protegida

Embora seja um queijo tipicamente suíço, o Emmental tradicional também é produzido na França e na Alemanha.

Por este motivo, o nome genérico Emmental ou Emmentaler não tem o selo de Denominação de Origem Protegida na União Europeia, como acontece com os queijos Gorgonzola ou Brie, por exemplo.

Quatro variedades de queijo Emmental, no entanto, têm o reconhecimento da qualidade de origem:

  • Emmentaler Switzerland – para queijo produzido na região determinada da Suíça;
  • Allgäuer Emmentaler – produzido na região da Bavária, Alemanha;
  • Emmental de Savoie, produzido em Savoie, França;
  • Emmental Français Est-Central, produzido na região de Franche-Comté, França.

O selo de Denominação de Origem Protegida visa a proteger os nomes de determinados produtos de modo a promover características associadas à sua origem geográfica e a modos de produção tradicionais.

Para isso, todas as fases de produção, transformação e preparação devem acontecer na região delimitada.

Logo Denominação de Origem Protegida
Logo Protected Designation of Origin
Logo do Appelation D'Origine Protegee

O que combina com queijo Emmental?

O queijo Emmental é um queijo que derrete muito bem. Assim, ele é ideal para qualquer prato que precise ser gratinado ou que leve queijo derretido, como molhos, quiches ou suflês.

Juntamente com o Gruyere, forma a base do fondue de queijo. Veja aqui a nossa receita. O queijo emental também pode ser usado para fazer uma deliciosa raclette.

Quer dar uma gourmetizada no misto quente? Basta trocar a muçarela por queijo Emmental e acrescentar um pouco de mostarda de Dijon. Da mesma forma, o X-burguer ganha um bom upgrade com queijo Emmental.

Ainda na linha sanduíche, o famoso Croque Monsieur francês (sanduíche de presunto, queijo e molho bechamel) pode ser feito com emmental. Veja no vídeo abaixo como fazer.

Para incrementar uma salada, misture pedaços de emental com folhas, frutas e castanhas.

Um suflê de queijo Emental com alho poró é uma coisa maravilhosa. Aliás, um simples omelete com emental é também muito gostoso e nem vamos falar das quiches, que também podem ser feitas com este queijo suíço.

O queijo combina bem também com cogumelos, aspargos, repolho, batatas e pasta em geral. Para fazer um gratinado, basta ralar o queijo e colocar o prato no forno.

O Emental é também degustado puro, normalmente cortado em palitos ou cubos. Para acompanhar, sirva frios, como salame ou presunto de Parma, e frutas como maçã e pera.

O queijo é melhor apreciado em temperatura ambiente. Assim, lembre-se de tirar da geladeira cerca de 20 a 30 minutos antes de servir (dependendo da temperatura do dia).

Fondue de queijo

Qual a diferença entre Emmental e Gruyere

Os dois queijos suíços mais famosos são usualmente confundidos. Afinal, é tudo a mesma coisa?

A resposta é não, existem diferenças básicas entre os dois queijos. A diferença mais visível é na questão das olhaduras ou “buracos” do queijo. O Emmental tem olhaduras maiores e mais frequentes. Já o Gruyere apresenta furos pequenos e, dependendo do queijo, a massa dura é homogênea e sem buracos.

Como o Gruyere é feito com leite integral, ele é um queijo mais gorduroso que o Emmental, o que naturalmente o deixa com um sabor mais adocicado.

Há diferença no paladar também, mas os dois queijos, por terem a capacidade de derreter muito bem, podem ser usados em muitas receitas de forma intercambiável.

Diferenças entre queijo Emmental e queijo Gruyere

Conheça também o Queijo Asiago, um excelente queijo italiano.

Perguntas frequentes sobre o queijo Emental

Queijo Emmental combina com qual vinho?

O queijo emmental é degustado normalmente com vinhos brancos, como riesling e tintos como merlot, pinot noir e shiraz.

O queijo Emental tem lactose?

Assim como grande parte dos queijos maturados, o queijo emmental não contém níveis significativos de lactose. Dessa forma, pode ser apreciado por todos, mesmo por quem tem intolerância à lactose.

O que substitui o queijo Emmental?

Qualquer queijo que derrete facilmente pode ser usado no lugar do queijo emental em uma receita. Entre eles, estão os demais queijos suíços, como o Gruyere, o Fontina e o Raclette.

Caso não tenha acesso a nenhum deles, opte por outro queijo semiduro, como o Gouda, Edam, Prato ou Minas Meia Cura.

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Queijo Gorgonzola: delicioso e versátil

14 de julho de 2021 by Eneida Deixe um comentário

O queijo Gorgonzola é um dos queijos azuis mais apreciados do mundo. Um queijo com sabor marcante e versátil, que pode ser degustado puro ou como ingrediente de várias delícias. Conheça tudo sobre o gorgonzola neste artigo.

Originário das regiões do Piemonte e Lombardia, no norte da Itália, o gorgonzola é um queijo de leite de vaca com veios azuis esverdeados que são o resultado da ação natural de um fungo da espécie Penicillium.

Cremoso e macio, o gorgonzola tem sabor bem característico e acentuado. Dependendo do tempo de cura, o queijo original da Itália se apresente em duas versões: Piccante (mais maduro) e Dolce (menos maturação).

Três versões do queijo Gorgonzola

Desde 1996 é reconhecido na União Europeia com o selo DPO (Denominação de Origem Protegida). Assim, somente os queijos produzidos em províncias específicas das regiões do Piedmonte e Lombardia e que seguem rigorosos padrões de produção podem usar a marca Gorgonzola na Europa.

Em outros locais do mundo, incluindo o Brasil, o nome é usado de forma genérica e os queijos chamados gorgonzola são na verdade “tipo gorgonzola”.

Mais recentemente e com os acertos entre o Mercosul e a União Europeia, o nome Queijo Azul vem substituindo Gorgonzola no Brasil para seguir a legislação e evitar conflitos de nomenclatura.

Leia também: como usar o queijo brie.

O que você verá neste artigo
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  • Como é feito o queijo gorgonzola?
  • Tipos de gorgonzola
  • O que combina com queijo gorgonzola?
  • O que fazer com queijo gorgonzola
  • Queijo gorgonzola harmoniza com qual vinho?
  • Queijo gorgonzola combina com qual cerveja?
  • Diferença entre queijos Gorgonzola e Roquefort
  • Perguntas frequentes sobre o queijo Gorgonzola
  • Receita de molho gorgonzola mais fácil do mundo

Como é feito o queijo gorgonzola?

O queijo gorgonzola é um queijo muito antigo e que, reza a lenda, foi produzido inicialmente no final dos século IX, na vila de Gorgonzola, próximo a Milão, no norte da Itália.

Para fazer o queijo Gorgonzola, mistura-se o leite de vaca pasteurizado com culturas de penicillium roqueforti, enzimas, coalho e sal. Depois de coalhado, retira-se o soro e molda-se o queijo em cilindros.

Uma vez salgados, os cilindros são transferidos para câmaras de frio com alto teor de umidade do ar. Nessas câmaras, o queijo é perfurado várias vezes para que o oxigênio circule. A “marmorização” (criação dos veios azuis) resulta do mofo que cresce nesses túneis de ar.

Finalmente, o queijo passa pelo período de maturação, como explicado a seguir.

Tipos de gorgonzola

Há dois tipos de queijo gorgonzola produzidos no norte da Itália. O processo de produção de ambos é basicamente o mesmo, o que os diferencia é o tempo em que permanecem maturando.

O gorgonzola dolce envelhece por apenas 2 meses. Apresenta sabor adocicado e amanteigado e textura macia e cremosa. As veias são de um azul mais distinto do que as do piccante.

Já o gorgonzola piccante tem um sabor mais forte e pungente e tem a textura mais firme e quebradiça, embora cremosa na boca. É maturado por 3 meses ou mais e assim, em comparação com o dolce, tem menos umidade, casca mais grossa e a cor das veias é mais para o esverdeado.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), o período de maturação do queijo tipo Gorgonzola é de 45 dias.

O que combina com queijo gorgonzola?

Para começar, experimente o queijo puro para conhecer seus sabores. Para isso, basta partir um naco e colocar diretamente na boca, ou acompanhando um pedaço de pão.

Mas não é só puro que a gente come o gorgonzola. Ele é maravilhoso para preparar cremes e molhos. Basta acrescentar um pouco de creme de leite e temperar com pimenta do reino que você terá um delicioso molho para risoto, macarrão, nhoque, ou outras massas. Clique para ver minha receita de molho de gorgonzola “mais fácil do mundo”.

Rechear massa, como ravioli, com gorgonzola também é um sucesso. Para acrescentar mais uma camada de sabor, inclua também pedaços de pera ou nozes no recheio. O resultado é surpreendente.

Uma combinação que dá sempre certo é pedaços de filé com creme de gorgonzola. O mesmo creme pode cobrir batatas, abóbora, brócoles ou outros vegetais. O molho de queijo azul também é um famoso molho para salada.

Pode parecer inusitado, mas o queijo gorgonzola combina também frutas frescas (pera é um clássico) ou secas, nozes e castanhas, com geleia de fruta, mel, ou até chocolate.

Pedaço de queijo gorgonzola dolce
Gorgonzola Dolce

O que fazer com queijo gorgonzola

  • Coloque em uma tábua de queijos, juntamente com um bom pão italiano, castanhas e/ou nozes, fatias de pera, figos e mel;
  • Faça um molho para massas como penne ou nhoque (veja a receita de molho gorgonzola no final deste artigo);
  • Recheie raviolis ou crepes com uma mistura de gorgonzola com pera e/ou nozes;
  • Coloque pedaços de gorgonzola na salada. Use a imaginação para combinar o sabor acentuado do queijo com sabores delicados como o da maçã ou outros mais contrastantes;
  • Acrescente gorgonzola e cogumelos ao risoto;
  • Faça canapés com gorgonzola, basta colocar pedaços do queijo na torrada e finalizar com frutas secas ou mesmo tomates;
  • Coloque no recheio da pizza 4 queijos;
  • Sirva como molho para o filé mignon.

Leia também: Como cortar queijo para apreciar melhor o sabor

Queijo gorgonzola harmoniza com qual vinho?

Segundo o website do Consórcio para Proteção do Queijo Gorgonzola, cada tipo de gorgonzola harmoniza com diferentes tipos de vinho.

O Gorgonzola piccante pede um vinho tinto bem estruturado e envelhecido, como Barolo, Barbaresco, Carema, Gattinara, Gemme, Chianti, Brunello di Montalcino, Cabernet, entre outros. Outra opção sugerida pelo Consórcio é a harmonização com vinhos doces, como os vinhos Muscat e Marsala. Esses vinhos devem ser servidos em temperatura de até 20 graus.

Já os queijos cremosos e doces (gorgonzola dolce) combinam melhor com vinhos brancos, rosés, ou tintos suaves. Entre os brancos, as sugestões são Riesling, Pinot Bianco, Orvieto Classico, Frascati, Malvasia seco e Gavi. A temperatura ideal é de 16 graus.

Queijo gorgonzola combina com qual cerveja?

O Consórcio também recomenda a harmonização do gorgonzola com cerveja. A cerveja sugerida é a belga produzida por monges, como a Trappe. Já para a versão suave do gorgonzola, a sugestão são as cervejas lager de duplo malte, como a Brahma Duplo Malte.

Diferença entre queijos Gorgonzola e Roquefort

Os dois tipos de queijo azul mais famosos da Europa têm muito em comum, mas também diferenças básicas.

A primeira grande diferença é que o Gorgonzola é um queijo italiano e o Roquefort, francês.

Produzido na região de Occitânia, no sul da França, o queijo Roquefort é feito tradicionalmente com leite de ovelha cru. Já o Gorgonzola, como foi dito, tem o leite de vaca como matéria prima.

Assim como o Gorgonzola, também o queijo Roquefort tem Denominação de Origem Protegida na União Europeia.

Isso indica que só pode ser chamado Roquefort o queijo produzido seguindo padrões rígidos e que envelhecem nas grutas de Combalou, na região de Roquefort-sur-Soulzon. O fungo que confere as características do queijo (Penicillium roqueforti) é encontrado no solo dessas grutas.

Quanto à textura, o Gorgonzola maturado tende a ser mais firme e menos cremoso que o Roquefort.

Diferenças entre os queijos Gorgonzola e Roquefort
Diferença queijo Gorgonzola e Roquefort

Conheça 15 queijos europeus mais apreciados no mundo todo.

Perguntas frequentes sobre o queijo Gorgonzola

Como conservar o queijo Gorgonzola?

O queijo gorgonzola deve ser guardado na geladeira embalado em papel alumínio ou filme PVC. Um queijo bem embalado durará de 3 a 4 semanas na geladeira.

Para consumir, retire o queijo da geladeira com 30 minutos de antecedência.

Queijo gorgonzola estraga?

Sim, o queijo estraga mesmo na geladeira. Nesse caso, a textura fica mais dura e o queijo desenvolve uma cor mais escura e cheiro muito forte.

Qual queijo pode ser usado para substituir o gorgonzola?

O queijo azul, ou tipo gorgonzola, é bem fácil de encontrar nos supermercados brasileiros. Se quiser substituir em uma receita, a opção lógica é optar por outro queijo da família de queijos azuis, entre eles Roquefort, Stilton, ou Danish Blue.

Queijo gorgonzola tem lactose?

Os queijos curados, como o gorgonzola, contêm traços mínimos de lactose, e em geral são bem tolerados por quem tem intolerância a este açúcar.

No entanto, como os níveis de intolerância variam de pessoa a pessoa, é sempre bom ler o rótulo do queijo que for comer para se certificar se o produto é adequado.

Em geral, se nas informações nutricionais a quantidade de carboidratos é igual a 0, o queijo tem zero ou pouquíssima lactose (0,063 g/100 g).

Receita de molho gorgonzola mais fácil do mundo

Molho Gorgonzola (mais fácil do mundo)

Um molho versátil e delicioso que pode ser usado em massas, carnes e saladas
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Preparo: 5 minutes mins
Cozimento: 5 minutes mins
Porções: 4
Servir como: Molho

Ingredientes
  

  • 200 g de queijo tipo gorgonzola (1 cunha)
  • ¼ xícara creme de leite
  • pimenta do reino

Modo de preparo
 

  • Corte o queijo em pedaços pequenos.
  • Para derreter o queijo, faça um banho maria. É simples: leve ao fogo uma panela com um pouco de água e nesta panela encaixe uma outra panela ou tigela resistente ao calor (vidro ou inox).
  • Junte os pedaços de queijo e espere derreter, mexendo ocasionalmente.
  • Quando o queijo estiver derretido, acrescente o creme de leite e misture bem. Tempere com pimenta do reino a gosto.
  • Desligue o fogo e misture o molho de gorgonzola à massa ou prato que for servir.

Dicas

Use este molho para massas, saladas ou carnes.
Se quiser dar mais sabor, acrescente nozes picadas ou outro tipo de castanha.
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Palavra chave: molho de gorgonzola, molho para macarrão

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E se você fizer o molho de gorgonzola ou outra sugestão deste artigo, poste uma foto marcando o @bemafiada nas redes sociais.

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O que é molho inglês e como usar

30 de junho de 2021 by Eneida Deixe um comentário

Um molho escuro e forte usado na Inglaterra desde o século XIX. Aprenda o que é molho inglês e como usar este condimento nas receitas.

É certo que o chamado Molho Inglês tem sua origem nas terras da Rainha, mas não se espante se um verdadeiro britânico não souber o que é um “English Sauce“.

Acontece que, em inglês, o molho é chamado de Worcestershire Sauce, ou simplesmente Lea & Perrins, que são os fabricantes originais a quem se credita a invenção do molho inglês. Outra variação do nome, usada especialmente nos Estados Unidos, é Worcester Sauce.

O que é molho inglês e como usar

O que é Molho Inglês ou Molho de Worcestershire?

O molho inglês fabricado no Brasil é um condimento que procura replicar o sabor do molho original inglês chamado Worcestershire Sauce.

O original é um molho marrom escuro fermentado, que é feito de uma lista grande de ingredientes, entre eles: anchova, cebola roxa, alho, extrato de tamarindo, melaço, vinagre de álcool e vinagre de malte. Esta receita é feita pelo fabricante Lea & Perrins (atualmente parte do grupo Heinz) desde o século XIX.

O processo começa quando o alho e a cebola roxa são colocados em barris com vinagre e especiarias e lá permanecem por até 2 anos. Em outros barris, são colocadas as anchovas, que são curadas no sal também por vários meses.

Esses três ingredientes principais são depois misturados aos outros elementos da receita. O extrato de tamarindo confere um sabor azedinho único ao molho, que conta também com uma mistura secreta de especiarias e temperos.

O molho então “amadurece” em grandes barris por vários meses e depois deste período é filtrado, pasteurizado e engarrafado.

Interessante notar que o molho inglês original Lea & Perrins não contém preservantes artificiais. O próprio vinagre e mistura de temperos garante a duração do molho por até 18 meses.

O molho inglês Worcestershire Sauce é exportado para mais de 130 países, segundo o fabricante. Inclusive para o Brasil, onde pode ser encontrado em diversos supermercados e lojas especializadas.

Leia também: Como usar gengibre na comida

Qual é o gosto do Molho Inglês?

Como resultado do longo processo de fabricação, temos um sabor característico bem concentrado e temperado. Ele tem o azedo do vinagre e do tamarindo, mas também o doce do melaço. Dizem que é cheio de “umami“, o quinto sabor.

Não é possível distinguir o gosto das anchovas e o gosto do vinagre também mais se assemelha ao vinagre balsâmico porque é um pouco adocicado.

Tanto o ketchup quanto o molho barbecue têm sabores que de alguma forma lembram o molho inglês, já que têm ele como ingrediente. Mas o Worcestershire Sauce é bem mais concentrado e forte.

Em geral, algumas gotas de molho inglês são suficientes para dar muito sabor a sopas, ensopados, molhos, sanduíches, marinadas, saladas e até o famoso drink Bloody Mary!

Como usar molho inglês na comida (e bebida)

É um molho bem versátil, que combina com vários alimentos. Entre eles, os que já têm sua boa porção de umami, como cogumelos, queijos e tomates, mas também carnes, peixes, e outros legumes.

Veja a seguir algumas formas de usar molho inglês na comida.

1. Molho para a Caesar Salad

O Worcestershire Sauce é um dos ingredientes básicos do molho da Caesar Salad e juntamente com as anchovas confere o gosto tão característico desta salada. Na verdade, dá até para fazer a salada sem acrescentar as anchovas, ingrediente não muito comum de ser ter na despensa!

Como estão presentes no Worcestershire Sauce, a salada não perde muito o gosto tradicional. Veja a receita no final desta página.

Como usar molho inglês - salada caesar
Caesar salad

2. Pratos com carne

O molho inglês combina muito com carne de boi ou de porco. Tanto no churrasco como em ensopados que levam carne, uma colherinha do Worcestershire faz diferença.

Em especial, a Cottage Pie, espécie de “escondidinho” de carne e purê de batatas tradicional da Inglaterra tem o molho inglês como um dos ingredientes. Veja a receita aqui.

Da próxima vez que for fazer estrogonofe de carne, acrescente uma colher deste tempero! Outros pratos de carne que vão combinar com o Worcester Sauce são: bolo de carne moída, almôndegas ou até mesmo hambúrguer.

Como usar molho inglês - escondidinho de carne a inglesa
Cottage Pie

3. Molhos e marinadas

O molho inglês é um dos ingredientes de dois outros molhos muito populares, especialmente para os amantes da carne: o molho Barbecue e o Ketchup. Veja aqui nossa receita de molho barbecue caseiro e delicioso.

Pode ser usado também para marinadas de carne ou frango. Veja o vídeo abaixo esta ideia para marinar carne para churrasco.

4. Pratos com queijo

Cheese on toast (queijo na torrada) nada mais é que um lanche inglês que consiste de uma fatia de pão torrado, na qual se espalha mostarda inglesa e queijo em fatias ou ralado. Sobre o queijo, umas gotas de molho inglês. Alguns minutos no forno e o queijo fica bem derretido e saboroso. Os ingleses comem cheese on toast acompanhado de picles de cebola ou de um bom chutney.

A variação do País de Gales deste prato é chamada de Welsh Rarebit. Neste caso, a torrada é coberta com uma mistura de queijo, cerveja ou creme de leite e molho Worcestershire. Da mesma forma que o Cheese on Toast, o queijo deve ser derretido no forno.

Como usar molho inglês
Cheese on toast

Já o molho de queijo Cheddar é usado na Inglaterra para dar uma camada de gostosura em legumes, massas ou carnes.

É uma mistura de molho branco (2 xícaras) com 1/2 xícara de queijo cheddar ralado (ou outro queijo que derreta bem), 1/4 de colher de chá de mostarda em pó e 1 e 1/2 colher de chá de molho inglês. Basta aquecer o molho em uma panelinha e acrescentar a mostarda e o queijo. Misture até derreter o queijo e então acrescente o molho inglês.

Sirva sobre vegetais, como couve flor, ou como molho para macarrão, peixe ou carne.

5. Bloody Mary

Não sei se ainda se usa tomar este drink que é feito com vodka e suco de tomate temperado com vários temperos, incluindo raiz forte, tabasco e molho inglês. Acredite ou não, este cocktail era muito usado para curar ressaca (!)

Receita de Bloody Mary com molho inglês
Receita de Bloody Mary

Perguntas frequentes sobre o molho inglês Worcestershire sauce

O que substitui molho inglês em uma receita?

Embora com características particulares, o molho de soja (shoyu) é usado para substituir o molho inglês em algumas preparações. Ele não tem o azedo do molho inglês, mas isso pode ser resolvido acrescentando algumas gotas de vinagre.

Existem outras substituições, como fish sauce (molho de peixe tradicional da culinária asiática), molho de ostra, pasta de tamarindo e outras combinações pouco encontradas no Brasil.

O molho inglês brasileiro é igual ao Worcestershire Sauce?

Não, tanto os ingredientes usados quanto o processo de fabricação diferem. No molho inglês da marca Kitano, por exemplo, encontramos os seguintes ingredientes, conforme o rótulo:

Vinagre, água, açúcar, molho de soja, extrato de tomate, sal, cenoura, alho, proteína hidrolisada de soja, extrato de carne, mostarda, louro, canela, coentro, cravo, pimenta-do-reino preta, salsa, salsão, cebola e gengibre. Corante caramelo III (processo amônio). Conservante: benzoato de sódio.

Nota-se que não há anchova nem a pasta de tamarindo, característico do molho Worcestershire Lea & Perrins (o original).

Embora seja uma tentativa de se chegar a um sabor semelhante, para os puristas, o resultado deixa um pouco a desejar!

Molho inglês é vegetariano/vegano?

Não, o molho inglês contém produtos de origem animal. O original inglês contém anchova, que é um peixe. Já o similar brasileiro, em geral, contém caldo, ou extrato de carne.

Molho inglês tem glúten?

Em geral, o molho inglês contem glúten. Tanto a versão original, que tem vinagre de malte, quanto as versões brasileiras que tem molho de soja.

Molho inglês é o mesmo que creme inglês?

Não, o creme inglês é um molho doce, feito com gemas, creme de leite e baunilha.

Já o molho inglês é um molho fermentado e salgado usado para condimentar alimentos salgados.

Como se pronuncia Worcestershire sauce?

Ouça a seguir a pronúncia britânica deste nome, que se aproxima de /Wus-ter-sher sós/

Você pode precisar:

Batedor de arame

Descascador de legumes

Saladeira de bambu

Receita de Salada Caesar com Molho Inglês Worcestershire Sauce

Salada Caesar clássica

Uma versão da clássica Caesar Salad da maneira como deve ser feita. As anchovas da receita original foram substituídas pelo molho inglês Worcester Sauce, mas o sabor permanece o mesmo.
www.bemafiada.com
Preparo: 15 minutes mins
Porções: 4
Servir como: Salad

Equipamento

  • Batedor de arame (fouet)
  • Descascador de legumes
  • Saladeira

Ingredientes
  

Para o molho

  • 1 dente de alho
  • 1 gema de ovo
  • 1 colher de chá de mostarda de Dijon
  • ½ xícara de óleo vegetal
  • 1 colher de sopa suco de limão siciliano
  • 1 colher de sopa de molho inglês (Worcestershire Sauce)
  • ¼ xícara queijo parmesão ralado
  • sal e pimenta do reino

Para os croutons

  • 1 pão ciabata ou baguete
  • 1 dente de alho
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva

Para servir

  • 1 maço de alface romana ou americana
  • Lascas de queijo parmesão

Modo de preparo
 

Para o molho

  • Em uma tigela, amasse o alho juntamente com uma pitada de sal até que vire uma pasta. Acrescente a gema e a mostarda e misture.
  • Comece a acrescentar o óleo lentamente, gota a gota para começar, sempre batendo com um batedor de arame (fouet). O molho vai engrossando, ficando mais claro e opaco. Nesse ponto, você pode acrescentar o óleo mais rapidamente, mexendo sem parar.
  • Quando todo o óleo tiver sido incorporado e o molho estiver com consistência de maionese, acrescente o suco de limão e o molho inglês. Junte o parmesão ralado e tempere com sal e pimenta do reino.

Para os croutons

  • Descasque um dente de alho e, com a lâmina da faca, esprema o alho. Esfregue este alho em toda a crosta do pão. Parta o pão em fatias ou cubos.
  • Em uma assadeira, despeje metade do azeite. Acrescente o pão e mexa a assadeira para cobrir o pão com o azeite. Regue com a outra metade de azeite e, se gostar, mais alho.
  • Coloque a assadeira no forno pré-aquecido a 180 graus e deixe dourar por cerca de 10 a 15 minutos.

Para montar a salada

  • Lave e seque bem a alface. Separe as folhas e coloque na travessa em que for servir.
  • Despeje o molho por cima do alface, junte os croutons e dê uma boa mexida.
  • Com um descascador de legumes, retire lascas do queijo parmesão. Disponha as lascas sobre a salada.

Dicas

Caso tenha restrição a comer ovo cru, cozinhe o ovo por apenas três minutos, para que a gema permaneça mole. 
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Palavra chave: Caesar Salad, molho para salada

Para descobrir mais sobre outros temperos e ingredientes, leia nosso blog.

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Como usar paprica doce

21 de junho de 2021 by Eneida 3 Comentários

A páprica é uma das especiarias mais populares do mundo. Aprenda neste artigo como usar paprica doce para dar mais cor e sabor a seus pratos

Obtida a partir da moagem de pimentões e pimentas secas, a páprica varia em ardência, indo do tipo sem nenhuma ardência até as mais apimentadas.

Algumas versões, especialmente as espanholas, são também defumadas, o que confere uma camada extra de sabor.

Como usar páprica doce

As pimentas e pimentões escolhidos são secos, algumas vezes defumados, e então moídos para se transformarem em um pó de cor avermelhado que é usado para temperar, dar cor ou ornamentar diversos pratos.

Existem três tipos principais de páprica a depender do tipo de pimenta e pimentão de que é feita e do processo de fabricação:

  • páprica doce,
  • páprica picante e
  • páprica defumada.

Neste artigo, falamos da páprica doce, que é um dos tipos mais comuns.

O que é páprica doce?

A páprica doce na verdade não é adocicada. Ela simplesmente não tem o sabor picante acentuado de outras variedades. É bem mais suave que a páprica picante e assim pode ser considerada com a páprica básica.

Em geral é feita a partir de pimentões “doces” (que não são ardidos), ou não contém as sementes e membranas que conferem a ardência às pimentas.

De onde vem a paprica?

O pimentão/pimenta é originário do México e foi levado à Europa e outros países pelos “descobridores” no século XVI. O nome do tempero deriva da palavra húngara “paprika” que significa pimentão no idioma.

Atualmente as pápricas mais famosas vêm da própria Hungria e da Espanha, mas outros países também produzem a especiaria, entre eles os Estados Unidos e o México.

Paella espanhola

Na Espanha, onde é conhecida como pimentón, é um dos ingredientes essenciais para se fazer paella além de linguiças, chouriços e outros preparos. Também na Hungria, a páprica é usada em pratos típicos, como o goulash.

Leia também: pimenta calabresa – o que é e como usar

Como usar páprica doce

1. Temperar ensopados, assados, curries e outros pratos

Como a páprica doce tem sabor suave, ela pode ser usada em diversas preparações. O tempero é tão versátil que combina com ovos, carne, frango, peixe, frutos do mar, legumes, arroz, vários tipos de batata, entre outros. Vai muito bem em ensopados, massas e molhos cremosos.

A paprica doce, como foi dito, não é usada para dar ardência ao prato, mas traz um sabor único que resulta da mistura de pimentões e pimentas. A páprica doce contrabalança os sabores fortes de outros temperos, acrescentando um sabor característico que combina muito bem com quase tudo.

Como usar: na maioria das receitas, a páprica é adicionada nos minutos finais do processo de cozimento. O calor prolongado prejudica tanto o sabor quanto a cor do tempero.

Goulash - prato típico da Hungria que é feito com páprica
Goulash – prato típico da Hungria

2. Dar cor aos pratos

Outra forma de usar a páprica doce é como corante alimentar. Como tem uma cor avermelhada vibrante, ela é usada no lugar de corantes artificiais.

No Brasil, temos o colorau que é feito de sementes de urucum, também um corante alimentar natural.

A diferença entre páprica doce e colorau é que, além da cor, ela acrescenta também um sabor interessante, o que não acontece com o urucum ou colorau.

Curiosidade: em Portugal a páprica é chamada de Colorau

3. Finalizar ou enfeitar pratos

Além de ser usada no cozimento, a páprica doce pode ser usada na finalização de pratos. Como tem sabor suave e rústico, pode ser salpicada em diversos alimentos, entre eles ovos, batatas, arroz e até pipoca.

Como usar: Salpique em massas, ensopados ou sopa logo antes de servir. Um pouquinho de páprica doce faz com que uma salada de batata ou de ovos se torne mais atraente, além de mais interessante em termos de sabor. É também usada em batatas fritas e em pipoca. Já experimentou?

pipoca com páprica
Pipoca com páprica

4. Como usar páprica doce no frango

Quer saber como usar páprica doce no frango?

Para variar o franguinho à milanesa, misture um colher de páprica na farinha de rosca, tempere com sal e pimenta e você terá um franguinho empanado com uma camada extra de interessância, além da cor diferente que chamará atenção.

Leia também: bases aromáticas e refogados de diversos países

O que substitui paprica doce?

Caso você não tenha a páprica doce pedida na receita, a primeira opção seria substituir por outro tipo de páprica. Certamente há muito em comum entre elas, mas há que se considerar que elas têm diferenças, especialmente quanto à ardência. Por isso, preste especialmente atenção se já há na receita outros ingredientes picantes para não exagerar.

Da mesma forma e com o mesmo cuidado, você poderia usar chili powder, que é um tempero em pó que mistura pimenta caiena ou malagueta, páprica doce, cominho, orégano e outros temperos. É muito usado na culinária mexicana, ou Tex-Mex.

A noz moscada também é usada como substituo da páprica doce porque tem um sabor que remete ao gosto do pimentón, mas neste caso, não acrescenta a cor vermelha característica da páprica.

Onde comprar páprica doce?

É facilmente encontrada nos supermercados, na seção de temperos. A páprica doce é vendida em vidros, latas ou sachês, e pode também ser comprada a granel em lojas especializadas.

No Brasil, existe também uma mistura de páprica com pimenta malagueta, que seria mais semelhante à páprica picante.

Em lojas de alimentos importados, encontram-se também versões espanholas e húngaras, que são as mais famosas.

Leia aqui nossas dicas para iniciantes na cozinha

Como armazenar páprica doce

A páprica deve ser armazenada em local fresco e escuro.

Para aproveitar todo o sabor é aconselhado usar o tempero em até 6 meses.

Diferença entre páprica doce, páprica picante e páprica defumada

Páprica picante

A páprica picante ou apimentada é produzida da mesma forma que a páprica doce. A diferença é que ela é feita de pimentas e pimentões mais picantes, ou incluem as partes onde há mais capsaicina, a substância que confere o ardor característico às pimentas.

Páprica defumada

A defumação é um método de preparação da páprica mais característico da Espanha. O processo de secagem tradicional inclui a defumagem natural, que é feita com queima de lenha de carvalho. Tanto a páprica picante quanto a doce podem ser defumadas.

Paprica

Páprica espanhola

A páprica espanhola pode tanto ser doce quanto picante. O ardor varia conforme a pimenta usada, mas varia de suave a muito ardida. Tradicionalmente as pimentas são secas em fornos de lenha, o que acrescenta o saboroso gosto defumado.

As pápricas mas famosas da Espanha vêm de La Vera, região próxima da fronteira com Portugal, que produz a páprica defumada (tanto apimentada quanto suave) e da região de Murcia, onde é produzido o pimentón dulce (páprica doce).

Páprica húngara

Dizem que na Hungria a páprica está sempre presente na mesa e é tão popular quanto o sal e a pimenta do reino. Ela dá cor e sabor ao prato mais tradicional do país, o goulash. São oito variedades de páprica húngara, a depender do nível de ardência e da cor. Elas variam desde a mais suave e de cor vermelho vibrante até as mais ardidas e de cor alaranjada.

Em geral, a páprica húngara difere da páprica espanhola por não ser defumada e ter um sabor mais suave.

Benefícios da páprica para a saúde

Não somos especialistas em saúde e nutrição, mas segundo este website, a páprica tem muitos nutrientes e poucas calorias.

Uma colher de sopa (6,8 g) de páprica garante:

  • quase 20% das necessidades diárias de vitamina A
  • altas quantidades de antioxidantes, incluindo a vitamina E (13% das necessidades diárias), que protege as células dos problemas causados pelo radicais livres.
  • 9% das necessidades diárias de vitamina B6
  • 8% das necessidades diárias de ferro

Leia também: Lista de 12 livros de receitas que todo mundo deveria ter em casa.

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Como usar gengibre na comida

15 de junho de 2021 by Eneida Deixe um comentário

Gengibre é uma especiaria deliciosa e versátil que pode acrescentar muito sabor nas suas receitas. Veja neste artigo diversas formas de como usar gengibre na comida

Além de acrescentar um sabor muito característico – quente, doce e temperado – aos pratos, o gengibre também tem suas propriedades medicinais. Ele é usado, entre outras finalidades, para acalmar náuseas e como anti-inflamatório e analgésico.

A especiaria é usada tanto em receitas doces quanto salgadas e com ela são feitas também bebidas, como chás e sucos. No Brasil, é um dos ingredientes indispensáveis do Quentão, bebida tradicional das festas juninas.

Como usar gengibre na comida

A parte da planta Zingiber officiale que é usada como uma especiaria é na verdade seu rizoma: caule subterrâneo cheio de nutrientes. Nativo do sudeste da Ásia, o gengibre pertence à mesma família do cardamomo e da cúrcuma.

Assim como diversas outras especiarias, foi levado da China e da Índia para o resto do mundo e hoje é usado na culinária de diversos países.

O que você verá neste artigo:
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  • Tipos de gengibre
  • Como armanezar gengibre
  • Como descascar gengibre
  • Como ralar gengibre
  • Gengibre fresco x seco (em pó)
  • Como congelar gengibre
  • 10 formas de usar gengibre na comida

Tipos de gengibre

Fresco

É comum vermos o gengibre na sua forma fresca, que se apresenta com casca bege fina e polpa amarelada com fibras. Nas receitas, ele é usado de forma ralada, em fatias ou lascas.

O gengibre é um ingrediente muito presente na culinária asiática em geral. Ele acrescenta uma ardência e um frescor às receitas, muito diferente do que se obtém com pimentas ou outros temperos também usados.

Ele também vai bem com receitas que pedem açúcar, como biscoitos, bolos e até aquele chazinho tão refrescante e delicioso.

Além da versão fresca e natural, o gengibre também é encontrado em outras formas:

Em pó / moído

O gengibre em pó ou moído é vendido nos supermercados em potes ou saquinhos. Ele é usado especialmente para fazer biscoitos, bolos e cookies.

Embora não tenha a mesma pungência da versão fresca, o gengibre em pó é mais concentrado que o fresco. Por isso, para substituir 1 colher de sopa de gengibre fresco usa-se somente 1/4 de colher de chá de gengibre moído.

Mas note que não é aconselhável substituir o que é pedido na receita, especialmente em pratos salgados, em que o gengibre fresco faz muita diferença.

Em conserva

O picles de gengibre – chamado gari ou beni shoga – é uma iguaria da culinária japonesa que é acompanhamento clássico do sushi e sashimi. Ele é feito com vinagre de arroz e açúcar.

Cristalizado

O gengibre também pode ser cristalizado em uma calda doce e depois coberto com açúcar. É bem fácil fazer em casa, mas é possível encontrar à venda em lojas de doces.

Como usar gengibre na comida - cristalizado
Gengibre cristalizado

Como armanezar gengibre

Eu costumo deixar as raízes de gengibre com casca fora da geladeira e elas duram umas duas semanas. Uma vez descascado, coloco em um saquinho tipo Ziploc e deixo na geladeira.

Mas como o gengibre começa a escurecer quando descascado, não é uma boa ideia descascar mais do que se pretende usar.

De qualquer forma, para guardar na geladeira, certifique-se de que o pedaço está bem seco para que se mantenha fresco por mais tempo. Guarde em um saco plástico bem fechado, ou embrulhe em um pano encerado.

Leia também: como usar salvia na comida

Como descascar gengibre

Para descascar o gengibre, comece por tirar com uma faquinha os gomos laterais e as pontas, caso estejam aparentando estar velhas.

Uma vez que esteja com um pedaço mais uniforme, use um descascador de legumes para retirar a pele.

Se não tiver o descascador, use uma colher de chá, que faz muito bem o papel, pois alcança todas as dobrinhas.

Leia também: Dicas para iniciantes na cozinha

Como ralar gengibre

O ralador tradicional de gengibre é de cerâmica e no lugar dos furos de um ralador normal, tem umas protuberâncias por onde você passa a raiz.

Dessa forma, as fibras do gengibre se separam da “polpa”, e você tem o gengibre ralado pronto para usar. Veja abaixo um ralador muito eficiente.

Ralador de gengibre e noz moscada Fackelman

Ralador de fácil utilização, feito em cerâmica com base antiderrapante.

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Quem não quer investir em um ralador especial para este tipo alimento, pode usar o ralador comum de inox, especialmente os raladores planos.

Atenção no entanto para o fato de que os fios ou fibras do gengibre podem grudar e acabar entupindo os furos do ralador. Mas fazendo a tarefa com calma e paciência, dará sempre certo.

Ralador Tramontina Utilita

Ralador de inox, adequado para ralar queijos, cítricos, chocolate, entre outros.

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Gengibre fresco x seco (em pó)

O gengibre fresco normalmente entrega um sabor mais complexo que o do gengibre seco (em pó) e, por isso, são usados em receitas diferentes. Em geral, não se substitui um pelo outro em uma receita.

O gengibre em pó é usado em receitas de biscoitos, cookies, bolos e outras receitas de confeitaria.

Já o gengibre fresco é mais usado em receitas salgadas – ensopados, sopas, curries -, para fazer chá e para fazer conservas ou gengibre cristalizado.

Como congelar gengibre

Normalmente a gente compra um pedaço de gengibre maior que o vamos usar imediatamente. Se você não usa o tempero com frequência, não quer desperdício, ou simplesmente quer ter mais praticidade na próxima vez que for usar o gengibre, congele!

Para isso, basta ralar e colocar o gengibre ralado em uma forma de gelo. Quando congelar, você pode retirar os cubinhos congelados e deixar em um saco plástico no congelador.

Na hora de usar, o cubinho (que equivale aproximadamente a uma colher de sopa) vai direto para panela.

Outra opção é congelar os pedaços descascados e deixar para ralar quando precisar usar. Dizem que fica mais fácil de ralar do que o gengibre fresco. Eu ainda vou tentar para contar aqui minha opinião, já que até hoje sempre ralei o gengibre fresco.

Leia também: como usar páprica na comida

10 formas de usar gengibre na comida

O gengibre pode ser usado em pratos salgados e doces, além de bebidas. Ele pode ser adicionado diretamente à panela, com outros temperos, ou ser usado em molhos e marinadas.

Veja a seguir algumas sugestões para usar gengibre.

1. Fazer um molho teriyaki

O molho teriyaki é um molho adocicado muito utilizado na culinária japonesa. Ele é usado para regar carnes e peixes grelhados ou assados, ou para fazer uma marinada. O molho dá a carne um glacê, ou lustre brilhante, além do gostinho agri-doce.

Os ingredientes do molho teriyaki são:

  • 1/4 de xícara de molho de soja shoyu,
  • 1/4 de xícara de sakê mirin (sakê adocicado),
  • 1 colher de chá de gengibre ralado,
  • 1 dente de alho picado,
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo.

Misture todos os ingredientes em uma panela e cozinhe até que o molho esteja encorpado. Para engrossar, acrescente 1 colher de sopa de amido de milho, dissolvido em um pouquinho de água, e mexa bem.

2. Misturar na salada

Você vai se surpreender com o sabor que a salada ganha ao acrescentar lascas ou fatias finas de gengibre. A sua salada favorita ganhará um frescor delicioso só com um pedacinho de cerca de 2 cm para cada prato de folhas.

5. Incrementar o picadinho oriental (stir-fry)

O stir fry é uma técnica da culinária chinesa de fritar pedaços de verduras, legumes e carnes em um pouco de óleo, mexendo sem parar. Geralmente se usa uma frigideira especial, wok, que tem as laterais bem altas.

Os legumes incluem broto de feijão, cenoura, cebola, pimentão, brócolis, entre outros. Os alimentos podem ser salteados juntamente com alho e gengibre e, para finalizar, acrescenta-se um pouco de shoyu e mel.

Como usar gengibre na comida - stir fry
Stir fry na Wok

3. Fazer marinada para carnes e frangos

Uma outra forma de como usar gengibre na comida, além de ser usado no molho teriyaki, o gengibre é um ótimo ingrediente para marinar carnes e frangos.

Eu faço uma marinada que aprendi com a Rita Lobo. Misturo o suco de uma laranja com 2 colheres de chá de gengibre ralado, 1 colher de sopa de mel, 2 dentes de alho ralado, sal e azeite a gosto.

Misturo todos os ingredientes e coloco em um saco tipo Ziploc com bifes de frango ou boi. Deixo na geladeira por 30 minutos e está pronto (e delicioso) para grelhar ou assar.

Leia também: frango desfiado na panela de pressão elétrica

4. Fazer uma deliciosa sopa – como usar gengibre na comida

Uma das sopas favoritas da minha casa é a sopa de cenoura e gengibre. É bem fácil de fazer e vai bem como entrada de um jantar mais completo, ou como refeição, servida com pedaços de pão.

6. Fazer cookies e biscoitos

Gingerbread é como é chamado o biscoito de gengibre tradicional de Natal dos Estados Unidos e outros países do hemisfério norte.

A receita leva gengibre em pó e canela e os biscoitos são moldados como bonecos ou enfeites de árvore de natal. A decoração é feita com glacê. Aprenda a fazer com esta receita.

Gingerbread - biscoito de gengibre
Gingerbread cookies

7. Incluir na receita do pão

Assim como os biscoitos de gengibre, também o pão de gengibre tem gostinho de Natal. Achei muito interessante esta proposta de misturar gengibre com abobrinha para o pão. Ficou muito gostoso e nutritivo.

8. Acrescentar em sucos e smoothies

Nada melhor que começar o dia com um suco nutritivo para dar energia. E o gengibre, com todos os benefícios que oferece, deveria ser sempre incluído como ingrediente.

Quer fazer um suco delicioso com gengibre? É só bater no liquidificador os seguinte ingredientes:

  • 1 banana picada
  • 1 kiwi picado
  • 1 pote de iogurte natural
  • 1 colher de chá de gengibre
  • Mel a gosto

9. Tomar um delicioso chá de gengibre, limão e mel

Eu adoro chá de gengibre e limão siciliano e até muito recentemente comprava os saquinhos da marca Twinnings. Até que descobri que podia fazer em casa!

Eu uso um infusor, porque acho mais prático, mas quem não tem infusor pode fazer diretamente na panela.

É só ferver a água juntamente com alguns pedaços de gengibre, deixar em infusão por cerca de 10 minutos e depois coar. Transfira para a xícara e acrescente o limão e o mel.

Como fazer chá de gengibre, limão siciliano e mel

10. Fazer gengibre cristalizado para acompanhar o chá

Gengibre cristalizado é uma delícia e você pode comprar no seu mercado favorito ou fazer em casa. Assim, você aproveita todos os benefícios do gengibre em pequenas porções que podem ser servidas com seu chá ou como parte do lanche.

Estas foram nossas sugestões de como usar gengibre na comida. E você, qual é a sua forma favorita de comer gengibre?

Leia também: como usar aspargos

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Queijo Asiago: um excelente queijo italiano

27 de maio de 2021 by Eneida 1 comentário

Conheci o queijo Asiago em uma viagem que fizemos pelo norte da Itália. A vila de Asiago fica na província de Vicenza, 130 km noroeste de Veneza. É um local visitado por turistas tanto nas férias de verão quanto no inverno.

Asiago se localiza em um planalto chamado Altopiano de Asiago, ou Planalto de Sete Municípios (Altopiano de Sette Comune). É uma região lindíssima, com campinas verdes, florestas e rios correndo em vales. Ainda não estamos nos Alpes, mas quase lá.

Entre as atrações turísticas, o queijo Asiago é um destaque.

Pedaço de queijo asiago - como comer queijo asiago

Queijo asiago: qualidade e tradição

Asiago é um queijo de leite de vaca produzido nas montanhas de Asiago, na região do Vêneto, no nordeste da Itália.

É um dos queijos italianos com o selo de Denominação de Origem Protegida (Denominazione d’Origine Protetta – D.O.C.). Isso garante que a produção do leite e do queijo é feita em uma determinada região e com métodos tradicionais. É uma marca de excelência e garantia de alto padrão de qualidade do produto.

Logo Queijo Asiago DOP

Existem duas categorias deste queijo, de acordo com o tipo de leite usado na fabricação e no tempo de maturação:

  • “Asiago Pressato“: é o queijo mais fresco que é fabricado a partir de leite integral. O queijo passa pelo processo de maturação por cerca de 20 dias e assim tem um sabor mais suave e mais macio que o Asiago maduro. Tem furos pequenos na parte interna (olhaduras) e é produzido em cilindros de 30 a 40 cm de diâmetro e 11 a 15 cm de altura.
  • “Asiago d’allevo“: esta versão do queijo é elaborada com leite parcialmente desnatado e passa por um período de maturação que varia de três meses até dois anos: Mezzano com 4 a 6 meses de cura; Vecchio, com no mínimo 10 meses e Stravecchio com no mínimo 15 meses. Quanto mais maduro é o queijo, mais marcante é o sabor. A textura também se torna mais dura e quebradiça à medida que o queijo envelhece. É produzido em cilindros de 30-36 cm de diâmetro e 9-12 cm de altura.
Informações sobre queijo Asiago

Conheça também o Queijo Emmental, o Rei dos queijos suíços.

Como comer o queijo Asiago

O Asiago Fresco pode ser fatiado e comido simplesmente com um pedaço de pão ou torrada, e pode ser também derretido para fazer sanduíches, cobertura de pizza, molho para massa ou risoto.

Já o Asiago Maduro é degustado em tábuas de queijo e também usado como queijo ralado em saladas, sopas, massas e molhos.

A casca do Asiago é comestível?

A casca do queijo fresco é bem fina e macia e pode ser comida. Já a casca do Asiago D’Allevo é mais dura, como a do queijo parmesão. Assim, não é boa ideia dar uma mordida, mas ela pode ser usada em molhos para dar um sabor extra.

Breve história

O queijo vem sendo produzido no planalto de Asiago há mais de mil anos. Inicialmente, era usado o leite de ovelha, mas desde o século XVI, o leite de vaca se tornou a principal matéria prima.

A versão mais antiga do queijo é a versão madura. A versão Pressato (fresca) nasceu no início do século XX. Com sabor doce e leve, conquistou o paladar de muita gente.

Leia também: 15 queijos europeus para você conhecer

Asiago na Itália
Asiago

Vinhos que combinam com queijo Asiago

Como o queijo Asiago d’ Allevo tem um gosto bem pronunciado, ele combina com vinhos tintos. A região de Veneto produz vinhos tintos de qualidade, como o Merlot e Valpolicella. Por outro lado, o Asiago Pressato por ser um queijo leve e suave combina com vinhos brancos ou rosés.

O que substitui o Asiago?

O substituto usual para o queijo Asiago Maduro é o queijo parmesão. Outros queijos semelhantes são o Pecorino e o Grana Padano. Já para o queijo fresco, pode-se usar queijo emental ou outro queijo suíço suave.

Leia também: Tudo sobre o queijo brie

Diferença entre Asiago, Pecorino e Parmesão

Estes três queijos italianos têm aparência bem semelhante e chegam até a confundir o consumidor. Os três podem ser ralados e usados em massas, risotos e molhos, assim como servidos em sanduíches ou tábuas de queijo.

Em geral são as seguintes as características de cada um deles:

Pecorino é um queijo de leite de ovelha que normalmente passa pelo processo de maturação por cerca de 1 ano. Em geral tem sabor mais acentuado que o do parmesão e também é mais salgado.

Parmesão (Parmigiano Reggiano) é um queijo de leite de vaca que é amadurecido por até 2 anos. Ele tem uma textura dura e quebradiça e um gosto bem característico.

Asiago maduro (D’Alevvo) é feito de leite de vaca e tem um sabor intenso e doce.

Leia também nosso artigo completo sobre o queijo Gorgonzola.

Como conservar

Depois de aberto, conserve o queijo asiago fresco ou maduro na geladeira embalado em plástico ou papel alumínio. Dessa forma ele durará cerca de 4 a 6 semanas na geladeira.

Receita de molho de 4 queijos para macarrão

Este molho de 4 queijos é feito com queijos italianos, entre eles o asiago. É uma forma deliciosa de como comer o queijo asiago.

Receita de molho de 4 queijos para macarrão

Um molho cremoso e maravilhoso com queijos italianos que fica pronto em menos de 30 minutos
www.bemafiada.com
Preparo: 10 minutes mins
Cozimento: 15 minutes mins
Porções: 3
Servir como: Prato principal

Ingredientes
  

  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 2 dentes de alho picados
  • 60 g cream cheese em temperatura ambiente
  • ¼ xícara queijo asiago
  • ½ xícara queijo parmesão e mais para servir
  • ½ xícara queijo pecorino
  • ½ xícara creme de leite
  • 250 g espaguete ou outro formato de massa
  • sal
  • pimenta do reino
  • noz moscada

Modo de preparo
 

  • Rale o queijo parmesão e corte os outros queijos em pedaços.
  • Em uma panela grande, leve 2,5 litros de água para ferver. Acrescente 1 colher de sopa de sal. Cozinhe o macarrão pelo tempo estipulado na embalagem.
  • Em uma frigideira grande, aqueça a manteiga e o azeite em fogo médio. Refogue o alho, cuidando para não queimar.
  • Abaixe o fogo, junte o creme de leite e logo após, o cheese cream. Acrescente, sempre mexendo com um batedor de arame, os queijos pecorino, asiago e parmesão. Mexa até que os queijos derretam e o molho engrosse.
  • Quando o macarrão estiver pronto, escorra separando ¼ da água da fervura. Adicione o macarrão à frigideira com o molho. Junte também a água da fervura e mexa para incorporar todo o molho ao macarrão.
  • Tempere com pimenta do reino e noz moscada. Transfira para uma travessa, coloque o parmesão ralado por cima e sirva imediatamente.
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Palavra chave: macarrão quatro queijos, molho 4 queijos, Quatro queijos

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Queijo brie: o que fazer com esta delícia

20 de maio de 2021 by Eneida 4 Comentários

Tudo sobre o queijo brie você encontra aqui: o que é, com o que combina, com qual vinho harmoniza, receitas com queijo brie

O queijo brie é um dos grandes queijos franceses. Com casca branca aveludada e interior macio e cremoso, o queijo tem sabor suave, porém intenso. É um queijo versátil e delicioso, que pode ser usado de diversas formas.

Queijo brie
O que você verá neste artigo
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  • Como é feito o queijo brie
  • A casca do brie é comestível?
  • Como servir o queijo brie
  • O que combina com queijo brie
  • O que fazer com o queijo brie
  • Queijo brie harmoniza com qual vinho
  • Diferença entre brie e camembert
  • Tipos de queijo brie
  • Queijo para substituir o brie
  • Como guardar queijo brie
  • Receita de queijo brie assado com mel

Como é feito o queijo brie

O queijo brie é um queijo classificado como de massa mole e casca florida.

José Albano do Amarante, no livro Queijos do Brasil e do Mundo, nos explica:

“A massa mole, não é cozida, nem prensada e é curada pelo mofo branco da superfície, causada pela adição à massa do fungo Penicillium candidum. Este fungo, por ser aeróbico, faz que a cura se dê da casca para o centro. Quando o queijo amadurece, a massa torna-se untuosa e com gosto de cogumelos e a casca escurece, ficando acinzentada”.

O queijo brie autêntico (com Denominação de Origem Controlada) é feito exclusivamente com leite de vaca cru. No Brasil e em outros locais, no entanto, é feito também com leite pasteurizado.

O queijo atinge a maturação em cerca de um a três meses, dependendo do seu tamanho.

A cidade de Brie, onde o famoso queijo se origina, se encontra no departamento de Seine-et-Marne, uma região francesa que faz parte da Île-de-France, a cerca de 50 km de Paris.

Atualmente também é produzido em outras partes da França e do mundo.

Leia também: Queijo Asiago: um excelente queijo italiano

A casca do brie é comestível?

Sim é a resposta rápida.

Como afirmado anteriormente, a casca do brie é formada a partir da ação do fungo Penicillium candidum.

Esta casca, além de ser comestível, é considerada por muitos uma verdadeira iguaria, com gosto que complementa o do interior do queijo.

Para os apreciadores do brie, descartar a casca é um pecado ou até uma blasfêmia. E pecado ainda maior é se servir somente a parte interior do queijo, deixando a casca na tábua de queijos. Se o gosto da casca não agradar a seu paladar, deixe ela no seu prato, não na tábua (#ficaadica).

Como servir queijo brie

Para aproveitar todo o sabor especial do brie, é aconselhável retirá-lo da geladeira pelo menos 30 minutos antes antes de servir.

A forma correta de cortar o queijo é em fatias como se fosse um bolo. A ponta da fatia corresponde ao centro do queijo, que é a parte onde o sabor é mais acentuado.

Leia aqui como cortar outros queijos para garantir o sabor.

Dessa forma, todas as fatias devem ter uma parte do centro (ponta), para que ninguém fique sem provar esta parte mais deliciosa do brie.

Para montar um tábua de queijos, tire o queijo da embalagem e, logo antes de servir, corte algumas fatias. O queijo pode endurecer se ficar muito tempo cortado e exposto ao ambiente, por isso não fatie com antecedência.

Disponha o queijo na tábua, juntamente com alguns acompanhamentos.

Como servir brie

O que combina com queijo brie

O queijo brie é uma delícia e pode ser degustado somente com um pedaço de pão francês ou torrada. Dessa forma, o sabor do acompanhamento não compete com o do queijo, algo que os franceses prezam.

Para combinações um pouco mais ousadas, o queijo brie vai muito bem com molhos doces e geleias e fica maravilhoso com mel.

Se a opção for frutas, escolha sabores delicados, como figo, peras ou uvas. E para uma combinação com castanhas, experimente nozes, ou castanha de caju sem sal.

O brie é também consumido quente. É só colocar o queijo inteiro no forno por cerca de 15 minutos. A parte interior fica ainda mais cremosa e se derrete. Quando retirar do forno, derrame sobre a casca um fio de mel e, quando você partir a casca, terá uma mistura deliciosa para passar no pão ou na torrada. Veja abaixo como fazer queijo brie com mel.

Servir o brie com frios como presunto de parma ou mesmo salaminho também faz muito sucesso.

Informações sobre o queijo brie

O que fazer com o queijo brie

  • Faça uma tábua de queijos, juntamente com pães, frutas, geleias, etc.
  • Faça um sanduíche quente de queijo brie com geleia de damasco
  • Asse com massa folhada
  • Use como recheio de pizza
  • Coma uma fatia de brie com frutas como maçã, pera ou uvas
  • Coloque no forno por 15 minutos e coma com uma bela fatia de baguete (pule para a receita)

Queijo brie harmoniza com qual vinho

Os chefs e conhecedores de vinhos dizem que se dois alimentos são produzidos na mesma região, eles combinam (em inglês “what grows together, goes together“).

A região de Champagne na França fica vizinha à Ile-de-France, onde se encontra Seine-et-Merne, local originário do brie. Assim, você pode apostar: brie casa muito bem com champanhe!

Além da champanhe, o queijo harmoniza com vinhos tintos como Merlot, Pinot Noir e Cabernet e vai muito bem com um Rosé suave também.

Queijos e vinhos

Diferença entre brie e camembert

Brie e Camembert são queijos com uma aparência bem semelhante, ambos são macios e cremosos e têm casca branca comestível. Os dois são queijos franceses, mas o brie é originário de Seine-et-Merne (Ile-de-France), e o Camembert, da Normandia.

Embora o sabor seja semelhante, o queijo brie é um pouco mais suave que o do Camembert. Além disso, o brie tem teor de gordura maior que o do Camembert, já que no processo de fabricação é adicionado creme. Assim, embora com textura seja semelhante, o brie é mais cremoso que o camembert. Há inclusive queijos brie com duplo ou triplo creme.

Quanto ao tamanho, o Camembert é menor que o brie, tendo diâmetro de cerca de 12 cm, metade do tamanho usual do brie.

Como é bem grande, é comum se vender o brie original já fracionado (em cunhas ou triângulos). Ele também é vendido como “baby brie”, um queijo circular no tamanho menor.

Segundo a Abiq (Associação Brasileira da Indústria do Queijo), no Brasil, os dois queijos são produzidos industrialmente da mesma forma e a única diferença é o formato.

Diferenças entre Brie x Camembert

Tipos de queijo brie

O queijo brie original tem duas variedades com Denominação Controlada de Origem:

  • Brie de Meaux, tem textura definida e sabor forte e aroma de sutil de creme e de avelã. O queijo tem diâmetro de 36 a 37 cm e pesa entre 2,6 e 3,3 kg. A casca natural é aveludada e branca. Ele é maturado por 4 a 8 semanas.
  • Brie de Melun, tem textura bem mole e tem o gosto mais acentuado que o Brie de Meaux. Com 27 a 28 cm de diâmetro, cada peça pesa entre 1,5 e 2,2 kg. A casca branca aveludada é levemente manchada de vermelho. O Brie de Melun é curado por 5 a 12 semanas.

Essas duas variedades são feitas com leite cru (não pasteurizado) de vaca. Outras variedades são feitas, na França e no resto do mundo, com leite de vaca pasteurizado.

Leia também: 15 tipos de queijo deliciosos para você saborear

Brie derretido com mel e alecrim - o que fazer com queijo brie

Queijo para substituir o brie

O queijo brie pode ser substituído por outro queijo cremoso e macio. O mais semelhante a ele é o queijo camembert.

Conheça também o queijo grana padano, um queijo italiano com Denominação de Origem Protegida

Como guardar queijo brie

Conserve o brie na embalagem original em geladeira. Retire o queijo da geladeira cerca de 30 minutos antes de servir. Assim, ele chega à temperatura ambiente, alcançando assim o melhor sabor e textura ideal.

Após aberto, certamente não vai sobrar! Mas, caso aconteça, embrulhe novamente na embalagem original e, caso não a tenha, embrulhe em papel alumínio ou plástico. Deixe na geladeira por até duas semanas.

A consistência do queijo se altera quando congelado. Caso deseje congelar, deixe descongelar naturalmente na geladeira. Nesse caso, use o brie para cozinhar, não sirva ao natural.

Receita de queijo brie assado com mel

Esta receita é para ser feita no forno comum ou elétrico. Caso tenha um rechaud para queijo (como este), você pode usá-lo para servir e manter o queijo aquecido. Fica uma delícia!

Receita de queijo brie assado

Como transformar o queijo brie em algo sensacional em 15 minutos
www.bemafiada.com
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Preparo: 5 minutes mins
Cozimento: 15 minutes mins
Porções: 1 queijo
Servir como: Snack

Equipamento

  • 1 assadeira pequena
  • 1 rechaud para brie (opcional)

Ingredientes
  

  • 1 queijo brie (125 gr)
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 ramo tomilho ou alecrim (opcional)

Modo de preparo
 

  • Pré aqueça o forno a 180 graus.
  • Retire a embalagem do brie e coloque o queijo inteiro em uma assadeira rasa, ligeiramente maior que o queijo. Coloque por cima o alecrim ou tomilho (se estiver usando). Para facilitar a retirada do queijo depois de assado, você pode colocá-lo sobre um pedaço de papel manteiga.
  • Asse por 15 minutos ou até que esteja derretido. Para verificar se está derretido, aperte gentilmente o centro do queijo: deve estar bem macio a ponto de arrebentar se você colocar mais pressão. Ou use a ponta de uma faca, fazendo um pequeno furo na casca. Se necessário, deixe mais alguns minutos no forno.
  • Retire do forno e transfira para a tábua, ou para a travessa em que for servir. Para isso, puxe pelo papel manteiga, com bastante cuidado.
  • Regue com o mel.
  • Sirva imediatamente com pão ou torradas.

Dicas

  • Compre um queijo brie inteiro (redondo), normalmente chamado de “petit brie”. É comum encontrar no supermercado o queijo brie fracionado, que é vendido em fatias triangulares. Esse não funciona para assar porque o queijo derretido sai pelos lados.
  • Se preferir usar o micro-ondas, basta assar por 2 minutos e então verificar a consistência;
  • Se sobrar, você pode reaquecer no micro-ondas. Comece com 30 segundos e vá verificando a consistência.
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Palavra chave: brie assado, brie com mel, brie no forno

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Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Tipos de queijo: 15 queijos deliciosos para você conhecer

3 de maio de 2021 by Eneida 5 Comentários

Queijo é uma delícia e vai bem sozinho, como ingrediente principal ou secundário de uma receita, ou como finalização de um prato. Conheça neste artigo os diversos tipos de queijo para aumentar ainda mais seu amor por este alimento.

O queijo é um dos alimentos mais antigos – e queridos – da humanidade. Consta que os primeiros fabricantes de queijo habitavam a região da Mesopotâmia, no Oriente Médio. Foram eles que, há mais de 10 mil anos, descobriram como transformar o leite em algo muito mais duradouro, nutritivo, gostoso e saudável.

Na Europa, a produção e consumo de queijo foram difundidos pelos romanos. Com o fim do império, vários locais desenvolveram suas próprias técnicas de produção e assim surgiram diversos queijos com características próprias.

A produção de queijo consiste basicamente na concentração do leite, por meio da eliminação de água pelo soro, tornando-o um produto de volume reduzido, fácil conservação, alto teor nutritivo, fácil digestão e, sobretudo, excelente qualidade gustativa.

José Osvaldo Albano do Amarante, “Queijos do Mundo e do Brasil”
Três tipos de queijo em uma tábua
Tipos de queijo
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  • Quais são os tipos de queijo – classificações
  • País de origem
  • Tipo de leite
  • Maturação ou cura
  • Tipos de queijo quanto à textura
  • Tipos de queijo quanto à casca
  • 15 tipos de queijos para você degustar
  • Curiosidades sobre o queijo
  • Sugestões de leitura e fontes das informações

Quais são os tipos de queijo – classificações

A classificação dos queijos em diferentes tipos não segue um único padrão. Na verdade, há diversas maneiras de separar os queijos em tipos.

Os critérios mais usados para distinguir os tipos de queijo são: país de origem, tipo de leite, tempo de maturação e grau de umidade. Existem ainda outras classificações como por teor de gordura, processo de produção, tipo de casca, ou forma de obtenção da massa.

Veja a seguir quais são os tipos de queijo de acordo com cada critério.

País de origem

A classificação mais ampla dos tipos de queijo é aquela em que se considera o país de origem.

Normalmente o queijo é classificado pelo nome do país em que foi criado pela primeira vez. Os países mais famosos pela sua produção de queijo incluem a França, Itália, Suíça e os Países Baixos (Holanda).

Principais tipos de queijo por país de origem

  • França: Camembert, Brie e Roquefort
  • Itália: Gorgonzola, Muçarela (Mozzarela), Provolone, Parmesão (Parmigiano)
  • Inglaterra: Stilton e Cheddar
  • Suíça: Emmental e Gruyere
  • Holanda: Edam e Gouda
  • Portugal: Serra da Estrela
  • Espanha: Manchego
Mapa da Europa ocidental com queijos mais famosos. Tipos de queijo por país.
Tipos de queijo da Europa

Conheça tudo sobre a raclete: um prato suíço com queijo derretido

Denominação de origem protegida

Em alguns casos, o queijo tem “denominação de origem protegida“. Isso indica que, para poder usar o nome, o alimento deve ser produzido em uma determinada região e com métodos de produção muito controlados.

Exemplo de queijos com denominação de origem são:

  • Roquefort, Camembert de Normandie (França);
  • Manchego (Espanha);
  • Gorgonzola, Grana Padano, Parmigiano Reggiano (Itália);
  • Queijo Serra da Estrela (Portugal).

Leia também: Como cortar queijo da maneira correta

Segundo a lei francesa, por exemplo:

É proibido fabricar, expor, transportar, colocar à venda ou vender, deter, importar, exportar, sob o nome de “ROQUEFORT” com ou sem adição nominal qualificativa, um queijo que não seja o queijo que terá sido:

1. Preparado e fabricado exclusivamente com leite de ovelha;

2. Fabricado e maturado de acordo com os usos locais, leais e constantes, no que diz respeito tanto ao lugar dessa maturação quanto ao método empregado.

Fonte
Produção artesanal do queijo Roquefort - tipos de queijo com denominação de origem controlada
Produção artesanal do queijo Roquefort

A lei determina ainda como o leite de ovelha deve ser produzido, coletado e armazenado, além de detalhes do processo de fabricação e dos ingredientes.

O verdadeiro queijo Roquefort é originário da região de Roquefort-sur-Soulzon no sul da França e é maturado nas adegas subterrâneas da montanha de Combalou, onde o queijo é exposto ao fungo Penicillium Roqueforti.

Existem muitos outros queijos que, embora tenham origem em um determinado lugar, se espalham pelo mundo e são produzidos em diversos locais. Como exemplo, temos Muçarela (Mozzarella), Gouda, Parmesão (Parmigiano), Cheddar e muitos outros.

Nesses casos, a qualidade e mesmo o sabor e textura do queijo terão enorme variação de acordo com a matéria prima e os métodos de produção adotados.

Tipo de leite

A matéria prima principal do queijo é sempre o leite, mas o tipo de animal que produz o leite influencia no sabor final do queijo.

Interessante também notar que o mesmo tipo de queijo pode ser feito com leites de origem diferente, como é o caso da muçarela e da ricota.

Os quatro tipos de leite disponíveis para a produção de queijo são:

  • Leite de vaca: o queijo feito de leite de vaca tem sabor mais suave, cremoso e adocicado que o produzido com outros tipos de leite. Assim, para desenvolver queijos com sabor mais apurado, o queijo de leite de vaca precisa passar por processos de maturação e envelhecimento. O leite de vaca é a matéria prima de cerca de 82% dos queijos produzidos no mundo.
  • Leite de búfala: no Brasil, conhecemos especialmente a muçarela de búfala, um queijo fresco em formato de bolas, trança, nós, ou outros. Na verdade, a verdadeira mozzarella italiana é tradicionalmente feita 100% com leite de búfala. Outros queijos frescos fabricados também com leite de búfala são: queijo de Coalho, Ricota, queijo Frescal e Cottage de búfala. Cerca de 12% dos queijos do mundo são fabricados com este leite.
  • Leite de cabra: o queijo feito com leite de cabra tem um sabor picante e um aroma característicos, mais fortes que os de queijo de vaca. Para quem está acostumado com o sabor mais suave dos queijos de leite de vaca, o queijo de cabra pode não agradar na primeira mordida. Mas este queijo tem uma legião de apreciadores, além dos que, devido à intolerância ao leite bovino, precisam de uma alternativa. Entre os queijos feitos com leite de cabra no Brasil estão o queijo Boursin, Camembert, Ricota e Frescal de cabra. Já na França, principal produtor, são mais de 100 tipos.
  • Leite de ovelha: os queijos de leite de ovelha são os menos comuns no Brasil. Em geral, são queijos macios e semi macios, com textura suave. Entre os tipos de queijo de leite de ovelha estão o Roquefort, o Manchego, Halloumi, Pecorino e Feta.
banca de queijos franceses - diversos tipos de queijo

Maturação ou cura

Uma outra maneira de classificar os queijos é quanto à maturação ou cura. A maturação do queijo envolve uma série de processos que ocorrem após a produção do queijo e que modificam seu sabor, aroma, formato e textura.

O queijo fresco é aquele que não passa por nenhum processo de maturação. Ele pode ser consumido assim que sai do processo de produção. Entre esses queijos, tempos a Ricota, o queijo Minas Frescal e o queijo Coalho.

Diversos outros queijos passam por um processo de maturação, que pode levar de poucos dias a alguns anos. Este processo é feito em um ambiente com temperatura e umidade controladas. Ali milhões de micro-organismos atuam e provocam uma série de reações bioquímicas.

Em geral, o queijo maturado é mais firme e tem sabor mais intenso que o queijo fresco. É fácil de se perceber isso, comparando um queijo tipo ricota (mais fresco) com um parmesão (mais maturado).

Acontece também durante a maturação a formação da casca, dos furos (chamados olhaduras) e das veias (no caso de queijos como gorgonzola) do queijo.

Maturação queijo Asiago
Queijo Asiago maturando

Tipos de queijo quanto à textura

Uma forma bem comum de se classificar os queijos é quanto à sua textura. Não é uma ciência exata, mas em geral, são classificados como:

  • Queijo macio: inclui queijos de massa filada como Muçarela, Provolone e Cacciocavalo; queijos frescos, como Mascarpone, Ricota, Coalho, alguns tipos queijos de cabra, além de queijos cremosos, como Requeijão e Cream Cheese.
  • Queijo semi-macio: são queijos com interior cremoso e com pouca ou nenhuma casca. Têm alto teor de umidade, mas variam em gosto, de suave a mais pungente. Entre eles estão os queijos “azuis” como gorgonzola e roquefort.
  • Queijo semi-duro: o queijo Cheddar inglês, queijos holandeses como Gouda e Edam são considerados semi duros.
  • Queijo duro: são queijos maturados durante longos período para que tenham baixo teor de umidade. O queijo parmesão é o mais famoso deles, mas outros como Pecorino (queijo de ovelha) e Asiago também se enquadram neste tipo de queijo.

Leia também: bases aromáticas e refogados pelo mundo.

Tipos de queijo quanto à casca

A casca do queijo se forma naturalmente durante o processo de produção do alimento. Ela normalmente é comestível, ao contrário de outros materiais que cobrem o queijo, como cera, plástico, folha de alumínio, etc.

  • Casca florida: a casca chamada florida é branca/acinzentada e macia. Ela ocorre quando se adiciona à massa do queijo o fungo Penicillium candidum. Este fungo se desenvolve com a umidade, formando a casca que é comestível. Os queijos com casca florida mais conhecidos são o Brie e o Camembert.
  • Casca lavada: casca geralmente pegajosa e de cor alaranjada ou avermelhada que se forma durante a cura do queijo. A casca é lavada com água, salmora, vinho, ou outra bebida alcóolica de modo a evitar a formação de mofos indesejáveis. Os queijos de casca lavada são os mais aromáticos, com sabor mais acentuados. Normalmente são os queijos que são considerados mais “fedidos”. A casca é comestível, mas pode ser muito salgada em alguns casos. Exemplos de queijos de casca lavada: Taleggio, Quartirolo Lombardo, Serra da Estrela.
  • Casca natural: casca que se forma sem a intervenção de agentes exteriores. Ela se forma naturalmente, quando o queijo é maturado e o ar seca o exterior do produto. Com o tempo, se forma uma crosta que normalmente é mais grossa e dura que as cascas florida ou lavada. Costumam não ser muito agradáveis para se comer. Exemplos de queijo com casca natural: Stilton, Roquefort, Parmigiano Reggiano, Gorgonzolla.

Leia também: Melhores raladores de queijo

15 tipos de queijos para você degustar

1. Brie

queijo brie cortado

País de origem: França

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: na França, mínimo de 6 meses

Textura: macio e cremoso

Características: casca florida branca, interior macio e cremoso

Como consumir: deve ser consumido em temperatura ambiente e cortado em fatias finas, da borda para o centro.

Harmonização: combina frutas como pera e maçã, castanhas e geleias. Champanhe, vinho tinto Cabernet, Merlot, ou vinhos Rosé.

Leia nosso artigo completo sobre o queijo brie.

2. Camembert

Queijo camembert

País de origem: França (região da Normandia)

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: na França, quatro semanas

Textura: macio e cremoso, muito semelhante ao queijo brie.

Características: casca florida branca com interior macio e cremoso.

Como consumir: deve ser consumido em temperatura ambiente e cortado em fatias finas.

Diferença do queijo brie: menor em tamanho e menos teor de gordura.

3. Cheddar

Queijo cheddar

País de origem: Inglaterra

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: mínimo de 9 meses, podendo chegar a mais de dois anos nos queijos “vintage”.

Textura: semi-duro

Características: queijo mais consumido na Inglaterra, apresenta sabor adocicado chegando a bastante pungente em queijos mais maduros. A cor amarela é resultado do acréscimo de urucum.

4. Edam

País de origem: Holanda

Tipo de leite: leite de vaca ou cabra

Maturação: varia, chegando a um ano (mais maduros)

Textura: semi-duro

Características: queijo com casca lavada, de cor amarelada e com sabor suave.

Como consumir: servido com frutas como damasco, maçã ou pera pode ser um bom aperitivo ou sobremesa. É também consumido puro, com pão ou biscoito.

Harmonização: vinhos Pinot Gris, Riesling, Champagne, Chardonnay e Shiraz

5. Emmental

Queijo emmental

País de origem: Suíça

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: varia, chegando a um ano (mais maduros)

Textura: semi-duro

Características: casca natural amarela e olhaduras (buracos) típicas.

Como consumir: em temperatura ambiente. Pode ser degustado puro, ou como ingrediente de outros pratos.

Harmonização: frutas como maçã e pêssego. Vinhos Sauvignon Blanc, tinto Malbec.

Leia o artigo completo sobre o queijo Emmental

6. Gorgonzola

País de origem: Itália

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: mínimo de 50 dias, podendo chegar a 2 ou 3 meses.

Características: queijo azul com casca natural e fina. É um queijo mole com textura cremosa, um pouco quebradiça, e sabor e aroma intensos.

Como consumir: em temperatura ambiente. É consumido puro (em pequenos pedaços) ou para fazer molho para massa.

7. Gouda

Queijo gouda

País de origem: Holanda

Tipo de leite: leite de vaca

Textura: macia

Características: apresenta uma casca vermelha ou amarela e pequenas olhaduras na parte interna.

Como consumir: pode ser usado em tábuas de queijos, ou como ingrediente de molhos e suflês. Experimente com chocolate amargo, uma excelente combinação com um gouda mais maduro.

Harmonização: vinhos Sauvignon Blanc ou tinto Barbera ou Merlot.

8. Gruyere

País de origem: Suíça

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: varia, chegando a um ano (mais maduros)

Características: queijo com olhaduras características, casca natural dura.

Como consumir: em temperatura ambiente. Normalmente é cortado em fatias triangulares, ou em fatias bem finas, cortadas com uma plaina de queijo.

Diferença do queijo emmental: o gruyere tem sabor mais doce e amanteigado. As olhaduras (orifícios) são menores, por vezes inexistentes.

Leia nosso artigo completo sobre aparelhos de fondue.

9. Manchego

Queijo manchego

País de origem: Espanha

Tipo de leite: leite de ovelha

Maturação: mínimo de 60 dias

Textura: é um queijo semi-duro ou duro, dependendo do tempo de maturação.

Características: casca lavada e dura, com entalhes característicos. A casca não é comestível.

Como consumir: o acompanhamento mais tradicional do queijo manchego é o doce marmelada. É também consumido puro, ou com um bom pedaço de pão.

10. Mozzarela

País de origem: Itália

Tipo de leite: leite de vaca ou búfala

Maturação: fresco

Características: queijo branco de massa filada, originalmente feito com leite de búfala. É moldado em diferentes formatos, como bolas, tranças, etc. Tem sabor muito delicado e característico.

Como consumir: preferencialmente ao natural, temperada com azeite. É também ótima para saladas, como a famosa Salada Caprese.

A muçarela de leite de vaca é o queijo mais produzido e vendido no Brasil. Abastece pizzarias, lanchonetes e não falta no lanche de grande parte das residências brasileiras.

11. Provolone

País de origem: Itália

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: mínimo de 30 dias

Características: o queijo provolone é moldado em diferentes formatos, incluindo o tipo “salame” muito vendido no Brasil, mas também como garrafa, ou pera. Alguns são defumados.

Como consumir: em pequenos cubos ou fatias

12. Parmesão

País de origem: Itália (Emilia-Romana)

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: varia, chegando a dois anos.

Características: casca grossa, sabor acentuado. O verdadeiro Parmiggiano-Reggiano é um dos queijos mais apreciados da Itália.

Como consumir: pode ser consumido em pedaços ou ralado para complementar massas.

Além do macarrão, combina bem com vinagre balsâmico (bastam algumas gotas) e frutas como figo.

13. Roquefort

Queijo roquefort

País de origem: França

Tipo de leite: leite de ovelha

Maturação: mínimo de três meses

Características: tem veios e manchas em tons de azul esverdeado. A textura é quebradiça e o sabor bem picante e salgado. Tem casca natural normalmente embrulhada em papel alumínio.

Como consumir: em pequenos pedaços como sobremesa, com frutas como figo, ou uva, pães e crackers, ou ainda com castanhas.

Harmonização: vinhos doces, como Suternes, Porto ou Sherry.

15. Serra da Estrela

Queijo serra da estrela

País de origem: Portugal

Tipo de leite: leite de ovelha

Maturação: mínimo de um mês para queijos “amanteigados” ou quatro meses para envelhecidos.

Textura: semi-macio

Características: massa amanteigada, de cor branca ou amarelada. O queijo é vendido envolto em um tecido branco tipo gaze.

Como consumir: o queijo Amanteigado é servido com a parte de cima cortada, geralmente servido com colher.

15. Stilton (blue)

Queijo Stilton

País de origem: Inglaterra

Tipo de leite: leite de vaca

Maturação: os mais maduros, mínimo de 15 semanas

Características: queijo azul com casca natural. É um dos queijos mais famosos da Inglaterra. Tem um sabor menos marcante que outros queijos azuis.

Harmonização: na Inglaterra, o Stilton é especialmente apreciado com o vinho do Porto.

Curiosidades sobre o queijo

  • Os países com maior consumo per capita de queijo por ano são: República Tcheca (64 kg por pessoa), Alemanha (37 kg) e França (25 kg) (dados de 2019 fonte)
  • Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), o consumo per capita brasileiro é de cerca de 5,5 kg de queijo por ano (2019)
  • Em termos de toneladas de produção, os Estados Unidos lideram a produção de queijo com 6,3 milhões de toneladas, seguidos de Alemanha (3,5 milhões de toneladas) e França (1,9 milhões de toneladas). Dados de 2019: fonte.
  • No Brasil, em 2020 foram produzidas 1,2 milhão de toneladas de queijo (fonte).

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Sugestões de leitura e fontes das informações

Site da Associação Brasileira da Indústria do Queijo – clique aqui

Site Cheese.com

Livro: Queijos do Brasil e do Mundo, de José Osvaldo Albano do Amarante

Livro: Queijos, de Fionna Beckett

Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Tempero lemon pepper: surpreenda-se com este sabor!

26 de abril de 2021 by Eneida Deixe um comentário

Embora não muito conhecido no Brasil, o tempero lemon pepper é uma delícia e acrescenta frescor e sabor a diversos pratos.

Veja neste artigo como fazer o tempero lemon pepper em casa, como usar para dar mais sabor a seus pratos e outras dicas desta maravilhosa combinação de raspas de limão siciliano e pimenta do reino.

Tempero lemon pepper feito em casa

O que é o tempero lemon pepper

O lemon pepper, ou limão pepper, ou ainda tempero de limão e pimenta do reino, é uma mistura de temperos usada na culinária indiana, europeia e também nos Estados Unidos.

Como o nome indica, o tempero é uma mistura de raspas de limão siciliano (lemon em inglês) desidratadas, pimenta do reino (black pepper em inglês) e sal.

Esta combinação tão simples acrescenta a diversos pratos o frescor e as notas cítricas da casca do limão siciliano juntamente com o gostinho picante da pimenta do reino. Uma delícia!

Para que serve o tempero lemon pepper

A mistura de cascas de limão e pimenta do reino é usada em diversas partes do mundo para temperar peixe e outros frutos do mar.

Polvilhe um pouco da mistura em um filé de salmão e deixe assar. Ou misture o lemon pepper com manteiga e coma com lagosta ou camarão frito.

No sul dos Estados Unidos é tipicamente usado como tempero de asas de frangos. As “Lemon Pepper Wings” são asinhas fritas ou assadas com tempero de lemon pepper e são servidas como tira-gosto em bares, ou como prato principal nas casas americanas.

Fica excelente com macarrão também. Uma mistura do tradicional macarrão “cacio e pepe” (queijo e pimenta) com o macarrão “al limone“, nos dá uma bela massa simplíssima de fazer usando o tempero lemon pepper.

Você pode usar este tempero maravilhoso para:

  • temperar frango, peixe, camarão, filé
  • polvilhar legumes assados
  • polvilhar batatas assadas
  • misturar com massa de pão e biscoitos
  • fazer pipoca com lemon pepper em casa
  • fazer asas de frango com lemon pepper, receita tradicional de Atlanta nos Estados Unidos

Por que fazer tempero lemon pepper caseiro

A grande vantagem de fazer sua própria mistura de lemon pepper é que você sabe exatamente quais ingredientes terá no seu potinho. Ao comprar a mistura pronta, ela pode conter outros ingredientes além das raspas de limão, da pimenta preta e do sal.

O produto da marca Bombay, que é uma marca de produtos de qualidade que confio tem os seguintes ingredientes: “sal, pimenta do reino preta, alho, cebola, cúrcuma, óleo vegetal, acidulante ácido cítrico e aroma de limão, realçador de sabor glutamato monossódico”. Eu já não compraria este porque não gosto de glutamato monossódico.

Outra vantagem de fazer seu próprio lemon pepper é que você pode ajustar o tempero conforme seu gosto, acrescentando mais ou menos pimenta, ou sal. Algumas vezes, eu nem coloco sal na mistura, deixo para temperar quando for usar.

Dá também para acrescentar outros temperos, especialmente alho e cebola em pó.

Conheça também: tempero chimichurri

Como tirar as raspas do limão siciliano

Para fazer sua mistura lemon pepper, você vai precisar tirar raspas de alguns limões. Para fazer isso, você tem algumas opções, dependendo do utensílio que tem disponível.

Usando um zester

O utensílio próprio para esta função é chamado de raspador de limão ou “zester” (palavra inglesa que é também usada no Brasil).

Ao passar os orifícios do zester pela casca do limão, você tem raspas bem perfeitinhas. É fácil de manusear, o raspador não alcança a parte branca da casca da fruta que é amarga e deve ser evitada, e você ainda consegue longas tiras se quiser.

Raspas de limão para tempero lemon pepper - usando um zester
Zester

Por isso, se você, como eu, é fã do gostinho de raspas de cítricos em diversas combinações, pode valer a pena investir neste utensílio. Custa baratinho, veja o valor aqui.

Usando um ralador plano ou microplane

O ralador plano ou microplane é usado para ralar diversos alimentos, como noz moscada, queijo, gengibre, entre outros. Ele também rala muito bem a casca do limão para fazer as raspas.

Neste caso, elas não saem em tiras, como quando se usa o zester, mas ficam mais finas e curtas. É preciso também mais cuidado para não ralar além da parte amarela da casca, girando o cítrico constantemente.

Raspas de limão usando um ralador plano.
Ralador plano

Usando o ralador de quatro faces

É possível também usar o ralador comum de quatro faces que a maioria das pessoas tem em casa. Neste caso, opte pelo lado com os furos menores e tome cuidado para não ralar além da casca amarela.

Eu tenho um mini ralador que acho mais adequado para esta tarefa. Ele é usado também para ralar noz moscada ou até alho.

Mini ralador para tirar raspas do limão siciliano.
Mini ralador

Leia também: lista de utensílios que não podem faltar na cozinha

Outras formas de tirar as raspas do limão siciliano

Se você tiver paciência e habilidade, basta uma faca de legumes ou ainda um descascador de legumes para executar esta tarefa.

O importante é que você não raspe a parte branca da casca, que é mais amarga.

Como fazer lemon pepper – receita fácil

Ingredientes

São só três:

  1. raspas de limão siciliano,
  2. pimenta do reino e
  3. sal.

Proporção:

Depois de ler diversas receitas para tentar encontrar uma que me agradasse, eu aprendi que a proporção correta entre as raspas do limão e a pimenta é de 4 para 1.

Assim, para cada 4 colheres de sopa de raspas de limão siciliano, a gente precisa de 1 colher de sopa de grãos de pimenta do reino moídos ou amassados.

Um limão siciliano dá uma média de 1 colher de sopa de raspas. Então, na receita são 4 limões, ou 4 colheres de sopa de raspas.

Quanto ao sal, para meu gosto, basta 1 colher de chá.

Leia também: Como fazer pipoca na panela elétrica

Como desidratar

Comece ligando o forno na temperatura mais baixa que seu forno permitir. Depois, forre uma assadeira com papel manteiga.

Espalhe as raspas de limão pela assadeira o mais que conseguir, o ideal é deixar uma só camada. Jogue os grãos de pimenta do reino por cima, espalhando novamente.

Leve a assadeira ao forno por cerca de 30 minutos.

Da primeira vez que for fazer a receita, fique de olho no forno. Se não conseguir que a temperatura fique baixa (abaixo de 100 graus), deixe a porta do forno entreaberta, usando uma colher de pau entre a porta e a estrutura do fogão.

Você vai ter que conferir: depois de 20 minutos, retire a assadeira do forno e verifique se as cascas já estão desidratadas. Elas mudam de cor e de textura. Se não estiverem, deixe mais 10 minutos e confira novamente até que esteja .

Se, por outro lado, o forno estiver muito frio, vai demorar mais um pouco, talvez até uma hora.

Leia também: como usar páprica na comida

Misture e use

Retire a assadeira do forno e transfira a mistura para um potinho. Acrescente o sal e misture.

Se quiser um tempero em pó mais fino, passe por um processador de alimentos.

Guarde em um pote de vidro bem fechado para usar quando quiser.

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Arquivado em: Ingredientes e Temperos

Dill, endro ou aneto: como usar este tempero

22 de abril de 2021 by Eneida 1 comentário

O tempero conhecido como dill, endro ou aneto tem um gosto único que acrescenta frescor e sabor a alimentos como salmão, molhos a base de creme, picles e saladas.

Leia neste artigo tudo sobre este tempero versátil e único.

tempero dill ou endro: como usar
Tempero dill, endro ou aneto
O que você verá neste artigo
  • Tempero dill: o que é
  • Folhas e sementes
  • Dill fresco ou seco
  • Onde usar o tempero dill ou endro
  • Como fazer chá de endro ou dill
  • Dicas para usar o tempero dill
  • Onde comprar
  • Como guardar
  • Como congelar dill ou endro
  • Como secar
  • O que substitui o tempero dill em uma receita
  • Dill faz bem para a saúde?
  • Receita de pesto de dill (endro)

Tempero dill: o que é

Uma erva com três nomes distintos: dill, que é o nome em inglês, mas amplamente usado no Brasil; aneto, versão italiana; ou endro, nome oficial em português.

Os três termos se referem à mesma planta, uma parente distante da salsinha e da cenoura, cientificamente chamada de Anethum graveolens.

Com aparência semelhante aos ramos do funcho, o dill é um tempero usado na culinária escandinava, do leste europeu, do oriente médio e do norte da África. Atualmente, o gosto pela erva se espalhou pelo mundo e até mesmo no Brasil é encontrada em alguns preparos.

Como é uma planta do verão no hemisfério norte, é associada a pratos leves, saladas e ingredientes frescos da estação.

As folhas de Dill combinam com peixe (especialmente salmão), saladas, molhos cremosos como os de base de iogurte, além de sopas e caldos.

Já as sementes de dill são usadas para fazer picles e combinam muito com linguiças, repolho e batatas.

Leia também: como usar alecrim na comida

Folhas e sementes

O tempero dill é encontrado em duas formas: folhas ou sementes. Embora sejam parte da mesma planta, têm gostos e usos diferentes.

Em termos de gosto, as folhas frescas ou secas do dill remetem à frescura do limão, um pouco de salsa e toques de anis.

Já as sementes têm um gosto diferente, que lembra a alcaravia. Se você está se perguntando que diabo é alcaravia, talvez você conheça como “kümmel”, um condimento usado em pães.

Sementes de tempero dill ou endro em uma colher de pau com folhas de dill ao fundo
Dill: folhas e sementes

Em termos de uso, as folhas devem ser colocadas no final do cozimento, já que não precisam de muito tempo para soltar seu sabor e aroma e, por serem delicadas, com o calor perdem a potência a aparência.

As sementes de dill, por outro lado, toleram bem o calor e precisam de tempo para darem ao prato todo o seu sabor. Quanto mais tempo, mais sabor será conferido.

Além disso, as sementes podem ser guardadas por mais tempo sem perderem seu sabor. Basta colocar em um vidrinho seco e manter em local adequado.

Leia também: como usar tomilho na comida

Dill fresco ou seco

Como acontece com outras ervas, a versão seca ou desidratada do dill é mais concentrada e potente do que a versão fresca.

Assim, se em uma receita você precisar substituir um pelo outro, observe as proporções:

  • Use uma colher de sopa de dill fresco para substituir uma colher de chá de dill seco;
  • Use uma colher de chá de dill seco para substituir uma colher de sopa de dill fresco.
Tempero Dill seco em uma colher de pau c
om dill fresco ao fundo
Folhas de endro seco e fresco

Onde usar o tempero dill ou endro

O tempero dill combina com vários alimentos, veja a seguir alguns deles.

Batatas

Dill combina muito com batata. Acrescente um pouco de dill fresco picadinho a um purê de batata para ver que delícia de sabor.

Para acompanhar carnes ou assados, você pode também optar por batatas com manteiga e dill. Para isso, coloque algumas batatas (eu uso a batata bolinha) na água e ferva até que estejam cozidas, porém firmes (cerca de 15 minutos).

Escorra as batatas e volte para a panela quente. Junte duas colheres de sopa de manteiga, duas colheres de sopa de folhas de dill picadas, sal e pimenta do reino a gosto. Misture bem até que a manteiga tenha derretido e todas as batatas estejam cobertas com o dill.

Batata com dill

Salmão

O salmão é o par perfeito para o endro: o Romeu e Julieta dos mares!

Para um sanduíche delicioso, comece por um bom pão artesanal e passe uma camada de cream-cheese misturado com dill e um pouquinho de limão siciliano. Coloque algumas fatias de salmão defumado e você terá um lanche delicioso. Se fizer em pequenas porções, pode ser servido como aperitivo, ou finger food.

Pedaços de salmão cru em um prato azul com folhas de tempero dill

O Gravlax é um prato típico da Escandinávia que consiste de um belo pedaço de salmão curado em uma mistura de sal, açúcar, dill e pimenta do reino. Ele é servido como aperitivo em fatias finas. Acompanha molho de mostarda e pão de centeio.

Saladas

Como dill é uma erva do verão do hemisfério norte, é muito usado para fazer saladas.

A combinação pepino + dill é bem tradicional, não só para a sopa fria (veja a seguir), mas também para fazer uma salada de pepino e temperar com molho de dill.

O tzatziki é uma pastinha originária da Grécia (ou da Turquia) feita com iogurte, dill e pepino. Ela é usada para passar no pão sírio, ou outro tipo de pão. Algumas receitas usam hortelã no lugar do endro e outros ainda usam uma mistura das duas ervas. Eu prefiro somente com dill. Veja uma boa receita aqui.

Sopas e caldos

O dill é considerado tempero indispensável na “borsch” ou “borscht”, a sopa de beterraba tradicional da Rússia e do leste europeu.

Outra sopa tradicional desta mesma região é a sopa fria de pepino que – adivinhe – também leva dill ou endro na preparação. O pepino é processado juntamente com iogurte, limão siciliano, cebola, dill, alho, sal e pimenta. Depois, a sopa é levada à geladeira por cerca de 8 horas para que os sabores se combinem. A cara do verão em várias partes da Europa.

Sopa fria de pepino

Picles

Nos Estados Unidos, o tempero dill é muito associado ao “dill pickle” que é um picles de pepino. Se você já comeu um Big Mac na vida, conhece o picles de pepino americano!

O pepino é conservado em uma mistura de vinagre, água, sal, sementes e/ou folhas de dill e alho. Para fazer em casa, é preciso deixar na geladeira por 3 a 4 dias para que ocorra a fermentação.

O picles de pepino é saboreado em sanduíches (parte do recheio ou como acompanhamento), saladas, ou só o pepino mesmo, como aperitivo.

Picles de pepino ou Dill Pickle

Leia também: Passata de tomate: o que é e como usar

Manteiga com dill

Para acompanhar peixes e frutos do mar, ou para passar no pão, misture 1/4 de xícara de dill picado e 1/2 xícara de manteiga em temperatura ambiente. Misture bem, cubra e deixe na geladeira por cerca de 2 horas.

Pesto de dill ou endro

E como última sugestão de o que fazer com dill na cozinha, por que não experimentar um molho pesto diferente do tradicional?

Esta versão escandinava do molho pesto é especialmente adequada para acompanhar salmão (de novo), mas também fica ótimo com legumes assados, para temperar salada, para comer com pão, ou para fazer uma salada Caprese (tomate, muçarela e pesto de manjericão) virar salada “de Estocolmo”!

Veja a receita no final do artigo.

Como fazer chá de endro ou dill

Para preparar o chá de endro, use uma colher de sopa de sementes ou folhas secas de endro para cada meio litro de água (duas xícaras de chá).

Em uma panelinha, coloque a água e adicione as sementes ou folhas. Leve ao fogo, deixe ferver por cerca de dez minutos.

Desligue o fogo, tampe a panela e deixe em infusão por mais dez minutos. Em seguida, coe o chá e beba.

Xícara de chá de endro e sementes
Chá de endro

Dicas para usar o tempero dill

  • As folhas de dill (frescas ou secas) são muito delicadas. Assim, perdem sabor quando permanecem muito tempo na panela. O ideal é que o tempero seja acrescido ao prato nos minutos finais do cozimento, para preservar tanto o gosto quanto a aparência.
  • As sementes, no entanto, precisam do calor para liberarem o aroma e o sabor. Assim, os chefs aconselham a torrar as sementes de endro em uma frigideira, antes de usar.
  • Lave e pique o dill logo antes de usar.
  • Você pode usar tanto os cabos quantos as folhas, só é preciso descartar a parte mais grossa do cabo.
  • Para evitar machucar as folhas delicadas, use uma faca bem afiada na hora de picar.

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Onde comprar

O dill fresco é comprado na seção de ervas frescas do seu sacolão (hortifruti), supermercado, ou loja de produtos naturais.

Já o seco e as sementes são encontrados em potes de vidro ou saquinhos na seção de ervas e condimentos do supermercado.

Lembre-se de procurar pelos três nomes: endro, dill ou aneto. Não há muita consistência na hora de nomear o produto e eles remetem para o mesmo tempero.

Repare também se está comprando as sementes ou a erva seca, já que, como vimos, são diferentes.

Leia também: como usar sálvia na comida

Como guardar

O dill é uma erva que perde seu frescor muito rapidamente uma vez colhida. Ela murcha e fica com um tom amarronzado bem mais rapidamente que outras ervas mais resistentes.

Para guardar na geladeira, embale o dill em papel toalha e ele durará alguns dias.

Se quiser prolongar a vida do dill, coloque em um copo ou jarra com água, como se fosse um buquê de flores. Isso mantém a erva fresca por mais algum tempo.

Como congelar dill ou endro

Para preservar o dill por um período de semanas ou meses é preciso congelar.

Higienize o dill fresco, seque e pique as folhas e o talo. Coloque o dill picado nos cubos de uma forma de gelo. Complete com água e congele. Você pode usar o cubo de dill congelado quando precisar temperar um prato com a erva fresca.

Outra forma de congelar é simplesmente espalhar os ramos de dill em uma assadeira ou travessa que vá ao freezer. Depois de congelados transfira para um saquinho plástico bem fechado. Na hora de usar, é só colocar o tempero congelado na panela.

Como secar

Assim como acontece com outras ervas, é bem fácil secar ou desidratar o dill. Basta fazer um buquê e pendurar virado de cabeça para baixo em um local seco.

Em alguns dias, as folhas escurecem e secam, ficando mais quebradiças. Neste ponto, retire do buquê, quebre a erva em pedacinhos e armazene em um pote de vidro.

Como secar ervas frescas - tomilho, alecrim e orégano
Como secar ervas

O que substitui o tempero dill em uma receita

Como já foi falado, as sementes de dill têm um gosto diferente do das folhas (frescas ou secas). Assim, não dá para substituir uma pelo outra.

As folhas de dill têm um gosto adocicado e com notas de anis que lembram um pouco a erva doce. Se você não tem dill em casa para usar em uma receita, é possível substituir por uma dessas plantas: erva-doce, funcho, ou ervas como estragão, tomilho e salsa.

Se o dill estiver sendo usado somente para decoração de um prato, as folhas de funcho são bem semelhantes e podem ser usadas no lugar.

Já para substituir sementes de dill, uma opção muito citada é o “caraway”, conhecido no Brasil como alcaravia, kümmel, ou cominho armênio, usada especialmente para aromatizar pães e bolos.

Leia também: 11 dicas para não errar na receita

Dill faz bem para a saúde?

Consta que o nome dill vem de uma palavra norueguesa que significa “acalmar”. A planta é usada pela medicina ayurveda e outras tradicionais para curar cólica em bebês, problemas do trato digestivo e para auxiliar na produção de leite materno.

Embora esse usos não tenham comprovação científica, é certo que a planta é rica em diversos nutrientes essenciais, incluindo vitamina C, magnésio e vitamina A, além de ter potencial antioxidante.

Leia aqui os potenciais benefícios do dill para a saúde e o que é comprovado cientificamente (em inglês).

Receita de pesto de dill (endro)

Pesto de dill (endro)

Uma variação do molho pesto que vai muito bem com saladas, peixes, ou mesmo com macarrão!
www.bemafiada.com
Preparo: 15 minutes mins
Porções: 1 xícara
Servir como: Molho

Equipamento

  • Mini processador de alimentos

Ingredientes
  

  • 2 xícaras de folhas de dill (endro)
  • ¼ xícara de castanhas ou nozes
  • 1 colher de chá de suco de limão siciliano
  • ¼ xícara de azeite
  • 1 dente de alho picado
  • sal e pimenta do reino

Modo de preparo
 

  • Comece processando as nozes ou castanhas no processador até estarem bem trituradas. Neste ponto, acrescente o dill, o suco de limão siciliano, o dente de alho, o sal e a pimenta e processe mais alguns segundos.
  • Abra o processador, raspe as laterais, e acrescente o azeite. Misture até obter uma pasta homogênea.
  • Transfira para uma tigela, acerte o sal e conserve na geladeira até usar.

Dicas

Este pesto dura cerca de 7 dias se conservado em geladeira.
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Palavra chave: pesto de dill, pesto de endro

Conheça também: tempero chimichurri

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Como usar sálvia na comida

3 de abril de 2021 by Eneida 3 Comentários

Conheça este delicioso tempero que pode acrescentar muito sabor a diversos pratos

A sálvia é uma erva muito usado na culinária americana e de diversos países europeus, mas que não é muito popular no Brasil.

Eu aprendi como usar sálvia na comida na Inglaterra, pois um dos tradicionais recheios para o peru natalino no país é o recheio de sálvia e cebola, que eu costumo chamar de “farofa” inglesa.

Como usar sálvia na comida

O que é sálvia?

Sálvia é uma planta perene da família da hortelã. Tem folhas alongadas em formato oval com um verde mais claro que o das ervas mais comuns.

A textura da folha é semelhante à da hortelã, aveludada e um pouco áspera, e por isso não é muito interessante comê-la crua.

Existem diversas variedades de sálvia, mas a mais usada na culinária é a Salvia officinalis, chamada de sálvia comum.

A sálvia é originária da região do Mediterrâneo e é usada na culinária deste os tempos mais antigos.

Era usada pelos Romanos também para fins medicinais, tanto para melhorar a digestão quanto para cicatrizar ferimentos. O nome “salvia” tem a mesma raiz de “salvar”.

Qual é o gosto da sálvia?

A sálvia tem um gosto bem marcante que acrescenta profundidade a muitos pratos. A palavra usada para descrever o gosto da sálvia é “terra” e “calor”. Segundo experts, tem também um sabor e aroma de cítricos.

Ela pode ser usada sozinha ou em combinação com outras ervas para temperar diversos tipos de alimentos, como veremos a seguir.

Leia também: o que é funcho

Salvia fresca ou seca

A sálvia é uma erva que retém bem o sabor quando desidratada.

Como acontece com outras ervas (como o tomilho e o alecrim), a erva seca tem o sabor mais concentrado que a fresca.

Salvia seca

Assim, usa-se menos quantidade de sálvia seca no preparo do que se usaria a fresca.

A sálvia seca é facilmente encontrada no setor de ervas do supermercado e a fresca é encontrada junto com as hortaliças.

1 colher de sopa de sálvia fresca = 1 colher de chá de sálvia seca

Como usar a sálvia na comida

Para usar a sálvia fresca em um preparo, comece retirando as folhas dos ramos. Higienize as folhas e seque bem.

Para cortar, existem várias possibilidades.

A forma que eu mais uso é fazendo um rolinho com a folha e cortando em tiras finas com uma faca ou tesoura. Mas ela pode ser picada com uma faca tipo meia-lua, ou com a faca do chef.

Dependendo da receita, as folhas podem ser colocadas inteiras na panela, como se faz com as folhas de louro, para dar o gosto característico a sopas e ensopados.

Quando adicionar a sálvia na comida

A sálvia é uma erva bem robusta, mas o cozimento prolongado pode deixar o gosto menos acentuado. Para preservar o gosto pungente, acrescente a salvia mais para o final do cozimento.

Se quiser um gosto mais suave, acrescente a sálvia no início, ou use somente sálvia fresca.

Lembre-se sempre que a sálvia tem um gosto predominante, assim use com moderação, especialmente se não tiver familiaridade com a erva.

O gosto e a textura da sálvia sem cozimento costuma não agradar, assim jamais coloque as folhas para temperar uma salada, por exemplo.

Sálvia combina com o quê?

O gosto da sálvia combina bem com carne, especialmente as mais gordurosas. Carne de porco, de boi, frango e outras aves ficam ótimos com um toque de sálvia. Combina também com cebola, queijo e abóbora.

Como tem um gosto acentuado, um pouquinho de sálvia (especialmente se for seca) já basta.

Na culinária inglesa e norte americana, a sálvia é usada para recheio de frango ou peru, e como tempero de embutidos. O recheio de “sage and onion” (sálvia e cebola) é tradicional no Natal britânico e uma variante dele acompanha o peru do Thanksgiving americano.

Já na Itália, é usada para criar um molho para massas juntamente com a manteiga. O molho de manteiga queimada e sálvia é facílimo de se fazer (veja abaixo) e vai muito bem especialmente com nhoque ou uma massa recheada.

A sálvia é também usada no tradicional Saltimbocca alla Romana (escalopes de vitelo ou filé à Romana).

Na Alemanha, a sálvia é usada para temperar linguiças e também é usada com cebolas caramelizadas.

Veja a seguir algumas receitas que levam sálvia.

Molho de manteiga e sálvia – Como usar sálvia na comida

Usado não somente para massa, este molho delicado pode ser usado com legumes assados, ou até mesmo para dar um sabor extra ao purê de batatas.

Como fazer molho de manteiga e sálvia

Para fazer, aqueça duas colheres de sopa de manteiga em uma frigideira. Deixe cozinhar em fogo médio por cerca de 3 minutos, fazendo movimentos circulares com a frigideira, até que a manteiga comece a ficar marrom. Neste ponto, adicione cerca de 10 folhas de sálvia e deixe fritar por mais um minuto para soltar o sabor. Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora.

Ravioli com manteiga e salvia
Ravioli com manteiga e sálvia

Manteiga com sálvia

Da mesma forma que a manteiga com alecrim, esta mistura de manteiga com sálvia pode ser usada como tempero de filés ou frango, como pastinha para o pão ou crudités de aperitivo, ou para rechear uma batata assada.

Leia também: como usar o dill (endro) na culinária

Como fazer manteiga com sálvia

Junte as raspas de meio limão siciliano e duas colheres de sopa de sálvia fresca picada a 100 g de manteiga em temperatura ambiente. Amasse com um garfo até estarem totalmente incorporados. Tempere com sal e pimenta do reino. Faça um rolinho com a manteiga de sálvia, embrulhe em papel manteiga ou filme plástico e leve à geladeira. Pode ser congelado.

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Como temperar frango com sálvia

Sálvia combina muito com frango e pode ser usada para temperar o frango assado. Basta acrescentar algumas folhinhas de sálvia fresca na assadeira (cerca de 10 ou 12), ou polvilhar o frango com um pouco de sálvia seca (1 colher de chá) antes de colocar no forno. Para ficar mais gostoso, acrescente um limão siciliano cortado em fatias.

Outra forma de temperar o frango com sálvia é usando a manteiga de sálvia. Se for assar o frango inteiro, levante a pele e passe a manteiga de sálvia na carne do frango. Espalhe gentilmente com a mão.

Mel com sálvia

Uma forma doce de ter sálvia é misturar com o mel. Fica uma delícia para adoçar chá, e pode ser usada também para acompanhar um pão quentinho.

Como guardar a sálvia

A sálvia fresca tem um tom verde acinzentado e não deve ter pontos escuros ou as bordas secas. Se tiver, descarte imediatemente.

Como guardar a sálvia fresca

Para guardar na geladeira, embrulhe as folhas de sálvia em papel toalha e coloque em um saco plástico. Elas duram cerca de uma semana na geladeira.

Outra opção é congelar a sálvia. Para isso, lave e seque bem as folhas e acomode-as em um saco plástico. A sálvia congelada tem um sabor mais acentuado que a fresca e pode ir do freezer para a panela. Procure usar antes de completar um ano congelada.

Leia também: alimentos que não podem faltar na despensa

Folhas de sálvia em uma cesta

Como guardar a sálvia seca

A sálvia seca comprada no supermercado costuma vir em uma embalagem de vidro. Guarde o vidrinho em local seco e longe da luz solar. Use em menos de 6 meses, ou observe a data de validade do produto.

O que substitui a sálvia nas receitas

Se você não tem sálvia e a receita pede este tempero, você pode usar tomilho no lugar, ou uma mistura de temperos que contenha um pouco de sálvia (como “ervas da provença” que costuma ter sálvia entre os ingredientes). O gosto não ficará o mesmo, mas certamente não estragará a receita.

Outras opções para substituir a sálvia são o alecrim e a manjerona.

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Como usar sálvia na comida

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Como picar alho e dar mais sabor aos pratos

9 de março de 2021 by Eneida 1 comentário

O alho é um dos temperos mais usados na nossa culinária e forma a base aromática de diversos pratos brasileiros. Não é pra menos, ele adiciona um aroma e um sabor profundo em qualquer ingrediente principal.

Agora você sabia que a forma com que o alho é colocado na preparação do prato faz toda a diferença no sabor final?

A intensidade do sabor vai depender, além da quantidade e do tipo de alho usado, da forma como o alho é cortado ou amassado. Um dente de alho inteiro, ou cortado em fatias ou lâminas, ou ralado, ou ainda como uma pasta de alho amassado acrescenta ao prato mais ou menos sabor e pungência.

Cabeça e dentes de alho em uma tábua de corte - Como picar alho

Para ter o melhor sabor e também aproveitar das propriedades terapêuticas do alho, use sempre alho fresco. O alho comprado em forma de tempero pronto não conserva as mesmas características do preparado em casa e assim não tem o mesmo sabor.

Mas, primeiro, o alho precisa ser descascado.

Melhor forma de descascar o alho

Para descascar o alho, primeiramente remova a casca ou pele que envolve toda a cabeça do alho e separe os dentes que for usar.

A forma mais prática e rápida de descascar alho é amassando o dente com a lâmina de uma faca (ou com um murro!). A casca se desprende da “carne” e fica bem fácil de descascar.

Se quiser preservar a forma do alho sem deixar muito amassado, dê uma ligeira amassada com a faca ou murro e depois corte as duas extremidades com a faca. A casca se desprenderá facilmente.

Veja a técnica no vídeo abaixo.

Como descascar alho

Como picar alho

Entre as formas de picar alho, é possível usar uma faca, ou o processador de alimentos. O alho também pode ser transformado em uma pasta, o que acontece quando usamos um espremedor, ralador ou um pilão.

Quanto mais são quebradas as paredes das células do alho, mais enzimas são liberadas, fazendo com que o sabor seja mais pungente.

Assim, o sabor característico do alho vai se tornando mais forte quanto mais ele é triturado: do dente de alho inteiro (sabor suave), lâminas ou fatias (sabor médio), alho picadinho (sabor mais intenso) e alho pastoso (sabor muito intenso).

Veja a seguir as técnicas para picar o alho.

Leia também: como usar sálvia na comida

Picar alho com a faca

Esta técnica é bem simples e envolve fazer movimentos com a faca em diversas direções de modo que o alho fique bem picadinho.

Usando uma faca do chef grande, você pode fazer movimentos de balanço, pressionando a ponta da faca com uma das mãos enquanto segura a faca com a outra.

Como picar alho com uma faca
Como picar o alho com a faca

Se a receita pedir alho em lâminas ou em tiras, é preciso organizar melhor. Para fazer lâminas, apoie o dente de alho na tábua e faça cortes horizontais precisos, começando em uma ponta do dente e terminando na outra. Para cortar em tiras, faça cortes no sentido vertical.

Leia também: o que é e como usar o molho inglês

Alho cortado em lâminas
Corte em lâminas

Alho picado no processador de alimentos

Em caso de uma quantidade maior de alho para picar, o mini processador de alimentos faz o trabalho de forma rápida e eficiente.

Não é a forma mais indicada para picar um ou dois dentes de alho, porque o alimento vai ficar rodando no processador sem alcançar as lâminas, mas se a receita pede uma cabeça de alho inteira, por exemplo, este eletro-portátil será muito eficaz.

Uma opção interessante para quem não tem um mini processador mas está sempre picando alho, cebola e outras ervas, é ter um mini processador manual. É barato, pequeno e muito fácil de usar e lavar. Veja aqui os detalhes.

processador manual para picar alho
Mini processador de alimentos manual

Leia também: o que é cheiro verde

Alho no espremedor

Um espremedor de alho é um utensílio de cozinha muito usado em alguns países, e que está se tornando queridinho de cozinheiros domésticos por aqui também.

Consiste de um tambor de inox com furos, onde os dentes de alho são colocados e uma alavanca que, quando pressionada, esmaga o alho que “vaza” pelos furos. O líquido interno do alho também passa pelos furos e o resultado é que o alho amassado fica mais úmido que o picado.

É bem prático de usar e o alho sai bem amassado. Uma das vantagens é que não é preciso descascar o alho antes de espremer no utensílio, já que a casca fica retida no tambor.

Espremedor de alho

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Alho amassado no pilão

Muito tradicional nas nossas cozinhas, o método de amassar o alho juntamente com um pouco de sal no pilão e almofariz é bem antigo e ultrapassa fronteiras.

Para amassar o alho dessa forma, eu particularmente descasco o alho, corto em pedaços menores antes de colocar no almorafiz. Junto uma pitada de sal e amasso com o pilão.

Neste método, fica mais fácil definir o quão pastoso você quer o alho, já que basta parar de amassar quando estiver no “ponto” desejado.

Há diversas opções de conjuntos de almorafiz e pilão no mercado, eu prefiro os de pedra que são grandes bem pesados. Mas existem modelos de madeira, de porcelana, de metal, entre outros.

Veja este modelo.

Este utensílio pode ser usado para triturar outros temperos, além de ser decorativo também.

Alho ralado

Para fazer uma pasta de alho, é também possível usar um ralador fino plano ou um mini ralador de quatro faces, também usados para ralar queijo, chocolate, ou outras especiarias.

Como esses raladores costumam ser muito afiados e o dente de alho é pequeno, é preciso muito cuidado com as pontas dos dedos, para não causar um acidente.

O resultado é que o alho fica bem pastoso e bem pungente.

Leia nosso artigo sobre raladores de queijo.

Dicas para cozinhar com alho

  1. Para acrescentar um sabor bem suave, amasse um dente de alho com uma faca e esfregue na panela, forma, ou mesmo prato que for servir. Descarte o alho antes de preparar o alimento.
  2. O alho queima com muita facilidade e quando queimado tem um gosto amargo e nada agradável. Por isso, retire os dentes de alho queimados da assadeira que esteve no forno, antes de servir.
  3. Ao comprar alho, escolha as cabeças intactas que tenham a pele como se fosse um papel fino. Não deve haver brotinhos verdes à vista, nem qualquer dano.
  4. O alho pode ser guardado em local fresco e arejado por cerca de 4 – 6 meses, mas vai perdendo o sabor com o tempo.
  5. O alho ralado, picado ou em forma de purê deve ser guardado na geladeira em potes fechados para que o cheiro não se espalhe. Deve ser consumido o quanto antes.
  6. Com o tempo, o broto no centro do dente de alho vai se tornando verde. Se isso acontecer, retire com uma faquinha, pois ele pode ter um gosto amargo.
  7. Para retirar o cheiro de alho das mãos, esfregue os dedos em uma superfície de aço inoxidável, como uma colher ou a cuba da pia.

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